Dark Skies
2 Cap. 01 - Passado, Presente... Passado
No fim da tarde, em algum lugar dentro da sede de Los Angeles das indústrias Clears, Henry conversava com Jeremy Allen, seu fiel parceiro de negócios.
– Vou ficar fora por três dias, preciso que cuidem de tudo por aqui – Henry pede.– Pode deixar comigo, vai tranquilo – Jeremy diz, ajeitando os óculos no rosto.– Era só isso mesmo, agora eu preciso ir, Olivia deve estar me esperando – Ele diz.– Tchau, pode deixar comigo, vou cuidar dessa bagunça!– Espero que sim! – Ele grita enquanto corre apressado pelo corredor.Ao chegar em casa, ele encontra Olivia descendo as escadas, pronta para sair para jantar, ela está usando um longo vestido preto e seus cabelos louros estão presos em um coque.– Você está linda – Henry elogia, deslumbrado com tamanha beleza.– Obrigada, querido – Ela agradece.– Vou me arrumar, nossa reserva é pra daqui a vinte e cinco minutos.– Vá.A água quente escorre pelo corpo de Henry, enquanto seus pensamentos estão focados em apenas uma coisa. Olivia. Hoje é o aniversário dela, não vou me preocupar com mais nada, ele pensa.Minutos depois, ele desce tão deslumbrante quanto ela, usando um smoking preto com uma gravata de laço.– Como estou? – Henry pergunta, dando uma rodada.– Uau, você está lindo amor – Olivia responde.– Obrigado senhorita – Ele vai até a porta – Vamos?– Mas é claro meu bom cavalheiro – Ela brinca.Os dois saem para jantar. No restaurante, eles conversam brindam.– Ao aniversário da mulher mais bela do mundo – Henry diz, e levanta a taça de vinho.– Ao aniversário da mulher mais feliz do mundo – Olivia também levanta sua taça e eles brindam.– Amanhã será um grande dia.– Será mesmo, mal posso esperar, sempre quis conhecer Paris.– Eu também.– Lembra de quando a gente se conheceu? – Olivia pergunta.– É claro que sim – Henry responde.– Foi em um Oktoberfest, eu lembro como se fosse ontem, podíamos voltar lá, não acha?– É, podíamos.– Ah, e aquele seu amigo, o Chad? – Ela pergunta.– Não falo com ele há, sei lá, uns cinco anos. Ele está no Japão agora.– Bom, mas mudando de assunto, eu quero te falar uma coisa.– O que?– Eu esperei a semana inteira pra dizer e acho que hoje é um dia especial.– O que? Fala logo – Ele sorri, curioso.– Henry Daniels, você vai ser pai – Ela abre um grande sorriso.– O que? – Fica surpreso e feliz – Eu não acredito! – Ele exclama.– Pois acredite, é verdade!– Oh meu deus, que noticia maravilhosa. Você tem certeza?– Tenho, já confirmei com dois testes. Nós vamos ter um filho.– Precisamos brindar isso! – Ele preenche as taças com vinho e eles brindam à novidade.No dia seguinte, Henry acorda cedo, desce as escadas e toma um pouco de café na cozinha, quando seu telefone toca. Ele dá um gole do líquido fervente e vai atender. Número desconhecido.– Alô? – Henry pergunta.– Henry Daniels? – A voz do outro lado também pergunta.– Sim, sou eu – Ele responde- Quem está falando?– Ah, Henry, que bom saber que você está bem.Ele reconhece a voz na hora. Uma voz que o fazia lembrar dos velhos tempos. Caçar monstros e salvar pessoas. Chad.– Oh meu deus, Chad, é você? – Ele fica surpreso.– Sim, sou eu.– Onde você está? Quer dizer, por onde você esteve?– Eu estou vivendo em Tóquio.– Que bom te ouvir!– Na verdade não é tão bom, não trago boas noticias.– O que?– Henry, pegue suas coisas, sua mulher e saia daí agora, vá embora para o mais longe possível e não olhe para trás.– Como assim por quê? O que aconteceu? – Ele fica preocupado.– Eles descobriram Henry, descobriram onde você está e estão atrás de você!– O que? – Henry pergunta, perplexo. – Quem está atrás mim Chad?– Todas as criaturas que já caçamos, todas elas!– Oh meu deus.