Dark Sky Island

2 If I Could Find My Way


— Mãe... Como foi que tudo começou? — Murmurou um sonolento Lynx. Deitado com a cabeça no colo de sua mãe que lhe acariciava os longos cabelos prateados.

Estavam no quarto do filho. Um amplo cômodo com chão de mármore e uma imensa janela aberta que dava para a sacada aonde a fria, mas confortante, pálida luz da lua entrava e deixava o ambiente no mais calmo branco com azul possível. Sua cama de dossel com as cortinas abertas, Lynx olhava para fora, pela sacada, aonde via as estrelas no céu como se fossem mínimos diamantes. Hecate sorriu e pôs-se a contá-lo:

"Muitas eras atrás, tudo era um infinito mar azul nos céus. Uma imensidão cheia de nada. O nada e o tudo eram as únicas companhias existentes e eles compartilharam... o tudo e o nada. A contar as estrelas, quais delas nasciam e quais estavam para cair. Até mesmo tinham as suas favoritas e estas estavam sempre uma próxima da outra. O tudo e o nada acabaram por se apaixonar, só que eles... Elas... afinal deram a luz a todo o universo com as estrelas a testemunhar... Não sabiam bem o que aconteceria se o tudo e o nada se misturassem. Como seria se elas dessem as mãos sendo que são como polos negativos? Não eram todas as estrelas que pareciam aprovar isso, elas estavam com medo, elas não conheciam isso... O tudo e o nada sempre conviviam do modo que sempre faziam desde muitos milhões de anos atrás... Desde as eras onde não se sabia o que havia no lugar de tudo.

Elas compartilharam sonhos, era onde podiam viver juntas onde ninguém parecia julgar, onde apenas as estrelas do mais puro e gentil brilho estavam presentes, as testemunhas do mais bondoso núcleo. Elas queriam fugir mas nelas tudo vivia e tudo perecia então não poderiam simplesmente ir para outro lugar, o tempo não parecia ser a favor delas quando separadas. Foram mais de mil sonhos, foram mais de mil existências e suas mãos nunca se tocaram, até o dia em que simplesmente não deixaram mais de hesitar e finalmente se abraçarem bem forte mediante aos protestos das estrelas de brilho mais fraco... As mais fortes aplaudiam e dali viram nascer todo o universo. As estrelas dos brilhos fracos haviam se enganado, nada evoluía se não tivessem novas ações e novas tradições. O conservadorismo das estrelas de brilho fraco dariam apenas mais mil existências sem evoluções, sem certezas, sem ter um caminho para se ir.

As estrelas de brilho mais forte criaram sua própria canção para este momento. Se você, meu filho, ouvir em plena noite, no silêncio, você irá ouvir a canção. Aquela que narra que o tudo e o nada encontraram o seu caminho e até hoje os filhos delas vivem , choram, vivenciam o mesmo e assim vai... Por todo o resto da existência.”

— E eu também vou? – Perguntou um curioso Lynx, desviando os olhos dos céus para os olhos de sua mãe... Que eram bem similares.

— Vai. Todo mundo encontra isso. – Disse, com sua voz serena e tranqüilizadora.

— E isso tem nome?

— Nós chamamos de Amor.

How long your love had sheltered me

You held me high

You held me high

A harbour holding back the sea

So I could find my way

So let me give this dream to you

Upon another shore

So let me give this dream to you

Each night and evermore

Yet only time keeps us apart

You held me high

You held me high

You're in the shadows of my heart

So I can find my way

Notas finais
LINK da música: https://www.youtube.com/watch?v=aLDLpqZdhX0
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.