Dark Progeny - A caçadora de almas
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Notas iniciais
Acordei com uma dor de cabeça infernal, parecia que eu ia morrer só de abrir os olhos- Levantei- com muita dificuldade da cama e fui para o banheiro com vontade de vomitar. Quem me olhasse assim pensaria que eu bebi todas a noite passada e para piorar topei meu pé na porta do banheiro.
– Droga! — Exclamei quase sussurrando. Eu não estava em condições alguma de levantar da cama- então me veio aquela ânsia — Sabe aquela bem lá do fundo que se você não for rápida vomita em qualquer lugar? Pois é, foi esta e eu abri a tampa do vaso a tempo- me ajoelhei — coloquei tudo que eu haviam comido o dia todo ontem.
– Bianca..- Allison entrou no quarto ainda com roupa de dormir. Otimo só faltava isso. — Bianca! — Allison correu até a mim no chão do banheiro. — Você está bem? — Ela se agachou ao meu lado e segurou meu cabelo.
– Não.. — Falei e logo retomei a posição na frente do vaso.
– Você bebeu? E onde você foi? — Allison perguntou devagar e baixo, o que me fez agradecer mentalmente. Ontem eu fui para casa, como cheguei, como consegui é questão. Só me lembro de acordar quase morrendo, então simplificando, eu não encontrei mais Allison e ninguém e nem falei sobre o ocorrido.
– Não.precisamos conversar... — Falei exausta. Parecia que um caminhão havia passado por cima de mim, meu corpo doía, minha cabeça doía, meus olhos..Tudo.Mas hoje eu contaria tudo para Allison.
– Aconteceu algo? — Allison parecia muito preocupada.
– Vou tomar um banho.. — Falei me levantando e sentindo a cabeça quase despencar. — A gente conversa daqui a pouco. — Allison assentiu e saiu assim que eu pedi com um gesto simples.
Tirei a roupa devagar e liguei o chuveiro na água bem gelada, pois, eu estava morrendo de calor- parecia que eu ia entrar em combustão- de tão quente que eu me sentia, então -entrei- de baixo do chuveiro rapidamente e me senti um pouco melhor, apesar de o calor continuar. Passei minhas mãos no cabelo ajudando a penetração da água entre os fios e senti o gelo em minha face- deslizei- minhas mãos pelo pescoço até encontrar meu ombro, foi quando levei um susto.
– Uma tatuagem? — Sussurrei assustada. Eu não me lembrava de ter feito nenhuma tatuagem- desliguei- o chuveiro e fitei a marca no meu ante braço. Era um circulo e uma estrela de Davi no meio com os símbolos dos quatro elementos distribuídos entre os intervalos da estrela e uma meia lua no centro da estrela.- passei meu dedo indicador em cima- e ela era um pouco elevada como tatuagens recém feitas, que ficam inchadas, porém ela estava inchada somente ao redor do circulo e da estrela.- Meus olhos se arregalaram- Como eu posso ter acordado com está tatuagem no braço? Minha cabeça começou a latejar fortemente, então abri o armario desesperada e tome o remédio de dor de cabeça que havia ali.
Graças a Deus era sabado, pois não aguentaria ir para a escola- voltei — para o quarto e coloquei um baby doll me sentindo febril. Deitei na cama com o quarto ainda escuro e fechei os olhos.
– Bianca..Bianca...- Abri meus olhos de vagar .- Bianca já são 20:00 horas da noite. — Allison falava com o olhar preocuado.- Sentei- rapidamente com o susto.
– Como assim?! — Perguntei ofegante e sentindo meu corpo extremamente quente. — Meu pai já chegou?!
– Não mas, vai chegar e você dormiu o dia inteiro. — Allison sentou ao meu lado.- O que aconteceu ontem a noite? — Allison me encarou séria.
– E uma longa história mas preciso de um banho. — Falei andando rapidamente para o banheiro, porém,fui parada antes de chegar.
– Espera!- Allison me segurou pelo braço- Bianca?! — Ela arregalou os olhos..Você está ardendo em febre!- Minha irã me puxou e colocou-me sentada na cama. — Deus! — Allison abriu a janela. e foi ao banheiro, quando voltou estava com um pano úmido.
– Não precisa..só é calor.. — Falei tentando justificar. — Deixa eu tomar um banho que logos vou estar melhor.
