Dark Sunshine

10 Capítulo 10 - Sarang... Love... Amor...


Notas iniciais
Esse capítulo tem cenas que não foram escritas por mim. Todo MinYeong POV é escrito total e exclusivamente pela minha unnie favorita SeHun - @LittlePrincess. Quem não lê X-Infinity vai ver por aqui como ela é uma escritora muito melhor do que eu. A melhor~ Então podem ir ler X-Infinity now, now!
Ficou um capítulo enooooorme, então vou parar de enrolar aqui.
Vocabulário:
Cheo e/neo e minha/ meu ; sua/ seu respectivamente.
Mianeyo Desculpe.
Kkum Sonho.
Enjoy~



MinYeong – POV on



Tudo começou naquele dia em que ele e os amigos foram jantar por
coincidência no mesmo lugar que eu e HwanMyung estávamos assinando alguns
autógrafos. Não, nada começou ali, eu já o havia visto antes em algumas
apresentações, pensei que fosse apenas mais um fã, mas toda vez que ele
aparecia em algum show eu me sentia feliz.



Quando ele veio falar comigo aquela noite fiquei nervosa, mas consegui
disfarçar, diferente de Hwan ‘saeng que quase os expulsou e não posso negar que
senti um pouco de raiva daquela garota loira que apareceu hmm acho que o nome
dela era algo com Hye... Cho HyeJong era isso. Não pude deixar de perceber que
ela sentiu raiva ao ver SeHun conversando comigo, pensei que não iria mais
vê-lo e guardei com todo cuidado aquela borboleta que ele me deu, significava
que um dia eu havia conversado com ele e escutado sua voz melodiosa.



Foi então que encontrei um amigo dele, aquele meio assustador, Tao,
entreguei meu número a ele pedindo que passasse para SeHun e ele me deu o
número de SeHun. Ficava olhando a tela do celular a cada cinco segundos, eu
estava realmente ansiosa e finalmente o tal do celular resolveu tocar, era o
número dele, o número que Tao havia me passado, atendi ainda no primeiro toque,
minhas mãos estavam trêmulas.



—Yeboseyo?



—MinYeong_ Ele falou e pude sentir empolgação em sua voz, o que me deixou
feliz



—Oh SeHun oppa._ Eu realmente estava nervosa



Conversamos alguns durante um bom tempo, era maravilhoso escutar a voz dele,
mesmo que fosse por um aparelhinho chamado celular e nesse momento eu agradeci
ao carinha que inventou o celular e como eu não gostava nem um pouco de
História não sabia o nome. Agradeci também por HwanMyung dongsaeng ter saído
para comprar algumas coisas, assim não iria ficar sendo zuada por estar com um
sorriso abobalhado no rosto.



Depois de alguns instantes que encerrei a chamada, minha dongsaeng chegou.



—Como você conseguiu isso?_ Ela perguntou e eu estava rindo



— Você lembra que o SeHun disse que me encontraria?



—Quem é SeHun? _ Ela reclamou



—O moreno lindo._ Expliquei



—Ah...



—Eu encontrei aquele amigo assustador dele.



—E?_ ela me provocou



—E Tao me deu números de telefone.



—Ele não disse que ia te encontrar?



—Eu dei meu número para Tao e SeHun me ligou.



—Estou vendo estrelinhas nos seus olhos, unnie? _ Ela brincou e continuei
sorrindo



—Nós marcamos um encontro pra nós quatro.



—O quê?_ Ela gritou



—SeHun e eu, Kai e você.



HwanMyung quase deu um ataque e arremessou uma colher na minha testa, ela
teve sorte de não ficar marca ou ela me pagaria muito caro.



Estávamos jantando, o lugar era bem legal, a comida era gostosa, mas minha
atenção era direcionada a SeHun, o que aquele garoto tinha de tão especial pra
me roubar os pensamentos assim? Apenas o vi em algumas apresentações que fiz e
aquela noite em que ele me deu a borboleta.



—JongIn?_ Pude escutar HwanMyung chamar por Kai



—Sim?_ Ele respondeu



—Eu preciso comprar umas revistas e não quero ir sozinha, está tarde._ Ela
estava mesmo planejando me deixar ali com SeHun e se mandar, que espécie de
dongsaeng ela é?



—Hwan..._ Tentei falar, mas ela já havia saído. Aish, ainda pego aquela
garota.



Voltei minha atenção a SeHun, agora era tentar não estragar tudo.



—SeHun?_ Chamei



—Nee?



