Dark World

3 3. O Poder Oculto: Lagrimas Perdidas.


Notas iniciais
Capítulo 3 ready o/

Guilherme e Erick vão em busca de seus destinos. Já é manhã e assim como o sol está com preguiça de aparecer, nossos guerreiros estão de levantar. Mas eles devem partir. Eles saem da casa após ter tomado o café merecido dos ganhos do dia anterior e andam pela cidade deserta, sempre atentos a qualquer anormalidade. Caminhando a passos longos, eles começam a enxergar de longe um grande lago próximo ao horizonte e, animados, eles apressam mais os passos até quem Erick tem uma ideia instante depois. Erick pede para Guilherme parar, parando junto e pergunta se Guilherme sabe dirigir e consegue a resposta:

— Poxa, claro que sei dirigir! Sou ótimo no vídeo game, diz Guilherme com sarcasmo.

Erick o encara com olhar de desprezo e da uma olhada ao seu redor. Ele chama Guilherme para ir com ele, dizendo:

— Gostei daquele, vamos.

Erick pega no braço de Guilherme e o puxa, para acompanhá-lo e solta logo após as queixas e o entendimento de Guilherme.

— Isso não dará certo, disse Guilherme.

— Relaxa, eu sei dirigir.

— Então por que você me perguntou se eu sabia ou não dirigir?

Com uma expressão de dúvida sobre o que ia falar, Erick responde:

— Hum, foi só para ter certeza, uma garantia.

Logo Erick entrou no carro e diz a Guilherme para entrar logo e assim Guilherme entra no carro, ficando ao lado de Erick. Então Guilherme olha Erick olhando para as coisas do carro e pergunta:

— Espera ai! Você não sabe dirigir não é mesmo?

Erick responde sem graça:

— Claro que sei!

E fica um silêncio entre os dois com trocas de olhares, parte séria, parte envergonhada.

— Tudo bem, eu não sei, mas eu via meu pai dirigindo e não parecia difícil.

Erick entrega sua bolsa a Guilherme para que a segure, olha para frente e consegue uma coragem cuja nem ele sabia da onde vinha. Ele liga o carro e quando vai verificar a marcha, vê que o câmbio é automático. Ele começa a rir olhando para Guilherme, e fala:

— É praticamente impossível não conseguir dirigir um carro automático. Ele põe na posição para o carro andar, faz os procedimentos e começa sua trajetória, mantendo entre 40 e 60 km/h.

Vários minutos mais tarde e já estavam perto de sair da cidade quando já vêem com mais clareza o lago e sua ponte. Guilherme forçando um pouco a visão vê algo na ponte, uns pontos pretos se mexendo e grita a Erick para que parasse o carro. Erick assustado freia bruscamente e pergunta:

— Ahh! O que foi?

— Estou vendo algo se mexendo na ponte, só não sei o que é.

Erick fala para Guilherme pegar os binóculos em sua bolsa para olhar melhor o que poderia ser aquilo. Erick continua dirigindo lentamente enquanto Guilherme olhava e tentava descobrir o que poderia ser aquilo na ponte. Guilherme então após ver melhor, tem certeza e fala com clareza:

— São pessoas na ponte, mais precisamente homens uniformizados, fala Guilherme, ainda olhando.

— Não! São soldados, com suas armaduras negras. E ali parece que tem um carro. Eles não estão agitados, parecem apenas conversar.

— Pegue, olhe também. Fala Guilherme passando os binóculos para Erick.

Erick para o carro e pega os binóculos. Ele concorda com Guilherme que são mesmo soldados. Guilherme olha seriamente para Erick e fala para que se escondam e esperem eles saírem. Mas Erick descorda, falando para Guilherme que podem ser os soldados assassinos que matou uma de suas famílias, ou as duas. Guilherme entende isso e fala que pode ser perigoso, pois são adolescentes desarmados contra adultos bem armados. Então Erick pensa um pouco e fala seu novo plano:

— Vamos chegar perto o bastante apenas para ver seus rostos, se não forem quem procuramos nós iremos por outro caminho.

Guilherme concorda com o plano de Erick e então Erick começa a dirigir novamente, com mais cautela que antes, mudando as ruas se possível até sair da cidade e começar a entrar em uma estrada que cortava uma floresta. Erick continuou vários metros até ouvir alguns disparos, cujo eco não ajudava, a saber, se estavam perto ou não. Erick logo diminuiu a velocidade e virou o carro em direção a floresta. Escondeu o carro bem o carro que já ajudava a ser facilmente camuflado e disse a Guilherme que seguissem a pé.

Erick e Guilherme descem do carro e vão caminhando pelas arvores e arbustos que tem pelo caminho, sempre se escondendo atrás das arvores para não serem notados. Minutos depois eles percebem que a floresta esta acabando e ficam atrás de um arbusto. Erick pega seus binóculos da bolsa e observa atentamente os soldados, olha cada um dos quatro que vê e fala que não são aqueles que ele procura, passando os binóculos para Guilherme. Guilherme observa também e identifica dois dos quatro que estão ali. Seu coração transborda ódio, seu corpo estava tenso, conta a Erick com um tom sombrio e triste na voz, que são aqueles cuja tirou a vida de seus pais. Completa:

— Eu amaria ir lá e acabar com eles, com todos eles, mas não posso, não sou forte o bastante. Ele começa a chorar e continua: — Nós não podemos ir, não vamos conseguir.

