Dark Love

4 Passeando


—JÁ VAI CASSETE. -abri a porta e nem consegui acreditar em quem estava ali.

— Nossa achei que não estava.

Era só o que me faltava ter que aquentar Jacob e esse sorriso que mais parece modelo de creme dental, mas sabe o que é pior que a alegria dele? Sou eu não conseguir bater a porta na cara dele.

— O que você está fazendo aqui? -Falei o mais grossa possível, e sabe o que ele fez? Sorriu.

— Nossa obrigada por me convidar para entrar e conhecer sua casa que aliás foi eu que te ajudou a achar.

— Vai jogar na cara agora.

Agora consegui tirar aquele sorriso habitual, não estou em meu normal pois me senti mal com a carinha triste dele, coisa estranha nunca me incomodaram as reações das pessoas aliais há muito tempo eu deixei de me importar com humanos.

— Não... Só queria te convidar para conhecer La Push.

Bom se eu tivesse em meu juízo perfeito tinha fechado a porta sem nem responder massssssssss.

— Entra que eu vou me arrumar.

— Nossa! Depois de toda a alegria que fui recebido estava esperando uma porta na cara.

Apenas sorri era isso mesmo que eu devia ter feito, fui me trocar coloquei uma calça jeans preta justa, uma camiseta preta com desenhos estranhos, um tênis e por cima uma jaqueta vermelha, passei um brilho nos lábios e deixei meus cabelos saltos.

— Vamos. -Assim que ele me viu arregalou os olhos e assobiou.

— Tudo isso é para mim?

— Claro você merece.

Sorri e ele me olhou estranho acho que está pensando que tenho algum tipo de transtorno de personalidade, mas acabou deixando pra lá, pois já começou com suas brincadeiras habituais e me puxou pela mão.

— Eu já lhe disse que tenho namorada em, não adianta vir com galanteios.

— Sei e além do mais eu não te quero, prefiro ser sozinha.

— Nunca namorou?

Eu não podia dizer a ele o motivo que me fazia preferir nunca ter um relacionamento de qualquer tipo mesmo até os de pura amizade, não podia dizer que todos que se aproximavam de mim ou era por interesse ou por uma simples aventura bem rápidas os que insistiam em ficar acabavam cansando do meu mau humor ou morriam mesmo, não mesmo.

— Nunca me interessei por relacionamentos, sou sozinha há muito tempo e acabei gostando muito da solidão.

— Ninguém pode gostar sempre da solidão uma hora você vai cansar.

— Olha vamos deixar minha vida pessoal de lado ou volto agora mesmo para dentro e ainda bato a porta na sua cara, aliás era isso que eu tinha que ter feito desde o início.

Falei meio estressada já querendo mesmo ficar o final de semana inteiro dentro de casa sozinha, seria muito mais agradável, mas mudei de ideia rapidinho quando o vi parando ao lado de uma moto maravilhosa e me estendendo um capacete, sorri na hora.

— Legal você me convenceu. -Disse e ele caiu numa gargalhada muito contagiante, rejeitei o capacete.

— Eu estou com saudade de sentir o vento bater em meu rosto e o capacete só vai atrapalhar.

— Bom você escolhe coloca ou vai correndo atrás de mim. -disse e riu.

— Eu coloco essa droga.

Disse já subindo com ele na moto, logo a moto estava correndo pelas ruas estreitas cercadas de muito verde era muito bom poder sentir o vento, mas acabou bem rápido, descemos e ele começou a falar.

— Daqui vamos andando é muito melhor. ....

E seguimos por uma trilha bem estreita, mas assim que terminou pude ver a imensidão de um mar lindo e revolto caminhemos pela praia em silencio lado a lado cada um perdido em seus próprios pensamentos era uma sensação muito gostosa que nunca tinha sentido, uma paz que há muito tempo tinha me abandonado. Andemos mais um pouco e ele pegou minha mão e me puxou para um tronco e se sentou fiz o mesmo.

— E ai gostou daqui?

— Muito lindo e traz uma paz imensa?

— Eu sabia que você ia gostar. Sabe cada vez que te olho vejo que está precisando de um pouco de paz parece que você carrega um mundo nas costas, sabe sempre com uma cara de que a qualquer momento vai matar alguém, por isso te trouxe aqui.

Apenas sorri, em um agradecimento mudo, Jacob não faz ideia de como acertou em cheio, me pergunto como conseguiu me ler tão fácil assim. Meio perigoso melhor mudar o rumo da conversa.

— E você morou aqui sempre?

— Sim desde que nasci.

— Me fale de você.

— Não tenho muita coisa para falar sou um cara normal que sempre morou no mesmo lugar, sempre conviveu com as mesmas pessoas...

— Me fale da sua namorada.

— Ela é uma bela morena de olhos pretos, cabelos não tão longos como os seus, um corpo maravilhoso tem a mesma idade que eu e acho que igual a você também, 17 anos. –ele falava da namorada com um brilho tão intenso nos olhos que ninguém negaria o quanto ele a ama.

— Acertou tenho 17, mas e onde ela está agora?

— A família dela tem um pequeno restaurante aqui na reserva assim que nos saímos da aula ela vai direto pra lá ajudar sua mãe.

— Hoje quando você me deu carona não estava com ela por que não vão juntos?

— Ela vai com o irmão e mais três primos não há espaço para mim no carro dela.

— E ela sabe onde você está agora?

— Sabe que durante a tarde eu ia buscar uma nova amiga para leva-la jantar para todos conhecê-la.

— Devo deduzir que essa amiga seja eu.

— Deve mesmo, pois é você.

— Jake você sab...

— Nem adianta chorar que eu não caio em chantagem emocional você vai e está acabado.

Bufei. Porque eu não mando ele catar coquinho, eu devo estar ficando mole mesmo.

