Dark World

4 4. Mistérios do Destino


Notas iniciais
Hey yo o/
let's go
Alguém morre no final...


Após as três horas de uma viagem tranquila, eles decidem parar em um posto de gasolina que se aproximava para abastecer e ver se conseguia alguma comida. Não era surpresa para os dos o fato do posto estar vazio, mas o porquê de estar sujo e bagunçado é outra coisa. Erick para o carro próximo a loja de conveniência e saindo do carro junto com Guilherme com expressões de desgosto – a porta estava arrombada no chão e as janelas quebradas. Erick guarda as chaves do carro no bolso e entra na loja com Guilherme. As lâmpadas estavam ligadas, piscando como se resistissem à vida e quem quer que tenha passado lá, não queria apenas dinheiro ou alguns produtos, mas quase todos eles. Dividiram-se então e rapidamente pegaram chips, doces e algumas bebidas que estavam derrubadas em frente à geladeira. Vão mais rápido ainda ao banheiro e logo retornam ao carro. Erick então segue em frente.

Já eram quase 11 horas noturnas nesse pequeno planeta quando Erick finalmente reconheceu a fazenda em que esse tal Mestre vivia. Quando Erick parou na entrada para se certificar do local correto, foi surpreendido por vários ninjas bem próximos do carro. Um deles, apontando algumas shurikens, perguntou quem eram, da onde vieram e por que estavam ali. Erick, pela janela, respondeu:

- Sou Erick, aprendiz do Mestre K.

- Sai do carro então e me mostre o que deve. Disse o Ninja.

Erick obedeceu. Saiu do carro e fez movimentos e gestos desconhecidos para Guilherme, mas totalmente aprováveis para os ninjas. O ninja perguntou quem era o garoto no carro e teve a resposta de que era um amigo que estava aqui para ser treinado. O ninja que estava de guarda liberou a entrada dos dois. Erick dirigiu na escuridão com apenas com os faróis para guiá-lo até chegar ao templo e quando chegou estava lá o Mestre K.

— Olá Erick, quanto tempo eu não o vejo. Sinta-se em casa, você é sempre bem vindo. O que o traz aqui?

— Mestre. Como é bom vê-lo. Trago um amigo para que o senhor possa treiná-lo e eu vou continuar meu treinamento se possível. Estamos passando por momentos difíceis.

— Erick, você sempre será bem vindo aqui. Desde que o que aconteceu, aqui pode ser seu lar como sempre foi, aliás. E quanto ao seu amigo, teremos que testá-lo do modo que você já conhece bem, por hoje vamos descansar, está tarde.

O Mestre K os levou ao quarto e em segundos saiu. Guilherme e Erick dormiram em um sono profundo até a manhã chegar.

Os olhos de Guilherme abriam lentamente e tentando virar o corpo preguiçoso naquele lugar aconchegante. Ele virou na direção da outra cama e não viu Erick. Então com a preguiça em seu corpo, levantou, se vestiu e saiu do quarto, encontrando ao longo do corredor o Mestre K e Erick conversando. Guilherme caminha até eles e então a conversa toma um novo rumo após a desajeitada reverencia de Guilherme ao Mestre K. E então o Mestre chama todos para o jardim.

— Caminhando, Guilherme pergunta se vai ter que usar a espada e armadura hoje. E o Mestre responde:

— Apenas use a espada se precisar.

Quando chegaram ao jardim, ficaram maravilhados com as formas e cores. Flores estavam em todo o lugar, árvores e estatuetas. O jardim é tão vivido quanto os seres que o habitavam. O Mestre seguiu até um ponto e pediu para que Guilherme fosse ao outro.

- Então é uma luta? Pergunta Guilherme.

- Sim, a primeira etapa é me vencer, ou estará reprovado. Diz o Mestre.

Os dois se reverenciam e se olham, esperando ver quem vai primeiro. O Mestre chama-o movimentando os dedos. Guilherme crava a espada no chão e corre para o Mestre tentando goleá-lo com golpes que ele estava recordando ver em filmes do Jack Chan, mas todos são em vão devido a grande habilidade de esquiva do Mestre. Quando Guilherme tenta acertar o rosto do Mestre, o Mestre defende com sua mão, movendo a mão para a direita com sagacidade. Isso faz com que o corpo de Guilherme gire para um sentido e, nisso, o Mestre o golpeia na barriga, fazendo com que ele caia no chão a alguns metros de lá. O Mestre com a mesma energia anda na direção de Guilherme, que quando percebe, se esforça pra levantar e correr para onde a espada está. Guilherme pega a espada do chão e fica em posição de ataque e o Mestre continuando a caminhar até chegar muito próximo da ponta da espada dele. Com um sorriso vitorioso no rosto, Guilherme da um pulo pra frente, mas no mesmo instante sua felicidade é frustrada pela esquiva do Mestre: ele move a espada com uma das mãos para o lado e rapidamente com a outra mão aberta ele empurra Guilherme e em fração de milissegundos aplica o terceiro golpe, chutando os pés de Guilherme para que ele caia, obtendo sucesso. O Mestre aproveita o momento de fraqueza de Guilherme e pega a espada dele apontando-a para aquele pescoço frágil de Guilherme.
Guilherme durante alguns instantes fica imóvel, paralisado e tremulo, seus olhos de pavor não escondem seu sentimento atual: o medo. Em seus agitados pensamentos, ele começa a relacionar fatos de seu passado, pensa que aquilo é realmente sério e não poderia falhar de maneira alguma pois ele quer ser “O garoto que derrotou o Mestre”.

