Dark Side
21 Capítulo 21- Agatha e Carlos
Notas iniciais
Tenho 3 coisas pra dizer :)
Primeira: fiquei muito chateada com vocês leitores antigos, por não terem me avisado que estava faltando o primeiro encontro do James com a Agatha pra ensaiar a música, aquele encontro na casa do James no capitulo 5 e 6. Acho que vocês nem perceberam, mas eu já arrumei isso. E a chatiação já passou :)
Segundo: a partir de agora, assim que eu escrever um capitulo novo eu já posto aqui, não vai ser mais com dia marcado. Estou de ferias e tenho bastante tempo para escrever então... postarei quase sempre.
Terceiro: Se vocês tiverem amigos que liam a fic antigamente ou que gostem do BTR e queiram ler uma fic, recomendem a minha pra eles por favor. Eu vou tentar avisar os antigos leitores que eu repostei. Mas acho dificil eles voltarem a ler. Então estou mesmo precisando de help kk
Obrigadinho por ler as notas e espero que gostem do capitulo :)
Acordei com um barulho de carro e logo depois o barulho do portão da garagem se fechando. Levantei cambaleando por causa do sono e do maldito sol que entrava pela minha janela. Olhei pela janela e vi o carro da minha tia virando a esquina e logo depois o carro da Samantha também estava sumindo ao virar a esquina. Ótimo estou sozinha!
Fui até o closet e peguei a primeira roupa que vi na minha frente. Uma camiseta sem manga marrom e com alguns detalhes de renda dourada, uma calça jeans clara, um salto aberto dourado -que na verdade eu achava bem feio, só que a Samantha fez serimonia e me encheu para que eu comprasse-. E alguns acessórios simples. Não estava muito preocupada com a roupa. Provavelmente eu passaria o dia quase todo trancada dentro de casa.
Desci as escadas e fui direto para a cozinha, em cima do balcão havia uma agenda onde tinha um bilhete para mim. Era da minha tia.
A Samantha saiu pra se encontrar com a Amy e a Halston. A tia Jade foi resolver alguns negócios de família e eu estou sozinha em casa, sem nada pra fazer.
A casa era bem grande. Ainda não havia visto todos os quartos. Então decidi fazer um tour pela casa.
Banheiro 1, banheiro 2, quarto de hospedes 1, quarto de hospedes 2, quarto de hospedes 3, quarto da tia Jade, quarto da samantha, sala de estar, sala de jantar, sala de jogos, cozinha, porão, lavanderia, piscina, quarto dos funcionarios (que fica do lado de fora do casa) e sala de musica? Nunca havia visto essa sala na minha vida.
Um quarto de tamanho médio, paredes vermelhas, chão liso e branco, janelas enormes que vinham do solo até o teto da parede e tinha vista para o jardim e a piscina da casa. Violão, guitarra, baixo, bateria, teclado, flauta, e outros diversos instrumentos musicais estavam espalhados em caixas de vidro. Tudo para protegê- las. O dono dessas coisa relmente se importa muito, devem ser muito valiosas.
Mas o instrumento que mais se destacava entre todos aqueles era o lindo piano negro que ficava bem no centro da sala.
Sempre gostei muito de pianos, aprendi a tocar quando era pequena. Minha querida avó me ensinou, quantas saudades dela.
Não tocava fazia anos. Pra falar a verdade eu nem gostava de chegar perto deles. Eles me lembravam ela e isso me fazia mal.
Me sentei no banquino, deslizei meus dedos por cima de cada tecla, olhei as letras de músicas. Apertei a primeira tecla e uma onda de lembranças veio em minha mente.
"Eu e minha mãe moramos no rio de janeiro. Mas em todas as férias minha mãe e eu vamos para o sítio da vovó.
Eu sempre gostei muito de ir pra lá. Era um lugar tão agradavel. Pescar, nadar no rio, pegar frutos direto da arvore, dormir na sombra do pessegueiro, tudo o que tinhamos que fazer quando estavamos lá era relaxar.
Sem carros, motos, barulhos de contrução, buzinas, poluição, pessoas más. Sem nada disso, apenas eu e a paz interior.
Minha avó tinha um piano velho em sua casa e em todo final de tarde ela tocava uma música diferente para mim. Eu adorava ouvir ela tocar, era tão perfeito.
Meu avô e minha mãe ficavam andando de cavalo e alimentando os animais o dia quase todo e eu e minha avó ficavamos sem nada para fazer. Um dia ela perguntou se eu queria aprender a tocar. E na mesma hora eu disse que sim.