Erick frustrado pensa como sempre bom em pensar, e fala que deve ter um jeito. Ele pensa, senta, levanta, pega os binóculos e da mais uma olhada, quando surpreso cria uma ideia pelo o que viu, compartilhando sua ideia com Guilherme:

— Já sei! As armas deles estão na parte de trás do jipe. Se conseguirmos ir até lá sem sermos notados podemos acabar com eles, usando suas armas, isso se você estiver pronto para...

— Matá-los? — Pergunta Guilherme.

— Sim, fala Erick com uma expressão séria no rosto, continuando:

— Eles estão em maior quantidade, mas se forem pegos de surpresa e despreparados, podemos pegá-los facilmente. Está comigo?

Guilherme concorda em parte, eles apertam as mãos e vão bem quietos com o pensamento de serem invisíveis aos soldados. Eles estavam a aproximadamente 150 metros da ponte – a floresta só acabava pouco antes do inicio da ponte e do lago, mas já próxima a ponte tinha uma maior visibilidade de seu interior.

Era de fato uma tarefa difícil, pois tinham que se esconder atrás das poucas arvores e sem fazer barulho. A ponte tinha espaço para dois carros, um de cada lado, e dois pequenos espaços para a travessia de pedestres. No começo da ponte havia uma cabine vazia que era utilizada para cobrar pedágios. O jipe dos soldados estava ali no começo da ponte, bem próximo da cabine de pedágio. Os quatro soldados que ali estavam, faziam nada de útil. Um deles estava dentro do jipe no banco da frente escutando musica com seus grandes fones de ouvido enquanto os outros três estavam encostados na grade da ponte olhando a vista do lago e conversando.

Erick e Guilherme se preparam pra ir, com muito medo de serem notados e, como estão visíveis e o jipe está do outro lado da ponte, eles têm que retornar o suficiente para atravessar a pista sem serem vistos. Quando estavam distantes o suficiente para atravessarem, fizeram e continuaram novamente do outro lado. Chegando bem perto da cabine, eles tem uma surpresa: Os soldados que estavam encostados na grade começam a vir em direção ao jipe e o que estava dentro estava indo pegar as armas em cima do jipe. Rapidamente Guilherme e Erick correm e ficam ao lado do jipe, agachados. Erick estica o corpo quando vê uma arma caindo no chão perto dele e ouvindo algumas maldições do soldado. Erick sem pensar pega a arma e levanta se mostrando para o soldado que estava saindo do jipe, Guilherme aponta a arma e encara o soldado igualmente por alguns milésimos de segundo, quando Erick dispara contra o soldado. O soldado morre na hora, sendo jogado para trás pela potencia da arma. Os três soldados se alertam e correm em direção do jipe. Erick pega as armas que estavam em cima rapidamente e as joga no chão, falando para que Guilherme pegasse uma. Erick sai de trás do jipe junto com Guilherme apontando as armas para os soldados que vinham falando:

— Parem agora.

Os soldados param com olhares furiosos. E Erick fala a Guilherme que atirasse em quem ele deveria.

A expressão de Erick mudou após ter portado a arma, ficou fria e sinistra.

— Atire Guilherme! Sua chance de se vingar é essa. – Seguindo de uma baixa risada diabólica.

— Eu, eu... Não posso, mesmo com todo o ódio que eu sinto por eles, eu não consigo fazer isso. – Ele desce o rosto e fecha um pouco os olhos.

Erick olha para o Guilherme com um olhar de desaprovação e olha para os soldados. Quando Erick menos espera um dos soldados puxa sua espada e corre em direção de Guilherme, apontando-a pra ele. Erick puxa o gatilho, seu sorriso é comparável a de um psicopata. O sangue do soldado atinge Guilherme e o soldado vai para trás, caindo no chão de costas. Erick olha para os outros dois e fala:

— Quem será o próximo?

Um dos soldados fala:

— Você está muito encrencado garoto. Já ouviu de tortura? É o que iremos fazer com certeza.

Erick olha para ele e começa a rir. Então mais tiros são ouvidos por todos. Mais dois soldados falecem ali em frente aos dois. Quando Erick olha para Guilherme, vê sua expressão aterrorizada pelo o que Erick tinha feito. Guilherme olha para Erick, aparentemente satisfeito com seu feito e suplica:

— Como pode?

— Se eu não fizesse, eles te matariam, não viu ele tentado te matar?

— Você é sombrio! Fez isso sem compaixão, sua expressão deixaria até a Morte com medo.

— Eu me senti mais vivo, a vingança é um dos alimentos do vingador, e eu estava faminto. E tem mais Guilherr... (...)

Erick sente uma dor aguda vindo de seu peito de repente, olhando para baixo vê uma espada atravessando seu peito. Com essa dor, ele solta a arma e cai de joelhos. Ele está aterrorizado agora, gemendo e cuspindo sangue.

