Dark Love

25 New year of memories


Notas iniciais
Oi xuxuuuus, como vai? desculpem a demora, estou doente e começou minha semana de provas, então provavelmente vocês só vão me rever agora perto do dia 16!! agora as coisas na fic vão começar a aparecer, então preparem os coraçõezinhos de vocês! haha espero que gostem e obrigada por comentar ^^ beijooos

URSS, Leningrado, 31 de dezembro de 1946 — 13h 45 am— Mansão de Edward Cullen Scherbítsky

Dois meses e 15 dias depois.

A barriga de Isabella já era bem notável. Em seu quarto mês e meio de gestação, os enjoos já estavam finalmente sessando e seus hormônios ainda deixavam Edward louco com as mudanças de humor.

A convivência com Tanya melhorou significadamente, Claire já a aceitava melhor, assim como todos na casa. Ela vinha se demonstrando uma nova aliada, mas Edward ainda mantinha seu pé bem atrás. Ele, Jasper e Alice tinham avançado muito nas pesquisas, e um documento que incriminava um dos crimes de Carlisle já estava sobre as mãos deles. Obviamente tudo era feito escondido de Tanya, pois apesar de se demonstrar indefesa, ninguém sabia quem ela realmente era e se estava ali de coração aberto como Bella acha. Levaria mais alguns meses para Jasper unir tudo o que precisava contra Carlisle, mas tudo vinha com um preço.

O fato de ele estar desmascarando-o implicava em como Edward vinha aguentando tudo isso. Sua primeira decepção tinha sido quando descobriu que não era filho de Carlisle, assunto que até hoje ele não foi capaz de falar com Esme. E a cada vez que eles iam mais fundo nas investigações, Jasper descobria uma nova coisa, e a cada vez Edward ficava mais decepcionado.

Apesar de já ter aceitado o monstro que Carlisle é, o homem ainda foi uma figura de pai que ele teve, e ver essa imagem se desmoronar em sua frente ainda o deixava um pouco perturbado.

Eles já tinham uma grande quantidade de documentos da guerra contra Carlisle, mas ainda não era o suficiente. Jasper gostaria de fazer tudo dentro da lei, prendê-lo por traição e por todos os crimes que havia cometido, mas algo nele lhe dizia que Edward ainda gostaria de fazer justiça com suas mãos, e ele sabia que isso acabaria com ele.

É dia de ano novo.

Alice como sempre acordou cedo e ao chegar o horário do almoço ela já tinha metade da casa arrumada. Ela tinha tudo decorado em branco e dourado, os lustres eram todos de brilhante e a casa nunca teve tão iluminada.

Na parte de fora, toda a frente da casa estava iluminada com luzes coloridas de natal, era como se fosse uma cascata de luzes brilhando, onde olhar por muito tempo o deixava atordoado. A neve cobria a frente da casa de uma maneira tão adorável, e o contraste das luzes coloridas com a neve caindo era uma das coisas mais maravilhosas de se ver.

Na varanda, Alice tinha montado uma mesa enorme cor de mogno, decorada com lustres e com a louça de prata mais limpa e brilhante que eles tinham ali. Felizmente havia uma parte coberta ali, que os protegia da neve. Ela terminou de arrumar a mesa com a ajuda dos criados de sua mãe, entrando na sala e arrumando alguns últimos detalhes. Hoje seria um dia muito importante, o fim de um ano terrível e o começo de um novo ano, de uma nova etapa para todos da casa.

Na sala de estar havia uma árvore enorme de natal, enfeitada por formas diferentes de bolas e bichos de pelúcia. O natal da Rússia era comemorado uma semana depois do ano novo, mas na virada do ano era quando todos trocavam presentes.

Isabella andava de um lado para o outro no quarto, acariciando sua barriga. Ela não conseguiria parar de pensar como seria a noite, como Esme e Carlisle reagiriam ao saber de sua gravidez. Tudo tinha sido mantido em segredo até então. Eles tinham medo de que Carlisle descobrisse sobre o bebê e pudesse fazer algo contra isso. Mas hoje eles não teriam como escapar.

Edward entrou no quarto e a encontrou sentada na cama. Ela estava ali, com sua grande barriga, de calcinha e sutiã encarando as próprias mãos. Ele sorriu e foi até ela, sentando ao seu lado na cama. Ela virou o olhar pra ele e sorriu minimamente.

