Dark Side
15 Capítulo 15- Agatha
Notas iniciais
Hoje tenho apenas duas coisas pra dizer:
1º Vocês viram? O James voltou com a Halston (Pelo menos acho), fiquei tão triste quando vi isso. Eu achava que dessa vez eles terminariam para sempre, mas voltaram :/
Mas tudo bem, eu vou deixar ele se diverti com ela porque quando ele me conhecer ele vai se apaixonar perdidamente por mim, daí vai larga ela. kkk SQN. Mas tudo bem, o importante é que ele esteja feliz.
2º Esse capitulo vai ser basicamente sobre o passado obscuro da Agatha. Ela contando pro James sobre seu passado, sobre a primeira vez que se cortou e talz.
Vocês vão ter uma surpresa no final, #woohoo.
Espero que gostem, vou postar o próximo no sábado ou domingo que vem (Talvez antes). Xoxo :*
Agatha:
Respirei fundo, olhei nos maravilhosos olhos esverdeados de James.
Já havia ensaiado 1 bilhão vezes o que eu diria à ele, mas sempre quando chegava a hora de falar, as palavras simplesmente desapareciam, eu travava e ficava sem saber o que fazer. Mas hoje eu não tinha como escapar, tinha que contar e acabar com tudo isso de uma vez por todas.
–Você quer saber quando eu comecei a fazer isso? -Perguntei me refirindo aos cortes. -Simplesmente o motivo? Por que eu fazia isso? Ou quer saber a história desdo começo? -Estava um pouco desesperada.
–A história toda. -Ele respondeu rapidamente.
Ainda estavamos sentados na arquibancada da escola. James me abraçava por trás e de vez em quando fazia carisias em meu rosto ou brincava com meu cabelo.
O mais legal era que nós estavamos tão relaxados, nem um pouco preocupados com o que os outros pensariam vendo nós daquela forma. Sem se preocupar se alguém do grupinho da Halston iria nos ver ali. Não nos preocupavamos com nada, apenas um com o outro e o mais importante, apenas queriamos curtir aquele momento juntos.
–Meus pais se separaram quando eu tinha apenas 2 anos de idade, fiquei morando com minha mãe, mas tinha que passar pelo menos os finais de semana com meu pai. Esse foi o acordo que meus pais fizeram. -Comecei a contar. -Quando eu tinha 8 anos, minha mãe me levou na casa do meu pai em um final de semana qualquer. Ele havia chamado alguns amigos, resumindo, eu briguei com ele e ele me bateu. -Fiquei olhando fixamente para um lugar qualquer, contar isso para James estava me fazendo reviver tudo novamente, era tão doloroso. Estava me segurando para não chorar. -Na verdade ele praticamente me espancou, minha mãe descobriu e chamou a policia para ele. Ele continua preso até hoje.
–Eu sinto muito. -James me apertou forte contra seu corpo, na tentativa de me abraçar. -Não sabia...
–Tudo bem, não tinha como você saber. -Cortei sua fala. Dei um sorriso falso para ele, na verdade eu queria correr para minha casa, me trancar em meu quarto e chorar. Mas não podia. -Minha mãe acabou perdendo o emprego depois de um tempo, ficamos sem dinheiro algum. Vivendo apenas da ajuda de alguns parentes. Sabe o quanto isso é humilhante? -Perguntei, James sabia que eu não queria uma resposta, então ficou quieto. -Como se isso já não fosse o bastante pra minha vida ser um inferno, piorou. Tive que mudar de escola, pois minha mãe não tinha mais dinheiro para me manter em uma escola particular e quando fui para minha nova escola, todos começaram a ser malvados comigo. No começo eu achava que era passageiro, que depois eles acabariam se tornando meus amigos, eu estava completamente errada. -Algumas lágrimas correram pelo meu rosto. Sequei- as e voltei para a história. -Minha avó morreu, 1 ano depois que entrei na nova escola. Sofri bullying na escola durante uns 6 anos. Até minha mãe decidir me tirar da escola e eu comecei a estudar em casa, uma amiga da minha mãe me dava aulas sem cobrar nada. Mas o estrago já havia sido feito... -Parei de falar, travei, todas aquelas lembranças obscuras voltavam a minha cabeça.
