Dark Days
5 Capítulo 5
Certo, eu não gostava de ler, e muito menos ser mandada e ter que fazer um trabalho seria péssimo, mas essa leitura me interessou, não sei por que, mas comecei a ver esse tal de Ian Dubenko com outros olhos. Não tinha muitas informações nos livros, todos falavam a mesma coisa, que ele era a reencarnação do próprio demônio. Bom, não se eu seja uma devota ou coisa parecida, mas acho que os livros exageraram um pouco, antes desse tal “poder” o consumir por completo, pelo o que pude entender, era que ele não passava de um vampiro normal, tendo ótimas relações com todos, então o que realmente o fez mudar foi o poder em excesso. Um tremendo otário deixar o poder subir para a cabeça, mas nesses livros não revelava muita coisa, não revelava o que eu queria realmente saber, como e quando começou a surgir esse poder considerado proibido. Na minha pesquisa, pude perceber que alguns vampiros tinham esse poder, e quem desenvolvia era sempre perseguido e morto, então aos poucos esse poder foi ficando oculto, ou simplesmente ninguém mais tinha o interesse de manifestá-lo, ou por medo de ser perseguido, ou pelo fato que as pessoas que morreram não puderam passar o gene para seus filhos. Mas o que realmente me chamou atenção na literatura foi o quanto esse poder era temido, o quando um vampiro se tornava poderoso ao desenvolvê-lo e ao mesmo tempo se tornava cruel, mas eu não posso estar desenvolvendo esse poder, ele esta extinto, há séculos que ninguém o desenvolve, mas ter o poder de mexer com os mortos, isso podia explicar o porquê do Jacob está vivo.
Não, eu não estou desenvolvendo esse poder.
Certo, eu tinha que entregar um trabalho para o professor chato, mas pela primeira vez na minha vida acadêmica irei usar o poder de persuasão para impedir de tirar um zero. Se o professor ao menos desconfiar disso, com certeza estaria em maus lençóis.
Tinha ido para sala onde o professor Beksvod ia lecionar hoje de manhã. Ao entrar na sala o vi concentrado corrigindo alguns trabalhos ou provas, não sei dizer.
- Professor? – disse assim que entrei.
- Senhorita Cullen eu acho que fui bem claro em dizer que o trabalho era para ontem à noite não disse? – ele me olhava torto.
- O senhor foi mais claro que papel, só que eu não tive tempo de fazer. – nesse momento olhei intensamente em seus olhos – O senhor não pode relevar isso? Eu só estava com curiosidade sobre o assunto, não quis parecer arrogante. – continuei olhando intensamente em seus olhos, e lhe mandando intensa carga de persuasão. – O senhor não quer que meu pai lhe ligue não é? – pisquei.
Foi então que vi a sua expressão mudar, ele piscou algumas vezes olhou pra mim sem foco e logo em seguida sorriu.
- Tudo bem Cullen, tudo bem, mas da próxima vez não deixarei passar – ele disse rindo.
- Obrigada Professor – disse passando meus cabelos para trás da orelha. Quando eu ia saindo, dei de cara com Jasper com cara de poucos amigos.
- Você não pode fazer isso, Mika – ele sussurrou quando passei por ele.
- Eu não fiz nada – sorri pra ele – Falaremos no almoço – eu só o vi balançando a cabeça e sorrindo.
O dia foi completamente chato, aulas, aulas, e mais aula. No último tempo antes de eu ir me encontrar com os amigos para um lindo almoço, ta exagerei, mas melhor isso que ficar na sala de aula. Bom, senti meu bolso vibrar. Olhei pro visor do celular e não reconhecia o número.
- Oi?
- Mikayla! Finalmente estou falando com você – essa voz eu conhecia, era familiar, mas não estava reconhecendo.
- Er, desculpe, mas quem é?
- Mika – ele disse com ternura – é seu tio. – escutei ele rindo do outro lado. Meu tio? Caramba, meu tio me ligando. Fazia exatamente 6 anos que não falava com ele, não porque não gostava, mas porque meu lindo e amado pai fez o favor de nos separar. Meu pai que é um egoísta, quando viu que estava me perdendo para meu tio, ele o proibiu de falar comigo.
- TIO! – gritei mesmo. Mas como ele voltou a falar comigo? Meu pai fez questão de nunca dizer pra ele onde eu estava ou se quer dar meu telefone.