— AHH! Guilherme! Ajude!

Guilherme vê aquilo sem crença. Olha para trás e vê outro soldado. Guilherme cai de joelhos também ao lado de Erick. E o soldado retira a espada de Erick e fala:

— Sou o capitão, e parece que vocês fizeram grandes estragos aqui. Vou concertar isso imediatamente.

O capitão olha furioso para Guilherme. Erick cai no chão. Guilherme não reage. O capitão se prepara pra decapitar Guilherme quando Erick se força a segurar a mão de Guilherme, que ainda estava armado, aponta com a arma dele para o Capitão e empurra o dedo de Guilherme que estava no gatilho. Dessa vez quem chorava era Erick. Dezenas de balas são disparadas em alguns segundos e o fim do capitão chegou.

Erick sem mais forças, solta a arma e seu braço cai no chão e ele começa a fechar os olhos lentamente. Guilherme solta sua arma e rapidamente senta e o recolhe do chão, segurando-o em seus braços implorando para que Erick não morresse.

— Você não pode ir agora amigo, suplicava Guilherme com lagrimas em todo o rosto.

Erick sussurra:

— Haha! Os melhores vão antes, não é. Faça a minha parte, por mim... Pois eu...

— Diga! Diga! Disse Guilherme.

Após algumas tosses, Erick não resiste e fala sem voz:

— Muito obrigado, amigo.

Guilherme o abraça forte e fecha os olhos falando desesperadamente que era sua culpa, e irá mudará com certeza isso. Relembrando do primeiro momento que encontra com Erick em sua cozinha e tudo o que passou com ele depois. Guilherme abre os olhos encharcados olhando para Erick falando:

— Eu gostaria que você continuasse comigo, sem um fim como esse. Eu adoraria mudar esse mundo ao seu lado Brother. Acabar com a Guerra, já pensou? Heróis mundiais! Guilherme o abraça mais forte sussurrando com os olhos meio fechados:

— Essa é a ultima vez não é?

Quando sente uma mão esfregando suas costas, levanta a cabeça e olha ao redor. Nada. Percebe assustado que era Erick quem fazia aquilo. Erick abria levemente os olhos com a atenção de Guilherme, que surpreso apenas observa.

— Não é o fim Brother. Estou aqui. Fala em tom baixo pra Guilherme.

Guilherme solta Erick assustando. Erick reclama ao cair no chão. Guilherme está surpreso e sem reação.

— Como você fez isso? Não sinto dor alguma e minha energia está voltando. Disse Erick.

Olha para seu peito e vê que não está mais perfurado. Olha indignado para Guilherme e pergunta o que aconteceu.

Guilherme levanta e estende a mão para ajudar Erick a se levantar. Guilherme fala:

— Não tenho idéia de como você pode estar vivo, e muito bem pelo jeito.

— Bem, se você é bruxo, é melhor falar!

— Não sou bruxo, diz Guilherme de uma forma boba, completando:

— Vamos descobrir isso depois, agora tempos que ir, é perigoso e pode haver mais soldados por aqui.

Erick pega sua arma e fala pra que Guilherme pegasse a sua, inclusive munição das que estavam no chão. Ele caminha até o jipe e vê que não tem nada além de uma caixa, não tão pequena e sacos de dormir. Erick pega sua adaga e procura abrir a caixa. Quando ele consegue abrir, fica impressionado com seu conteúdo.

— Guilherme! Venha ver isso!

Guilherme corre até Erick, vendo o que tem na caixa fala:

— É uma bela espada, nunca vi uma dessa antes. E ela me da calafrios.

— E ela combina com você, fala Guilherme. E fala pra pegar ela.

Guilherme fala que não sabe usar uma espada. E logo Erick retruca:

— Mas eu sei quem pode te ensinar, assim como fez comigo. Meu mestre! Precisamos encontrá-lo, é caminho daqui até onde vamos.

Guilherme concorda e pega a espada com cuidado. É uma espada negra com detalhes vermelhos. Como a armadura dos soldados. Mas o que eles acham estranho é que as que os soldados usavam eram prateadas e aparentemente comuns, diferente daquela nas mãos de Guilherme.

Guilherme amarra a espada em suas costas e pede ajuda a Erick para tirar uma das armaduras desses soldados, alegando que iria usar pra não ser cortado como Erick foi. Erick ajuda-o, mas fala que não irá usar qualquer uma delas. Eles pegam a do primeiro soldado que mataram, pois parecia servir melhor. Erick ajuda Guilherme a levar a armadura, que não era tão pesada, mas era necessário e chama Guilherme para ir ao carro deles. Quando chegam ao carro, eles guardam a armadura no porta-malas e Guilherme põe a espada no banco de trás. Erick dirige em direção à ponte, para um pouco para pegar a gasolina do jipe para colocar em seu carro. Erick entra novamente no carro, deixa sua bolsa com Guilherme e dirige pela ponte em direção ao abrigo de seu Mestre, brincando/questionando Guilherme sobre o que poderia ter acontecido.

Notas finais
just enjoy~