— Como esta, amor? – Ele perguntou preocupado, acariciando seus cabelos. Ela deu de ombros e forçou um sorriso.

— Preocupada. – Ela suspirou. – Vai ser uma noite muito longa, Edward. – Ela comentou pensativa e ele assentiu, a abraçando pelos ombros.

— Sim. – Ele suspirou também. – Mas estamos juntos, hm? E nada vai acontecer hoje, eu lhe prometo. – Eles se encararam e ele beijou a ponta do nariz dela, que sorriu. – Agora deixe-me ver isso. – Ele se soltou dela e desceu o rosto até a altura de sua barriga. Bella se deitou na cama, já sorrindo com a situação. – Como vai o meu bebê? – Ele perguntou sorridente, acariciando a barriga dela.

— Eu acho tão adorável quando você conversa com a minha barriga. É ainda mais fofo você esperando uma resposta dela. – Ela disse sorrindo.

— O médico disse que os bebês podem sentir tudo a sua volta. Pode sentir como o papai já ama você, meu bebê? – Ele perguntou doce e Isabella sorriu.

— Eu não sei se ele pode sentir, mas eu estou bem aqui e adoraria uma demonstração de amor. – Ela disse sugestiva e ele riu levemente, se colocando sobre ela delicadamente.

— O que o amor da minha vida deseja? – Ele perguntou cordial e ela riu.

— Abacaxi com almôndegas. – Ela pediu extasiada, lambendo o lábio inferior. – Deus, só de falar em voz alta já encheu minha boca de água. – Ela o encarou. – Eu quero, Edward. Por favor? Você não quer seu bebê com cara de abacaxi. – Ela disse com um biquinho e ele sorriu.

— Você sabe como isso é nojento, não sabe? – Ele perguntou com uma careta. Os desejos que ela tinha por tipos loucos de comida era algo muito estranho pra ele. A gravidez de Tanya tinha sido algo que ele mal acompanhou, o que o deixava despreparado para todas essas situações.

— Não é nojento. – Ela disse manhosa. – Não consegue imaginar uma grande almondega em cima de uma fatia de abacaxi? Meu Deus.... Eu preciso disso agora, Edward. – Ela choramingou e ele riu, beijando a barriga dela.

— Eu sinto muito por você ter que comer isso, bebê. – Ele comentou com pesar e ela revirou os olhos. Edward desceu rapidamente até a cozinha e começou a preparar o que Bella tinha lhe pedido. Ele estava lendo a caixa de almondegas congeladas quando Tanya entrou ali. Ele ficou tenso e a encarou.

— Precisa de ajuda? – Ela perguntou simpática. Ele negou com a cabeça.

— Já me encontrei, obrigado. – Ele disse meio seco. Ela respirou fundo e o encarou, tentando continuar tal conversa.

— Mais um desejo de Isabella? – Ela perguntou com humor e ele assentiu forçando um sorriso. Ela andou até ele e suspirou. – Edward, hoje é ano novo. Eu queria que deixássemos tudo para o ano que vai passar, sim? Eu realmente estou tentando me redimir aqui. – Ela disse séria e ele a encarou, cético.

— Eu não sou como a Bella, Tanya. Nunca vou conseguir ser doce ou compreensivo com você como ela é. Eu não tenho a inocência que ela tem. Então me desculpe se não consigo sorrir para você ou algo assim, nós dois sabemos o que eu passei e eu não consigo acreditar em você. – Ele disse sentido. Ela suspirou e se aproximou dele.

— Eu sinto muito por tudo, de verdade. E eu vou repetir isso quantas vezes for preciso. Eu entendo que você me odeia, mas eu estou aqui por Claire, eu voltei por ela e eu estou mudando, Edward. Eu gostaria que você, mesmo que não conseguisse me perdoar, pelo menos fosse mais tolerante. É realmente horrível seu olhar duro sobre mim o tempo todo. – Ela comentou incomodada e ele suspirou.

— Olhe, Tanya. Não espere sorrisos de mim nem nada do tipo, sim? Mas eu prometo tentar ser mais tolerante. – Ele disse meio forçado. Por mais que ele tivesse o pé atrás com ela, um ano novo vinha e ele não queria começar com rancor.

