Notas iniciais
mais cedo do que vocês esperavam :D

Entramos na caverna, ela estava meio escura e tinha um cheiro de carbono no ar. Arya acendeu uma chama que iluminou em volta, ao que parecia era uma carna ao que parecia, bem longa.

Andamos caverna a dentro por alguns minutos, até que começaram a aparecer algumas rochas estranhamente arredondadas e vermelhas. Continuamos seguindo em frente e iam aparecendo cada vez mais delas. Estava um silencio aconchegante, só o que se ouvia era o estalar das chamas até que ouvimos um som de algo rachando. Olhamos para o rumo de onde veio o som e vimos uma das pedras se mexendo e então se abrindo. Aquilo era um ovo e de dentro dele saiu uma criaturinha muito fofinha.

–Oown que gracinha, é um filhote de basilisco – falou Arya. (basilisco = semi-dragão, não tem asa porém tem a força e a agilidade de um dragão normal. Eles são pequenos, um adulto não costuma passar de 2 metros. Tem a pele vermelha e rajados amarelos em formato de chamas nas patas).

Ela se abaixou e começou a passar a mão no pequenino, então ele chegou perto dela e se aconchegou nela.

–Se aquela pedra era um ovo, então quer dizer que... – falou Lorel receosa.

–Santo Gwin (Senhor da luz), se todos esses ovos chocarem nós estaremos muito ferradas. Vamos mais rápido.

Continuamos andando e o filhote começou a nos seguir.

–Own ele quer ficar com a gente. Eu vou te chamar de Miraculo.

–Ele pode vir com a gente, mas você que vai cuidar dele. – falei.

Voltamos a andar.

Depois de alguns metros a caverna começou a clarear e o som das chamas estalando aumentou. Pouco depois nós chegamos em uma área maior da caverna que estava pegando fogo e que se dividia em vários corredores.

–Com base no tanto que já andamos devemos estar algo perto de 2/3 da montanha, mas qual é o túnel certo? – perguntou Arya.

–Me empreste sua mão – falou Lorel enquanto pegava Arya pelo pulso e a levava para o meio da caverna. Ela levantou o braço com a staff e com a chama então a chama começou a tremeluzir e a tombar para a esquerda. Lorel apontou para um corredor à direita – É para lá que devemos ir.

Fomos em direção ao corredor indicado mas logo paramos ao sentir pedrinhas caindo em nossos ombros. Olhamos para cima e vimos dezenas de olhos brilhando amarelo que logo começaram a descer e nos atacar.

–São basiliscos adultos! – exclamou Arya.

–Deu para perceber, eles são do nosso tamanho – rebati.

Arya atirou algumas chamas neles mas nada aconteceu.

–Creio que não vou ser muita ajuda, eles são resistentes a fogo. Mas eu posso fazer isso – ela se concentrou um pouco e soltou um pulso azul que deu alguma mana para nós.

Lorel começou atirando uma rajada de flechas em um grupo. Eu pulei para cima deles e com o sacar da espada cortei o pescoço de um. Eles estavam se juntando cada vez mais.

–Ponte de flechas! – ela puxou o fio do arco e quando soltou formou uma ponte de gelo no ar e, dela, começou a chover flechas de gelo nos basiliscos.

Pensei em usar alguma magia também, mas resolvi esperar mais um pouco. Um basilisco pulou para cima de mim e desferiu uma patada em minha direção, mas eu defendi com o escudo. Eu recuei um pouco e quando ele levantou o braço para atacar novamente eu estoquei minha espada em sua garganta. Antes de eu poder retira-la, outro basilisco me atacou pelo lado esquerdo, eu levantei o escudo e em seguida o acertei mas ao mesmo tempo fui golpeada pelo rabo de um outro e em seguida levei uma patada no queixo de mais um deles. Cai no chão meio tonta, minha visão estava turva. Olhei para cima e eles foram se amontoando. Eu não conseguia pensar direito, tudo que pensei naquele momento foi : morram!