–Nossa, sua vida foi realmente horrivel. Eu não tinha ideia de nada disso. -James disse de repente e acabou me tirando dos meus pensamentos. -Mas... você não precisa se preocupar com nada, eu vou estar ao seu lado sempre. Pra te proteger de qualquer coisa que queria machuca- la. -Abrecei- o.
Como aquele garoto besta, bobo, metido poderia estar sendo tão fofo e compreensivo comigo agora? E em que momento eu e o Jay nos tornamos tão intimos? Eu estou mesmo gostando daquele garoto que a 3 meses atrás eu odiava por ter derrubado seu café em mim? Tudo era tão confuso.
A apenas alguns dias atrás eu via meu amor pelo James como algo impossivel. Algo que só aconteceria em meus sonhos. Mas agora eu estava sentada ali, em uma arquibancada, abraçada com ele e contando os meus segredos mais sombrios. A alguns minutos atrás eu estava beijando aqueles lábios que eu tanto cobiçava.
Agora que a fixa havia caído. Eu e James estavamos realmente juntos. Meu sonho que parecia tão distante da realidade estava se realizando.
–Então... Você me contou a sua história toda. Mas a parte que mais me preocupa e que eu realmente preciso saber você não me contou. -James estava falando sobre os cortes.
–Isso foi apenas um erro, de muitos que eu cometi na minha vida. -Respondi rapidamente. -Não se preocupe com isso.
–Como não devo me preocupar? Isso é assustador. -James estava realmente preocupado comigo.
Droga, ele acabou de dizer que tem medo de mim?
Me livrei dos braços de James que envolviam minha cintura. Me levantei e comecei a descer a arquibancada.
–Onde você vai? -James gritou logo atrás de mim. -Você não vai me contar?
–Não. -Respondi rapidamente. -E... Desculpa se eu te assusto, se meu passado e demais pra você entender e tudo isso te assusta. -Gritei.
–Você entendeu tudo errado. -Ele disse calmamente. -Eu não quis dizer que você me assustava. O que me assusta, é o fato de você ser uma garota tão linda, tão nova e já ter sofrido tudo isso. O que me assusta é você ficar se cortando, porque em algum momento você pode exageram e acabar morrendo. Eu não me imagino sem você. Então, eu queria que você me explicasse tudo isso. Porque eu não tô entendendo droga nenhuma dessa nossa conversa! -James aumentou um pouco o tom de voz, mas não chegou a gritar.
Ele disse mesmo que não se imagina sem mim? Que tem medo de me perder? O. M. G.
–Desculpa. Eu...... Não sei o porque eu surtei dessa forma.
[...]
–Como você descobriu esse negócio de cortes, alto- mutilação? -Perguntou.
–Eu tinha 12 anos, estava em casa, na internet e acabei vendo uma garota postando fotos com seus braços todos cortados. E eu fiquei curiosa. Comecei a conversar com a garota e ela me explicou tudo... Acabei fazendo por curiosidade e gostei. -Confessei.
–Você gostou de se machucar? Como pode? -James perguntou. Ele parecia não acreditar que uma pessoa possa gostar de se machucar.
Eu particularmente não gosto, mas é mais forte do que eu. Funcionava, eu me livrava de meus problemas, da minha raiva rapidamente. Apenas com simples cortes.
–É melhor do que ficar sofrendo em silêncio, melhor do que ficar de mal com o mundo. Eu me corto e esqueço de tudo que me magoa. De certa forma isso me fazia bem. Depois de um tempo que eu fui perceber o quanto isso era errado e doentil.
–Mas você parou? Ou ainda... -James não teve coragem de terminar a frase. Talvez por medo da minha resposta.
–Já faz 3 meses que eu não me corto. Ou pelo menos tento. -Contei. -Eu aprendi a controlar minha raiva, mais ou menos... -Sorri.
–Que bom que você parou. -James me abraçou e depois me deu um selinho rapido.