—Quem era aquela garota, hm, HyeJong, eu acho._ Perguntei temerosa



—Aah sim, HyeJong._ Ele sorriu. —Uma amiga de Kai que estava conosco ontem.



—Por que ela deu aquela espécie de ataque ontem oppa?



—Sinceramente, eu não sei._ Ele ficou alguns instantes em silêncio e eu
também não falei nada.



—MinYeong?_ Ele chamou depois de um tempo.



—Nee?



—Quer passear um pouco?



—Hmm, ér... Sim vamos._ Eu sorri, por que eu tinha que quase gaguejar? Park
MinYeong sua boba.



Ele levantou e deixou o dinheiro para pagar a conta em cima da mesa, ele
estendeu a mão pra mim e eu a segurei, a pele dele era quente e confortante,
ele apertou um pouco minha mão e eu não pude deixar de sorrir. Estávamos
andando por uma praça quando escutei alguém gritar.



—Olha, é Park MinYeong._ Pude então escutar umas pessoas gritarem e virem em
nossa direção.



—Se você quiser começar a tirar fotos e assinar mãos você fica, se não, a
gente corre._ SeHun falou baixo perto de meu ouvido o que me fez demorar um
pouco mais para raciocinar.



—Corremos._ Falei e comecei a correr, SeHun vinha atrás de mim, ele estava
sorrindo quando olhei sua face, o que me fez rir junto.



—Não é fácil correr de salto._ Falei em tom de brincadeira enquanto
continuávamos correndo com aquela multidão atrás de nós.



—Pois parece que você passa a vida correndo de salto._ Ele retrucou



—Uma artista tem que saber andar em um salto e se preciso correr como agora.



Ele começou a gargalhar e eu ri junto, entramos em uma ruazinha calma e
conseguimos nos livrar da multidão. SeHun sorriu e me puxou pela mão que ele
ainda segurava, não percebi antes, mas havíamos corrido de mãos dadas, eu o
segui enquanto me puxava, andamos algumas ruas e descemos alguns degraus,
estávamos enfrente a um lago lindo, o céu de Seoul estava maravilhoso, passou
um homem vendendo flores, SeHun se aproximou e comprou todas a que o homem estava
vendendo.



—Não precisava comprar todas._ Eu falei e abaixei o olhar encarando o chão
meio sem graça.



—Uma não seria o suficiente, você merece todas._ Ele falou isso e me
estendeu as flores que as segurei.



—Obrigada oppa.



Sentamos um pouco ali nos degraus, observei o local, havia algumas pessoas
desenhando Seoul a noite, outras fotografavam, havia pessoas passeando e vez ou
outra passava um casal abraçado, olhei a face de SeHun e sorri, aproximei-me um
pouco mais e descansei minha cabeça em seu ombro temerosa enquanto segurava as
flores que ele havia me dado, estava com medo da reação que ele teria, mas ele
sorriu e segurou novamente minha mão e ali ficamos um bom tempo conversando
observando Seoul, eu estava realmente feliz.



MinYeong – POV off



Kai – POV on



Eu entrei em desespero! Tudo aconteceu tão rápido... Quando
eu vi HwanMyung caindo, tive uma sequencia de pensamentos que não me importei
em tentar entender naquele momento. Eu me teletransportei de repente, sempre
era um pouco doloroso quando precisava agir tão rápido... sem qualquer preparo.
Consegui pegá-la em meus braços no ar, mas estavamos perto demais do chão para
que eu conseguisse nos teletransportar de volta para um local seguro. Só o que
consegui fazer foi protegê-la do impacto com meu próprio corpo.



Kai – POV off



HwanMyung – POV on



Eu estava
aterrorizada. A queda... Era real! Eu estava mesmo caindo, mas não morri.



Demorei
alguns segundos para conseguir voltar a consciência. Bati apenas o joelho no
chão. Kai estava abaixo de mim. Ele me salvara.



– JongIn...



Ele apenas
gemeu de dor e eu saio de cima dele.



– Você está
ferido, JongIn...



– Está tudo
bem, pequena – ele mente, forçando aquele sorriso torto charmoso que me deixa
louca.



– Como você
fez isso?



– Hwannie...
Eu não consigo me mexer.



– Aigoo~
Vou chamar uma ambulância!



– Não.



Pego meu
celular, mas ele arranca o aparelho das minhas mãos.



– Você quer
morrer? Que droga... Me devolve.



Ele dá uma
gargalhada entrecortada.



– Eu vou
ficar bem. Só preciso respirar um pouco. Meu braço está dolorido.



– Seu
braço? Tem noção do que acabou de acontecer? – eu grito.



Estou
preocupada com ele, JongIn parece muito longe de estar bem.



