Dark Moments
4 Capítulo 4 - ‘O que é que tu disseste?’
Notas iniciais
Espero que gostem e dêem opiniões :D
Beijooss!! *.*
4º ‘O que é que tu disseste?’
- ISABELLA! – A voz do meu querido paizinho ecoou, o seu carregado sotaque Italiano fazia-o dizer o meu nome de uma maneira autoritária.
Não me mexi um centímetro. Harry estava próximo o suficiente para ouvir a sua respiração acelerada, os seus olhos alternavam na minha direção e na do meu pai.
- Isabella guarda a arma e sobe! AGORA! – Voltei a ouvir.
Era só atirar, só premir o gatilho… mas não consegui, senti uma vontade enorme de chorar e queria sair dali. Atirei a arma para um canto e respirei fundo controlando, Harry nem se moveu. Os meus olhos embaciaram e sabia que as lágrimas iriam correr, virei-me ficando de costas para ele ficando de frente para o meu pai que me olhava enervado.
Sem conseguir conter uma lágrima caiu, mas logo me apressei a limpa-la. Dei meia volta e empurrei Harry com força da minha frente, indo em direção á porta de saída.
Harry ON
Sentia-me a pior pessoa que podia existir no mundo. Como é que consigo ser tão idiota?!
Tentei ir atrás dela, pedir-lhe desculpas, e dizer-lhe o quanto lamentava e que sabia que ela tinha razão, a culpa tinha sido nossa, minha. E que ela tinha todos os motivos para me querer morto, a final se não fosse por minha causa a irmã dela estaria viva…
Fui impedido pela voz autoritária, mas mais calma do homem que me tinha salvo a pele –Tu vens comigo! Sobe rapaz!
Virei-me para ele e ele fez-me sinal para o seguir, olhei uma última vez para a porta, com esperança de a ver, mas nada. Derrotado subi as escadas. Josh ia a minha frente. Entramos num escritório enorme, onde me mandou sentar. Sentei-me meio sem jeito, não sabia o que dizer nem fazer os remorsos e a culpa estavam a matar-me..
- Eu lamento muito – disse baixando a cabeça.
- Quem lamenta sou eu – não era aquilo que me referia, mas preferi ficar quieto, ele continuou – desculpa a minha filha, ela é muito…- ele procurava a palavra certa, mas não a encontrou pois mudou de assunto – O meu nome é Angelo Massolo, sei que viste a minha filha, num dos assaltos, o que sabes mais?
- Sei que ambos roubam, onde vive e que ela me quer matar… — disse baixando a cabeça, um sorriso formou-se de leve na minha cara com a ironia da situação…
Ele riu sonorosamente, o sotaque parecia ser Italiano o que lhe dava um toque de classe, era um homem com perto d e1.81m bem parecido e atlético com um estilo muito simples mas clássico, tinha uns olhos bem azuis e cabelos escuros, parecia ter 30 e tais anos.
- Ela é tramada – disse com um brilho nos olhos, não percebi o que ele quis dizer com aquilo e ele pareceu perceber – Ela está a dar-me razões para te matar – senti um calafrio a percorrer-me o corpo – Mas se pensa que é mais esperta que eu engana-se, tu sabes de mais por isso dou-te duas hipóteses. Juntas-te a mim ou eu terei que te fazer desaparecer… — ele olhava-me de maneira indecifrável, Josh mexeu-se desconfortável e eu fiquei sem resposta.
- O que quer dizer com isso? – Consegui finalmente perguntar.
Ele levantou-se e serviu-se de uma bebida qualquer – Tu ficarás a tomar conta da Isabella, não que ela precise, mas a tua presença é uma maneira de a castigar e também para ver se ela deixa de te culpar a ti e aos teus amigos por um acidente.
O meu olhar baixou ele avaliou-me – Tu também te culpas… Josh! O que é que se passa com os jovens de hoje em dia? – Josh não falou nada – Pronto não interessa, tu andarás todo o dia com ela, se te acontecer alguma coisa a responsabilidade vai ser dela e eu sei que ela não vai querer que eu lhe dê o outro castigo.
