Dark Princess
19 Let's Run Away.
– GCPD (Departamento de Policia), Gotham –
Elizabeth chegou com Blake depois de alguns poucos minutos. Ela sentia suas mãos tremerem, estava nervosa, não sabia por quê. Talvez sua consciência estivesse querendo tomar conta da situação, naquele momento ela ouvia apenas sua intuição. Assim que o carro parou, ela saiu dele e correu para dentro da delegacia. O prédio estava cercado por policiais, eles até tentaram pará-la, mas isso não aconteceu. John tentou ir atrás dela, mas a SWAT não o deixou entrar. O que o deixou muito furioso e preocupado com ela. Poucos segundos depois o carro de Wayne chegou, Selina estava sozinha. Ela saiu do carro rapidamente e foi até Blake.
– Onde ela está? Não me diga que...
Selina não conseguiu terminar a frase. Blake apenas a segurou naquele momento em que ela tentou avançar para entrar na delegacia. Estava tudo realmente um caos. A morena queria entrar naquela delegacia e acabar com aquele palhaço. Mas ela sabia que Bruce faria algo. Ele nunca deixaria sua filha nas mãos do pior maníaco de Gotham. Blake logo soube que havia apenas cinco pessoas dentro do departamento: Gordon, Coringa, O policial refém, um bandido preso em uma cela e agora, Elizabeth.
– Precisamos fazer algo, Blake.
Selina estava atormentada apenas em pensar o que poderia estar acontecendo lá dentro. Há 18 anos, nunca imaginaria sua vida com uma filha. Agora, não sabia imaginar sua vida sem Elizabeth. Ela era tudo de bom que Selina nunca foi. O desespero de perder sua única filha fazia com que seu corpo tremesse de medo. Esse era o pior medo dela, perder sua filha.
– Sala de Interrogação, GCDP (Departamento de Policia), Gotham –
Elizabeth correu até Gordon quando o viu andando de um lado para o outro em frente aquele espelho que dava para a sala de interrogatório. Suas pernas tremeram ao ver Coringa sentado na mesa segurando um jovem policial. Ele segurava uma faca na garganta do jovem. Qualquer passo que aquele policial desse, o levaria a morte. Gordon ao notar Elizabeth ali, parou rapidamente e olhou para ela.
– Que bom que chegou! Precisamos dar um jeito nisso, Coringa não é muito paciente.
Gordon disse respirando fundo. Ele realmente não sabia o que fazer. Não estava a fim de colocar Elizabeth na mesma sala que Coringa, se acontecesse algo, Batman o caçaria. Lizzie não disse nada a Gordon, apenas olhava hipnotizada para Coringa. Ela não sabia qual era o problema daquele palhaço, mas ela gostaria de passar mais tempo com ele para descobrir. A loira respirou fundo e olhou para Gordon.
– Vou entrar na sala, você fique aqui. Vou tentar dar um jeito nele.
Elizabeth disse indo em direção a porta da sala, antes que pudesse abrir. Sentiu Gordon pegar em seu braço.
– Você é louca de entrar sozinha ali? Não sabe o que ele quer com você.
Gordon disse abismado. Ele olhava para aquela garota, tentando achar expressão de medo. O que era impossível. Se o Comissário não soubesse que ela era filha de Batman, diria que aquela garota era tão fria quanto Coringa. Lizzie respirou fundo e olhou para Coringa quieto ali, ele parecia não cansar de manter aquela faca no pescoço do policial. Soltou-se de Gordon e antes de entrar na sala, sorriu como uma criança. No momento que ela entrou naquela sala, seu corpo se arrepiou. O barulho da porta se fechando atrás dela acordou-a do transe. A loira então olhou para o palhaço ali. Seus olhares se cruzaram e permaneceram intactos por longos quatro segundos. Até que Lizzie resolveu acabar logo com aquilo.
– Estou aqui, agora deixe o policial.
Elizabeth disse com sua voz calma. Ela estava parada ao lado da porta. Estava bem longe de Coringa. O palhaço não gostava dessa distancia.
– Está com medo de mim, lebrezinha? Por que não se aproxime mais.
Aquela voz ecoou na sala e Lizzie se arrepiou. Tentou esconder aquilo e se concentrou na raiva que estava de Coringa. Por ele tê-la marcado com cicatrizes e seu nome em uma delas. Com passos largos e pesados, Elizabeth foi até Coringa e parou em frente os dois. A única coisa que estava entre eles, era aquele jovem policial. Elizabeth olhou para o refém e viu que ele demonstrava medo, muito medo. Tentou confortá-lo com um sorriso, mas não ajudou muito. A loira voltou a olhar para Coringa. Permaneceu séria e fuzilando ele com os olhos.
– Solte ele, Coringa!
