Dark Desires.

2 CAPÍTULO 2: He took my heart and I think he took my soul.


Acordei no dia seguinte graças ao meu despertador que pontualmente como sempre estava lá tocando as 5 da manhã, mas dessa vez foi diferente, normalmente eu acordo sem querer acordar, normalmente eu sou forçada a me acordar e só vou pra escola por dever ir. Mas essa manhã tudo estava diferente, tudo que eu mais queria era acordar logo e ir para escola para poder ver Stefan de novo, eu mal posso acreditar que no dia anterior a gente se beijou... um beijo magico, um beijo que eu esperei a minha vida inteira para receber, eu não sei explicar, mas algo me dizia que eu pertencia a Stefan e não por aquele beijo, mas desde sempre, desde antes mesmo de eu ter visto ele pela primeira vez nos corredores da escola. Corri as escadas a baixo, louca para chegar na escola logo, estava animada demais para tomar café e ainda falar com meus pais. Mas ao abrir a porta de casa trombei com Stefan.

– Oops! Ai meu Deus, como eu sou desastrosa... Stefan! Me perdoe por isso. Mas, o que você está fazendo na porta da minha casa. — Perguntei confusa, mas ao mesmo tempo feliz.

– Ah... Hum... eu vim te buscar para irmos juntos para escola, eu acho. — ele sorriu. Aquele mesmo sorriso que me deixava nas nuvens, que fazia com que eu derretesse toda, olhar para o sorriso dele era como olhar as estrelas a noite, fazia com que eu me esquecesse de tudo e todos.

– Então, vamos?! — não consegui me conter e deixei escapar um sorriso enorme.

Eu entrei no carro, no banco ao lado do motorista com Stefan, ele parecia aflito, eu sentia que tinha algo de estranho com ele, mas eu não podia interferir na vida dele assim, a gente se conhecia a pouco tempo e eu não podia me rotular a namorada dele, na verdade eu nem sabia o que nós eramos, eu só sabia que estava indo para a escola com ele e que a gente tinha se beijado. Ao chegar na escola, desci do carro e fiquei esperando por Stefan enquanto ele falava com o garoto... na verdade, acho que era um homem, alto, de cabelos pretos com uma jaqueta de couro, fiquei curiosa quanto aquele homem. Balancei a cabeça e caminhei até eles, eu estava sendo estupida de ir até lá e completamente intrometida, mas Stefan não parecia estar contente com a presença daquele homem, então eu fui ajuda-lo.

– Stef... — ele não me deixou continuar a frase, em uma fração de segundos ele estava apertando meu braço com força e seus olhos... seus olhos estavam mostrando tanta raiva, eu quase não o reconheci. — Stefan... você está me machucando. — disse tremula de dor, eu estava com medo. Eu estava com medo de Stefan! Mas como? Eu não podia... ele não me machucaria, eu sei que não.

– Katherine... — ele falou com sua voz abafada, e uma expressão dolorosa como se ele tivesse que me contar algo, como esse ele estivesse realmente arrependido por aquilo. — Katherine, não! Me perdoe! Eu não queria te machucar, eu só... — tive que interromper ele, eu não aguentaria ouvir ele se desculpar, aquelas desculpas épicas e tão dolorosas, tudo com Stefan era mais intenso.

– Está tudo bem, Stefan. Pode continuar sua conversa, eu irei subir para a aula. — indaguei, tentando não parecer assustada e com medo do meu próprio namorado ou o que quer que ele seja.

– Katherine, espera! — ele gritou, mas eu fingi não ouvi e corri em direção ao meu armário.

Passei horas dando voltas pelos corredores da escola até chegar ao meu armário, minhas mãos estavam tremendo, eu estava tremendo, mas tentando me controlar, tentei prometer a mim mesma que eu estava bem, que Stefan era bom... e que ele nunca me machucaria, enquanto eu tentava colocar isso na minha cabeça e fui fechar o meu armário, me deparei com Rebekah.

– REBEKAH! Que susto! O que você está fazendo aqui? — perguntei incrédula.

– Calma, Kath! Você não retornou minhas ligações, então eu vim atrás de ti... aliás, poderia me explicar por que você veio com o gato, misterioso, e novo aluno? — ela perguntou ansiosa, Rebekah nunca consegui conter sua ansiedade, mesmo que ela quisesse.

– Ah... Hm... digamos que nós estamos saindo... — falei tentando conter a gargalha, sem sucesso.

– SAFADA! Demorou quantos segundos para a Queen Kath pegar o gato? — ela disse em meio a risos e me puxou elo braço em direção a sala de aula.

– Na verdade, bem mais do que você imagina... — eu disse.