Ficamos ensaiando durante as ferias inteira e até mesmo quando as aulas começaram. Eu sempre ia lá no final da tarde, ela tocava pra mim e depois me dava aulas até de madrugada.
Em alguns meses eu já havia aprendido a tocar. Então minha avó teve a ideia de me colocar para tocar na igreja aos domingos. Eu aceitei é claro.
Estava super animada para minha primeira apresentação. Faltava apenas 1 semana quando eu recebi a noticia... Minha avó havia falecido.
Me disseram que ela estava alimentando alguns patos perto do lago e acabou caindo no mesmo. Era um dia de inverno e a agua estava congelando. Minha avó não sabia nadar e havia morrido afogada.
Isso me assustou muito. Me deixou completamente mal e desdesse dia nunca mais toquei piano, muito menos cheguei perto de um rio novamente.
Aos poucos fui percebendo que todos estavam me deixando. Querendo ou não. Todos à minha volta morriam ou partiam para sempre.
Eu queria me tornar uma pessoa fria e não me importar com nada, não me importar com as pessoas, não amar ninguém. Pois sempre que tudo estava bem, algo acontecia para destruir tudo.
A musica que eu tocaria na igreja? Nunca foi tocada. Meus sonhos? Destruidos."
Lágrimas escorriam pelo meu rosto. Parei de tocar. Fechei o piano com força e me desmanchei em lágrimas.
–Samantha é você que está ai em cima? -Ouvi a voz de Carlos ecoar pela sala.
–Sou eu Carlos. -Disse me virando pra ele.
–OI... Porque está chorando? -Ele se sentou ao meu lado no banquinho e secou minhas lágrimas.
–Apenas estava lembrando... Isso sempre me deixa mal. -Dei um sorriso falso e mais lágrimas escorreram.
–As lembraças são um saco. -Carlos afirmou. -Mas é necessario. Porque sem as lembraças nós não seriamos nada. -Carlos me abraçou.
–Minha avó morreu e eu nunca mais cheguei perto de um piano. Eu não toquei a música que ela me ajudou a fazer, eu nunca fiz a homenagem pra ela. -Desabafei e chorei ainda mais.
Carlos esperou pacientemente eu me acalmar.
–Porque você teve esse surto? -Perguntou me entregando um copo de agua.
–Nesses dias eu lembrei do meu pai, depois eu conversei com minha mãe e hoje eu lembrei da minha avó. Eu sinto saudades de todos eles. -Disse entre soluços. -As lembranças não servem pra nada, apenas para nos destruir.
Carlos ficou quieto. Parecia pensar em algo para me dizer.
–Porque todos me abandonaram, Carlos? Porque todos me deixaram sem nem ao menos se despedir. -Perguntei voltando a chorar. -Meu pai me bateu e foi preso, nunca mais fiquei sabendo dele. Minha avó morreu sem poder de despedir. Minha mãe me mandou morar com minha tia já faz 3 meses e até hoje só me ligou apenas uma vez. Eles não se importam comigo.
–Eu não vou te deixar. Eu me importo com você. E eu tenho certeza que sua familia também se importa com você. -Carlos falou. -E você tem muitas pessoas que se importam com o seu bem estar e eu tenho certeza que nenhum deles que te ver chorando por achar que está sozinha. Nós nunca vamos deixá- la, Agatha. Ouça o que eu digo. Você não está sozinha.
Carlos me fez sentir melhor. Em poucos minutos com ele as lágrimas já haviam ido embora e um sorriso brotava em meu rosto.
–Você é o melhor amigo de todos. Eu te amo Los. -Disse abraçando ele.
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Carlos:
Depois que saí da casa da Agatha eu fui me encontrar com os meninos. Amanhã seria o grande jogo e nós tinhamos que estar relaxado. E para isso nós vamos passar a noite inteira jogando videogame e comendo besteiras.
James chamou eu e os meninos para passar a noite lá, tipo uma festa do pijama, dá pra acreditar? Isso é coisa de menina. Mas fazer o que? Acabamos aceitando.
–Eu pego o jogo. -Logan gritou e foi até a mesinha de centro e começou a remexer em uma caixa enorme cheia de jogos. -Vou pegar o "manhunt".
*manhunt: é o nome de um jogo de luta, eu acho*
–Eu fico com o controle prata. -Kendall gritou. Nós dois nos jogamos no sofá e começamos a brigar pelo controle. Mas Kendall pegou ele primeiro.
