Dark Flowers

1 Capítulo 1: Um Estranho No Telhado.


Notas iniciais
Nesse capítulo Emily conhece Anthony *-*

Emily Carter é uma menina como qualquer outra. Com 15 anos teve sua vida completamente transformada ao ter que se mudar de New York para o Japão, junto com seu pai John ,sua Mãe Hanna e seu irmão menor Christopher.

Assim que chegou ao país, ela fez amizade com Aika Takahashi. Uma menina doce e meiga que estuda na mesma escola que Emily. Com o tempo ela aprendeu a andar pelas ruas sem problemas e já estava se acostumando com a normalidade do lugar quando as coisas começaram a mudar...

Emily caminhava de volta pra casa nas ruas escuras de Tóquio, quando dá de cara com a velha escola Sakura\'s High School. A menina volta seu olhar para o topo do prédio quando se depara com alguém andando despreocupadamente pelo telhado. Com medo de que a pessoa caísse Emily grita baixo para não assustá-la:

_Hei, você! Desça já daí, está louco?

Imediatamente a pessoa poe se a encara-la. Emily não entende o por que da pessoa estar ali em cima e volta a gritar.

_Você está me ouvindo?

A pessoa responde que sim com a cabeça.

_Pode descer? — Emily pergunta.

Novamente a pessoa responde que sim com a cabeça.

_Então desça. — pediu a menina.

Já a pessoa fez que não com a cabeça.

_Por que está ai em cima? — a garota pergunta curiosa.

Já a pessoa não responde. Só cruza os braços e põe se a observar Emily do topo do prédio. Emily força a vista para tentar enxergar a pessoa mas não consegue devido a escuridão do lugar.

_Vamos desça daí. Mostre a cara. — Emily diz de forma desafiadora.

Já a pessoa faz que não com a cabeça novamente deixando a menina mais irritada. Quando ela está pronta para gritar novamente alguém grita seu nome.

_Emily? — pergunta o homem de aproximadamente setenta anos de idade. Já com cabelos brancos e vestido com o uniforme. _O que faz aqui a essa hora?

_Senhor Chang. — Emily o reconhece. _Tem alguem no telhado.

Chang zelador do lugar, procura o ser com os olhos mas nada encontra.

_Tem certeza querida? — ele pergunta agora a olhando.

_Tenho. Eu o vi e o encarei. Bem não vi seu rosto direito, graças a escuridão, mas vi que era uma pessoa.

_Certo eu vou dar uma olhada lá dentro. Você fique aqui.

Enquanto Emily esperava um vento frio soprou a fazendo arrepiar dos pés até a cabeça. Olhou para os lados e nada, estava começando a ficar com medo de ficar ali só. Quando deu um passo a frente para entrar no colégio acabou esbarrando em alguém.

_Viu não tem ninguém lá dentro. — O zelador a ajudou a se levantar. _Talvez tenha sido um gato.

Ah, mas não era mesmo, pensou ela.

_Certo. Venha vou deixá-la em casa.

_Obrigada senhor Chang.

Chang levou Emily até a porta de sua casa, se despediu e a menina entrou. Abriu a porta tirou os sapatos e calçou seus chinelos. Com mais de um ano morando em Tóquio a família se apegou aos costumes orientais.

_Cheguei! — a menina diz sorridente.

_Bem-vinda filha. — sua mãe Hanna a recebe.

_Olá mamãe.

_Irmãaaaa. — grita um pequeno menino de cabelos castanhos e cacheados esse era Christopher, irmão mais novo de Emily.

_Olá. — ela o pega no colo o rodopia no ar depois caem os dois no sofá.

_Vamos jogar Wii? — pergunta com um enorme sorriso.

_Claro. Vou trocar de roupa e jogamos.

Emily subiu para o quarto tirou a blusa e a jogou sobre a cama quando viu um vulto em sua janela. Correu até ela mas nada viu. Ligou seu rádio e entrou no banheiro. Depois do banho trocou de roupa e desceu para sala jogar com Christopher até que seu pai John chegou.

_Papai! — Chris correu pra abraçar o pai e Emily foi atrás.

_Bem-vindo pai. — Diz ela.