Ele volta a si e vê que o Mestre ainda está La, olhando desconfiado para ele. Sua expressão facial muda, determinação é o que há. O Mestre pergunta o que ele fará agora e Guilherme reage de forma inesperada para o Mestre. Ele bate as duas mãos na espada, nas laterais, empurra para o lado e se levanta sem soltar a espada e logo investe contra ele. Guilherme não consegue recuperar a espada, mas continua tentando até que uma áurea estranha emana dele, suas mãos, olhos, corpo começam a brilhar, forçando cada vez mais o Mestre que por sua vez está surpreso. Logo o Mestre vê que é perigoso insistir e logo se afasta pelo menos 6 metros. Os olhos de Guilherme agora parecem vazios, sem vida. Ele levanta seu braço na altura suficiente para igualar ao peito do Mestre, apontando com o dedo e faz como se estivesse chamando o Mestre, que imediatamente vai até Guilherme forçadamente. O Mestre sem poder se mexer é atingido por várias sequências de golpes aplicados por Guilherme, e logo retira a sua espada das mãos do Mestre.

O Mestre K se levanta e olha para Guilherme. Ele sabe o que tem que fazer e sabe como fazer, mas também sabe que é arriscado. Então o Mestre começa:

— Guilherme, vamos parar, pode ser perigoso!

Guilherme não responde. Ele olha para sua espada e depois para o céu acima do Mestre e de repente aparecem dezenas de espadas acima do Mestre, provavelmente controladas pela mente de Guilherme. Cópias perfeitas são o que elas são e começam a cair, sem que o Mestre perceba. O Mestre começa a falar algo em uma língua antiga e desconhecida para Guilherme. Quando as espadas chegam a quase tocar os fios grisalhos do Mestre elas param. Guilherme força, mas em vão, então faz com que as espadas desaparecem com um movimento horizontal com uma das mãos. Furioso, Guilherme corre a toda velocidade ao Mestre preparado para um grande ataque com sua espada, mas antes que ele chegue 80% do caminho entre eles, o Mestre fala: “Narsht” e então os olhos de Guilherme voltam ao normal e antes que Guilherme volte a si totalmente o Mestre da o golpe final. Ele cai no chão desmaiado como se fosse um boneco qualquer, mas ainda ouvindo uma voz se aproximando chamando pelo seu nome.

Dois longos dias se passam até Guilherme recobrar a consciência. Ele abre lentamente os olhos, com piscar lentos e desorientados. Ele vê que está em um quarto que não conhecia. Vira sua cabeça para os lados e em um deles vê um envelope em cima de uma mesa de canto. Ele joga seu corpo para o lado e se estica para pegá-la. Lê seu nome na carta, retira o selo e abre e então a lê:

Caro Guilherme. Eu Mestre K preciso falar com você urgentemente. Assim acordar e estiver pronto, procure minha sala. Não traga ninguém nem mesmo quem você poderá conhecer pelo caminho. É a sala cuja é protegida por um tigre vermelho.

Mestre K.

ps: A carta queimará após a leitura.

Ele joga logo a carta fora e fica parado durante alguns instantes sentado na cama. Ele vê em sua frente perto da porta uma outra mesa com frutas, pães e suco em uma bandeja. Ele se veste e devora o lanche. Após estar satisfeito ele parte em busca do Mestre, ele sai do quarto e vê que o corredor tem dois lados bem longos, os quais não são possíveis ver o final deles. Ele escolhe a direita e então anda durante vários minutos. Devaneia algumas vezes sobre sua derrota que não se recorda o momento além de uma lembrança de dor e a escuridão algum tempo depois. Ele para de tentar se lembrar do que aconteceu quando se depara com o fim do corredor. Não há saída, mas há uma porta a sua frente: uma porta de madeira com um dragão verde com cada detalhe perfeitamente feito para ser admirado durante horas esculpido nela.

- Caramba! Terei que voltar tudo de novo e irá demorar o dobro! Pensa Guilherme.

- Dependendo do que procura não precisará voltar, disse uma voz rouca de algum lugar.

Guilherme leva um susto enorme e grita:

- Quem está ai?

O dragão sai da porta magicamente, como uma fumaça esverdeada. E fica atrás de Guilherme, que está procurando a origem da voz.

— Vire-se garoto. Estou atrás de você.

Guilherme vira a cabeça e vê o dragão, instintivamente gritando e pulando para trás, o suficiente.