–Droga, você sempre fica com o controle prata. -Resmunguei.
–Quem manda você ser lerdo. -Kendall respondeu. -E também o melhor controle tem que ficar sempre com o melhor jogador.
–HAHAHAHA. -James caiu na gargalhada. -Então o controle não deveria estar com você e sim comigo.
–Vai sonhando. -Kendall retrucou.
–Logan, pega alguma coisa pra gente comer. Vai. -Mandei. Logan bufou e foi até a cozinha.
O trailer do jogo já passava na televisão. Apenas o trailer já nos deixava euforicos, o jogo era demais.
–Nessa casa não tem comida, não? -Logan gritou da cozinha.
–Procura direito que você acha. -James gritou sem tirar os olhos do videogame.
–Peguei alguns salgadinhos, refrigerante e balas de menta. -Logan jogou tudo sobre a mesa.
[...]
–Mata aquele carinha, James. -Kendall gritava.
–Eu estou tentando, agora para de gritar e faz alguma coisa. -James devolveu.
Acho que aquele jogo estava deixando- os malucos. Estavam brigando de verdade. Parecia que toda a violencia da tv estava passando pelos controles e tomando conta da mente de James e Kendall.
Eu e Logan nos olhavamos sem saber o que fazer. Era capaz deles quererem bater em nós dois se tentassemos acabar com o jogo ou com a briga deles.
–Acho que deveriamos fazer outra coisa. -Opnei.
–Tipo o que? -James pausou o jogo e se virou para poder me ver.
–Sei lá.
–Nós podiamos... Jogar outro jogo? -Logan tentou me ajudar. Mas não era uma ideia muito tentadora.
Kendall e James se entre olharam e riram.
–Estão com medo de perder. -Kendall provocou.
–Até parece que temos medo de vocês. -Eu e Logan falamos ao mesmo tempo.
–Vamos voltar a jogar. -James falou.
–NÃOO... É sério, não queremos que vocês joguem. -Logan falou pegando o controle da mão deles.
–Tudo bem, o que querem fazer? -Kendall se jogou ao meu lado no sofá. -Fala aí Carlitos. Dei de ombros.
–Vamos colocar o papo em dia. Eu não sei de nada que está acontecendo na vida de vocês, seus putos. -James deu a ideia.
–Isso não é coisa de menina? Tipo... Ficar contando segredos e fofocando. -Falei e deixei uma risadinha escapar.
–Acho que o James está passando muito tempo com a Agatha. Está pegando a mania das meninas. -Logan tirou sarro de James.
–Olha quem fala, sua melhor amiga é uma garota.
–Vai se ferrar.
–Eu não acho uma má ideia. -Kendall finalmente falou.
–Tudo bem, vamos jogar.
–Antes eu quero saber uma coisa, porque o Dustin não veio? -Finalmente sinti sua falta.
–Ele saiu com aquela lider de torcida, como é o nome dela mesmo?.... -James falou.
–Acho que é Miranda. -Kendall lembrou.
–Humm, ela é gostosa. -Respondi.
[...]
James contou que está nervoso porque seus pais vão voltar para a cidade. Os pais de James são muito, muito importantes mesmo. Eles são donos da "Styles", uma empresa de modelos muito famosa. Eles vivem em Nova York à dois anos e só vem visitar ele de vez em quando. Mas parece que agora eles vão vir para ficar. E James não gostou muito disso.
Porque os pais deles são meio que controladores e a pior parte... São amadores da Halston e não vão gostar muito de ficar sabendo que ele terminou com ela. Tem todo um segredo por ele ter que namorar com a Halston, mas ele nunca nos contou.
James devolveu o disco de hoquei de Logan pra ele poder jogar bem amanhã. Ainda acho isso uma besteira, mas se Logan acha que isso ajuda ele a jogar, tudo bem.
Logan ficou nos contando todas suas estratégias de jogo e blá blá blá... Mas no final ele acabou nem contando nada sobre ele. Apenas falou sobre o jogo.
Ficamos falando zoeiras sobre o encontro do Dustin, torcendo pra ele passar a maior vergonha. Logan ficou fazendo a voz da garota e Kendall fingindo ser Dustin, falando um monde de besteiras. Tenho que admitir que foi engraçado. Mas bem que eu queria saber onde estava acontecendo esse encontro para nós irmos zoar ele de verdade.
