Dark Progeny - A caçadora de almas
4 A casa abandonada e uma nova moradora
Notas iniciais
Fiquei um bom tempo olhando as estrelas do telhado a frente da janela do meu quarto, enquanto pensava. Tudo estava muito entranho, o vulto, Derek e até me pai. Porque aquela pessoa estava sangrando? Como a pessoa não morreu ou foi arremessada pelo carro? E porque meu pai estava lá?- fui dormi — depois de um tempo.
(...)
Acordei atordoada com o sonho ruim que tive, em que eu eu estava matando pessoas, mas, eu sentia que não era eu e não conseguia controlar meu próprio corpo.- Me levantei- e coloquei roupa de caminhada, para ir até a floresta investigar mais, da onde saiu o sangue. Sai de casa fazendo um rabo de cavalo e fui em direção a floresta que não era tão longe de casa. — andei uns vinte minutos até chegar na floresta- e fui para o lugar onde vi a pessoa correndo. Entrei em meio a floresta a procura de respingo de sangue e achei- segui-os- por metros adiante e analisei a area. Os respingos de sangue seco estavam espalhados, revelando que a pessoa correu esbarrando em varias árvores e por mais vinte metros continuou até que parou a dez metros de uma casa abandonada que dava para ver de longe. Subi pelo barranco pequeno sustentado por raízes de árvores e fui até a casa, quando cheguei perto percebi que a porta estava quebrada, na verdade estava bem longe de onde deveria estar.- andei até a casa- e entrei nela analisando os danos e sinais de luta corporal, parecia que eram dois brutamontes que haviam lutado luta livre. Andei até o centro da casa e reparei que as paredes estavam quebradas e arrombadas, fortificando mais ainda minha opinião de que foi uma briga- fui para um cómodo onde era a cozinha -e havia sangue respingado no canto dela. Abaixei perto do sangue e passei meu dedo indicador, o sangue era recente.
– O que está fazendo aqui? — Levei um susto quando uma mulher loira bem vestida me chamou a atenção- eu me virei imediatamente- A loira me encarava séria.
– Quem é você? — Perguntei enquanto ela se aproximava.
– Não é educado responder uma pergunta com outra.- A mulher sorriu chamando a atenção para seu batão vermelho.
– Caminhar.- Falei encarando o olho castanho tão claro que parecia mel.
– Rebecca Thorme.- Ela falou e eu sorri também.
– Bianca Bettancourt.- Ofereci a mão para um cumprimento, porém, confesso que estava com um pouco de receio.
– O que está fazendo aqui? — Ouvi uma voz fria e sexy perguntar e quando olhei para o dono dela não me surpreendi tanto por ser Derek. Meu coração acelerou por uns instantes igual ontem, mas, resolvi sair logo dali.
– Bem já vou indo. — Falei indo em direção a porta que estava atrás de Derek e quando estava na porta ouvi a voz de Rebecca me chamando.
– Até mais.- A loira falou e eu assenti. — Andei o mais rapido que pude até em casa- e quando cheguei nem Allison e nem meu pai estavam. Olhei para o relógio e eu estava mais do que atrasada- corri para tomar banho- e coloquei um vestido rodado, meu All Star de praxe e minha jaqueta de couro preta acompanhada de cachecol. Sai de carro quase correndo e cheguei na escola no inicio do segundo tempo- peguei meus livros- e fui para a sala.
– Posso entrar professor. — Perguntei torcendo para que sim.
– Claro senhorita Aegent. — Ele sorriu e mandou eu me sentar ao lado de uma garota de cabelos lisos e olhos puxados.
– Ola.- falei enquanto sentava.
– Oi. — A menina que se não me engano se chama Dabby me cumprimentou e eu fui atingida por uma bola de papel da Alliso. Que me olhava com cara de preocupação e uma interrogação bem grande " Onde estava?! " Allison perguntou no papel
– Depois..- gesticulei.
####
Assim que a aula de educação física começou Allison e Lydia me arrastaram para a arquibancada.
– Pode me dizer o que houve?!- Allison perguntou.
– Relaxa Allison, com certeza ela não foi sequestrada. — Lydia riu.
– O pai perguntou de mim? — Encarei Allison.
–Claro, mas, eu disse que você veio mais cedo para ir na biblioteca fazer um trabalho.- Allison falou e eu fiquei mais aliviada.
– Agora fala onde estava.- Lydia falou intrigada.
– Eu não posso..- Olhei em volta e vi quem eu temia e adorava ver-...não aqui.- Olhei para Derek que estava no canto do campo.
[...]
Eu estava na floresta, mais precisamente perto da casa abandonada. Tudo estava escuro e aterrorizante — andei- por entre as árvores como se eu não soubesse onde eu estava- olhei para o céu — e ele estava negro e sem estrelas,coberto por grossas camadas de neblina. A noite era assustadora e reconfortante, mas, algo mudou de repente. Um vento frio começou a correr e a arrepiar minha nuca, então ouvi passos entre as folhas caídas — olhei para trás — a procura da fonte dos passos e a única coisa que vi foi mais escuridão.