- Oi minha querida, como é bom escutar sua voz – ele disse com ternura.
Hector Mansur, meu tio por parte de mãe, único tio para falar a verdade, último Mansur também. Meu tio é irmão mais velho de minha mãe e morava conosco na corte, eu era muito apegada há ele, pra mim ele era a única figura paterna que tinha, mas quando meu pai viu que estava perdendo seu cargo de pai para ele, o expulsou da corte, nunca soube o motivo real, mas pelo o que pude apurar, era ciúmes de meu pai.
- Tio, o senhor sumiu por seis anos! Porque não entrou em contato comigo antes?
- Ah, querida, estava viajando, e também seu pai me impedia de me comunicar com você!
- E agora como conseguiu? – indaguei.
- Edward me passou seu número, estava preocupado contigo, você sofreu um acidente de carro? – sim, esse era meu tio, sempre preocupado comigo, sempre atencioso, ao contrário de meu pai, ele ao menos nem ligou pra saber como estava...
- Ah tio, eu to bem, mas aconteceram algumas coisas estranhas – disse caminhando para o refeitório.
- Que coisas? – indagou-me. Parei e pensei um pouco, eu o conheço desde quando tinha o que? 2 horas de vida? Nele eu acho que poderia confiar, ou não? Será se eu contar sobre a suposta morte de Jacob? E sobre a minha desconfiança de ser a novo Ian Dubenko? Melhor não.
- Sei lá tio, coisa de adolescente eu acho – disse disfarçando.
- Filha, sei que está me enganando – ele disse firme – você se machucou muito?
- Não tio, eu quebrei a perna, mas já me recuperei, só isso – nesse momento entro no refeitório e procuro meus amigos.
- Olha, sei que esta me escondendo algo, então quero falar contigo pessoalmente. Que tal no feriado de fim de ano?
- Não dá, tio, prometi que ia passar na corte.
- Oh – ele pareceu espantando – eu também! Encontramo-nos lá – ele disse sorrindo.
- O senhor não pode entrar na corte, foi expulso esqueceu?
- Não, mas fui admitido, então sua vinda esta confirmada – ele sorriu.
- Sério tio? Sério mesmo? – avistei meus amigos e fui caminhando ate eles.
- Sim minha querida, então? Veremo-nos em duas semanas que tal?
- Feito – sorri.
- Excelente – ele retrucou.
- Até mais, tio – disse desligando e sentando na frente dos meus amigos.
- Que bicho te mordeu? Porque desse riso? – Alice disse me olhando torto.
- Preparem suas malas, estamos indo para a corte...
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- Veja Jasper, veja – Alice tagarelava feito uma louca mostrando algo na janela do avião.
- Calma Alice – Rosálie sorriu.
- Calma? Calma? Estamos na CORTE, onde têm as melhores lojas, as melhores festas, as melhores comidas, os melhores babados de todo o mundo! – o entusiasmo dela era contagiante.
Estávamos planejando essa viagem há duas semanas, desde quando meu tio me ligou e comunicou para eu ir à corte, mas antes meu pai autorizou de levar meus amigos e isso que estou fazendo, estou levando comigo Jacob, Jasper, Alice e Rosalie, meus melhores amigos.
Quando desci do avião, na pista mesmo pude ver meus dois irmãos, mais elegantes como nunca, usando ternos e sobretudo preto. Caminhei lentamente até eles e os analisei um pouco, fazia 3 anos que não os via e eles estavam muito diferente, ambos altos, ambos mais fortes, Emmett estava da mesma altura que Edward, Edward estava com o cabelo um pouco grande e um físico de tirar o fôlego.
- Mika! – Edward me abraçou assim que cheguei perto deles – Você está linda!
- Você está um gato, meu irmão – disse assim que ele parou de me abraçar.
- Realmente, quando me falaram que você esta diferente, não imaginei que minha irmã magrela, sem coordenação e chata, tinha se transformado nessa gata – Emmett disse me abraçando também.
- Tinha que ser você né, Emmett? – sorri.
- Será que a minha irmã encarnou em você? Parece que estou vendo a Esme na minha frente – essa voz...
- TIO! – me soltei dos braços do Emmett e o abracei.
- Minha sobrinha mais querida – ele sorriu e beijou minha testa – então? Quem são seus amigos?
- Bom esse é Jacob, e esses, são Jasper, Alice e Rosalie – disse apontando para cada um.