A aula da Sra. Lockwood passou voando, eu mal pude cochilar, estava tentando fugir de Stefan, por isso faltei a aula de Trigonometria e corri para casa, eu não queria vê-lo, eu não estava mais com medo, mas aquele Stefan educado, cordial sumiu no momento em que ele apertou meu braço com toda aquela força, eu só não queria ter que vê-lo se desculpando novamente, aquilo iria me quebrar. Ele me quebra! Corri até o carro de Rebekah, na esperança que ela pudesse me dar carona, já que eu tinha vindo com Stefan e não podia voltar sozinha. Quando de repente, quando estava abrindo a porta do carro me deparei com Stefan, ele estava atrás de mim eu podia senti-lo e vê-lo pelo vidro do carro, meu coração disparou... eu não sabia o que fazer ou o que falar, não era medo, era só... eu não sei, alguma coisa. Me virei calmamente e olhei para ele, tentando não transmitir o meu nervosismo.

– Nós... hum... precisamos conversar. — ele disse em um tom tão sério e frio que me deixou assustada, eu já sabia o que ele ia dizer, ele ia terminar comigo em menos de um dia de relacionamento! Mas eu não queria terminar com ele, não, não! Isso não podia acontecer, eu não deveria ter evitado ele o dia inteiro, ai meu Deus! E agora?! Quando fui interrompida pelos meus pensamentos por ele. — Katherine? Você está me ouvindo? — ele franziu a testa.

– Sim. Então, vamos a algum lugar, a gente não pode conversar aqui. — eu disse, tentando não chorar.

– Claro, eu conheço um lugar onde a gente pode ir. — ele falou como um cavalheiro, como sempre.

Entrei no carro dele, quando finalmente paramos na pensão da Sra. Gilbert, era ali que Stefan morava ou pelo menos passava as noites, sai do carro e fui caminhando até a porta o seguindo, quando finalmente entramos em quartinho, não era tão pequeno, tinha uma cama, uma escrivania e um banheiro.

– Sente-se. — ele disse, enquanto apontava para a cama dele.

Me sentei na ponta da cama dele e observei ele se sentar na outra, eu estava tentando manter a calma, estava tentando não chorar, eu juro, mas eu já sabia o que estava prestes a vim.

– Katherine, nós não podemos ficar juntos. — ele disse, novamente naquele tom frio e sério.

– Stef... — tentei impedi-lo, mas ele me interrompeu.

– Não, Katherine, é sério! Não podemos ficar juntos e eu sempre soube disso, nós nunca deveríamos ter nos aproximado, isso não pode acontecer, isso não irá acontecer novamente, chega! — ele falou tão rápido que eu mal pude acompanha-lo, tentei segurar minhas lagrimas, mas sem sucesso deixei elas desabarem, eu literalmente estava desabando, eu estava perdendo o homem da minha vida.

– Não, Stefan! Você não pode fazer isso... não faça isso comigo. STEFAN! — coloquei minhas mãos sobre o rosto dele e puxei o mesmo para perto do meu, ele também estava chorando... aquilo devia significar que ele gosta de mim também.

– Não... Katherine, não faça isso. — ele disse tentando parecer firme, mas eu sabia que ele não estava.

– Não faça isso você! O que houve? A gente se beija e você me diz que a gente não pode ficar mais juntos? Stefan, eu não tenho medo de você, eu não me importo com nada a não ser você... — ele tentou me impedir, mas eu selei os lábios dele com os meus dedos. — Shhh... me deixa continuar, Stefan, eu gosto de você. E eu não vou deixar você ir embora, eu não vou deixar você me deixar. Nós vamos ficar juntos! — puxei o rosto dele para perto do meu e encostei minha testa na dele, eu podia sentir o perfume dele... céus! Como eu amava aquele perfume. Fui aproximando meus lábios dos dele lentamente, quando finalmente se tocaram, eu podia sentir o calor dos nossos lábios, a respiração dele... e então ele correspondeu ao beijo, um beijo calmo, lento que foi tomando sua rapidez com o decorrer do tempo se transformando em um beijo intenso, foi quando eu tive certeza que ele me queria e eu também o queria, nós eramos como a metade um do outro, feitos para ficarmos juntos. Eu fui parando os beijos aos poucos mesmo sabendo que ele queria continuar com aquilo... eu olhei fundo nos olhos de Stefan e disse:

– É isso que você quer? Quer mesmo me deixar? Ainda acha que não podemos ficar juntos? — murmurei com meus lábios ainda colados aos dele.

Ele não me respondeu, não com palavras, apenas me beijou... e sim, eu sabia que aquela resposta era um não para todas as minhas perguntas.