– Melhor??! — Allison então olhou espantada para meu braço com a tatugem — Bianca o que é iso?! O que está acontecendo?! — Allison exclamou confusa agora.
– Muitas coisas! — Levantei sentindo uma fúria imensa invadir meu corpo. — Eu estou a dias tentando dizer que não! Não está nada bem- Minha respiração estava ofegante. — Então agora você vai esperar uns minutos para mim tomar um banho. — Dei meu veredito e entrei no banheiro me controlando para não falar nada que a magoasse.
Tomei um banho com água bem gelada mas meu corpo continuava quente de mais. Coloquei uma blusa de alça e shorts, prendi meu cabelo no alto e me encarei no espelho. Eu estava branca, totalmente pálida com a boca seca e a única coisa que apresentava sinal de vida era a marca no meu braço. Quando sai do banheiro, Allison não estava lá então desci até a sala a procura dela.
– Esta melhor? — Allison perguntou saindo da cozinha com um copo de água e me deu. Eu aceitei e bebi rapidamente.
– Um pouco..mas esta a hora de conversarmos sério.- Falei respirando fundo. — Vem. — Chamei Allison que me seguiu.
Sentei em frente da janela do meu quarto olhando as estrelas enquanto Allison se sentava ao meu lado. Eu não sabia como começar e para falar a verdade não sabia nem se eu devia falar. Allison me encarou e vi a hora de começar a falar.
– Bem..vamos direto ao ponto. — Falei encarando ela. — Depois daquele dia na floresta em que treinamos arco e flecha eu..- Olhei para o céu sereno e pude perceber o olhar de Allison sobre a tatuagem no meu braço apoiado na telha.- Eu voltei lá curiosa enquanto "caminhava" de manhã. — Allison encarou o céu agora também.– Eu achei respingos de sangue que eu acho que pertencia a mesma pessoa que bateu no nosso carro. — allison me encarou surpresa.
– Como assim pessoa?
– Olha. — Peguei meu celular e coloquei nas imagens tirada na mesma noite do acontecido.- Quando fui jogar o lixo fora percebi isto. — Allison tirou o celular da minha mão e olhou assustada.
– Uma mão..
– Isso mesmo.- Falei esfregando meu olho que estava ardendo. — Por isso que voltei no dia seguinte e os respingos de sangue me levaram a uma casa abandonada.
– O que você achou? — Allison parecia muito curiosa, quer dizer estava.
– A vasa estava com vestigios de luta e sangue.
– E porque você não me disse?- Allison estava meio irritada.
– Allison havia uma mulher lá.Ela se apresentou com Rebecca e logo em seguida Derek apareceu.
– O que?! — Allison estava confusa.
– E ontem quando sumi foi porque vi ela e depois... — Olhei para a marca que coçava no meu braço. — Ela tentou me matar.
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Contei tudo para Allison, nos minimos detalhes e a única coisa que ela falava era " Deus" minha respiração ficava cada vez mais forte e eu ficava mais quente. Quente literalmente. Eu estava dentro da banheiro cheia de água gelada enquanto Allison ajudava meu pai na janta. Ele ainda não percebeu nada de errado, ainda bem.
Então ouvi um barulho da janela e — sai rapidamente da banheira- Me enrolei na toalha e fui para o quarto.- Allison? — Perguntei abrindo a porta e levei um susto. — O que você esta fazendo aqui?! — exclamei encarando Derek Hale na minha frente.
– Preciso falar com você. — Derek falou sério, parecendo nem se importar do fato de eu estar de toalha somente.
– E tinha que ser agora? — Perguntei olhando para meu corpo. — Estou de toalha e como você entrou? — Perguntei confusa, pois, que eu saiba meu pai e ninguém da familia dele gostava dos Hale.
– Isso não importa. — Derek falou sério. — O que importa é que se você não vier comigo vai morrer. — Meu coração disparou na mesma hora e meu sangue pareceu ferver mais do que estava.
– Como assim? — Perguntei confusa. — Espera lá fora. — Balancei a cabeça e ordenei que Derek saisse.
Coloquei um shorts e uma camiseta de alça com um casaco por cima para meu pai não ver a marca. Desci as escadas e fui até a cozinha.
– Pai. — Sorri tentando parecer normal. — Eu preciso ir na casa da Amanda resolver um trabalho de Biologia. — Menti para ele e Allison me olhou intrigada. — Me empresta as chaves do carro Allison.