Elizabeth elevou um pouco a voz, como se mandasse nele. Coringa não gostou nem um pouco daquele tom. Elizabeth percebeu isso, mas não teve medo algum. Ela precisava fazer algo para livrar o refém. Naquele momento Coringa empurrou o jovem fazendo-o cair no chão ao lado da mesa, nesse momento ele o palhaço saiu da mesa e puxou Elizabeth pelo braço, girando ela e fazendo-a colidir de costas contra seu corpo. Coringa passou seus braços pelo pescoço dela, dando uma gravata na loira. Elizabeth sentiu a adrenalina em seu corpo se formar. Estava nos braços de Coringa. Naquele momento, Lizzie viu a porta rapidamente abrir, Gordon entrou na sala junto com Batman. Os dois pareciam estar apreensivos. Elizabeth sentiu Coringa se remexer atrás de si e logo ouviu a risada esquisita dele em seu ouvido.
– Viu, lebrezinha? Até o morceguinho apareceu pra te salvar! Isso ficou interessante.
Coringa disse no ouvido de Lizzie, mas alto o bastante para todos ali ouvirem. Batman estava ali, ou melhor, Bruce. Ele sentia seu corpo ferver de raiva. Seu instinto de pai o mandava tirar sua filha das mãos do palhaço. Ele não conseguia suportar a imagem de sua filha nas mãos de Coringa. Queria matar aquele psicopata, e aquelas marcas no corpo de Lizzie aumentava ainda sua raiva. Wayne tinha visto o que Coringa tinha marcado no pescoço de sua filha. E isso o deixava mais maluco.
– Desista, Coringa. Você não vai a lugar nenhum.
Gordon disse tirando todos ali de seus pensamentos. Lizzie não sabia o que fazer. Apenas olhava para Batman, que também parecia não tirar os olhos dela. A loira não estava entendendo aquilo, mas agradeceu por Batman ter aparecido. Ela sentiu Coringa pressionar seu corpo contra o dela mais ainda. Era como se ele não quisesse que ela se afastasse, de fato, ele não queria que aquilo acontecesse. Coringa era egoísta e só pensava em sua própria diversão. E nesse momento, a diversão estava em suas mãos. O policial refém saiu correndo daquela sala, podia-se dizer que ele estava em choque. Naquele momento havia apenas os quatros ali. Elizabeth queria sair daquele lugar, Coringa poderia matar todos ali a qualquer momento.
– Na verdade, eu não queria ir a lugar nenhum mesmo. Mas, agora eu quero levar minha lebrezinha para passear. Gostou da ideia, querida?
Coringa dizia enquanto alisava a lâmina no rosto de Lizzie. Como se aquilo fosse um gesto de carinho vindo dele. A garota tinha gostado da ideia, seria melhor sair dali. Tirar todos aqueles policiais do perigo. Elizabeth percebeu que Batman estava ali, se segurando para não voar em Coringa e mata-lo. A loira sentiu seu ar faltar por alguns segundos, ela não deixaria Batman matar Coringa. Uma parte egoísta dela queria que Coringa continuasse ali, para sempre.
– Solte ela antes que eu acabe com você!
A voz feroz e raivosa de Batman causou um arrepio em Lizzie. Ela nunca pensou que ouviria essa voz um dia. Coringa olhou para o Cavalheiro e soltou uma risada maníaca.
– Está com ciúmes porque achei uma pessoa melhor pra brincar, Morceguinho?
Naquele momento Batman deu passos largos até Coringa. Gordon tentou alerta-lo, mas nada impediria o cavalheiro. O palhaço rapidamente deu passos para trás, levando Lizzie com ele. A loira sabia que não podia deixar nada acontecer com Coringa, e nem com os policias de Gotham. Estava em cima do muro, não tinha muitas opções.
– Não, pare! Eu quero ir com o Coringa!
Assim que Lizzie disse, o palhaço soltou uma gargalhada que ecoou pela sala. Batman naquele momento parou de andar e ficou a três passos dos dois. Como pai, não acreditava no que estava ouvindo. Ele só queria tirar sua filha das mãos daquele maníaco, mas ela não estava ajudando muito.
– Ouviu só? Ela quer vir comigo! Por livre e espontânea vontade! E como um bom cavalheiro, irei fazer a vontade da dama.
Ouvir Coringa era a mesma coisa que ouvir uma criança. Elizabeth rolou os olhos ao ouvir aquilo e respirou fundo.
– Cale a boca, Coringa! Faça algo de útil.
Aquelas palavras de Lizzie causou um impacto nos três homens ali. Em Coringa, causou uma risada nervosa e raiva. Ele não gostava de receber ordens, e ele descontaria isso nela mais tarde. Em Gordon, causou pânico. Ao ver a garota falando daquele jeito com um psicopata, pensou que ela poderia ser outra doida. O Comissário nunca tinha visto alguém falar assim com Coringa. Em Batman, causou espanto. Ele nunca pensaria ver sua filha falando com Coringa, seu pior inimigo, como se ele fosse qualquer outra pessoa. Naquele momento Coringa enfiou sua mão livre dentro do bolso e seu paletó e tirou de lá uma peça preta com um botão vermelho e esticou a mão mostrando para Lizzie.
– Aperte o botão, lebrezinha.
