Dark Raven

4 Capítulo 4- Um assasino á solta


Notas iniciais
Aqui vai mais um capítulo ^^

Já era de manhã, Maath abriu os olhos lentamente e deu conta que Kyoko estava deitada ao lado dele, ela era meiga até dormindo, ele então saiu da cama lentamente para não acordar a menina que dormia como um anjo. Maath precisava se arrumar, afinal ele ia para o colégio, ele se dirigiu ao banheiro para tomar uma ducha, e enquanto a água do chuveiro caia sobre sua cabeça ele lembrava de tudo que havia ocorrido ontem a noite, sobre os Ravenix, sobre Kyoko e sobre aquele beijo. Depois de tomar um bom banho, Maath foi preparar o café da manhã, ele estava fritando uns ovos com bacon até que aparece Kyoko na porta da cozinha.
– O que você está fazendo? — ela disse esfregando os olhos com uma voz sonolenta.
– O café da manhã! Bom dia Kyoko! — respondeu Maath dando um sorriso.
– Bom dia! — disse Kyoko ainda sonolenta. Ela ainda usava a blusa emprestada de Maath e seus cabelos estavam um pouco bagunçados.
– Vem, já está pronto. — disse Maath colocando os pratos na mesa e dois copos com leite. Kyoko se sentou e começou a comer, Maath fez o mesmo.
– Você vai para onde? Está arrumado para sair. — perguntou Kyoko levando um pedaço de bacon para a boca.
– Vou para o colégio, eu ainda sou do colegial. — respondeu Maath sorrindo.
– Vou ter que ficar aqui sozinha? — perguntou Kyoko meio desanimada.
– Desculpe, mas eu não posso faltar, e não teria onde você ficar lá no colégio. — respondeu Maath dando um suspiro.
– Ok então. — disse Kyoko num tom desanimado e sonolento. — Você vai voltar né? — perguntou Kyoko.
– Claro que volto. — respondeu Maath com um sorriso. Kyoko também sorriu.
– Vou ficar esperando. — disse Kyoko.
– Toma cuidado viu?! — avisou Maath. Kyoko assentiu com a cabeça.
– Bom, já estou meio atrasado, já estou indo então. — disse Maath colocando algumas coisas na sua mochila. — Tchau Kyoko! — disse por final se dirigindo à porta e acenando.
– Tchau Maath. — disse Kyoko acenando devagar.
Maath fazia todo dia o mesmo caminho para ir e voltar do colégio e sempre passava pelo pequeno parque onde encontrara a garota naquele dia, ele andava um pouco apressado e pensativo. Ele já estava quase chegando no colégio quando alguém pulou no seu ombro.
– Bom dia flor do dia. — disse uma voz feminina toda alegre. Maath se virou para ver quem era.
– Lala. — disse Maath. — Bom dia! — completou com um sorriso.
Lala era uma das poucas amigas de Maath, ela era um pouco baixa mas nem tanto, pálida, era bastante frágil, seus olhos eram acidentados e azulados resultando num tom muito lindo, seus cabelos eram longos, não tanto quanto os de Kyoko, eles chegavam até a cintura, era uma mistura de liso com cachos e as pontas estavam tingidas de rosa rubi.
– O que estamos esperando? Vamos logo ou vamos chegar atrasados na aula. — disse Lala puxando Maath pelo braço e correndo.
– Ei, vai mais devagar. — gritou Maath.
– Vai fazer corpo mole? — disse Lala num tom sarcástico. Maath apenas bufou.
Chegaram na porta do colégio e respiraram um pouco, haviam corrido demais, depois seguiram para a sala onde a aula já havia começado.
– Estão atrasados mocinhos. — disse a senhorita Taki, sim Taki, a professora de geografia.
– Chata! — Lala sussurrou para Maath. Maath riu baixo.
A senhorita Taki estava dando mais uma de suas tediosas aulas, enquanto ela explicava alguns alunos nem prestavam atenção, como Lala, odiava geografia e odiava ainda mais a senhorita Taki, ela não fazia nenhuma questão de assistir suas aulas, ou ela dormia, ou desenhava ou ficava apenas pensando num universo paralelo, mas isso não é de se preocupar, por mais que odeie a matéria sempre tira ótimas e exemplares notas.
– Que saco, essa vadia não cala a boca. — resmungou Lala que estava sentada atrás de Maath.
– Ela precisa dar a aula dela... — disse Maath.
– Você chama isso de aula? Puta que pariu hein, isso está mais para tortura. — disse Lala já explodindo de tédio.
– Se bem que você tem razão, as aulas dela são uma tortura. — confirmou Maath, Lala o olhava e tentava falar alguma coisa com o olhar apontando para algo com um expressão de "fodeu", quando Maath se virou a senhorita Taki estava em pé atrás dele.
– Então minhas aulas são uma tortura, né Maath Corey? — disse a senhorita Taki com uma expressão de desprezo.
– Não, não é isso senhorita Taki. — Maath tentou se explicar gaguejando.
– Então o que é? — disse a senhorita Taki num tom reprovador.
– Não estava falando da sua aula, estava falando da aula de outra pessoa. — Maath tentou se defender.
– Então estava falando de quem? — perguntou a senhorita Taki num tom sarcástico.
– Estava falando da... — disse Maath tentando achar alguém para colocar no lugar.
– Da... — a senhorita Taki disse prolongando a sílaba.