Eu falei sobre meu termino com a Samantha. Tenho que conversar com ela e exclarecer a coisas, eu não vou voltar pra ela enquanto ela não crescer. Não quero mais ser o babá dela. E falei sobre meus encontros com Alexa para ensaiar a música. Eles zoaram um pouco, apenas ignorei.
E Kendall, bom, Kendall não contou nada. Disse que tudo estava normal. Mas eu sabia que estava mentindo.
Depois comemos mais besteiras, assistimos alguns jogos na televisão e depois fomos dormir.
[...] / 02:00 da manhã/ Quarta- feira/
Acordei assustado. Na casa ecoava vários sons de tiros, bombas explodindo, gritos, etc... Me levantei com cuidado, andei pelo corredor de quartos com ainda mais cuidado para não acordar ninguém.
Fui até a escada e... A televisão estava ligada naquele jogo "manhunt" e Logan estava concentrado enquanto jogava.
Droga, é sério que o Logan está acordado às 02:00 horas da manhã jogando aquela droga de jogo.
–Logan. -Miha voz ecoou pela sala entre os sons de granadas explodindo no videogame.
Logan deu um pulo do sofá e olhou em minha direção com uma expressão assustada.
–Que merda, Carlos, você quase me matou de tanto susto.
–O que você está fazendo acordado há essa hora da manhã? -Me sentei ao seu lado.
–Jogando videogame, você não está vendo? -Logan respondeu frio.
–Nossa, que mau- humor.
–Desculpa, pode me deixar sozinho? Volta a dormir. -Logan pediu sem tirar os olhos do videogame.
Ele já deveria estar jogando à muito tempo, porque ele estava parecendo um daqueles zumbis. Seus olhos estavam começando a ganhar um tom avermelhado, ele estava com uma xicara de café enorma ao seu lado, seus dedos se moviam rapidamente sobre os botões do controle, ele mal piscava e estava parecendo um daqueles nerds viciados em videogame.
–Não dá pra dormir com todas essas bombas explodindo aqui em baixo. -Disse rindo. Logan ignorou.
–Qual o problema LOgan? Nunca te vi desse jeito.
–Me deixa em paz.
Dei de ombros, levantei e já estava voltando para meu quarto quando percebi uma coisa... "Eu sou um péssimo amigo, eu vou mesmo voltar a dormir em vez de ajudar ele?"
Voltei para a sala e me sentei novamente ao lado do Logan.
–Me conta o que está acontecendo.
Ele bufou, apertou o botão de pause e se virou para mim com um olhar nervoso.
–Qual o motivo de você está acordado nessa hora da madrugada, jogando um jogo violento, com todo esse mau- humor e está com os olhos vermelhos. Estava chorando?
–Não, eu apenas... Não sei o que fazer. Estou tão confuso, eu não consigo dormir, não consigo pensar, não consigo ficar em paz.. -Desabafou.
–Por causa dá...?
–Kim. -Meus olhos se arregalaram, Logan e Kim. -Ela está namorando com um garoto e como instinto de "melhor amigo parte irmão", acho que tenho que protegê- la dele. -Logan falou. Me segurei para não rir.
–Acho que isso não é um sentimento de "Melhor amigo parte irmão". Acho que você está gostando da Kim.
–Eu também acho. Mas eu não quero achar isso. -Logan parecia um maluco. -Isso é errado, é errado estar gostando da propria irmã.
–É errado se ela for sua irmã mesmo, mas a Kim não é.
–E se ela não gostar de mim? Não dessa forma. Eu vou acabar estragando tudo. -Logan colocou as mãos sobre o rosto.
–Você nunca vai saber se não tentar. Talvez ela também goste de você e se não gostar você saberá que não era para ser.
–Se ela não gostar de mim dessa forma. EU vou acabar de coração partido, isso sim.
–Você tem que arriscar.
–Cara, você dá conselhos horriveis. Para com isso. -Logan falou rindo.
–Hey, isso saiu do fundo do meu coração. -FInji estar magoado. -E também eu não sou conselheiro amoroso. Agora vamos mudar de assunto?
–O que você acha que vai acontecer hoje? Na hora do jogo. Quem vai passar? -Logan perguntou. -Só tem duas vagas.
–Eu nem quero pensar nisso.
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Notas finais
Dessa vez não quero que ignorem os erros, me digam se tem algo sem sentido, se tem palavras escrito errado, qualquer erro me avisem.
Ideias? Podem enviar as suas.
Recomendações? Comentários? Aceito os dois kk
Beijos e até o próximo capitulo >.
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