— Obrigada. – Ela sorriu pra ele. A comida no forno já cheirava, então ele forçou um sorriso pra ela e pegou o que precisava, colocando tudo em um prato e saindo da cozinha.

Depois de Isabella comer sua devida comida, ela e todos da casa foram começar a se arrumar. Na Rússia as cerimônias de ano novo começavam ás 17h e todos deviam estar prontos.

Bella terminou de tomar banho e estava escovando os cabelos, quando Edward saiu do banheiro com a toalha enrolada em sua cintura. Ela olhou pra ele e mordeu o lábio inferior, o encarando. Ele riu e segurou a toalha firmemente.

— O que foi? – Ele perguntou divertido e ela riu, escovando os cabelos.

— Sabe o que Alice me disse, que mulheres grávidas tem uma libido muito forte... – Ela começou sugestiva e ele gargalhou, indo até ela e afastando os cabelos do seu pescoço, beijando o mesmo. Ela se arrepiou e sorriu pra ele pelo espelho.

— Depois do ano novo você me conta mais sobre isso, hm? – Ele sussurrou no ouvido deva, mordendo seu ombro e depois depositando um beijo ali, indo até seu armário e o encarando afim de achar uma roupa apresentável.

— O que você acha que Esme vai falar da minha barriga? Quer dizer, nós nem somos casados nem nada.... – Ela comentou despreocupada. Para todos os efeitos Esme ainda era a mãe dele e ela se preocupava com o que ela podia pensar, afinal, ela era uma mulher solteira e grávida.

— Nós estamos noivos, Bella. E bem, Esme nunca se demonstrou tão formal assim em relação á isso. – Ele deu de ombros, pegando uma camisa social azul marinho e uma calça preta.

— Eu não sei sobre isso, mas eu gosto demais da sua mãe, não me sentiria bem com a desaprovação dela. – Ela disse pensativa, passando maquiagem em seu rosto. Ele sorriu e foi até ela, beijando sua têmpora.

— Minha mãe te adora, Bella. E ela foi uma das pessoas que mais torceu por nós dois. Então tire essas coisas de sua linda cabeça, sim? – Ele sorriu e colocou a roupa sobre a cama, tirando a toalha e colocando sua cueca, começando a se vestir.

— Eu acho que estou ficando um pouco emotiva demais. – Ela comentou suspirando. – Hoje eu pensei em meus pais o dia todo. – Ela sorriu triste. – Eles sempre adoraram o ano novo e o natal, nós sempre passamos muito unidos. – Ela disse com a voz embargada, terminando de passar o batom. Edward andou até ela, parando de abotoar sua camisa no caminho e a abraçando pelos ombros.

— Os seus pais estão aqui, amor. Eles estão aqui conosco, em espírito, e estão orgulhosos da mulher que você se tornou. – Ele sorriu, a encarando pelo espelho. – E eles estão olhando por nós e pelo nosso filho. – Ela sorriu pra ele, lágrimas castas caindo por seus olhos já pintados de preto. Ele sorriu e limpou as bochechas dela. – Não chore, leelan. Hoje é um dia alegre, um dia de coisas boas. – Ela assentiu, limpando o rosto e se levantando da penteadeira, o abraçando. Ele beijou o topo da cabeça dela, que suspirou.

— Eu espero que hoje seja um dia calmo, realmente. – Ela disse com pesar. Todos estavam preocupados com Carlisle de volta ali, mas de qualquer forma todos mereciam uma devida comemoração de ano novo.

Ela colocou seu vestido e Edward achou adorável o jeito que a roupa caiu em sua barriga, apesar de Isabella se achar parecida com um balão de gás.

Eles terminaram de se arrumar por volta das 16:30, descendo para a sala de estar. Já estavam todos ali. Tanya mostrava algo na árvore de natal para Claire, enquanto Emmett e Benjamin jogavam algo com o baralho. Alice andava de um lado para o outro, pedindo para os criados arrumarem os últimos detalhes, enquanto Jasper a seguia, entediado. Eles chegaram á sala e Jasper correu até Edward, indo com o amigo preparar um whisky. Isabella encontrou Alice e deu os últimos palpites, até que a campainha tocou.

