Dark Days
5 Winter Is About To Change This Place
- Gente, eu quero que todos venham comigo, devemos ficar juntos. Eu to com um péssimo pressentimento sobre esse lugar.
- Luis, eu receio que os geradores daqui não vão durar por muito tempo. – Millena disse, se levantando.
- Disso eu já sabia. Eu tenho mais pilhas e comida para duas semanas, no meu dormitório.
- Luis, acho melhor seguirmos juntos para nossos dormitórios, pegar roupas, comidas, entre outras coisas...
- Eu concordaria, Rodrigo. Mas acho melhor subir e dar apoio para Edu, depois descemos, todos juntos.
- É, certo.
Os sete saíram do ginásio, sem dar explicações para ninguém, até por que os professores não se importavam. O grupo desceu até o refeitório, não acharam ninguém e aí veio a preocupação. Desesperados, caminharam pela escola inteira e chegaram na recepção do colégio, onde acampava o grupo das velas. Colchões estavam no chão, a lareira estava acessa. Perto da lareira, Deh e Wonka estavam conversando, enquanto o resto dormia.
- Gente, o que houve? – Thayná perguntou assustada.
- Oi! – gritou Angela, que acabara de acordar – Que surpresa mais agradável! Ora, não houve nada, estamos descansando, só.
O grito de Angela acordou o resto do povo.
- Eu estava sonhando coisas tão boas! – Carol, emburrada, debruçou-se sobre o colchão.
- Não posso dizer o mesmo. – Alanys falou, chateada com o sonho que teve.
- Mas então, caros cavalheiros de Aslam, o que fazem aqui? – Deh perguntou.
- Viemos pedir aju..
- Para tudo! Você disse “Aslam”!?
- Disse sim, Carol.
- Então isso quer dizer, que vocês são narnianos??
- Sim, por quê? – Deh desentendeu a pergunta.
- Eu também sou!! – gritou, se levantando pra abraça-la.
- Isso merece um abraço em grupo!
Depois de falar aquilo, ela abriu as mãos esperando receber um abraço da sua turma, mas ficou abraçando o ar.
- Ah gente, qual é? – Falou triste.
- Carol, se eu estivesse com ânimo, até corresponderia à sua animação. – falou Rodrigo.
- Aw, bem vinda!
- Obrigada Ange, pelo menos alguém se importa comigo né.
- Epa, cadê a Manu?
- Pois é Lanys, é sobre isso que viemos conversar. A Manu foi ao banheiro e sumiu. O banheiro era do lado do ginásio, não tinha como ela não ter voltado!
- Tá, tá, calma Luis. Eu vou com você procurar ela, certo? Os outros ficam aqui e descansem. Organizem turnos, alguém sempre deve ficar de vigia. Depois da janta, vão para os seus dormitórios (todos juntos) e peguem o máximo de roupas, mochilas e alimentos que conseguirem.
- Ok Deh. – Todos responderam juntos.
- E eu posso saber por que vocês estão parados aqui e não pegaram comida ainda?
- Pode, Rodrigo. Não tem comida suficiente pra todos daquele ginásio. Eu fiquei sabendo que os professores querem se ver livre dos alunos, já que o escuro vai durar por semanas. Ele tem comida reservada lá, mas não vão dar pras crianças. Quanto menos gente, mais chances de eles continuarem fartos, vivos e quentinhos. Por que enfim, amanhã o inverno começa, esqueceram? E todos conhecem o inverno de Londres...
- Deh, então quer dizer que a maioria das pessoas vai morrer de fome?
- Não, Rodrigo. A maioria das pessoas vai morrer sufocada naquilo lá.
- E vocês não vão fazer nada??
- O que podemos fazer? Se ajudarmos eles a fugirem, vamos morrer também.
- Tem que ter um jeito!
- E tem. Edu, Dri, Wonka e Carol vão ir hoje de madrugada para o quarto escuro, ver o que eles conseguem.