— Está bem e ela não ficou com ciúmes de ter que ficar trabalhando e o namoradinho ficar por ai passeando com a nova amiga.

— Não, nem um pouco nós temos um relacionamento muito verdadeiro nunca escondemos nada um do outro e a confiança é mutua.

— Nossa bom pra você.

— Então quer conversar mais ou já está com fome.

— Eu estou faminta, mas vamos terminar de ver o crepúsculo ai vamos.

Ele não disse mais nada só ficou lá sorrindo e olhando o horizonte uma das poucas coisas que gosto é isso, ficar vendo a noite chegar é muito mais confortável a escuridão.

Nossa o anoitecer daqui é um dos mais lindos que já vi, dizem que aqui nunca se vê o sol, mas não sei se foi por um milagre ele apareceu agora no final do dia acho eu que para ficar ainda mais lindo o crepúsculo, pena que isso dura pouco e logo estávamos voltando pela trilha até sua moto em poucos minutos cheguemos a um restaurante bem pequeno que se não fosse a placa eu teria achado que fomos direto para casa dele.

— Nossa é bem pequeno.

— A fachada engana por dentro é bem maior e depois é um restaurante caseiro foi feito mais para atender os moradores da reserva.

— Será que vão gostar da minha presença, sabe né uma forasteira e você sabe que posso parecer bem estranha.

— Eles já estão acostumados com pessoas estranhas.

Ele falou bem serio será que sabe de alguma coisa sobre mim.

— Do que você está falando cara? – Jack arregalou os olhos como se tivesse se dado conta que tinha falado demais, porem em menos de segundos já estava com um sorriso no rosto e falando.

— Eu estou só brincando com você sua boba.

Acabei rindo com ele me sentindo um pouco mais aliviada. Assim que entremos pude reparar melhor e sim era maior por dentro porem continuava sendo menores do que todos os restaurantes que já conheci, mas tinha uma coisa além do tamanho que fazia esse restaurante ser diferente ele era muito aconchegante com várias coisas indígenas espalhadas pelas paredes e com mesas e cadeiras bem rusticas porem me pareceu ser bem confortáveis e o cheiro de madeiras misturados com aquele aroma maravilhoso de comida trazia uma sensação muito boa, seguimos direto para uma mesa vazia. Enquanto olhávamos o cardápio uma morena chegou e me pareceu ser muito simpática, mas nem levantei os olhos do cardápio.

— Já sabem o que vão pedir. -ela perguntou e Jacob respondeu.

— Ela eu não sei mais eu vou querer um beijo tem.

Com essa eu levantei o olhar a tempo de ver o sorriso dela e depois de quase se comerem na minha frente, acho que estou exagerando foi so um beijo, ele se virou pra mim agora com ela em seu colo.

—Bella essa é Leah minha namorada, Li essa é a Isabella minha nova amiga.

Levantei-me e estendi a mão para ela, pois eu não queria ser grossa com a namorada dele porem a reação dela me surpreendeu, ela ignorou minha mão se levantou e veio me abraçar.

— Muito prazer Bella, seja muito bem-vinda.

Além de me abraçar ainda foi gentil comigo, me surpreendi com isso, a muito tempo não são verdadeiros comigo.

— Muito obrigada e o prazer é todo meu. -Disse e sorri pra ela.

Logo nossos pedidos chegaram e comecemos a comer enquanto Leah ia servindo outras mesas e sempre que estava livre sentava com agente até que eu estava gostando de conversar com ela bom não sei se posso chamar de conversa já que só ela falava mas ninguém pareceu se importar Li tagarelava sobre sua infância e a de Jack, como era a escola um monte de assuntos diferentes não faço ideia de como ela conseguia achar tanto assunto, já Jack só ficava a olhando com uma cara de bobo apaixonado e eu só ouvia, assim que ela foi atender um casal que acabou de chegar eu me dirigi ao Jacob ele estava me fazendo um imenso bem e o mínimo que eu podia fazer era agradecer só que está meio difícil de encontrar as palavras, não tenho costumo de ser educada muito menos ficar agradecendo. Ele percebendo o meu pequeno broqueio deu aquele sorriso que parece ser capaz de iluminar até as trevas que abitam meu ser.

— E ai está gostando do nosso passeio?

— Estou adorando, muito... obrigada por me aquentar.

— Não é tão difícil quanto parece.

Acabei gargalhando com essa, mas logo fiquei seria, eu gargalhei mesmo? minha nossa parece que fazem décadas que não conseguia rir assim tão verdadeiramente.

— Não é tão fácil assim, você que é especial, pois eu não me lembro quando foi a última vez que uma pessoa conseguiu ficar próxima a mim por tanto tempo assim e olha que tenho uma ótima memória.

Eu continuei seria para que ele soubesse que era a mais pura verdade e acho que ele captou a mensagem, pois acabou não conseguindo manter aquele sorriso que eu aprendi a gostar obrigadamente, acabei mudando de assunto pra que o ar ficasse mais leve.

— E ai não vai pedir a sobremesa.

— Vou sim o que você prefere.

— Pudim sem dúvida nenhuma.

Ele acabou rindo de mim de novo e dessa vez não fiquei com raiva.

.

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Despedimo-nos de Leah e seguimos para minha casa.

— Bom eu queria agradecer de...

Ele não me deixou terminar fez um sinal com a mão para que eu ouvisse.

— Você gostou? -Só fiz um sinal com a cabeça que sim.

— Então é só o que eu preciso ouvir.

— Então boa noite e até segunda eu acho.

— Boa noite.

Ele me abraçou e subiu em sua moto e sumiu na noite. E eu fui para meu quarto me preparar para dormir e por mais incrível que pareça eu estava me sentindo muito bem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.