– E
pretende ficar aí deitado até que horas?



– Você quer
me levar no colo? – ele fica sério e eu o encaro de volta.



Pego o
braço dele e puxo para tentar apoia-lo em meus ombros.




HwanMyung! Para... Espera. Droga, garota, para com isso...



Kai
quebrara o braço direito e a perna esquerda com o impacto.



– Seu joelho!
– ele exclama e faz força para sentar e pegar a minha perna direita para
examinar o arranhão.



Sangrava
muito pouco, mas ele começou a soprar suavemente e parecia cheio de preocupação.
O braço e a perna quebrada estavam imóveis e ele nem parecia lembrar da dor.
Como? ... Por quê?!



– JongIn?



– Não se
preocupe, HwanMyung.



Ele sorri. Gargalha
quando vê minha expressão de confusão.



– Eu vou
cuidar de você.



Kai se
apoia na perna boa e usa o braço saudável para ficar de pé, sem deixar que eu
me mexesse. Depois ele me levanta e me segura pela cintura, dando apoio para
mim.



– Ttokumeo.



– O osso só
trincou, posso andar por nós dois.



Bato na
testa dele com as costas das minhas mãos.



– Você é um
grande ttokumeo.



Ele
gargalha.



– Vamos.



– Não.



– Hwannie –
ele ronrona meu nome e eu bato nele outra vez.



– Para.



– Você é
muito teimosa.



– E você é
muito idiota – rebato.



Ele fecha
os olhos por alguns segundos, visivelmente tentando esconder a dor.



– Onde
estamos? – eu pergunto.



– Perto do
meu antigo apartamento.



– Por quê?
Como viemos parar aqui? – eu me desvencilho dele e o encaro.



– O quê?



– Nós estavamos
em um beco. Como nos trouxe para cá, Kim JongIn sshi?



– Não sei
do que você está falando – ele começa a mancar para longe de mim.



Ele ia
negar? Como poderia ser cara de pau a ponto de negar isso?



– Eu não
sou idiota, JongIn. O que você é?



– Vamos
embora, Hwannie.



– Tudo bem.



Eu comecei
a andar ao lado dele até puxá-lo para que se apoiasse em mim.



– Eu sou
pesado.



– Não vou
te pegar no colo, ttokumeo. Só te ajudar.



Ele me
encara e eu sorrio.



– Não vai
perguntar mais sobre o que eu sou?



– Não. É um
segredo sério, eu respeito isso. Quando você quiser, pode me contar e sabe
disso.



JongIn fica
me observando daquela forma hipnotizada outra vez e eu fico loucamente
vermelha. Kai me vê corada e começa a gargalhar alto.



– Aigoo!
Para! Kai... Pabo. Para de rir assim.



Coloco as
duas mãos em minhas bochechas, sentindo minha pele ferver, isso só o faz rir
ainda mais. Ele segura meu rosto entre as mãos de repente e continua sorrindo.



– Você é
uma gracinha.



– Aish,
Kai. Para com isso – eu peço e me afasto dele.



Ele me
abraça por trás com o braço bom e eu fico muito imóvel por causa da surpresa.



– Mianeyo, cheo
e kkum¹.



– Neo e kkum²?
Naneun neo e kkum imnikka³?



– Ne4!
Sim, HwanMyung. Você é meu sonho.



Eu estou
feliz por Kai não poder ver meu rosto corando outra vez.



– Um sonho
bom ou ruim? – eu provoco.



– O melhor
de todos os sonhos.



– Não se
engane. Ele sempre repete isso para todas – uma voz feminina nos surpreende e
faz Kai se afastar com surpresa.



– HyeJong?
O que você está fazendo aqui? – ele pergunta.



– Eu te
disse que ia visitar minhas irmãs – a loira aponta para um prédio residencial
próximo.



Aquele de
qual Kai e eu caímos.



Então ele
viera para ver aquela garota loira?



– JongIn –
eu chamo.



– Quem é
ela?



– Não é
nada do que você está pensando, HyeJong!



Eu ergo as
sobrancelhas com surpresa.



– Você me
ama e ela é seu sonho, oppa? – ela fala e eu sinto vontade de socá-la.




HyeJong... – Kai sussurra, segurando a outra pelos ombros.



– Espero
que você melhore, JongIn – eu finjo um sorriso e começo a andar para longe dele
e daquela loira metida.



– Annyo5!
– ele grita e corre para me alcançar, tropeçando e caindo em cima de mim.



O grito
seguinte dele é de dor. Eu me senti como se estivesse rasgando de dentro para
fora...