_Oi crianças. Estão jogando. — John sorri e corre com as crianças até a sala.

_Nada de jogo é hora do jantar. — Diz Hanna com o pano de prato nas mãos – Vão lavar as mãos.

_Certo. — concordam todos.

Durante todo o jantar Emily ficou em silêncio lembrando do incidente no colégio. Ela queria saber quem estava rondando o lugar. Uma curiosidade imensa se apossou dela. Quem era a pessoa que estava naquele telhado? Por que estava lá? Como alguém subiria ali?

_Por que está tão quieta filha? — Hanna perguntou.

_Eu vi alguém no telhado da escola Sakura\'s.

_Deve ter sido algum delinquente. — diz John dando um gole no suco de laranja – Aquela escola esta fechada a séculos.

_E por que não destroem o prédio? — Emily pergunta.

_Por que o prédio pertence a família Burton. — Sua mãe diz tranqüilamente.

_Burton?

_Sim. A família esta aqui a séculos também. Não se sabe muito sobre eles, quase não se os vê de manhã. Eles dão muitas festas a noite.

_Oh. — Emily diz. Agora estava mais intrigada com a historia.

_Por que está tão interessada filha? — John perguntou um pouco serio.

_Nada papai. Só curiosidade.

Na manhã seguinte Emily acorda com o barulho do despertador. Ela se levanta e percebe que a janela do quarto esta aberta e sua prateleira de cds que fica ao lado da janela esta caída no chão e os cds estão todos espelhados.

_ Christopher!!! — Emily grita acordando todos na casa. Rapidamente o mais novo corre assustado até o quarto da irmã. Emily furiosa se levanta e vai até ele. _Foi você quem fez isso? — ela aponta para a bagunça.

_Não. — responde sonolento.

_Então quem foi?

_O que está acontecendo? — Hanna pergunta ao entrar no quarto.

_O Christopher espalho todos os meus cds.

_Não fui eu. Eu não entrei no seu quarto. — ele diz com voz inocente.

_Mais...

_Não foi ele Emy. Christopher dormiu no meu quarto. — Hanna diz olhando para a filha.

_Desculpe. — Emily pede não muito convencida. Ela tinha certeza que era o irmão quem tinha entrando em seu quarto. É claro que foi ele. Quem mais faria essa bagunça? — pensa ela.

Depois da confusão de manhã, Emily se arruma para a escola. Coloca seu uniforme tradicional e penteia os cabelos pondo uma presilha de joaninha do lado esquerdo. Ela desce para o café um pouco irritada.

_Se apresse que você tem que levar seu irmão a escola. — Hanna diz servindo o café.

_Aqui as crianças vão sozinhas ao colégio. Por que eu tenho que levá-lo?

_Emily o que deu em você? — Hanna pergunta seria – Vai levar seu irmão a escola e ponto. Não quero reclamações logo de manhã.

Emily engole o café, come uma uma torrada com muita má vontade e em seguida vai até o banheiro escovar os dentes. Ao encarar o espelho percebe que ele esta embaçado com vapor. O que era impossível já que ela havia tomado banho horas atrás. Sem ligar muito pra isso segue para a escola com Christopher. Depois de deixá-lo na entrada da escola ela segue para a sua.

_Ohayo Emily-kun. — Aika a recebe com um sorriso.

_Ohayo Aika-san. Como vai?

_Bem. Você que não parece bem.

_Meu irmão fez uma bagunça no meu quarto enquanto eu dormia e minha mãe acredito que ele não fez.

_É a maldição dos irmãos mais novos. — Aika sorri e depois lembra de uma coisa importante – Você vai ao Karaôque com agente no sábado, não vai Emily-kun?

_Eu não sei. Não perguntei aos meus pais.

_Você tem que ir – Aika é interrompida pelo sinal – Ah, tenho que ir. Até o interva-lo Emily-kun.

_Até.

Aika sorri e Emily retribui caminhando as pressas para sua sala. Atrasos no Japão são muito mau vistos, então Emily sempre correu de um canto para o outro para não se atrasar. Depois de várias aulas cansativas Emily ficou a conversar com Aika até 7 da noite.