– Elas estão atrás de mim, e irão atrás de você depois, fuja!– Chad, fica calmo, me conta mais sobre isso.– Não por favor! Aaaaah! – Henry escuta Chad gritar do outro lado da linha, e depois ouve um tiro, apenas um tiro e mais nada.– Chad! Chad! Droga! – Ele desliga o telefone e olha o relógio. O voo para Paris sai em uma hora.Henry corre até a janela de casa e tranca as portas. Será uma brincadeira? Ele pensa, e espera a ligação em que Chad revelaria, mas ela não chega. Parecia muito real, não era brincadeira. Ele desce até o porão e retira um armário da parede, que esconde um buraco enorme que dá em outra sala, cheia de armas. Ele pega uma espingarda e sobe de volta, dessa vez, vai para o quarto e Olivia já está se vestindo.– Bom dia querido – Ela diz.– Bom dia amor, já está pronta, vamos?– Agora?– Sim, não podemos nos atrasar.– Tá bom – Ela diz – Aconteceu alguma coisa? – Ela percebe o nervosismo no rosto dele.– Não, por quê?– Parece que você viu um fantasma.– Não é nada, só uma dor de barriga.– Dor de barriga?– É.– Henry, eu sou médica, e sei que uma dor de barriga não deixa ninguém assim. Pode falar, o que aconteceu?
Ele demora um pouco, pensando em algo para dizer e finalmente tem uma ideia.– Tá bom, é que eu estou com medo de deixar a empresa com outra pessoa.– Mas o Jeremy vai cuidar dela, ele é seu amigo, é de confiança.– Então tá — Ele sorri – Pegue suas malas, vamos logo, Jeremy está esperando – Henry pega duas malas e começa a caminhar tropeçando nelas.– Cuidado – Olivia diz e sorri da distração do marido.Henry e Olivia colocam as malas no carro de Jeremy e depois eles vão embora.– Obrigado pela carona Jeremy, iriamos nos atrasar se esperássemos um táxi – Olivia agradece e sorri.– Por nada Liv – Jeremy comenta – Por que você está tão nervoso Henry?– Não sei, não estou me sentindo bem, mas quando entrar no avião, vai melhorar, eu sei.– Ah, então tá. Ah, cara, já são dez e meia, o voo de vocês parte às onze e vinte, vou mais depressa.– Tá bom.Henry sente o carro acelerar mais um pouco e então olha pela janela. O lugar em que achou que estava seguro não foi o bastante. Eles o encontraram. O carro permanece andando, pronto para atravessar a pequena ponte do Lago Blake para chegar ao centro da cidade, quando de repente, Jeremy, Henry e Olivia são jogados para frente com uma força gigantesca. Jeremy bate a cabeça no volante com muita força, enquanto Henry é jogado contra o para-brisas do carro, fazendo um grande corte na sua testa.– Caramba, o que merda foi isso? Não tem nada aqui, nós batemos?! – Jeremy fica desesperadamente surpreso.– O que foi isso?! – Olivia pergunta, passando a mão na testa.– Eu não sei! – Henry responde, saindo do carro. Jeremy e Olivia fazem o mesmo.Eles andam um pouco e percebem o estrago. A parte da frente do carro está totalmente destruída, bateram com muita força, mas no que? Bateram aonde? Não há nada na frente.Henry lentamente levanta sua mão trêmula e a posiciona na sua frente. Ele toca em algo, algo frio e... E... Invisível.– Oh meu deus, o que é isso? – Olivia pergunta, ao ver um ponto de luz branca ao redor da mão de Henry.– É uma parede? – Jeremy pergunta.– Seja o que for, é invisível – Henry continua tocando o material estranho e luminoso. O sangue escorria pela sua testa– Eu nunca vi nada assim – Jeremy diz, tocando o material.– Eu vou perguntar denovo – Olivia diz – O que é isso? – Ela ainda está perplexa com aquilo.Neste momento, um pássaro que sobrevoava à esquerda deles, também bate em algo, criando uma região luminosa no local do choque, uma luz que logo desaparece.– É uma cúpula – Henry diz – Estamos presos aqui. Dentro de uma cúpula.
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