Naquele momento senti minha mana sendo sugada, saiu de mim uma explosão de nevoa negra que se espalhou por toda a caverna. Me levantei, balancei a cabeça, olhei em volta e só o que restou dos basiliscos foram os ossos. Olhei para Arya e para Lorel, elas estavam com cara de panico. Corri até elas e perguntei o que havia acontecido, Arya caiu de joelhos e começou a chorar.

–M...MAS O QUE QUE FOI ISSO!? – gritou Lorel assustada.

–Eu não sei, eu só estava caída no chão e desejei que eles morressem. Por que? O que aconteceu?

–Quando a nevoa passou por mim eu ouvi um grito muito alto e assustador, senti como se tivessem vários bichos no meio da nevoa e foi como se eles estivessem atravessando pelo meu corpo. Eu pensei que ia morrer – falou Lorel enquanto uma lagrima rolava pelo seu rosto e caía sobre os ossos corroídos no chão.

Depois de alguns minutos, após elas se recomporem, seguimos em direção à entrada na qual Lorel havia apontado. Quando nos aproximávamos dela sentimos o chão tremer. Ficamos imoveis para evitar algo, mas não adiantou. O chão cedeu. Caímos em uma caverna mais abaixo, bem ao lado de um outro basilisco que estava dormindo. Mas esse era diferente, ele era enorme, só seu braço devia ser do meu tamanho.

–Um basilisco ancião. São muito raros e você com certeza não vai querer enfrentar um – falou Arya.

A nossa queda não o acordou, em silêncio olhamos em volta para ver se achávamos uma saída, mas nada, então ouvimos o barulho de pedras rolando. Olhamos para cima e vimos uma pedra grande caindo, ela bateu violentamente no chão ao lado da cabeça do basilisco. Soltamos uma risadinha, quando de repente uma pedrinha d tamanho de uma mão cai bem na cabeça dele. Ele abre os olhos amarelos incandescentes de uma vez e com uma cara amedrontado se levantou abrindo os braços e soltou um rugido que estremeceu toda a caverna.

O basilisco pegou a pedra maior e a jogou em nossa direção, nós desviamos por pouco.

–Creio que serei inútil de novo.

–Então nos de mais mana.

Ela atirou um fecho de luz azul na Lorel e ela logo atacou.

–Lança de gelo – ela atirou literalmente uma lança de gelo que enfiou no ombro do enorme basilisco – Dança das flechas: gelo – ela puxou e soltou o fio vazio do arco 5 vezes atirando em cada uma delas 5, 3, 4, 7 e 9 flechas de gelo consecutivamente. Ela perfuraram o basilisco mas foi apenas superficialmente.

Arya exitou em me dar mana mas mesmo relutante atirou o fecho azul em mim também.

Me senti mais disposta, corri até ele e o ataquei no peito ao mesmo tempo que desviava de uma patada que passava voando por cima de mim. Pensei comigo : se um ataque dos menores já doía... Voltei minha atenção à batalha para evitar qualquer ataque. Ele levantou o braço e o desceu ferozmente em meu rumo, eu saltei para o lado mas antes de eu cair no chão ele girou e me acertou o rabo. Eu consegui bloquear com o escudo mas fui arremessada para trás e caí de costas. Ele pulou em minha direção com a pata para cima, esperei o ultimo segundo e rolei para o lado deixando um espinho de metal bem onde ele caiu com a pata. Ele soltou um rugido de dor.

–Arpão de gelo – Lorel aproveitou o momento e mirou em seu pescoço.

–TENDROK (BARREIRA) — Inacreditavelmente, falou o basilisco com uma cara de felicidade. Ao falar apareceu uma barreira de fogo que derreteu instantaneamente o arpão. Nós três ficamos boquiabertas. O basilisco removeu a pata do espeto devagar.