Todos ficaram levemente tensos, já sabendo quem estava atrás da porta. Alice pegou na mão de Isabella, que se sentiu levemente tonta. Jasper e Edward foram até elas como lobos, se colocando ao lado de suas mulheres, ás protegendo. Um dos criados foi abrir a porta e Esme estava ali, sorridente. Atrás dela vinha Carlisle, com sua cara imponente e debochada.

Alice foi até Esme, afim de amenizar o ambiente, fazendo-a entrar.

— Querida! Como vai minha filha? – Esme perguntou á Alice, beijando suas bochechas. Ela sorriu e abraçou a mãe de volta.

— Bem mamãe. – Ela se soltou dela, encarando Carlisle. Ele sorriu ainda debochado e foi até ela. Alice delicadamente se afastou, estendendo-lhe a mão. – Como vai? – Ela perguntou cordial. Nenhum deles acreditava que Esme soubesse dos esquemas dele e ninguém se sentia confortável para contar nada á ela. Carlisle encarou a mão estendida de Alice, a pegando á contragosto.

— Como vai, meu amor? – Ele perguntou debochado. Ela forçou um sorriso e assentiu, se distanciando.

Esme cumprimentou a todos, chegando em Isabella e Edward por último. Ela encarou a barriga dela e ficou chocada por um momento, explodindo em felicidade em seguida. Ela abraçou Isabella, quase chorando enquanto o fazia, completamente extasiada pela sua gravidez. Bella sorriu e a abraçou de volta.

— Carlisle, por Deus, venha aqui! – Esme gritou entusiasmada. Bella ficou tensa e Edward a abraçou pela cintura. – A Bella esta grávida! Eles vão ter um bebê, vamos ser avós! – Ela disse animada. Carlisle chegou até eles com um falso sorriso nos lábios. Edward queria gritar na cara dele que ele não era seu pai e que ele nunca poderia sonhar em chegar perto do filho deles. Mas isso não era discussão para o ano novo, infelizmente.

— Oh, poxa! Que grande notícia! – Ele disse fingindo entusiasmo e se aproximou de Isabella. Ela forçou um sorriso e o abraçou rapidamente. Edward a puxou para o seu lado e a abraçou como um leão, pronto para atacar se fosse preciso. – Nossa família vai aumentar! – Ele disse ainda debochado, carregando a palavra “família” enquanto encarava Edward. E a presença de Carlisle ali o estava incomodando mais do que ele gostaria.

Esme e Carlisle cumprimentaram o resto das pessoas, obviamente o ambiente ficou um pouco tenso, mas para que Esme não desconfiasse de nada, Alice tratou de logo posicionar todos para o início das cerimônias Russas do ano novo. Essa era uma data realmente importante que Alice amava comemorar, e nem seu intragável pai poderia acabar com isso para ela.

O ano novo Russo é um pouco diferente.

O relógio marcou 17h horas e Alice deu um berro na sala, batendo palmas. Todos já conversavam sobre assuntos aleatórios, a não ser por Carlisle, que observava a todos com cautela.

— Como sabem, ás 17h é o horário que colocamos nossos presentes em baixo da árvore, para que possamos trocá-los depois. – Ela disse animada. – Então por favor, coloquem os presentes de vocês bem ali. – Ela apontou para a enorme árvore de natal que tinha na sala de estar.

Claire e Benjamin se sentaram ao lado da mesma, animados, esperando que os adultos depositassem os pacotes. O papai noel era incentivado á eles, mas na Rússia o natal é comemorado depois do ano novo.

Edward, Emmett e Jasper carregaram os grandes embrulhos, colocando-os em baixo da enorme árvore. As crianças os olhavam animadas, enquanto Alice, Esme, Bella e Tanya conversavam animadamente. Carlisle tinha se sentado em uma das poltronas e bebia seu whisky, seu olhar cético sobre todos, principalmente sobre Edward.

Eles terminaram e foram até as crianças. Emmett pegou Claire no colo e a colocou sobre seus ombros, enquanto Edward zombava de algo em Benjamin. Jasper os encarou sorrindo e foi ao encontro de Alice, lhe dando um respaldo.