– Kai!
Aish... Não. Por favor, não.



Ele vira
para sair de cima de mim e fica deitado na calçada.



– JongIn-ah!
Kim JongIn-ah! Aigoo... JongIn!



– Shh...



A loira
chamada HyeJong se abaixa do outro lado dele e acaricia seu rosto. Ele está com
os olhos fechados por causa da dor intensa.



– Fique
comigo...



– Estou
aqui, querido – ela diz para ele com uma doçura falsa e irritante.



– Fique
comigo... Fique comigo, HwanMyung.



– O quê? –
ela grita com raiva e senta, caindo para trás.



– Não vou
embora. Eu estou aqui, Kai oppa – eu sussurro.



HwanMyung – POV off





HyeJong pegou um carro e foi com os outros para o hospital.
Kai está lá dentro e só deram notícias horas depois. Uma garota ignora a outra
até que JongIn vem em uma cadeira de rodas.



– Oppa! – a loira grita e corre até ele.



– Pare de fazer escândalo – o médico ordena.



– Como ele está? – HwanMyung observa o gesso na perna do
garoto.



– Vai ficar bem em algum tempo. Só precisa descansar.



– Vou levá-lo para casa – a loira diz, excluindo a morena da
frase de propósito.



– Chamei um táxi – Kai informa, ignorando HyeJong
completamente e olhando apenas para HwanMyung.



A morena estica a mão para o outro.



– Meu celular!



JongIn ri e entrega o aparelho.



– Vamos?



Kai – POV on



– Cuidado, cuidado... Aish! – eu reclamo quando ela tentou me
ajudar a sentar no sofá, quase me derrubando.



O apartamento dela é mais próximo e eu estava exausto.



HwanMyung está tensa, preocupada comigo. Eu sorrio para ela
entre uma careta de dor e outra.



– O quê?



Eu reconheço o que estou sentindo e paro de sorrir. Dessa vez
é diferente... bem diferente de como eu me sentia com HyeJong. Mas eu ainda
sinto uma vontade de protegê-la, fazê-la sorrir... Com HwanMyung isso não me
sufoca, mas não quer dizer que seja menor... Não! Não... É maior do que
qualquer outro sentimento. E isso... Isso me apavora.



Kai – POV off



HwanMyung – POV on



Eu sentei ao lado dele e suspirei. Essa noite está se saindo
mais agitada do que planejara... A não ser que MinYeong tivesse planejado algo
assim e... Eu começo a rir sozinha. Não, claro que não!



– Do que está rindo? – JongIn pergunta e segura minhas mãos.



– Nada.



Ele sorri e eu não consigo evitar retribuir.



Kai segurava minha mão de uma forma que eu não conseguia entender...
Só fiquei mais confusa quando ele se afastou.



– Eu não quero fazer isso.



– O quê? – pergunto.



– Amar você. É doloroso demais... Tenho que ir embora.



– Não... Por favor. Espere.



Ele olha em meus olhos e eu tento passar pelo olhar tudo o
que queria dizer.



– Fique comigo. Eu sei que não nos conhecemos bem. MinYeong
parece realmente feliz com seu amigo SeHun. Você viu os dois no jantar. Fique
aqui até que se recupere, não quero que piore por minha causa depois de ter se
machucado por mim.



– Não foi culpa sua...



– Foi sim! Eu sou uma idiota. Pabo, pabo, pabo~ – eu bato na
minha própria testa, mas sou impedida por Kai, que volta a segurar minhas mãos
com delicadeza.



– Não diga isso.



– É verdade.



– Não, não é... – ele pega uma mecha do meu cabelo e coloca
atrás da minha orelha.



Ele volta a sorrir.



– O quê?!



– Você sente isso?



– Hmm? – pergunto, sem entender.



Ele toca meu rosto e sorri outra vez. Aquela sensação
agradável e quente volta.



– Sarang6. Saranghae, cheo e kkum.

Notas finais
Vocabulário parte 2:
¹- Mianeyo, cheo e kkum = Desculpe, meu sonho.
²- Neo e kkum? = Seu sonho?
³- Naneun neo o kkum immnikka? = Eu sou seu sonho?
4- Ne! = Sim!
5- Annyo! = Não!
6- Sarang = amor
7- Saranghae, cheo e kkum = Te amo, meu sonho.
É uma experiência divertida!
Acho que é o capítulo mais romântico de Dark Sunshine até agora!!!
Créditos à SeHun unnie. Ela é uma escritora/ficwritter perfeitamente divosa.
Comentem?
Até mais~
Chu, chu, chu~