– E...Ele falou! Ele falou em dovahzul! – disse Arya surpresa – A mais de 400 anos nenhuma raça draconiana fala dovahzul – ela pensou por uns segundos e então falou – Mund (olá) – o basilisco, Lorel e eu nos surpreendemos – vir dreh hi mindok tinvaak (como você sabe falar)?

Ele soltou que soou como um sorriso.

–Ol gein do diist ni mindok (como um dos primeiros não saberia)?

–Gein do diist ? vir wuth los hi? (um dos primeiros? Quantos anos você têm?)

–Zu'u los nahlaas ruzun hir beneruvos lost diist (estou vivo desde o quarto seculo da primeira era). Zu'u los nalkun ahk wuth wah krif, kos zofan ahrk bolaav zey nel dinok (Já estou velho demais para lutar, sejam generosos e me concedam uma morte rápida) – o basilisco falou se deitando de cabeça baixa.

– Mu fen ni krii hi, nunon laan wah bo tir do daar gul (nós nao queremos te matar, só queremos sair dessa caverna).

– Nox hi (obrigado) – ele se virou para uma das paredes e disse – Genun (revelar) – saiu da boca dele uma pequena chama que ao tocar nas pedras revelou uma passagem que provavelmente levava para fora.

Arya o agradeceu e fomos rumo à passagem, mas ,antes que entrássemos nela, Miraculo, o bebê basilisco pulou no buraco e falou com o ancião.

–Roaah!!

O ancião deu uma rosnada amigável e o empurrou com o focinho para nosso rumo. Miraculo pulou em nossa direção e correu abanando o rabo e nós seguimos pela passagem.

Começamos a caminhar então perguntei a Arya.

–O que vocês conversaram?

–Nada de especial, eu perguntei pra ele como ele sabia falar e quantos anos ele tinha. Ele respondeu que era um dos primeiros.

–Caramba, um dos primeiros? Como ele sobrevive ali dentro?

–Bom, as raças draconianas (Dragões, hydras, basiliscos e homens-dragão) são de sangue frio e tem o metabolismo lento. Eles dormem muito e não precisam comer tanto. Aquele basilisco deve sair uma vez por mê para caçar, mas em compensação ele pode acabar com uma cidade inteira só para matar a fome.

–Como você aprendeu a falar Dovahzul? –perguntou Lorel.

–Na bíblioteca da minha família tem um Livro escrito em draconiano e um outro que é a tradução dele. Eu peguei os dois e comecei a estudar.

–Reforço minhas teorias de que você é uma maquina – brincou Lorel. Nós três rimos por alguns segundos enquanto caminhávamos.

Após cerca de 2 horas de caminhada nós chegamos ao fim da caverna. Saímos e logo após a montanha começava uma floresta.

–Sejam bem vindos à Floresta Elfica Do Sul – Saldou Lorel com um sorriso de nostalgia no rosto.

Era uma floresta linda. Logo de cara ja vimos uma árvore magnifica com o tronco retorcido até a copa, suas raízes se espalhavam por todos os lugares, suas folhas verdes realçavam o tom das flores azul bebê que escorriam por finos cipós trançados. Logo ao lado, contrastando com o azul, havia uma arvore de sakura com suas galhas finas repletas de flores rosas. Toda a floresta era cheia dessas árvores com cores fortes e todas elas liberavam um pó brilhoso que fazia elas ficarem mais lindas ainda. Más havia um problema.

Notas finais
A língua dovahzul é do jogo The Élder Scrolls V: Skyrim. Lista dos Deuses e Reis Demônios. Deuses -GWIN - Senhor da luz -Aragon - Deus da calma e da serenidade -Meridia - Deusa da vida -Kalymat - Deusa da harmonia -Thanos - Senhor das criaturas e das bestas / Deus soberano Reis Demônios -Manus - Senhor da escuridão / abismo -Drakarius - Senhor da furia -Nito - A morte -Kallyth - Senhora do caos -Drael - Demonio soberano / Senhor dos montros