Dark Steel
1 Arco 1 : A Espada Do Imortal. Primeira expedição
Notas iniciais
—Quando eu tinha oito anos, meu pai começou a me ensinar a lutar com espadas. Minha mãe morreu quando eu nasci e meu pai era um “vagabundo”, então era eu quem cuidava da casa. No ano seguinte, nossa cidade foi atacada orc’s e boa parte dos habitantes teve q ir para a batalha, pois vários soldados do nosso exercito, os Silver Knights, haviam saído em uma expedição. Meu pai foi um dos recrutados.
No final do terceiro dia de batalhas intensas, os orc’s todos foram derrotados e meu pai voltou para casa. Cansado e desgastado da batalha, meu pai logo foi dormir. Naquela noite, me levantei de madrugada para beber água, então vi uma carata em cima da mesa. Peguei-a para ler, mas o sono estava muito e não entendi quase nada. Então voltei a dormir.
Quando amanheceu peguei para ler a carta de novo. Era de meu pai.
“-Querida Ellie, quando nós derrotamos o ultimo orc, ele disse algo q nos intrigou:
”Podem ter nos derrotado, mas isso só começou. Ela não vai parar até ter dominado esse continente inteiro também”.
Pensando sobre isso, a Major dos Silver Knights selecionou quatro dos q saíram melhor na batalha para saírem e descobrirem quem era “ELA” e se possível fazer ela parar. Eu fui escolhido. Não queria te ver preocupada por isso sai sem me despedir. Essa missão pode demorar bastante mas, eu prometo que nos veremos de novo.
Com amor, Papai”.
Naquele momento eu me dei conta de que meu pai havia partido para nunca mais voltar. Depois de alguns minutos chorando, ouvi uma batida na porta. Era a comandante de uma das divisões dos Silver Knights.
—Você já deve saber sobre seu pai, não é?
—Sim.
—Deve ser difícil para você mas tenho certeza de que ele vai ficar bem. Ele foi o que lutou melhor na batalha de ontem. Seu pai sozinho derrotou um batalhão de mais ou menos trinta orc’s. Mas fique tranquila, nós a manteremos informada.
Ela saiu e voltou para o batalhão.
A partir dali, mesmo sem meu pai, eu treinava os movimentos que ele me ensinou todos os dias. No final de sete meses chegou uma carta do grupo do meu pai. A comandante veio e me contar. Ela disse que eles encontraram um castelo no extremo sul do continente. Dentro dele haviam centenas de goblins trajados de armaduras samurais. Eles começaram a lutar e quando a luta estava quase no fim apareceu um samurai de verdade. Eles tentaram o atacar, mas o samurai era rápido de mais. Um deles tentou o desacelerar com uma magia de gelo, só que o ainda assim ele era muito rápido. Depois de algum tempo, um dos cinco foi morto pelo, e os outros foram forçados a fugir.
A comandante disse que meu pai ainda estava vivo, e foi embora.
Passaram-se dois anos desde a ultima carta quando chegou outra. Mais uma vez a comandante veio falar comigo. Ela disse que a quatorze meses eles haviam entrado na ilha de Panthea. Eles vagaram de um lado a outro matando monstros e procurando pistas de quem poderia estar mandando eles, até que, dentro de uma floresta, eles encontraram um ent (arvore viva) gigante q parecia estar lutando contra algo internamente. Eles o ajudaram como puderam, então o ent disse q tudo estava daquele jeito por causa de Kallyth, uma demônio q estava controlando quase todas as criaturas daquela ilha. Disse também que eles poderiam encontrar ela em algum lugar no continente ao leste dali, o perigoso continente de Zaaphira. Eles partiram imediatamente rumo a leste mas para sair da ilha eles tiveram que passar por uma região vulcânica e lá, um outro soldado acabou morrendo por uma criatura gigante que habitava lá.
A comandante disse que meu pai ainda estava vivo, e foi embora.
Depois dessa carta, demorou vários anos para termos alguma noticia deles. Alguns meses depois de eu completar dezessete anos chegou o que pareceu ser a ultima carta. A comandante veio até mim e disse:
—É melhor você mesma ler.
“Nós tentamos enfrentar Kallyth. Falhamos miseravelmente. Ela é extremamente forte, seus poderes são muito superiores ao de humanos. Eu fui a ultima q resto e fui obrigada a fugir, só consegui por que ela deixou. Minhas últimas forças vou usar para mandar essa carta.
Sinto muito ter que dizer isso...
Nós falhamos.”
Naquele momento comecei a chorar. A comandante me deu um abraço e foi embora.
Logo em seguida fui tomada pelo ódio. Peguei minhas espadas e saí correndo pela floresta atacando tudo que se movia.
Já estava anoitecendo quando caí quase desmaiada de cansaço. Fiquei ali alguns segundos até o cansaço aliviar um pouco, me levantei. Quando me virei para ir pra casa vi a comandante encostada em uma árvore com um sorriso de aprovação que dava para ler sua mente: “quer entrar para os Silver Knights”? E foi o que ela perguntou. Eu não tinha nada a perder, então entrei.
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