"3 anos atrás....
"Parece que você esquece de todos seus problemas e se preocupa apenas com seus machucados. A raiva vai embora e tudo fica bem" -Foi isso que minha amiga da internet me disse.
Eu me lembro claramente da primeira vez que eu me cortei.
Era a festa de aniversário de minha mãe. Estavamos na casa de meu tio Jorge. Música alta, risadas, piadas sem graça, pessoas dançando e se divertindo.
Eu estava sentada isolada na pequena mesa na cozinha. Mexendo no meu celular e conversando com minha amiga da internet.
Tudo normal. Uma tipica festa de adultos. Os adultos bebendo, se divertindo. E os adolescentes sentados, sozinhos, mexendo no celular.
–Filha! -Minha mãe me chamou. Fui até o lugar aonde a festa estava acontecendo. -Trás mais algumas garrafas de vodka aqui pra fora. Por favor meu amor! -Pediu gentilmente.
Estava voltando para a cozinha quando meu tio me chamou.
–Espera Agatha! Vem aqui. -Fui até o tio Jorge. -Queria te apresentar o Sr Gustavo.
Ele me apresentou um homem de uns 60 anos. Olhos claros, cabelos bem grisalhos. E eu não sei de onde, mas eu sentia que conhecia ele.
–Olá. -Disse descofiada. -Eu te conheço?
–Achei que não se lembraria de mim. -Disse com um sorriso simpático em seu rosto. -Sou amigo do seu pai. Estava na fazenda dele quando aconteceu aquele imprevisto que acabou resultando em sua prisão. -O homem falava de uma forma tão estranha que até me confundia.
Ele era um dos amigos bêbados de meu pai. Agora eu sei de onde o conheço. Droga, era só o que me faltava, encontrar um desses idiotas na minha frente novamente.
–Já posso ir? -Perguntei. Posso ter sido indelicada, mas não queria ficar perto daquele homem. Ele tinha uma energia estranha.
–Claro. Só responde uma coisa. -Esperei pela pergunta do homem. -Seu pai ainda tá preso por sua culpa? -Ele abriu um sorriso que me deixou enjoada.
–Isso não te interessa. E você continua um bêbado ridiculo?
Meu tio disfarçou sua risada, colocando sua mão na frente da boca e virando para o outro lado. O homem ficou me encarando como se quissesse pular em meu pescoço.
–Garota, eu vou.... -Ele foi interrompido pela voz de minha mãe que ecoava logo atrás de mim.
–Você. -Apontou para o Gustavo. -Para de provocar minha filha e você. -Apontou para mim. -Tenha um pouco de educação e peça desculpas para ele.
–Porque? Eu ofendi ele? Desculpa mais eu só estava dizendo a verdade!
Saí daquele lugar antes que minha mãe falasse algo.
Droga, ele havia mexido na minha ferida, achei que o tempo já teria cicatrizado- a, mas agora percebo que ela continuava ali. O tempo todo.
Tentei parar de pensar nesse papo todo. Na briga, no meu pai. E fui pegar a bêbida que minha mãe havia pedido para eu levar lá pra fora.
Sem querer uma das garrafas escorregou de minhas mãos e caiu no chão. Se quebrando em centenas de pedaços.
Parabéns Agatha! (Ironia)
Abaixei para pegar os pedaços da garrafa. Aqueles pedaços de vidro fizeram eu me lembrar da briga. Essa talvez fosse a minha unica chance de me livrar dessa raiva.
Olhei ao meu redor e não havia ninguém por perto. Peguei um pedaço maior do vidro da garrafa.
Levantei as mangas de meu casaco. Respirei fundo, fechei meus olhos e passei o vidro em meu pulso. Quando abri meus olhos vi meu sangue escorrendo e pingando pelo chão. Repeti o ato mais algumas vezes.
Quando terminei o que estava fazendo, eu estava me sentindo tão bem. Como se ao invez de chorar por lágrimas, estava chorando lágrimas de sangue. Como se junto com o sangue que escorria pelos meus braços, toda minha raiva estivesse indo embora junto com o sangue. Era uma sensação boa.
