Dark Desires.

1 CAPITULO I: And all it took was a look.


Era manhã de segunda-feira, acabara de começar a primeira semana de aula, acordei exatamente as 5:00h da manhã, mas em seguida coloquei o despertador pra despertar mais 20 minutos. Prrrrr. Soava novamente o despertador, soltei um longo suspiro e ainda lenta por causa do sono me sentei na ponta da cama, colocando meus pés no chão, ergui meu rosto passando minhas mãos pelo mesmo.

– Eu tenho mesmo que levantar? – pensei comigo mesma.

Logo dei um salto da cama e caminhei em direção ao meu closet, demorei mais de 20 minutos para achar uma combinação de roupa apropriada para o clima lá fora. Era inicio de Janeiro e com ele vinha o inverno. Eu nunca me complicava para escolher uma peça de roupa, afinal eu era a Queen Kath, rainha da moda e beleza, idolatrada por todas as garotinhas novas do 1º ano, mas naquele dia tudo parecia estar ao avesso. Me vesti o máximo possível ao perceber que havia me atrasado e correi descendo as escadas. Meu pai Rick Pierce estava em um canto da casa falando ao telefone (provavelmente resolvendo problemas do trabalho, ele sempre faz isso na hora do café da manhã), enquanto na cozinha estava a minha mãe Jenna Pierce preparando o café da manhã (como de costume), eu não costumava tomar café na manhã, então como de costume, peguei uma fruta na geladeira e sai correndo em direção a porta.

– Tchau mãe, tchau Pa… deixa pra lá. Não me esperem para o almoço. – gritei ao bater a porta.

No caminho, andando em direção ao colégio, resolvi parar e passar na casa da minha melhor amiga Rebekah. Rebekah era ruiva de olhos verdes enfeitiçantes, eu e Rebekah nos conhecíamos há bastante tempo, ambas crescemos juntas, embora nem tudo fosse sempre claro entre a gente, pelo menos era o que parecia. Toquei a campainha por duas vezes e não demorou muito para que Rebekah abrisse a mesma, ao abrir eu estava com um sorriso de ponta a ponta no rosto, mal dei espaço para Rebekah abrir a porta direito e já lhe deu um forte abraço.

– Ah, Rebekah! Que saudades que eu estava de você! Como você está? Como foi suas férias? O que fez de bom? Como estão as coisas? Conta-me tudo e já sabe né? Não me esconda nada! – falei entre berros.

– KATHERINE! OH CÉUS! QUE SAUDADES! – a voz de Rebekah era estridente.

Paramos por alguns minutos tentando colocar o papo em dia, nos demos conta do atraso e corremos para o colégio, a casa de Rebekah não era tão longe assim do colégio então não perdemos o primeiro horário, só chegamos atrasadas. Ao entrar no colégio, me deparei com Bonnie e Meredith no corredor (também atrasadas como nós), corremos para a sala 05, minha primeira aula era de Trigonometria. Entrei na sala de cabeça baixa ao erguer a mesma olhei em volta, não parecia ter muitos alunos novos, eu sussurrei um “graças a Deus” baixo, talvez até inaudível. Sentei-me na 7ª cadeira da terceira fila como de costume, 5 minutos depois um garoto alto, de pele branca como a neve, cabelos ondulados cor de bronze entrava na sala e sentou em uma cadeira no canto da sala. Assustei-me com o fato de que nunca teria visto ele por aqui antes e olha que eu conhecia muitos garotos. Passei a aula toda observando o misterioso e novo aluno. Trrrrrr. Finalmente corri ao encontro do novo aluno, mas ao virar o corredor ele houvera sumido.

– Ele sumiu? Como? Não é possível. Ele não pode sumir – pensei comigo mesmo.

