Dark Vengeance
2 Capítulo 1
Notas iniciais
Não sei se ficou boa mais tentei ser mais clara possível. Quanto ao responsável pela invasão, quem não conhecer NCIS não vai saber quem é. Deem suas opiniões.
Caminhamos pelas estreitas escadas até o laboratório da Abby. Como eram grande, estava apreensivo e pra falar a verdade apavorado de pensar que poderia ter acontecido alguma coisa com Abby. Descemos mais uns dois relances de escadas e ao chegarmos lá fomos recebidos com a Abby correndo com uma lanterna.
- Gibbs, Gibbs, Gibbs... Estava com medo. – disse ela me abraçando.
- Uma gótica que não gosta do escuro... – disse o Tony.
- O escuro é somente a ausência da luz. Estava com medo porque o NCIS tem geradores. – disse ela.
- Ela tem razão, o que vamos fazer? – Disse Ziva.
- Sair da sede antes que a segurança seja acionada. – eu disse.
Antes mesmo de podermos nos mexer ouvimos uns barulhos de vozes.
- Ouviram isso? – disse o Tony
- Shhhhhhhhhhhhh... – resmungamos quase em coro.
Abaixamo-nos e ficamos imóveis. Não era o inglês que se comunicavam. Não reconhecia a Língua. Não era Russo, muito menos espanhol ou Hebraico. Recorri a única pessoa que reconheceria a tal língua.
- Ziva reconhece essa Língua? – disse mais que imediatamente.
- Sim, eles estão falando uma forma mais atual do Guarani. Uma língua originalmente Paraguaia e muito pouco falada atualmente com exceção no próprio Paraguai. Foi ensinada também em alguns países como o... – Disse ela.
- Vamos ao importante sabe Traduzir? – eu disse.
- Pouco, algumas frases somente. – Respondeu ela.
Passaram-se alguns segundos e ela nada disse.
- O que esta esperando? – Disse o Tony impaciente e que quase por um milagre estava quieto.
- Essa língua é complicada Tony, e pelo que eles tão dizendo eles sabem que estamos aqui, não sabem em quantos estamos. Eles estão em 4 a 6 pessoas, uma mulher o resto são homens. Eles deduzem que não estamos armados e pretendem chegar ao arsenal.
- Nós estamos em 3,5 então, estamos em desvantagem. – disse o Tony.
- Como assim 3,5, Tony? – disse Abbs.
- Esta bem, 4 pessoas, a Ziva vale 1,5. – respondeu ele.
Dei-lhe um tapa sob a nuca, ah, como fazia tempo que eu não fazia isso.
- Não temos tempo para brincadeira, DiNozzo.
Nossa “tentativa” de fazer uma estratégia foi interrompida pela caminhar dos intrusos.
- Eles estão se aproximando. – disse Ziva.
- Vamos nos separar, assim teremos mais chances. – disse frisando o separar – Ziva e Tony tentem chegar ao Arsenal antes deles. – Disse rapidamente, pois estávamos sem tempo. – E tentem ficar vivos.
- E eu Gibbs. – disse Abby com um olhar de insegurança.
- Você fica comigo, segura. – disse eu com esperança.
O barulho dos passos foram se intensificando.
- Vão. – disse em um tom forte.
Mais que rapidamente eles me ouviram. Foi onde ouvi os primeiros barulhos do tiros. Corri puxando a Abby e ouvi os estilhaços de vidro, teriam eles atravessado uma parede de vidro ou seria o barulho dos tiros atingindo ela ou será que algum deles foi atingido. Será que passaram por aquela etapa ou estão mortos. Aquelas perguntas me corroíam por dentro. Tentei deixar essas perguntas de lado e me concentrar somente em tirar a Abby daquilo. Corremos em busca de um abrigo, em busca de munição. Estava com apenas um pente e com certeza não era o que tinham. Lembrei-me que Ziva havia uma granada, é de verdade, na sua mesa. Decidi partir com Abby a procura dela. Estava me questionando se Ziva e Tony haviam sobrevivido. Ao chegar em nosso andar, corri mais que imediatamente a mesa dela e que por sorte estava aberta. A peguei e coloquei a Abby debaixo da mesa. Também tinha uma arma de choque na mesa da Ziva. Abri o bebedouro e molhei o chão todo. Apontei a arma para aquela enorme possa d’agua e atirei.
- Abby, se alguém passar por aquela porta, espere ele passar pela possa e não hesite em atirar.
Ela acenou com a cabeça e perguntou:
- Mais Gibbs, onde você vai?
- Vou atrás dos meus filhos. – disse orgulhoso.
Ela sorriu, e eu corri para as escadas. Aquelas escadas pareciam intermináveis apesar de já ter as decido tantas vezes. Olhei ao relógio e vi já haviam se passado 30 minutos. Não havia chance de sair dali antes de amanhecer. A Marinha tem uma boa segurança, um tanto burra na minha opinião. Havia chegado em uns dos corredores. Novamente ouvi passos, os mesmos passos que ouvi anteriormente. Peguei um fio que estava pendurado amarrei junto a granada e a coloquei no chão como uma armadilha, esperando que quem passe não seja Ziva ou Tony, que a essa altura já deviam estar separados. Corri para onde pudesse me proteger. Fiquei em silencio e ouvi somente minha respiração e aqueles passos. Passos que foram se intensificando até uma explosão os interromper. O barulho era insuportável, temi que havia rompido meus tímpanos, mas nada. Corri para ver se reconhecia a pessoa e sim. Era Alejandro Rivera. Sim, filho de Pedro Hernandez , o que matou Shannon e Kelly. Descobri a duas semanas que ele havia fugido quando era levado para NY. Sabia que ele iria atrás de vingança mais não que teria... tanta inteligência. Senti seu pulso estava muito fraco, decidi deixa-lo ali para morrer, ou melhor com a esperança que morresse. Continuei minha busca por minhas crianças. Eles eram espertos, apesar do Tony ser bem imaturo, sabia que ambos iriam se defender sempre.
Caminhei mais alguns minutos e vi uma sombra se aproximar desliguei a lanterna e preparei minha arma para um possível ataque. Antes que pudesse atirar ouvi:
- Chefe? – aquela voz interrompia o silencio que durava a mais de meia hora. – Você esta ai?
- Sim DiNozzo. – vi ele se aproximar a mim, sozinho. O que me preocupava. – Onde esta Ziva? – disse inseguro.
- Eu a perdi. – Quando ouvi isso quase transpareci meu enorme desespero, quando ele percebeu se corrigiu. – Nos separamos em meio ao tiroteio, temo que ela foi pega. – Ambos sabíamos muito bem que para Ziva ser pega, ou estava morta ou estava ferida.
- Você viu para que lado ela foi? – Perguntei tendo esperanças.
- Eles já devem estar no arsenal a essa altura. – Disse ele meio triste.
- Vamos atrás deles. – disse em um tom de preocupação.
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