Ela estava certa. Tudo que me preocupava naquele momento era os cortes, como escondê- los. Como limpar toda aquela bagunça.
Mas em momento nenhum ela me contou que tudo era apenas temporário e que depois de alguns minutos tudo voltaria.
A raiva, a tristeza, o choro, medo e saudade. Mas agora a raiva era de mim, a tristeza era pelo que eu tinha feito comigo mesmo, o choro resultado da raiva e eu sentia saudade de quem eu era e medo de quem eu havia me tornado."
Ouvimos o barulho do sinal tocando. Dá pra acreditar que já era hora de ir embora? Parece que tudo aconteceu tão rapidamente.
–Matamos todas as aulas! -James disse com um sorriso no rosto. Como se isso fosse uma coisa boa.
–Nós estamos encrencados? -Perguntei.
–Que nada. Ninguém nem liga pra isso.
–Como estão, pombinhos? -Logan chegou gritando.
Resultando em gargalhadas de todos.
Olhei para James sem entender. Ele já tinha contado sobre o beijo de ontem à noite para todos? Mas ele parecia mais assustado do que eu.
–É brincadeira! -Logan falou ao perceber nosso desconforto.
–Oi.. Oi. -Carlos apareceu de repente em nossa frente, ele estava acenando e sorrindo.
Logo atrás dele estavam Kendall e Dustin.
–E ai anão! -James zombou.
–Hey, assim você está me xingando também. Não somos baixos, vocês que são altos demais.- Eles riram.
Eu nem sou engraçada, qual o problema deles. Parece que acham graça em tudo. Mas tudo bem, isso não me irritava. Na verdade eu achava até legal.
Era tão estranho eles me acharem engraçada. Porque todos na minha antiga escola nunca me acharam engraçada. Eu fico feliz por ter encontrado amigos de verdade, agora.
–Fiquei sabendo que vocês levaram uma surra do "destroyers". -Falei rindo. -Como foi?
–Vou fingir não ter ouvido essa pergunta ofensiva. -Kendall fez uma careta e se virou para o campo de atletismo.
Sabia que ele estava brincando, mais o que eu havia dito tinha mesmo machucado- o.
–Foi humilhante. -Dustin respondeu. -Esses 4 babacas que ficaram me atrapalhando. -Dustin se sentou no banco na minha frente.
–Qual é? Você estava mais perdido do que cego em tiroteio. -Carlos falou rindo. Ele veio e se sentou ao meu lado.
–Eu perdi meu disco da sorte. Por isso que perdemos. -Logan falou.
–Não perdeu não. -James falou. -Você me emprestou à uns 3 meses atrás, só que eu esqueci de devolver.
–Seu veado. -Logan gritou. -Eu dei a volta no mundo, buscando por esse disco e ele estava com você. Besta!
Não sei porque mais eu estava achando o Kendall estranho, meio distante de todos. Parecia estar com a cabeça em outro lugar.
–Saí daí, eu quero sentar do lado da minha Agathinha. -Logan empurrou James e se sentou ao meu lado. -Ela é só minha! -Me abraçou.
–Não, ela é minha. -Carlos empurrou Logan e me abraçou, me tirando alguns centimetros do chão.
Haha como esses meninos são malucos.
–Podem tirar seu cavalinho da chuva. -James me tirou dos braços de Carlos e me abraçou por trás. -Ela é minha e eu não divido com ninguém. -James deu um beijo em minha bochecha. E eu acabei ficando vermelha.
Os meninos riram.
–Então... Vocês estão namorando ou o que? -Dustin perguntou.
–Eu não sei... -James disse. -Se ela quiser namorar comigo. -James disse agora olhando em meus olhos.
–Isso foi um pedido de namoro? -Perguntei com um sorriso no rosto. -Não parece. -Disse com um tom de ironia.
–Tudo bem, vamos fazer de novo. -James se ajuelhou na minha frente e perguntou: -Agatha Taylor Wright você quer namorar comigo?
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Notas finais
Xoxo e até o próximo capítulo :*
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