- E se eu não aceitar?
- Digamos, que nunca mais ninguém vai ouvir falar do jovem Harry Styles… – disse sorrindo.
- O que é que eu vou fazer com ela o dia todo?
- Nós além de roubar, temos negócios de contrabando e boates. Isabella está encarregue de gerenciar e tomar conta de muitos desses negócios, irás com ela para onde quer que ela vá.
Pela primeira vez Josh falou – Angelo ela não vai aceitar
- Eu não lhe darei outra escolha, este ódio dela para com eles vai acabar com a vida dela, ela precisa de ultrapassar a morte da irmã, eu já consegui ela só não consegue por causa de os culpar – olhou para mim – conto contigo para que ela mude de ideias!
- Sinceramente não sei como…
- Safa-te – ele disse sério e voltou a sentar-se na poltrona – Ahh mais uma coisa, não tocas nela! Agora, Josh leva-o e explica-lhe como as coisas funcionam.
Levantei-me e segui Josh até um dos salões da casa cheio de computadores e aparelhos, mapas… Josh começou a mexer num telemóvel – Este terá os meus números e os dela e mais alguns para casos de urgências
- Urgências?
- Sim, algum carregamento que seja apanhado pela policia, se houverem armadilhas, se forem apanhados pelo Evans..
- Evans? Quem?
- Uns rivais do Angelo, mas não te preocupes a Isabella safa-se bem…
- Ela já faz isto á muito?
- Desde os 14, ela tem 18, por isso sim já algum tempo…
- A Abigail também…?
- Não – ele riu – A Isabella sempre protegeu muita a Abby, ninguém podia falar com ela sobre o assunto se quer, quanto mais ela faze-lo…
- E tu? Como é que vieste aqui parar?
- … Eu fui encontrado na rua pelo Massolo quando tinha 5 anos e ele trouxe-me para casa e adotou-me. Trabalho para ele e damo-nos bem…
- Que fazes? – Eu trabalho com a informática, trato dos apare-lhos entro nos servidores dos bancos, trato da segurança e mais algumas coisas… bem, podes ir – disse entregando-me o telemóvel
- Aonde? – Perguntei confuso.
- Avisar a Isabella do que o Angelo decidiu – ele disse obvio
- Não, ela vai esfolar-me!
Ele riu – Não tenho nada a ver com isso, agora vai e desampara-me a loja.
Sai para o corredor e sentia-me perdido, andavam um monte de empregadas bem boas e com ar de vadias pela casa, deviam ter todas entre 20 a 25 anos, pedi-lhes para me ajudarem e elas levaram-me até á porta principal, bem simpáticas.
A casa era enorme, e os jardins pareciam não ter fim, consegui avistar um estabulo de cavalos e um pouco mais longe uma casa na arvore, decidi começar a procura-la por ai. Ao passar os seguranças olhavam-me de uma maneira sinistra deixando-me desconfortável.
Comecei a aproximar-me da casa na árvore: http://weheartit.com/entry/32542494 via-a sentada ente o corrimão a olhar para o lago que ficava relativamente perto. Pus as mão nos bolsos pois não sabia o que fazer, aproximei-me mais e consegui ver que as lágrimas desciam-lhe pela face serenamente.
Ele notou-me e apressou-se a limpar as lágrimas que lhe abundavam a cara e levantou as defesas.
- O que é que ainda fazes aqui?
Isabella ON
Flashback ON
‘ — Nos temos a melhor casa da árvore do mundo! – Disse afastando-se para ver melhor a casa enquanto eu acabava de pintar os últimos detalhes.
Fui até ela e a casa estava linda – É até que não ficou muito mal…
Ela deu cum chapo no braço e sorriu – Cala-te tu adora-la!
— Pronto está bem, nós temos a melhor casa da árvore do mundo!! – Disse e ela riu.
- Este vai ser o nosso cantinho, só de nós as duas! Vai ser o nosso sítio perfeito – olhou para mim com aqueles olhinhos azuis brilhar e molhou a mão em tinta e colocou numa trave da casinha – Combinado?