As mulheres se dirigiram até a cozinha, pois na Rússia, quando o relógio marca 18h no dia de ano novo, é definitivamente a hora de se preparar saladas. É uma antiga tradição e a salada olivier é realmente feita em grande quantidade, esta capaz de alimentar um completo batalhão. As mulheres riam, conversando animadamente enquanto preparavam as saladas, bebendo taças de vinho. Tudo estava leve, inclusive com Tanya. Alice tinha aprendido á aceita-la e Esme parecia receptiva. A cozinha também esta repleta de caixas com mexericas, tinha realmente uma grande quantidade delas. Era mais um tradição, e o cheiro da fruta esta fortemente associado ao ano novo na URSS.

Quando as mulheres terminaram, voltaram para a sala, ficando devidamente próximas de seus parceiros. A conversa fluiu tranquila durante um tempo, até que Alice se deu conta que o relógio já marcava 20h. Ela riu animada e se levantou do sofá, indo até Emmett e o puxando pelo braço com força. Ela o levou para uma sala no andar de baixo e lhe entregou a roupa que ele deveria vestir. Ela saiu do quarto e lhe deu privacidade, voltando para sala com o olhar divertido. Bella olhou para o relógio na parede e associou isso com o sumiço de Emmett. Ela sabia das tradições e o riso em seus lábios já começava a se formar.

Emmett voltou para sala meio á contragosto, vestindo uma espécie de roupão vermelho felpudo, com flocos de neve bordados em branco no mesmo. Ele colocou a barba grande branca sobre o rosto e o chapéu típido de um papai noel russo. Ele se colocou no campo de visão de todos e Edward começou a gargalhar, sendo acompanhado por palmas e gritarias vindo de todos, principalmente de Claire e Benjamin. Emmett riu, indo ao encontro de todos e agindo como um papai noel. Ele brincou com as crianças até por volta das 21h, onde todos deviam parar e escutar ao rádio, onde iria passar um áudio-filme sobre a história de um soviético que perdia um avião para passar o ano novo com a família, ficando preso no aeroporto. Eles ouviram ao filme enquanto algumas conversas paralelas se formavam ali. Por volta das 23h50 todos ficaram em silêncio e escutaram a mensagem de ano novo do presidente. Ele terminou o pronunciamento ás 23h59. Alice se levantou rapidamente e pegou a garrafa de Champagne enquanto Jasper entregava as taças á todos. O rádio parou por um momento e depois começou a transmitir as badaladas do relógio do Kremlin. Ela passou a garrafa para Edward e ele a abriu, enquanto o barulho do relógio ecoava nos ouvidos deles. Todos gritaram animadamente quando a garrafa abriu e Edward serviu a todos. Bella ficou ao lado dele quando o hino na Rússia começou a tocar pelo rádio. Eles cantaram o mesmo animadamente, em uníssono. Depois de finalizarem, brindaram e beberam o champagne.

Bella e Edward se entreolharam e sorriram um para o outro. Ele abaixou o rosto na altura dela e lhe sussurrou um “feliz ano novo”. Ela sorriu e disse o mesmo, então todos se direcionaram para a varanda da casa. Como a mansão era localizada em um local privilegiado, eles podiam ver o ouvir os fogos de artifício lançados na região. Estavam todos ali, uns ao lado dos outros, e por um momento não havia nada de ruim ali, só as imensas luzes coloridas no céu, explodindo em brilho e core vibrantes. Edward abraçou Bella pelos ombros, beijando a sua têmpora enquanto eles olhavam para o céu. Ele se virou para ela e sorriu.

— Nosso primeiro ano juntos, leelan. – Ele comentou sorridente, recebendo um sorriso emocionado dela. – Eu espero poder passar por muitos anos ao seu lado. – Ele disse ainda sorrindo, beijando a ponta do nariz dela. A neve caia á frente deles e as bochechas de Isabella já estavam rosas pelo frio. Ela tinha esse gorro azul marinho adorável sobre a cabeça e Edward não conseguia parar de pensar como ela era uma grávida mais adorável ainda. Ela se virou para ele e o abraçou pela cintura, sorrindo para ele.

— Você terá que morrer para se livrar de mim, Sr. Cullen. – Ela disse espirituosa e ele riu, se aproximando dela e a abraçando pelos ombros.

— Isso soa bem para mim, vendo que eu pretendo morrer nos meados dos meus 100 anos. – Ele deus de ombros e ela sorriu. – Apesar de que, — Ele se ajeitou nos braços dela, colocando algumas mexas de cabelo atrás de sua orelha. – Não acredito que apenas uma vida seja o bastante. – Ele disse docemente. – Mas por hora eu posso me contentar. – Ele sorriu novamente e aproximou o rosto do dela, beijando seus lábios gelados pelo frio, estes que ficaram instantaneamente quentes.