- Há! Vocês que estão levando minha sobrinha ao caminho errado? – ele disse levantando uma das sobrancelhas.
- Nossa! A nossa fama já chegou até o senhor? – indaguei.
- Eu que contei. Pelo o que estou sabendo, vocês não são nada santos na academia – Edward disse rindo.
- Perdão Alteza, mas só estamos curtindo a nossa idade – Jacob sorriu.
- Jacob Black? – meu tio interrogou.
- Sim, por quê? – Jacob sorriu.
- Conheço seu pai, é um grande Lorde, e acho que o filho também deve ser.
- Só quando quer – sussurrei.
- Hey! – Jacob indagou. – Sou um perfeito cavaleiro.
- Sim! Sim! Quando esta treinando luta comigo, adora me bater – zombei.
- Mas é um treino Mika, um treino! – ele sorriu.
- Então? Cadê nosso pai? – disse olhando pros lados.
- Ele não quis vir – meu tio disse assobiando.
- Não é isso tio, ele estava em uma reunião Mikayla, por isso que não pode vir, mas mandou Emmett e eu para vir lhe buscar – Edward disse rindo.
- É a obrigação de vocês virem buscar a própria irmã, como o pai de vocês para vir buscar a filha dele, mas ela está sempre em segundo plano não é? – meu tio disse bem irritado.
- Tio, chega ta? – Emmett disse indo pro lado da Rosalie e sorrindo – Rose? Posso lhe chamar assim? – nesse momento revirei os olhos, meu irmão estava xavecando minha amiga na minha frente e acabou de conhecê-la, muita cara de pau.
Como éramos oito pessoas e mais 4 guardiões, tivemos que nos dividir em dois carros e eu fiquei no carro do meu tio.
- O seu pai é um estúpido – ele disse olhando pra mim.
- Eu sei – disse olhando pela janela.
- Ele te ligou pra saber do acidente?
- Não.
- Viu como ele é um estúpido? Não se preocupa com você!
- tio? – disse virando pra ele – eu não ligo, ta?
- Mas eu ligo você é especial e ele não vê isso!
- Eu já disse que não ligo, aprendi a não ligar – sorri forçado. Porque eu ligava sim, sempre ficava mal quando meu pai me tratava mal, sempre ficava mal quando via a diferença de tratamento que ele dá pra mim e pros meus irmãos, mas sinceramente não quero demonstrar isso na frente do meu tio.
- Tudo bem querida, mas eu fico com raiva quando ele não liga pra você! Quando descobri que sofreu um acidente de carro, fiquei apavorado. Agora me diz o que aconteceu? – indagou-me.
- Nada de mas tio, eu to viva e Jacob também.
- Humm – ele me olhou por uns segundo e depois sorriu – se você ta falando, mas mudando de assunto e seu poder? Já manifestou alguma coisa? – putz, meu poder? Sei lá se terei um poder, ou se estou manifestando e não to percebendo, não sei se os sonhos loucos estão ligados ao meu poder...
- Eu não sei, tio – disse frustrada – não sei dizer que estou manifestando alguma coisa.
- Sonhos estranhos? – ele sussurrou. Olhei pra ele com espanto, como ele sabe que estou tendo sonhos estranhos? Será que ele sabe de alguma coisa?
- Sim – respondi então ele sorriu e olhou pra janela. — Iremos trabalhar nisso durante esse feriado – foi tudo que ele disse ate à chegada a corte.
Ah! Como era bom chegar a minha casa, minha casa, meu lar. A corte era como um castelo estilo medieval, mas isso era somente farsa , porque dentro a tecnologia reinava.
- Agora vão tomar um banho, trocar de roupa que o jantar já esta servido! – Edward disse assim que entramos em casa, olhei pros meus amigos e ambos estavam de boca aberta.
- Cadê o pai? – sussurrei pro Emmett.
- Vai nos encontrar no jantar, vai se trocar vai – ele disse com ternura. Adorava meus irmãos, ambos eram super atenciosos comigo e carinhosos.
- Meninas no segundo andar e os meninos no terceiro andar, ao lado dos nossos quartos – Edward apontou pro Emmett.
- Isso mesmo, quem for pego no quarto de sexo oposto será duramente castigado – Emmett disse duro, ao olhar Jacob e Jasper ambos estavam com pavor em seus olhos.