— Yo. Guilherme.

— Quem ou o que diabos é você?

— Essa talvez não seja a pergunta que você realmente quer fazer, é? Sou o Guardião do segredo desta porta a mais de quatro mil anos e sou conhecido como Lich, o grande dragão da Era do Mithror. E então já tem sua pergunta em mente?

— Na verdade, eu tenho apenas que encontrar o Mestre. Acho que não tem problema você saber. Hey, como sabe meu nome mesmo?

— Então. Posso levá-lo ao Mestre se responder meu enigma.

— Ah! Sou péssimo nessas coisas.

— Tudo bem, se errar apenas fará parte de mim.

— Preste atenção:


Antigamente eram dois. Hoje quem conhece sabe que são três. Então dou um para três. E um para três outra vez. Se dou um duas vezes para três, então dou dois para três. Mesmo assim se dou um para três, dois alguém(s) irão sobrar. E se dou dois de uma vez, dos três um ainda ficará a sobrar. Assim deviam ser três para dar para três. Mais ai que a conta não se completará. E dos três ninguém se satisfará.


- Você tem 2 horas, disse o Dragão.

- Isso é praticamente impossível! Pode ao menos me falar do que se trata? Época? Matemática, filosofia? Suplicou Guilherme, mas nenhuma palavra do Dragão foi dita.

Guilherme bravo se agacha na parede e pensa durante minutos, muitos minutos. Ele busca alguma informação nos livros que já leu, no que aprendeu no colégio... Depois de aproximadamente 45 minutos de neurônios agitados ele percebe o que é, e percebe o quanto é simples. Ele lembra da velha historia das Gréias. Era tão obvio que ele deixou passar. Ele se virou para o dragão e explicou para ele.


Antigamente eram dois. (Ênio e Pefredo)

Hoje quem conhece sabe que é três. (Juntaram-se a Deino).

Então dou um para três e um para três outra vez (partilhavam um olho e um dente).

Se dou um duas vezes para três, então dou dois para três (olho e dente).

Mesmo assim se dou um para três, dois alguém(s) irão sobrar.

E se dou dois de uma vez, dos três um ainda ficará a sobrar.

Assim deviam ser três para dar para três.

Mais ai que a conta não se completará. (Por que cada uma teria só o olho ou só o dente).

E dos três ninguém se satisfará. (Por que faltará uma dessas estruturas em cada).

- Exatamente! Fala o Dragão excitante. Eu pensei que você seria mais um herói que se adicionaria a mim e nunca faria parte do ... ops! Você passou.

- Herói? Eu faria parte de que? Pergunta Guilherme.

- Tudo virá com seu devido tempo. Você foi o segundo a acertar um enigma meu, que são diferentes para cada pessoa. Levarei-te agora para a sala do Mestre.

- Mas eu preciso saber (. . .) *PUF* Ele se materializa em uma espécie de sombra e some.

Guilherme se vê diante de uma porta com o tigre vermelho antes que termine a frase. Uma voz sombria fala que ele está liberado e então a porta sem maçanetas se abre e pede para que ele entrasse. Sem demora Guilherme entra e logo avista o Mestre do outro lado do quarto sentado em um tapete.

— Mestre! Um dragão, a porta era de um dragão e ...

— Muito curioso Guilherme. Aquela porta apareceu apenas para três pessoas até agora, sendo que você foi o segundo a passar. Aquela porta só aparece para quem fará feitos extraordinários, seja para o bem ou para o mal. Em ambas extremidades do corredor há portas, duas para ser exato que são as mesmas, dependendo da pessoa, podem aparecer diferentes tipos de porta. A minha nunca apareceria para você.

— Mas como um drago que sai de uma porta pode saber o que eu sou o que eu farei? Pergunta Guilherme.

— Isso é um difícil mistério. Você terá muito tempo para descobrir depois. Agora vamos ao assunto que interessa. Você tem um dom, assim como eu tenho.

— Um dom?

— É extremamente raro alguém ter algum dom ou poder. As vezes quando uma pessoa tem, passa despercebido ou a pessoa fica louca. Olhe:

O Mestre pede para Guilherme se aproximar e pronuncia algumas palavras desconhecidas para Guilherme e surge a áurea dele, branca, forte e brilhante.

— Liberar. Disse o Mestre. Mas nada aconteceu.

— Você tem algo, mas isso ainda está tímido para ser mostrado. Terei que descobrir o que é que você tem. Você sabe da guerra que está acontecendo, não sabe?

— Sim.

— É apenas uma um modo de esconder o que está para vir verdadeiramente, o terrível plano que eu desconheço feito pelo meu ex-pupilo. Ele ficou poderoso, mas louco. Quando o medo toma conta das pessoas, é quase impossível livrá-las dele.

O Mestre então fala para Guilherme que irá testá-lo e fazer perguntas para tentar descobrir o que ele esconde. Guilherme concorda e os dois ficam ali, buscando saber o dom de Guilherme.

Notas finais
claro que era brinks :B
see yo