_Ah veja a hora. Eu tenho que ir. — Diz Emily se levantando.

_Quer que eu a acompanhe Emily-kun?

_Não Aika, eu vou sozinha. Até amanha.

_Até.

As duas se despedem e Emily caminha em direção a sua casa. Enquanto caminha Emily sente algo estranho. Uma sensação um pouco incomoda toma conta dela. Ela olha para trás e vê um vulto passar. Com medo caminha mais rápido. Novamente olha para trás e vê o vulto. Muito assustada começa a correr.

O que é isso? Será que estão atrás de mim? Pensa ela enquanto corre mais. Desesperada Emily corta caminho por uma das ruas e acaba chegando ao colégio Sakura. Ela se esconde por entre as árvores e olha em volta. Não vê ninguém. Mas calma procura o celular na bolsa quando ouve um barulho. Assustada Emily não se move, mas ao olhar para a entrada do colégio vê um corpo no chão. Ainda em dúvida se fica onde está ou sai correndo, Emily caminha até a pessoa estirada no chão.

Assim que chega perto Emily vê que é um rapaz de uns 17 anos de idade, cheios de hematomas mas mesmo assim muito bonito. Mesmo de olhos fechados Emily reparou no rosto perfeito que ele tinha. Lábios carnudos e corpo forte como se fosse lutador.

Ele é lindo, pensa ela enquanto se agacha ao lado do rapaz. Depois de dez meninos tentando reanima-lo sem sucesso, Emily liga para o pai que chega minutos depois com o carro. Os dois levam o jovem para um hospital. Ao chegar lá ele é levado para a UTI. Logo um médico veio ao encontro de Emily e John.

_Ele precisa de uma transfusão de sangue. — o médico começou – Mas no momento não temos o sangue que ele precisa. Algum de vocês é O positivo?

_Eu sou O positivo. — Emily disse.

_Emily não. — John diz preocupado andando de um lado para o outro.

_É uma emergência ele pode morrer. — diz o médico desesperado.

John pensou por um momento e concordou. Emily foi levada para sala e tirou o sangue necessário para a transfusão. Horas depois o médico veio até eles dar as boas notícias.

_Ele está estável. Graças a você. — o médico sorriu e agradeceu do modo japonês. Curvando-se e Emily fez a mesma coisa.

_Quem é ele? — John perguntou.

_Eu achei que fosse de sua família. — o médico disse.

_Não. Achamos ele no chão do colégio Sakura. — Emily diz.

Assim que médico ouviu o nome do colégio se assustou. Abriu a boca para falar algo mais logo a fechou. Olhou para o chão e depois para Emily e John,

_Bem vocês já podem vê-lo. — o médico faz um sinal para que os dois o sigam – Ele deu sinais de amnésia, então creio que não sabe de onde veio. — diz ele ainda andando.

Emily, John e o médico pegaram o elevador e subiram até o quarto. Ao entrar eles vão até a cama e percebem que o jovem está bem melhor do que antes. Dormia como se nada o tivesse acontecido.

_Ele parece bem. — Emily diz em tom sereno.

John e o medico cuxicham algo e depois saem do quarto e Emily fita o menino deitado na cama. Quem será você? Nunca o vi aqui antes. Mas com certeza tem namorada. Tão bonito desse jeito. Será que você tem namorada?

_Não. — diz o jovem abrindo os olhos. Emily se assusta e se afasta dele. Ele se levanta ficando sentado na cama e a encarando.

_Não o que? — ela pergunta com medo da resposta.

_Não. – ele repetiu – Eu não tenho.

_Não tem o que?

Não há tempo para responder, John entra no quarto e vê o garoto sentado. Ele fica um pouco assustado com a rápida recuperação do mesmo.

_Ah, você já acordou. Impressionante. — diz John assutado – Tudo bem Emily? — ele pergunta para a filha que também estava surpresa.

_Sim.

John se dirigi até o menino e oferece sua mão. Da mesma forma o garoto a pega e os dois apertam. O garoto tinha uma força extraordinária o que deixou John espantado.

_Que aperto de mão forte. — diz John retirando a mão.

_O seu também. — o garoto sorri e volta a fitar Emily que observa tudo de longe.