Eles foram interrompidos por pequenas mãos puxando-lhes a roupa. Edward pegou Claire no colo e a colocou entre eles, e então os três encararam a neve e as luzes dos fogos de artifício. Depois de algum tempo Isabella foi até o encontro dos seus irmãos, os abraçando. Ela abraçou Alice, Jasper, Tanya e Esme, se tornando incapaz de olhar para Carlisle realmente. Ela olhou em volta e sorriu consigo mesma, se sentindo em família novamente.

Bella saiu da varanda e entrou para casa, indo até a sala de estar em direção ao telefone. Ela discou o número de contato de Ivanov e contatou ambos, desejando-lhes um feliz ano novo. Eles conversaram por alguns minutos e então Isabella desligou. Ela estava pronta para voltar ao encontro de todos quando Carlisle entrou na sala. Ele tinha aquele sorriso perturbador que a dava vontade de vomitar.

— Minha querida nora, como vai? – Ele perguntou sarcástico, indo ao encontro dela. Isabella deu alguns passos para trás até que suas pernas se chocaram com o sofá. Ela parou e forçou um sorriso, assentindo. – Eu queria lhe parabenizar, você sabe, pelo noivado e pelo... bebê. – Ele disse com desdém. Isabella tremeu um pouco e forçou um novo sorriso á ele.

— Obrigada. – Ela disse com a voz trêmula.

— Você sabe, — Ele andou para mais perto dela. – Eu fiquei surpreso em ver sua relação com a Tanya, eu realmente achei que ela seria enxotada. – Ele comentou divertido, sentando no sofá e pegando um charuto em seu bolso. Ele o acendeu e o tragou. – Mas eu deveria saber que você não seria tão inteligente. – Ele comentou debochado, rindo. Isabella bufou e cruzou os braços sobre o peito.

— Alguns de nós sabemos o significado de compaixão, senhor. E eu não vejo Tanya como uma ameaça realmente. Ela pode ter cometido erros, mas certamente não é como um monstro que persiste no se lado ruim. – Ela disse brava e ele gargalhou.

— Isso é algum tipo de indireta, Isabella? Não precisa ter toda essa merda comigo, você pode falar na minha cara o que pensa, apesar de eu já saber o que se passa nessa casa. – Ele comentou, dando mais um trago em seu charuto. Ela riu sem humor.

— Se sabe que não é bem vindo, por que se deu ao trabalho de aparecer aqui? Não acha que já criou danos demais? – Ela perguntou nervosa. Carlisle a encarou e se levantou do sofá, se aproximando mais dela.

— Eu ainda não acabei, Isabella. E sinceramente, ainda não foi o suficiente para mim. Você saberá quando eu terminar, por que acredite, não irá sobrar nada depois disso. – Ele disse com raiva e ela tremeu, cruzando os braços com mais força.

— Fazer o Edward sofrer não foi o suficiente para você? Deixá-lo ser torturado, depois sofrer com a ausência e a ideia de ter perdido a família, isso não foi o suficiente? – Ela quase gritou, seu peito subindo e descendo conforme sua respiração acelerada. Ele gargalhou e aproximou o rosto do dela.

— Não foi. Assim como ainda não foi o suficiente tem matado seus pais e mandado aqueles soldados para sua casa. – Ele disse com raiva, enquanto Isabella ficava pálida. – Você aproveitou aquela noite? Eu pedi para eles serem bem gentis com você e sua mãe, afinal, tinha que ser algo memorável, não acha? – Ele riu debochado. A cabeça de Isabella girou e ela quis gritar. Sua mão instintivamente foi parar contra o rosto de Carlisle em um tapa estalado.

Ele jogou o charuto no chão e pegou os pulsos dela com força, os apertando e em seguida a jogando no sofá. Ele aproximou o rosto do dela e a encarou com raiva.