- Meninos, meninos, parem que colocar medo nos meninos – meu tio interveio – é brincadeira deles, aqui não é a academia, agora vão logo de trocar.
Fui sorrindo pro meu quarto, meus irmãos sempre seriam os maiores brincalhões que conhecia. Finalmente estava no meu quarto, sem duvida esse quarto daria uns três quartos da academia, mas não podia reclamar do meu quarto na academia, não pude resistir e corri para minha cama, pulando em cima dela. Depois de ficar um tempo brincando de pular na cama, fui ao banheiro, me arrumei e desci pro jantar.
- Você não pode esta falando sério! – escutei alguém gritando.
- A verdade dói,não é! – essa voz era do meu tio.
- Você não tem o direito de julgar os meus atos! – sim essa voz eu reconhecia, era do meu pai. Caminhei lentamente e olhei pra dentro da sala, olhei não, espiei.
- Você que não tem o direito de tratá-la assim! – meu tio gritou.
- Se você continuar dando opinião na criação dos meus filhos, eu lhe ponho pra fora daqui! – meu pai disse firme.
- Não é opinião, Carlisle, não é! É a mais pura verdade! Caramba, sua filha sofre acidente você nem ao menos ligou pra saber como ela estava! E agora porque não foi buscá-la no aeroporto? E quando os meninos chegaram, você estava uma hora antes no aeroporto esperando! Isso é diferença sim! – gritou meu tio novamente.
- Sua filha esta passando por um momento em sua vida, esta aparecendo o poder dela e você está ignorando isso! Esqueça o passado, ela não teve culpa na morte de minha irmã! Ela era apenas um bebê!
- Eu nunca a culpei pela morte de Esme! – esbravejou meu pai.
- Não! Não! – debochou meu tio – Só ficava gritando pra todo mundo ouvir que não era para ter salvado ela, e sim a Esme, que não era para ela ter nascido!
- Cala a sua boca, Hector! – rosnou meu pai.
- Hey! O que você esta fazendo ai? – sentir alguém tocar no meu ombro. Ao olhar, puder ver que era o Jacob.
- Er... – olhei pra ele e sorri – nada.
- Nada? Ta escutando a conversa de quem? – ele me olhou torto.
- De ninguém, acabei de chegar! – disfarcei.
- Hey crianças! Vamos jantar? – meu tio apareceu na porta sorrindo, olhei pra ele e sorri, ao menos tentei.
- Vamos – disse sorrindo.
Caminhei em silêncio até a sala de jantar. A parte da conversa entre meu tio e meu pai não saía da minha cabeça. Vários pontos da conversa passavam na minha mente: 1- eu to manifestando meu poder, 2- o boato que meu pai me culpava pela morte de minha era a mais pura verdade, 3- meu pai definitivamente me odeia, e 4- eu posso confiar no meu tio, era a única pessoa que se importava comigo realmente.
Mas se meu pai me odeia, porque ele demonstrou outra coisa na academia, ele me deu esse colar, ele me beijou na frente da escola toda, isso não faz sentindo, só... Só se ele estava encenando tudo. Nesse momento todos chegam para o jantar, cumprimento formalmente meu pai e sento.
Será que meu pai teve a coragem de encenar tudo?Será que esse colar que ele me deu realmente é de minha mãe?
- Querida, você não tá comendo nada, está passando bem? – meu tio disse tocando no meu braço, ele tinha sentado ao meu lado.
- Desculpe — sorri e peguei um pouco de carne.
- Então meninos? Faculdade não é? – meu tio disse olhando pro Edward.
- Sim, sim! E muito puxado – ele sorriu e comeu um pouco.
- Vocês estão na mesma faculdade? – meu tio disse entre garfadas.
- Sim – Emmett que respondeu.
- Por acaso vocês andam com guardiões? – Meu tio olhou torno pra eles.
- Lógico tio, cada um com 2 – Emmett sorriu.
- E você querida? Têm quantos? – ele disse me olhando.
- Tenho quanto o que tio? – indaguei.
- Tem quantos guardiões lhe protegendo? Quantos guardiões seu pai mandou para ser sua guarda pessoal? – ele disse olhando seriamente pra mim.
- Er...não sei – disse sincera.
- Como não sabe?
- Bom, comigo não anda nenhum – disse sincera – ao menos se tiver eu não vejo.