_Emily – antes que John pudesse continuar seu celular toca. É Hanna. – Eu já volto. Ele rapidamente sai do quarto deixando Emily sozinha novamente com o cara estranho.

_Qual é o seu nome? — ela pergunta.

_Eu não me lembro. Qual é o seu nome?

_Emily.

_Bonito nome Emily. Pode me chamar de... — ele pareceu meio confuso ao tentar lembra do nome.

_A. — Emily diz o fitando.

_Como? — Ele pergunta confuso.

_O seu colar. — ela aponta para o pescoço do menino onde havia um colar vermelho com a letra \'\'A\'\'.


_Seu nome deve começar com A. Vou te chamar de A.

Emily sorri gentilmente e se aproxima da cama olhando para o corpo de \'\'A\'\'. As feridas que antes estavam ali sumiram completamente. Sua pele que antes estava branca, agora estava corada e com vida.

_Incrível. — ela diz.

_O que? — ele pergunta a fitando com os lindos olhos azuis.

_Suas feridas. Cicatrizaram bem rápido. Você não lembra do que aconteceu, não é?

_Não.

\'\'A\'\' olhou fixamente para Emily e então pegou sua mão e a cheirou. Começou a cheirar seu braço até o ombro.

_O que está fazendo? — ela pergunta constrangida.

_Te cheirando não é obviou?

_Disso eu sei. — Emily puxou o braço.

_Você tem o cheiro bom. — ele diz sorrindo.

Emily cora com o cometário um tanto diferente.

_Pra onde eu vou quando sair daqui? — Ele pergunta confuso.

_Eu não sei. Eu achei você em uma escola. Sakura\' high school.

\'\'A\'\' sente uma dor imensa na cabeça o fazendo gritar de dor. Emily se aproxima dele que continua a pressionar a cabeça com as mãos. Ele acaba por desmaiar. John entrou no quarto e ajudou Emily a colocar \'\'A\'\' de volta a posição normal na cama.

Mansão dos Burton, 23:30.

Na grandiosa manção dos Burton, a luz do luar contemplava a esplendorosa beleza do jovem de cabelos pretos como piche e olhos de azul tão intenso quanto as profundezas do oceano. Deitado no sofá despachadamente ele vigia a Lua que estava bela como nunca. Tinha um sorriso nos belos lábios e com um ar de vitória no rosto.

_Anthony! — a bela mulher de cabelos loiros chamava. Descia as escadas com a graça de uma bailarina – Anthony! Ora, onda está esse menino. — ela olha para sala – Alexander meu filho, viu seu irmão?

A mulher pergunta ao belo jovem deitado.

_Esta vamos disputando. Depois disto não o vi mais.

_Disputando? — interroga a mulher – Eu não acredito! Quantas vezes tenho que dizer para não brigarem?

_Mamãe já somos muito crescidos. — diz ele se virando para a mulher – Sabe disto.

_Que confusão é esta. — diz uma voz forte e arrebatadora em seguida da entrada de um belo homem de cabelos negros e com olhos da mesma cor. Alto e muito belo caminha com graça até a jovem mulher e a beija com amor – O que esta chateando minha bela esposa?

_Seus filhos David. Seus filhos. — diz ela com pesar.

_O que ouve? — pergunta David com o olhar direcionado a Alexander.

_Seus filhos estão brigando novamente. — Responde a jovem.

_Foi só uma pequena disputa pai. – diz Alexander – Eu lhe dei o golpe final e ele desmaio.

_Desmaio? — se desespera a mulher – Oh, não meu filho.

_Acalme-se Violeta. — David diz com voz doce a esposa – E você Alexander, vá procurar seu irmão e o traga são e salvo para casa.

_Mais por que?

_Por que eu estou mandando. — finaliza com voz grossa e autoritária.

Alexander sai batendo pé e muito furioso. David fita o rosto jovem e triste da esposa e lhe da um sorriso calmo seguido de um beijo apaixonado. – Tudo ficara bem minha amada. — sussurra em seu ouvido.

_Assim espero meu amor.

Notas finais
Gostaram??
Mandem reviews? *-*
Beijoss das autoras patetas e malucas =D