Procurei pelo novo garoto por todos os cantos do colégio, todas as aulas possíveis, mas nada, nenhum sinal dele. Finalmente desisti, percebi que aquilo era bobagem. Por que? Porque eu estava atrás daquele garoto? Por que ele se eu poderia ter qualquer outro? Ou será que era por que eu não poderia tê-lo? Ele me ignorara? Ou… Fui interrompida por Meredith, tagarelando sobre o romance dela e de Matt. Matt era o novo brinquedinho da Meredith, mas eu nunca imaginei que isso daria certo. O dia passou voando e finalmente eu estava em casa, passa dia, passa tarde, passa noite e a única coisa em que conseguia pensar era nele. Só nele! O dia passou e logo chegou o dia seguinte, me arrumei tão rápido quanto de costume, corri para o colégio e nem se quer peguei carona com Rebekah cheguei tão cedo ao colégio que não havia mais ninguém ali, além dos zeladores e os nerds. Sentei-me em um banco logo na entrada e fiquei ali, esperando ele… Esperando algum sinal dele, mas nada. Nada! Isso não podia ta acontecendo. Ele definitivamente estava fugindo de mim, mas por que? Porque? Era isso que eu não entendia. A sirene tocou, me levantei rapidamente do banco em que estava sentada e caminhei em direção ao banheiro feminino, estava cabisbaixa quando tropecei em alguém, meus livros caíram para tudo que era lado me abaixei para pegar.

– Você não enxerga não, garoto? – falei furiosa enquanto pegava os livros no chão.

– Perdoe-me, eu estava distraído. Deixe-me te ajudar. – falou alguém de voz fria e formalmente.

Ao erguer meu rosto me deparei com ele, sim era ele! O jovem misterioso, enigmático e que houvera me ignorado durante essa semana.

– Meu nome é Stefan. Stefan Giuseppe, eu sou novo por aqui acabei e chegar a cidade. Estamos juntos em algumas aulas eu presumo. – falou calmamente.

– Trigonometria e historia. – respondi imediatamente.

– Isso. – ele concordou, sorrindo.

E que sorriso! Seus dentes eram brancos como leites, brilhavam como diamantes, e seus olhos, pareciam mais duas esmeraldas latejando. Ele era definitivamente perfeito e eu sabia, eu sabia que tinha que conhecê-lo mais e mais e mais.

– Ah! Perdoe-me pela falta de educação. Meu nome é Katherine, Katherine Pierce. – falei em um tom tímido e quase sem voz.

– É um prazer Katherine. Então, posso te acompanhar até a sala de aula? Se não se incomodar, claro. – ele continuava sorrindo.

– Incomodo algum.

Eu e Stefan passamos o dia todo conversando, nos encontrávamos sempre depois das aulas, constantemente, até que um dia Stefan resolveu me levar a um parque, ele disse que gostava de fazer piqueniques quando era menor, eu concordei.

– O dia está lindo. – falei enquanto olhava o céu.

– Está mesmo. – ele me fitava com aqueles olhos verdes brilhantes.

– Katherine… Ah, Katherine. – sua voz falhou. – Eu não consigo mais me conter, a cada segundo que estou contigo eu sei, eu sei que quero você comigo.

– Stefan.. – indaguei tremula, meu corpo em si tremia eu sabia, sabia quais palavras ele usaria e eu não sei por que mas eu queria que ele continuasse, queria ouvir aquilo, eu precisava daquilo. Oh céus, como eu queria ele, como eu queria beijá-lo e tê-lo só pra mim, só pra mim!

– Não, Katherine, não fale nada. Por favor, me deixe dizer, eu, eu sei que não deveria te querer, eu sei disso, mas eu te quero, eu nã…

Não pude deixá-lo terminar aquela frase, eu não poderia, eu queria ele, ele me queria. Estava tudo perfeito, tudo em seus eixos. Tinha que ser assim e iria ser assim, por quanto tempo eu não sei, mas o que eu sabia era que precisava estar com Stefan, ali naquele exato momento e lugar. Calei seus lábios com um de meus dedos e aproximei meu rosto do dele lentamente, levei uma de minhas mãos até a maçã do rosto de Stefan e senti, senti nossa respiração, ele respirava forte e eu podia sentir o seu coração pulsar mais forte, ah sim, aquilo era certo. Toquei meus lábios nos dele, aqueles lábios vermelhos, quentes e iniciei um beijo, um beijo calmo e lento, mas ao mesmo tempo um beijo intenso, eu senti meu como se cada terminação nervosa do meu corpo fosse como um fio desencapado, meu corpo todo se acendia, e a cada movimento feito por Stefan, eu sentia, eu tinha certeza de que pertencia a ele. Ele foi parando o beijo aos poucos me dando alguns selinhos entre o mesmo e fixou seus olhos nos meus, olhou fixamente pra mim, com aqueles olhos…

– Tem certeza de que é isso que quer? – perguntou-me.

– Sim, eu tenho. Eu te quero, Stefan. – afirmei com todas as letras.