— Eu ainda não acabei com você, Isabella. Eu definitivamente ainda não acabei com sua família. – Ele disse nervoso. Ele a segurou pelos ombros e a chacoalhou em baixo de si. – Sua vadia imunda, você ainda terá o que lhe é merecido. – Ele a soltou no sofá e apertou suas bochechas com uma das mãos, a causando dor. Ela gemeu e segurou as lágrimas em seus olhos. Ele riu sarcasticamente. – Você não sabe como foi divertido espancar o seu pai até a morte. – Ele gargalhou alto e as lágrimas rolaram pelo rosto dela.

Edward entrou na sala e correu até eles, tirando Carlisle de cima de Isabella. Ela continuou imóvel e ofegante, seus cabelos bagunçados e os olhos inchados pelos choro. Edward empurrou Carlisle contra a parede e colocou o antebraço no pescoço dele, em ameaça. Ele riu e o encarou.

— Você realmente não teria coragem de fazer nada comigo agora. – Ele comentou ainda rindo. Edward respirou fundo e fechou os olhos, apertando mais o braço na garganta dele.

— Experimente. – Ele disse ameaçador. Carlisle riu e Edward deu-lhe um soco no meio do rosto. Ele o segurou pelo pescoço e o colocou contra a parede de novo. – Você vai dizer que bateu em algum lugar, que caiu, ou qualquer merda que queira inventar, mas vai embora da minha casa nesse momento. – Ele disse entredentes. A cara de Carlisle já estava ficando vermelha pelo aperto, mas ele ainda sorria. – Não me faça ter que espanca-lo na frente de Esme e de toda família. – Ele disse rude, afrouxando o aperto. Carlisle se soltou dele e arrumou a roupa, rindo enquanto afrouxava a gravata. Edward fechou as mãos em punho ao lado do corpo, tentando normalizar sua respiração. Ele se afastou dele, passando a mão pelos cabelos e dando um último olhar em Isabella. Os olhos dele tinham tanta raiva que ela se tremeu novamente. Ele andou até a porta de entrada e saiu sem realmente dar alguma explicação.

Assim que a porta se fechou Isabella conseguiu soltar a respiração. Ela a estava prendendo desde que Edward tinha tirado Carlisle de cima dela, e agora que ela se via segura, todas suas emoções vieram para fora dela, lhe causando um choro em meio de soluços. Edward saiu de sua transe e correu até ela no sofá, a trazendo para seus braços. Jasper, que havia percebido a ausência deles foi até a sala, alarmado. Ele não precisou de muitas explicações, vendo que Carlisle não estava mais ali e Isabella chorava.

— Shh, Bella, amor, esta tudo bem. – Edward disse ainda com a voz trêmula, a colocando em seu colo e acariciando suas costas, tentando acalmá-la. Ela continuou chorando e soluçando nos braços dele. Ele se levantou com ela no colo e olhou para Jasper, que assentiu. Ele levou Isabella para o andar de cima e eles entraram em sua quarto. Ele se sentou em sua cama, ainda com ela em seus braços. O choro parecia estar menor, mas a respiração acelerada ainda estava ali, assim como o leve tremor do corpo dela. Ele acariciou suas costas novamente, beijando-lhe o topo da cabeça.

— Esta tudo bem querida, estamos só eu e você agora, esta tudo bem. – Ele repetia como um mantra. Ela se segurou mais nele e foi acalmando seu choro, buscando o ar para seus pulmões. Ele respirou aliviado quando o choro dela cessou, a puxando delicadamente para longe afim de ver seu rosto. As bochechas dela estavam beirando o roxo, por sua pele ser muito branca, a mão dele tinha deixado uma marca ali. Ele examinou seus pulsos e os viu também roxos. Ela chorou em silêncio e ele a abraçou apertado de novo.

— Como isso aconteceu? O que houve? – Ele perguntou com cautela, acariciando os cabelos dela. Isabella suspirou e afastou o rosto do peito dele, respirando fundo.

— Você sabia, Edward? Sobre os meus pais? Você sabia? – Ela perguntou triste, seu lábio inferior já tremendo pelo choro que ela sabia que não iria embora. Ele sabia que ela falava sobre Carlisle. Edward respirou fundo e fechou os olhos com força, então ela soube que ele não havia contado nada á ela.

— Você sabia o tempo todo. – Ela disse sentida, chorando novamente. – Você sabia tudo o que ele fez com a minha família e comigo, e você não foi capaz de me dizer. – Ela disse chorando e ele suspirou.

— Eu não queria que você sofresse. – Ele disse triste e ela riu sem humor, limpando as lágrimas do seu rosto.