Coringa disse com a voz mais grave que o normal. A loira olhou para aquela coisa na mão dele e logo pensou que era o detonador. Só poderia ser. Elizabeth olhou para Batman e viu o olhar repreendedor dele. Ela podia ver que ele a mandava não apertar aquilo.
– O que é isso?
Elizabeth perguntou a Coringa. Ela queria se fazer de ingênua, mesmo sabendo que Coringa sabe que ela não é assim. Afinal, ele a viu matar um de seus palhaços como se não fosse nada demais. O palhaço, não satisfeito, apertou o pescoço da loira fazendo o ar sumir de seus pulmões. E tudo aconteceu muito rápido. Batman avançou pegando na mão de Coringa e empurrando Lizzie para o canto. A loira caiu no chão, e com o impacto, apertou o botão. No mesmo segundo, explosões foram ouvidas e elas chegavam cada vez mais perto deles. Até que uma das bombas explodiu a parede do local, abrindo um grande buraco nela. Elizabeth sentiu sua cabeça doer, sua visão ficou turva. Segundos depois sentiu alguém puxar seu braço brutalmente. A loira logo se levantou e olhou para o dono daquele braço: Coringa. Ele tinha aquele sorriso doentio no rosto. Ela não estava entendendo aquilo. Procurou por Batman ali e sentiu um aperto no peito ao ver que uma parte da parede quebrada estava sobre ele. Antes de Coringa puxa-la para fora da sala de interrogação, ouviu Gordon chamar por reforços. Elizabeth não sabia por onde andava. Havia muita poeira por ali, algumas coisas também pegavam fogo. Depois de um tempo calada andando por corredores destruídos do Departamento, ela viu uma porta escrita “Exit”. Coringa apressou os passos e eles saíram por aquela porta. Elizabeth tossia por culpa da fumaça toda. Desceu alguns degraus da pequena escada ali e se viu em um beco escuro atrás do Departamento. A loira respirou fundo tentando entender tudo aquilo que estava acontecendo. Ouviu a risada histérica de Coringa fez a loira se irritar. Sem protestar, Lizzie começou a estapear Coringa no peito.
– O QUE PENSA QUE ESTÁ FAZENDO? OLHA O QUE VOCÊ FEZ, SEU PALHAÇO SEM GRAÇA! VOCÊ NÃO TEM MAIS SALVAÇÃO, CORINGA! NEM O INFERNO TE QUER!
Lizzie gritava com toda a força que podia. Suas mãos doíam enquanto ela dava tapas na região do peito de Coringa. Talvez ela estivesse apenas descontando sua raiva. Já Coringa, permanecia ali, parado. Ele não se movia um músculo. Apenas ria da cara de Lizzie, o que a deixava com mais raiva. Os dois pararam aquilo assim que ouviram um carro da policia. O palhaço rapidamente pegou Lizzie pelo braço e se apressou a sair daquele beco. Assim que eles chegaram ao meio da rua, deram de cara com policiais. Lizzie parou no mesmo momento que Coringa, ela olhou para ele como se perguntasse para ele o que eles iriam fazer agora. Naquele momento os policiais notaram os dois ali, e então começou o desastre. Eles apontaram a arma para Coringa, e antes que o palhaço pudesse fazer algo, foi atingindo. Elizabeth sentiu seu corpo tremer e a adrenalina passar por cada veia de seu corpo. O palhaço ria como um demente, talvez esse fosse o jeito de expressar sua dor. Elizabeth rapidamente puxou Coringa para trás e eles começaram a correr. Mais tiros começaram a ser ouvidos e a loira não sabia para onde correr. Até que Coringa a puxou para trás de um carro e sem hesitar, ele quebrou o vidro e abriu a porta. Lizzie ficou abaixada ouvindo os policiais gritarem e atirarem contra o carro. Depois de alguns segundos ela ouviu o carro dar partida.
– Venha, lebrezinha. Vamos fazer um passeio!
Coringa tinha feito ligação direta no carro. Lizzie entrou no carro e rapidamente ele saiu dali na maior velocidade. Antes que eles saíssem daquela rua, um dos policiais acertou o vidro traseiro do carro, fazendo a loira soltar um grito de susto. Ela não fazia ideia da onde estava se metendo. Policiais começaram a seguir o carro, Coringa estava a 100 km/h.
– Ei, eu não quero morrer em uma batida de carro, Coringa!
Elizabeth reclamou. Ela se mantinha abaixada, pois não sabia quando um dos policiais voltaria a atirar. O tempo passava, e ela nem ao menos sabia para onde estava indo. Sabia que seria mais uma longa noite.
Notas finais
Vocês acham que deveria rolar algo entre a Lizzie e o Coringa no próximo capítulo? Sim ou Não.
Estou montando uma outra fanfic. Espero que vocês leiam. No próximo capítulo irei mostrar o trailer dela e quero a opinião de vocês.
E sim, eu vou mostrar muito mais do Batman e a Lizzie. Aguardem, ele irá aparecer muito ainda.
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