– Mas já é tarde querida. — Meu pai falou mexendo algo na panela. — Porque não faz amnhã?
– Não dá. — Falei sem saber o que falar. — È importante. Ela vai sair amanhã. — Sorri começando a soar. Não aguentava mais esse calor infernal.
– Eu vou pegar as chaves. — Allison falou saindo da cozinha e eu segui ela.- O que está havendo? — Allison perguntou já no quarto dela.
– Derek falou que eu precisava ir com ele se não morreria. — Falei para Allison, vendo se meu pai não estava ali.
– E você vai? — Allison levantou a sobrancelha. — O cara que você disse que não confiava?
– Eu sei mas..Allison se coloque em meu lugar. — Falei coçando a marca. — Eu estou quase pegando fogo, Estou me coçando e soando igual uma louca.Sem falar que quase morri ontem e só fui salva por causa de um lobo.
– Lobos não existem Bianca. — Allison fez a mesma expressão de mais cedo quando eu contei a ela.
– Está vendo? Mais um motivo para ir, ele acredita em mim.
– Como você sabe?
– Quer saber? — Peguei a chave do carro em cima da comoda. — Eu estou indo saber o que está acontecendo.
– Bianca não. — Allison me chamou e eu já estava na escada. Ela me seguiu até o carro lá fora e quando eu liguei o carro ela disse desanimada. — Boa sorte e qualquer coisa me liga. — Sorri para ela.
– Eu tenho um bom companheiro aqui atrás. — Falei me referindo ao arco e flecha e quem sorriu foi ela desta vez.
Quando virei a esquina encontrei Derek me esperando. Parei o carro e esperei que ele entrasse.
– Floresta. — derek falou com sua expressão neutra de sempre.
– O que você sabe sobre mim? — Perguntei quebrando o silêncio. Encarei Derek que olhava para frente como se estivesse de olho em algo. Eu não consegui me controlar e sempre que dava eu arrancava uma espiada dele.Ele era lindo, seus olhos, nariz e o que mais me me chamava atenção era os lábios — Pisquei- Tentando afastar os pensamentos. Se eu já estava quente, agora estou fervendo com esses pensamentos. — Derek? — Chamei-o e ele me encarou no mesmo instante.
– Aqui não é seguro. — Ele falou retomando a mesma posição de antes e então fui obrigada a freiar quando um homem apareceu no meio da pista e ficou parado.- Meu coração- quase saiu pela boca.- Gritei — e Derek desprendeu meu cinto de segurança — Corre! — Mandou Derek saindo do carro também e obedeci pegando meu arco e a aljava. Corri para floresta sem saber o que fazer deixando ele para trás , então corri entre as árvores e ouvi um uivo parecido com o que ouvi pela última vez.
Acelerei o passo sem saber onde ir até resolver ir para a casa abandonada que era ali perto. Mas como nada na vida é simples para mim, comecei a passar mau e uma dor se alastrar por minha cabeça. Comecei a diminuir a velocidade e me sentir cansada.
– Onde vai? — Ouvi uma voz atrás de que com toda certeza não pertencia a Derek. Com o pouco de força que me restava, armei meu arco e virei já atirando. Bingo!Exatamente na perna do homem que falou.
Ele simplesmente sorriu para mim e tirou a flecha de sua perna. Eu não sabia o que fazer além de tentar ficar de pé, poi, eu estava tonta e respirando dificilmente.
– Você acha que uma simples flecha vai me matar? — O homem perguntou se aproximando e eu percebi que não havia vestigio algum de ferida na perna dele. Minha visão estava ficando turva e meus olhos ardendo- eu me distanciava- do homem que andava lentamente ao meu encontro com um sorriso no rosto. — Vamos não tenha medo Bianca. — Ele falou e meu coração "parou!"Como ele sabe meu nome?Eu não sabia além de que eu estava tonta.
– Não tenho medo de você. — falei esfregando meus olhos. — Você não é nada. — Falei convicta esfregando meus olhos e mais segurado que nunca. por algum motivo eu sabia que nada ia acontecer e eu tinha razão.
– Acho que você está se inquivocan... — O homem mau terminou de falar e um lobo estava em cima dela.Me apoiei em uma árvore e fitei a luta entre o lobo e o homem de perto, porém, eu não conseguia me afastar por mais que eu quisesse. Pisquei algumas vezes e fechei os olhos tendo como última memória outro homem sem cabeça.
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