— Não queria que eu sofresse? Eu acabei de descobrir o que aquele monstro fez comigo e com minha família no dia de ano novo. Você sabe o que é isso? Os meus pais amavam o ano novo, Edward. Era a nossa data especial. – Ela disse sentida e tudo parecia explodir dentro do seu peito. Ela se afastou mais dele e foi mais doloroso do que ele imaginava. – Você devia ter me contato tudo, Edward. Achou que eu seria frágil demais para aguentar? É muito pior saber dessa maneira. – Ela disse chorando, tirando os cabelos suados de sua testa e limpando seu rosto novamente. Ele suspirou e passou a mão nervosamente pela própria testa.

— Eu queria te proteger. Eu te amo, eu queria te proteger contra toda essa coisa ruim que ele fez, Bella. Eu só não queria que você revivesse tudo, por que eu sei como magoa você. – Ele disse triste e ela chorou mais ainda, se levantando do colo dele.

— Eu tinha todo o direito de saber, Edward. São os meus pais, merda! Os meus pais! – Ela disse quase gritando, passando a mão pelos cabelos nervosamente enquanto as lágrimas caiam pelo seu rosto. – Eu vivi a minha vida toda sendo grata ao Carlisle e á Esme por eles terem me acolhido. A sua mãe tirou a arma da minha boca quando eu ia me matar e me acolheu. Eu vivi praticamente toda minha vida me sentindo uma sortuda por ter alguém como Carlisle em minha vida. – Ela disse chorando, ainda nervosa. – Eu vivi a minha vida achando que ele era uma espécie de homem bom e generoso. – Seu coração doía com tudo aquilo. Ela sabia que Carlisle era mau, mas toda a brutalidade que ele foi capaz de fazer com seus pais e com ela foi mais do que ela podia suportar saber. – Você não podia ter me deixado no escuro dessa forma, não podia deixar eu descobrir dessa maneira. – Ela disse com a voz trêmula e ele se levantou da cama, indo até ela.

— Eu sinto muito. Eu quis contar a você mas eu não sabia como. – Ele disse triste, tentando tocar-lhe o braço mas ela esquivou delicadamente.

— Eu achei que você não iria omitir nada de mim, Edward. – Ela disse triste, apertando a ponta do nariz entre o dedo indicador e o polegar, limpando o rosto úmido em seguida. – Eu vou me deitar. Peça desculpas á todo mundo. Invente que não estou me sentindo bem por causa do bebê ou qualquer outra coisa. – Ela disse calma, sua voz embargada. Colocou suas mãos sobre sua cabeça, que já latejava de dor, então ela saiu do quarto, indo em direção ao seu próprio. Ele não a seguiu pois sabia que ela precisava daquele espaço, e tudo já tinha sido adiado por muito tempo.

Ele socou a parede, irritado pelo fato de Carlisle ainda ter esse poder imenso sobre a paz em sua casa, a ponto de conseguir estragar uma data tão especial. Ele bufou e respirou fundo, descendo e dando uma desculpa qualquer sobre Isabella, ficando alguns minutos ali e subindo para seu quarto em seguida. Jasper já havia dado qualquer história sobre Carlisle e ele e Alice levariam Esme para casa.

Isabella estava em seu quarto, trancada no mesmo e debruçada sobre a única foto que ela tinha guardado de sua família. Ela se abraçou no porta retrato como se fosse seu próprio ar, chorando sobre aquela foto. As imagens do terror que ela passara com sua mãe e depois o terror sobre a notícia da morte dos seus pais e seus momentos de agonia se passaram como um filme na cabeça dela, destruindo tudo o que ela tinha por dentro, revivendo todas as dores que ela uma vez tinha sentido, e nunca tinha sido tão arrebatador.

— Pai, eu sinto muito. – Ela sussurrou, encarnado a foto e acariciando a mesma, chorando como uma criança que ela nunca tinha deixado de ser. O nó em sua garganta a estava deixando sem ar e ela sentia como se seu peito fosse explodir como um fogo de artifício. A diferença era que os fogos de artifício explodiam em alegria e luz, e o peito dela, nesse momento, só conseguiria explodir toda dor e escuridão que tinha dentro dela.

Notas finais
COMENTEEEEEEEEEEEM, beijo enormee