Dark Tears

1 Dark Days Begins


Notas iniciais
Já vou me desculpando por erros de ortografia. Mesmo que eu não tenha obrigação de escrever tudo certo, afinal não sou formada em Língua Portuguesa ou coisa do tipo. Ignore as imperfeições e acompanhe a história. É apenas o primeiro capítulo e eu pretendo continuá-la por um bom tempo. Espero que gostem! :)

Querido Diário,

Não deve ser bom ficar trancafiado dentro de uma gaveta escura durante meses, lhe devo infinitas desculpas por isso. Mas eu preciso de algo. Eu preciso desabafar. Será que você se sentiria melhor se soubesse que um pedaço do meu coração foi arrancado violentamente?

Faz quase uma semana que eu recebi um telefonema da minha mãe. Ela tinha um voz trêmula e fria. Eu perguntei o que havia acontecido e ela simplesmente respondeu que precisávamos conversar.

Fiquei pasma.

Depois de quase três horas e meia, ela chegou. Eu corri até ela e perguntei o que havia acontecido e ela não comentou nada, apenas pediu para eu chamar minhas irmãs. Fui até o quarto delas. Quando voltamos para a entrada, as três se depararam com uma mulher sentada no sofá. Minhas irmãs caçula e do meio foram logo abraçá-la, enquanto eu fiquei em pé paralizada. Depois de algum tempo, sentamos todos e ela começou falar.

Eu não entendi direito. Era como se a minha cabeça estivesse girando. Havia acontecido alguma coisa com o meu pai, ele estava internado e o estado era gravíssimo.

Na manhã seguinte, não fomos ao colégio para visitar meu pai. Quando chegamos ao hospital, ficamos um bom tempo esperando até que nos deixaram entrar.

Primeiro, entramos numa sala pequena, como apenas duas cadeiras. A enfermeira adiantou: "Seu pai está em um estado delicada, por isso precisamos lavar as mãos antes de entrar."

Lavamos nossas mãos. Entramos. Lá estava o meu pai, gélido e rodeado de aparelhos. Começamos a chorar. Queríamos ficar mais tempo lá, observando uma figura da qual sentíamos tantas saudades, mas fomos obrigados e se retirar depois de alguns minutos.

Perguntei a minha mãe se podíamos vê-lo novamente no dia seguinte, ela fez que sim. Eu estava ofegante, mas não consegui descançar a noite inteira. Estava triste por ter visto meu pai naquele estado, porém muito anciosa em vê-lo em poucas horas.

Chegamos ao hospital e lá estava a maioria da minha família paterna. Todos carregados de lágrimas em seus olhos. Meu tio apertou meu ombro e avisou e estavam chamando nossa família no quinto andar. Entramos no elevador e subimos.

Aquela sala era completamente diferente daquela que eu havia visto no dia anterior: ampla, arejada, com uma mesa enorme e rodeada de cadeiras no centro. Todos sentamos. Os médicos começaram a falar um monte de coisas e minha cabeça parecia estár rodando novamente. Meu pai morreu. Foi nesse momento que eu desabei.

Logo no dia seguinte, houve o enterro. Eu e outros familiares e amigos nos despedimos pela última vez.

Isso tudo aconteceu a menos de três dias. E é por isso, Querido Diário, que não sinto pena ao lembrar que você passou meses mofando dentro de uma gaveta. Acho até que vou repetir isso mais vezes.

Notas finais
Muito obrigada por ler o primeiro cápitulo até o final! Agradeço muito! Espero, dentre outras coisas, que você tenha gostado e que essa história renda muitos outros capítulos. Boa sorte pra mim!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.