Molhei a mão e tinta e bem próxima da dela deixei lá a minha marca – Combinado! ’
Flashback OFF
Vi-o e logo limpei as lágrimas que me inundavam a cara.
- Que é que ainda fazes aqui? – Tentei dizer forte, mas a voz saiu-me tremula.
Ele encarava o lago e quando desviou-o o olhar para mim quase consegui ver culpa no seu olhar – Eu lamento muito – ele disse quase num murmuro
Desviei o olhar para o lago – Vai-te embora!
- Não posso… teu pai… — ele parecia receoso e eu irritei-me e levantei-me – O meu pai o quê? – Disse descendo as escadas que davam para o chão.
- Eu estou a trabalhar para ele, o meu trabalho é ficar contigo durante todo o dia e ajudar-te…
Senti a raiva a invadir-me como uma onda, o meu sangue começou a fervilhar – O que é que tu disseste? – Disse quase num grito
- Eu … — não o deixei acabar fui para o estábulo e peguei num dos cavalos que estava pronto, era a maneira mais rápida de chegar a casa.
Desci do cavalo e corri até ao escritório onde abri a porta com força, encontrei o meu pai a dar trela para uma das empregadas que se fazia a ele á força toda
- Sai daqui! – Disse para a vadia. Ela olhou para o meu pai – EU DISSE PARA SAIRES DAQUI AGORA! – Disse forte e autoritária.
Ela levantou-se e saiu. O meu pai não parecia muito contente por lhe ter estragado a festa, mas eu estava pouco me importando – É verdade?
Ele levantou-se e serviu-se de whisky – O que?... Ahh, Sim, ele esta a trabalhar para mim. Pensavas que levavas a tua avante?
- Tu não tens o direito de fazer isso! – Disse quase gritando
- Tenho sim! E esta feito e tu vais aceitar e ficar calada! Se não…
- O quê? Ah? Se não o quê? – Disse furiosa batendo as mão em cima da mesa e enfrentando-o
Ele pousou o copo com força e fez o mesmo que eu ficando ao mesmo nível, ele estava tão furioso quanto eu
- Se não, eu prendo-te na ilha, ficas lá sem qualquer contacto para fora e sem qualquer recordação ou coisas da tua irmã! Acabo e queimo tudo o que encontrar! – Ele disse.
Senti-me gelar e tremi um pouco – Tu não eras capaz…
- Não me ponhas á prova!
Gritei e deitei ao chão todas as coisas que ele tinha em cima da secretária – Eu odeio-te!! – Gritei, e levei uma chapada bem forte, fazendo-me virar a cara. O formigueiro começava a forma-se e sentia a minha bochecha bem quente.
Ele passou as mãos pelos cabelos de forma desesperada e suspirou. Sai e bati a porta com tanta força que a senti rachar.
A vadia que tinha estado com ele estava no corredor a rir-se, fui até ela com toda a raiva pronta a descarregar, agarrei-a pelos cabelos fazendo-a soltar um grito. O riso desapareceu da cara dela
- Estavas-te a rir do quê sua..
- Larga-a! – Ouvi Josh.
Atirei para o chão – Considera-te despedida!
Fulminei-o por me ter interrompido e empurrei-o indo para o meu quarto e bati a porta forte, logo depois bateram á porta, atirei uma jarra contra a porta e gritei – Vai-te embora! Deixa-me sozinha!!
Ele abriu a porta e entrou – Tu não percebes-te o que eu disse??
- Acalma-te lá e deixa-me falar! – Ele disse sério, bufei e revirei os olhos – Acabou de chegar um carregamento e preciso que o vás conferir, cheira-me que alguma coisa está mal.
- Agora?
- Sim – ele estava a sair do quarto – Ahh e não te esqueças do teu novo parceiro – ele disse a rir-se, agarrei noutra jarra e atirei-lha, mas falhei, consegui ouvir o riso dele mais forte
Vesti-me http://www.polyvore.com/cgi/set?id=53448016 e desci.
Notas finais
E não ela não o matou ahahah xDD
Espero que tenham gostado e dêem opiniões ;DD
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