– Da professora Krist. — Maath falou nervoso e nem pensou direito ao falar. Todos o olharam com um olhar surpreso e reprovador, a professora Krist era professora de biologia, uma das melhores professoras do lugar, todos a amavam, todos a homenageavam, ela é bastante querida no colégio Takashi. Quando Maath se deu conta do nome que havia dito por impulso, ele queria se jogar no rio mais próximo dali, Krist era a melhor professora de todas aos olhos de Maath, eles eram bastante chegados, se alguém da sala contasse o que ele disse para a Krist, ele não saberia o que ela pensaria sobre ele.
– As aulas da senhorita Krist? Interessante saber isso, as pessoas sempre dizem que ela é a melhor das professoras, mas eu concordo com você, ela não é tão boa assim, as aulas dela são levadas muito na brincadeira, as pessoas só gostam dela por ela ser mais nova. — disse a senhorita Taki.
– Quem é ela pra falar da Krist? A Krist é mil vezes melhor que essa pré histórica das tetas caídas. — murmurou Lala já irritada com a situação.
– Bom, vamos continuar nossa aula, estamos perdendo nosso precioso tempo. — disse a senhorita Taki voltando para frente do quadro. Ela continuou sua aula, que durou um bom tempo, Lala dormia, enquanto Maath estava num universo paralelo, um ou dois alunos prestavam atenção. O sinal tocou para o intervalo, os alunos se dirigiram para a porta, enquanto Maath esperava Lala para sair também.
– Finalmente acabou aquele inferno, já não aguentava mais. — disse Lala já do lado de fora da sala.
– É, e eu estou totalmente fodido, se a Krist descobre... — disse Maath nervoso.
– Eu já expliquei para a sala inteira o motivo, eles não vão dizer nada para a Krist, relaxa. — disse Lala tranquila.
– Obrigado Lala, sabe que eu te amo. — disse Maath aliviado.
– Sei sim querido, sem mim você não seria nada. — Lala disse convencida.
– Que engraçada você. — disse Maath num tom sarcástico.
– Cala a boca servo, eu salvei sua pele. — disse Lala.
– Ok, ok. — Maath falou olhando para cima.
Maath e Lala foram para o lugar que eles sempre iam no intervalo, havia um pequeno lago um pouco distante mas ainda na escola, quase ninguém ia para esse lago, então era um local bastante tranquilo, lá se ouvia os cantos dos pássaros, e o som da água que corria a correnteza, lá tinha algumas carpas bem bonitinhas, Lala e Maath sempre iam para lá comer e conversar.
– Que bom, um pouco de tranquilidade. — Lala dizia rodando pelo lugar.
– Sim, aqui é o melhor lugar para se vir quando se busca tranquilidade. — diz Maath.
– Se bem com o que anda acontecendo em Nowlie é difícil ficar tranquilo... — disse Lala olhando para o lago.
– Do que está falando? — perguntou Maath desentendido.
– Você não sabe? — Lala disse olhando nos olhos verdes de Maath.
– Não sei do quê? — perguntou Maath meio confuso.
– Você tem televisão em casa para quê? Para ficar de enfeite? Mas é um germe mesmo. — disse Lala num tom sarcástico. Normalmente eram assim as conversas entre eles dois, Maath não ligava para isso.
– Eu não assisti nada esses dias, estava ocupado... — disse Maath.
– Anda ocorrendo vários assassinatos aqui em Nowlie, casos de desaparecimentos, algumas pessoas foram encontradas esquartejadas, outras mortas brutalmente. — explicou Lala num tom tenso.
– Sério? Eu não sabia... — Maath falou tenso.
– Claro, porque você é um germe que não procura saber das notícias. — disse Lala.
– E ninguém sabe quem está causando isso? — perguntou Maath.
– Uma pessoa presenciou o assassinato de umas das vítimas... — disse Lala. — ...ela disse que não conseguia ver direito, mas não era exatamente uma pessoa, era alguma criatura estranha, parecia uma menina, mas tinha enormes asas negras. — completou Lala.
Maath ficou sem reação, ele sabia muito bem o que havia sido descrito, ele não conseguia acreditar que era possível tal possibilidade, mas não tinha dúvidas, aquela descrição realmente era o que ele estava pensando.
– Que foi? Que cara é essa? — disse Lala percebendo que Maath estava mais pálido que o normal.
– Não...não é nada Lala. — disse Maath tentando disfarçar seu nervosismo.- Você acha que o que essa testemunha disse é verdade? — perguntou Maath.
– Não sei, acho que sim, sei lá, por quê? — Lala perguntou desconfiada.
– Por nada. — Maath tentou desviar sua curiosidade.
– Você está me escondendo algo Maath Corey, vai, diz logo. — Lala disse ainda mais ansiosa.
– Uma hora eu te conto. — Maath falou num tom tenso.
– Isso só alimentou ainda mais minha curiosidade. — diz Lala. — mas eu espero até você me contar, e ai de você se não me contar pequeno gafanhoto. — completou.
– Relaxa, eu te conto. — afirma Maath.
– Espero. — diz Lala.
Maath estava tenso, ele não conseguia acreditar, aqueles assassinatos, aquela testemunha, aquela descrição, aquela criatura, seria mesmo ela? Os fatos apontam que tudo indica que aquela menina de asas negras possivelmente é nada mais nada menos que...Kyoko Yumi.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.