- Carlisle! Como pode deixar sua filha correr risco. – esbravejou.
- Ela não ta correndo risco, ela está na academia e não tem lugar mais seguro que lá! – meu pai disse convicto.
- Claro que pode haver falhas, seus filhos tem e ela não! Ela também é uma Cullen – meu tio era a ira pura.
- Hector! Já disse que não havia necessidade! – meu pai disse tomando algo.
- Não havia necessidade? Não havia? Tas é louco, você sabe muito bem que tem vários clãs que querem algum filho seu! E você a deixa desprotegida! – ele disse apontando pra mim.
- Tio, pare ta? – disse já ficando chateada.
- Parar? – indagou –me.
- É tio, eu realmente não ligo – disse tomando um pouco de água.
- Mas eu ligo! Passei um tempo viajando e quando volto seu pai é um completo negligente com você! Certo, no começo ele lhe culpava pela morte de sua mãe, mas isso é passado ele tem que superar...
- Hector, chega! Não ta vendo que esta estragando nosso primeiro jantar com os amigos dela? – Edward interveio.
- Chega, Hector, eu lhe proíbo de ficar falando isso, se você falar novamente isso, eu juro que lhe expulso novamente – meu pai estava firme.
Culpa-me pela morte de minha mãe, porque esse assunto sempre me chateava? Eu sei que ele disse isso na hora do desespero, mas sempre quando alguém toca nesse assunto, eu sinto um aperto no coração, uma falta de ar, mas o que meu tio disse é a mais pura verdade, ele se preocupa mais com meus irmãos que eu, se eles têm guardas pessoais, por qual motivo eu não tenho? Sou menos importante pra ele?
- Filha? – Carlisle disse firme.
- Hum? – disse olhando pra ele.
- Estou feliz que esteja aqui – ele sorriu. Nesse momento dei um sorriso de volta.
- Só esta porque insisti – meu tio sussurrou ao meu lado.
- Hector! Não irei mais falar! – Carlisle disse sério.
- Mas é a mais pura verdade – meu tio retrucou.
- Quer saber de uma coisa? – disse firme – Acabou minha fome – disse levantando na mesa, notei que todos me olhavam espantados, mas sinceramente eu cansei da briga desses dois, perdi completamente a fome e estava chateada.
- Sente-se ai e coma, Mikayla – meu pai disse apontando pra cadeira. Uma coisa que odiava do meu pai era esse jeito de mandão dele. Se as coisas não eram do jeito que ele queria, ele não aceitava.
- Desculpe, Majestade, perdi a fome – disse jogando o lenço na mesa – a viagem acabou comigo, irei dormir...
Não dei tempo de ninguém responder, ou simplesmente ignorei o pedido de todos para eu ficar, estava cansada da briga entre eles, estava cansada do jeito que meu tio criticava meu pai, não que meu pai não merecesse, mas isso às vezes chateava.
Caminhei lentamente até meu quarto, mas antes de chegar ao meu quarto eu parei na biblioteca. Olhei em volta e vi a imensa biblioteca que tínhamos, e uma idéia veio em minha mente. Aqui provavelmente tinha algo sobre Ian Dubenko, Não sei o porquê de eu estar interessada na história dele.
Comecei a pesquisar tudo sobre ele na biblioteca e um livro me chamou a atenção, um livro com aspecto de velho, antigo. Tirei com um sobro à poeira que tinha sobre ele e comecei a ler.
“Somos considerados por muito uma espécie perigosa e demoníaca, mas eu digo que somos temidos pelos nossos poderes. Um vampiro que não pode se alimentar de sangue humano não sobrevive à fúria dos lobisomens, temos que ficar livre para desenvolver nossos poderes...”
- O que você esta lendo? – meu pai interrompeu minha leitura, me xinguei mentalmente de não ter ido até meu quarto e ler lá.
- Estou lendo sobre Ian Dubenko – disse fechando o livro.
- E porque da curiosidade sobre ele agora? – ele me olhava torno – ele não é nada que um vampiro possa se espelhar.
- É para um trabalho escolar pai, nada demais – disse dano os ombros e entregando o livro pra ele, que estava com a mão estendida.
- Eu não quero você lendo sobre isso! – ele disse firme.
- Não se preocupe, não irei ler – disse sem emoção alguma – se o senhor me der licença – ia saindo, mas ele segura meu braço impedindo de eu passar.
- Vamos conversar...
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