- O QUARTO ESCURO? VOCÊS ENLOUQUECERAM?
-Rodriguinha, como assim? Você disse que não tinha medo de escuro, lembra?
- Muito engraçado, Angelão. Eu não tenho medo do escuro mesmo, mas o quarto escuro é exceção. Vocês já ouviram as histórias sobre lá?
- Mas é claro que ouvimos, Rodriguinha. Por isso mesmo que eles vão.
- Vocês tem cocô de centauro na cabeça, só pode.
- Devemos ter. Mas se você não quiser morrer, terá que ficar conosco. Se quiser, volte lá. Sair do colégio vai ser pior, você esqueceu que estamos há 230 km de qualquer supermercado ou casa vizinha?
- Eu vou ficar com vocês, certo. Mas não quero ver nenhum de vocês machucados. Vamos continuar juntos, como começamos, vamos terminar isso logo.
- Nenhum problema pode ser tão grande que não possamos enfrenta-los. – disse Carol.
- Tudo entendido? Deveríamos ir procurar Emanoelle. – Deh falou.
- Vamos, Deh. Se nós não voltarmos em duas horas, não nos procurem.
Um abraço em grupo ocorreu.
- Não! Deh vai ficar com eles, eu vou com você, Luis. – Protestou Rodrigo.
- Não mesmo. O grupo precisa de um homem na minha ausência.
Todos riram.
- Mas o Edu não é homem? – Indagou Jade.
- Ah, o Edu não conta. Ele vai lá pro quarto e tal. – respondeu Luis.
- Se tem alguém que eu amo mais do que eu mesmo, esse alguém são vocês. Amo vocês.
- Ow! – Murmuraram juntos, comovidos pela frase.
- Eu nunca pensei que ouviria isso da Rodriguinha.
- Nem eu! – O próprio Rodrigo respondeu.
[...]
As pessoas que ficaram esperando Luis e Desire voltarem da procura, organizaram-se na frente da fogueira para ouvir histórias de terror. Quem começou a conta-las foi Carolina:
- Minha amiga sempre me contava essa lenda, até que um dia, perdi o medo dela. Essa lenda foi constatada no ano em que a boneca da Xuxa foi lançada. Em um registro da polícia foi marcado que uma Mãe deu de presente essa boneca para sua filha, e deixou brincando com ela, a mãe foi arrumar a casa e passara 1 hora e sua filha não saiu do quarto, passou 2 horas e ela não saiu, 3, 4 horas e ela nem deu sinal, a mãe já preocupada (por que era hora do café da tarde) abriu o quarto da menina, quando vê sua filha degolada com uma faca na mão e a boneca em cima dela. Não se sabe o certo dessa história, mas a mãe nunca dera uma faca para a filha. Essa é uma segunda suposta história sobre a boneca da Xuxa, na cidade, muitos ficaram sabendo sobre um estranho fato acorrido lá pelo ano de 1993, uma mãe muito pobre estava desempregada, e estava para chegar o aniversario de sua filha, que pedira para a mãe a boneca da Xuxa, pois era a boneca do momento. Uma semana depois ela arrumou um bico, e com o dinheiro comprou a boneca para a menina. A menina muito contente sempre dormia com a boneca. Mas ao passar alguns dias a criança acordava com pequenas marcas de arranhado pelo corpo, que aos poucos foram aumentando até o dia que a mãe a encontrou morta toda arranhada, o mais impressionante é que a boneca da Xuxa estava com as unhas compridas e cheias de sangue.
- Gente, gente, eu to sentindo alguém tocar em mim! Ah! – Gritou Alanys.
- BUUUUUU! – Gritou Wonka, que estava atrás de Alanys.
Alanys se assustou e berrou também. Todos riram do ocorrido.
- Ah gente, eu tinha combinado com ela. – Disse Carolina, que bateu na mão de Wonka – Você é profissional nisso. – E riu.
- Gente, eu juro por Nárnia que vi algo se mexendo atrás da mesa. – Disse Edu.
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