– Quem está ai? — Perguntei ainda ouvindo os passos, porém, nenhuma resposta apareceu. Avistei a casa abandonada que estava escura assim como tudo ali- andei até lá — como se eu estivesse sendo puxada- quando pisei na casa a porta se abriu e eu já estava lá dentro — olhei assustada para os lados e reparei que a casa estava sem nenhum dano como a vi na última vez, por ao contrario ela estava mobilada até.
– Socorro! — Ouvi um grito. — Por favor!- Era uma mulher que gritava desesperadamente. Eu segui os gritos até o quarto no andar de cima e quando eu estava na porta do quarto a porta se abriu e vi uma cena aterrorizante.
Eu estava segurando a mulher na parede e sugando a alma dela, não sei como eu sabia, mas a sensação era que eu estava mais forte a cada instante. — Corri atá " eu" e empurrei ela- Mas ela não saia do lugar, apenas continuava sugando a alma da mulher que agora se encontrava inerte, sem relutar pela própria vida.
– Bianca! — Senti alguém me sacudir. — Acorda! — Abri o olho assustada e me deparei com Allison na minha frente junto com Lydia.
– O que foi? — Perguntei respirando com dificuldade.
– A aula acabou e você dormiu ela inteirinha. — Lydia falou sorrindo.
– Você parece que não está bem. — Allison olhou preocupada para mim. — Vamos para casa.- Eu assenti e levantei pegando meus materiais e bolsa.
– Vocês vão na fogueira que vai ter hoje a noite né? — Lydia perguntou lixando as unhas.
– Que fogueira? — Perguntei mais calma. Allison não tinha me dito nada sobre fogueira alguma.
– Bem hoje é o aniversário do Jhonson, primo do Jack e ele convidou todos para a fogueira na floresta. — Quando Lydia falou a última palavra senti um calafrio. Aquele sonho tinha me deixado com um pressentimento ruim.
– Eu aceito. — Allison falou sorrindo. — E vou levar Scott. — Allison falou animada, o que foi meio estranho. Ela não gosta muito de festa, pelo que me disse.
– E você Bianca? — Lydia perguntou enquanto andávamos até o estacionamento. Eu não sabia se aceitava não, ainda mais depois do sonho que tive. — Vamos você vai gostar! — Lydia sorriu encorajando. — Prometo que se não gostar deixo você ir embora.
– Vamos Bianca. — Allison pediu com um olhar pidão. — Ou quer passar a noite com nosso querido pai?
– OK! — Falei saindo pela porta e então bati em alguém.- Me descul..- Parei quando vi quem era. Sim era Derek e ele parecia mais estranho do que era- Fiquei olhando para ele- paralisada e ele apenas encarou meus olhos como se pudesse ver minha alma, entrando em seguida.
– Nossa o que foi isso? — Lydia me despertou com um sorriso safado.
– Como? — Perguntei sacudindo a cabeça. — O que você perguntou?
– Onde está Scott? — Allison chegou mais perto, olhando pelo estacionamento.
– Provavelmente no vestiário do time. — Lydia falou andando até seu carro. — Reunião.. mas,voltando ao assunto, porque você ficou encarando Derek Hale daquele jeito Bianca?
– Não encarei ele de jeito nenhum. — Falei tentando não demonstrar nervosismo,o que era quase impossível pois eu estava muito nervosa. Aquele sonho e Derek esbarrando em mim no mesmo dia, não era nada bom,eu sentia que algo de ruim estava para acontecer.
– Eu não sou burra Bianca. — Lydia falou se encostando no próprio carro. — Ou você está afim dele ou já soube da história dele. — Olhei intrigada para ela.
– Como assim?
####
O galpão era escuro e gélido com um único ponto de luz no centro,porém , não se via muita coisa. Uma mulher abriu a porta do galpão e caminhou lentamente pela escuridão até o centro do mesmo, onde se encontrava uma mesa com duas cadeiras mergulhadas no escuro e um par de mãos uma em cima da outra a cima da mesa.
– Até que enfim. — Uma voz grave quebrou o silêncio.- E a hospedeira?
– Já escolhi ela.- A mulher de voz suave e firme falou sentando na cadeira a frente do homem.
– Então está tudo pronto para a próxima lua cheia? — O homem de voz gélida perguntou.
– Só faltam alguns detalhes que resolverei está noite. — Respondeu a mulher convicta.
– Òtimo, pois, nada pode dar errado desta vez...nada. — O homem falou com um tom de raiva na voz.
– Não dará mestre. — A resposta veio quase que tão firme quanto a lamentação. Então a mulher se levantou e caminhou até a saída com os mesmos passos calmos de quando chegou.
– Espere.. — A voz chamou-a e a mulher parou no mesmo instante.
– Sim mestre..
– Certifique se que nenhum lobo acabe com nossos planos novamente..principalmente Hale.
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