Dark Dawn

30 Capítulo 30: O Caminho para Casa


Notas iniciais
Antepenúltimo capítulo. Boa leitura!

Capítulo 30:

O Caminho para Casa

○♦○

SASUKE SE VIU CERCADO POR TRÊS KAGES furiosos, o chakra em ebulição, inflamando sob as suas peles. Estavam indiscutivelmente preparados para atacá-lo com todos os seus poderes a qualquer momento.

Imóvel onde estava, ele os observou um a um: a implacável Kazekage de posse do seu grande leque, o vistoso Raikage com a sua curiosa espada, a pequena Tsuchikage formando selos de mãos para a suas técnicas. Eram três, e se tornaram quatro quando o Mizukage uniu-se a eles, empunhando a sua Hiramekarei contra Sasuke.

Quatro Kages furiosos fitavam-no, decididos a erradicar a sua existência sem sequer ouvi-lo ou se perguntar por que Uchiha Sasuke fora o responsável por derrotar o Chikage. E Sakura estava entre eles, percebeu tardiamente. Ela se virou para os líderes das quatro nações, dando as costas a Sasuke.

— Hokage-sama, afaste-se desse criminoso de guerra! — Temari ladrou, colocando o seu leque em posição de ataque ao abri-lo e apoiá-lo nas costas, sem dúvida uma posição ofensiva.

— Exigiremos uma explicação por parte de você e por parte de Konoha sobre essa situação, Hokage-sama — o Raikage murmurou. — Mas, por ora, afaste-se de Uchiha Sasuke para que possamos aniquilá-lo de uma vez por todas.

Sakura não se moveu um único centímetro. Naquele momento, mais cinco figuras pousaram em meio à neve, mantendo uma distância segura de Sasuke e dos Kages. Sakura reconheceu-as com alívio: eram Ino, Sai e os seus alunos. Exceto por alguns arranhões e pela sujeira que manchava suas peles e roupas, todos aparentavam estar bem.

Ela aquiesceu para Ino e Sai, grata por eles haverem cuidado do seu time. Hikari olhava-a com uma expressão atormentada, percebera a tensão no cume da montanha e soubera que toda a hostilidade estava direcionada a Sasuke, de quem ela se afeiçoara durante a viagem até a Cúpula. Os garotos, apesar de resguardarem mais os seus sentimentos, também exibiam feições tensas e olhavam preocupados para a figura de sua professora.

Sakura respirou fundo, buscando pelas palavras certas — se elas ao menos existissem. Sabia que a situação era extremamente delicada e não podia de forma alguma se comprometer ou comprometer Konoha.

— Ouçam o que eu tenho a dizer: ele não pertence a esse mundo — ela declarou, para o espanto dos outros quatro Kages, indicando para a figura de Sasuke às suas costas. — Deixem-no retornar em paz para o lugar ao qual ele pertence. Não interfiram nisso, eu lhes peço.

— Do que você está falando, Hokage-sama? — Temari indagou, aturdida.

— Olhem ao seu redor — Sakura prosseguiu, gesticulando para o campo de batalha, para os corpos caídos sobre a neve. — Derrotamos o Chikage e a Guarda Escarlate graças a ele. Foi ele quem nos ajudou a nos livrarmos da ameaça do país do Sangue. Porque essa era a única forma de ele conseguir retornar para a própria realidade... Um mundo muito diferente do nosso. — Ela mordeu o lábio. — Isso foi obra do Chikage da realidade dele, trazê-lo até aqui a fim de torturá-lo, afastando-o da família e dos amigos.

Os quatros Kages se entreolharam, confusos. Mas não desfizeram o círculo ofensivo ao redor de Sasuke, tampouco fizeram menção de se afastar ou de acatar as palavras de Sakura, tomando-as como verdade.

— Eu sei que isso soa loucura — Sakura meneou a cabeça. — Eu mesma não acreditei a princípio, mas ele provou que estava falando a verdade. Provou que é um homem diferente daquele que conhecemos. Ele não é o Uchiha Sasuke desse mundo — afirmou, convicta.

Ela esperou, aflita, pelo veredicto deles; esperou em vão.

— Afaste-se desse criminoso, Hokage-sama — o Raikage reiterou, com menos paciência daquela vez. — Nós lidaremos com ele de agora em diante.

Sakura cerrou os punhos, mas não se moveu do lugar, desacatando as ordens de Darui. De repente, o chakra de Sasuke inflamou-se atrás dela, expandindo-se e crescendo até que tomasse proporções grandiosas. Ela se virou, surpresa, e encontrou o Sharingan e o Rinnegan nos olhos dele, consumindo cada gota de chakra que ele concentrara.

Preparou-se para dizer a ele para não tomar nenhuma atitude, pois ela tentaria contornar a situação, mas já era tarde: os Kages reagiram à expansão do chakra de Sasuke com ainda mais hostilidade. Desembainharam suas armas, posicionaram as mãos nas formas de selos e advertiram-no uma última vez:

— Não se mova um único centímetro, Uchiha Sasuke! — a Kazekage ordenou, abrindo ainda mais o grande leque que carregava sobre as costas, os joelhos separados, os pés bem firmados na neve fria.

— Não o ataquem! — Sakura bradou, ainda mais alto do que o uivo do vento.

A situação tomou rumos irreversíveis a partir do momento em que Sasuke liberou sua técnica do Susano’o. O humanoide vestido em placas de armadura brilhante criando forma muito acima de Sasuke. Os quatro Kages reagiram a isso com violência, liberando os seus ataques, cada um deles um especialista num estilo diferente.

Darui, o Raikage, formou selos de mãos e queimou uma grande quantidade de chakra:

Raiton: Kuropansa!

Relâmpagos negros explodiram a partir do seu corpo, carregando o ar com eletricidade e assumindo a forma de uma grande pantera negra, que rugiu para Sasuke, os olhos eram dois faróis que iluminaram o cume triplo da montanha. A besta de eletricidade estava sob o comando de Darui, e atacou ao primeiro comando do seu invocador, lançando-se contra o Susano’o de Sasuke.

Chōjurō, o Mizukage, desenrolou as ataduras da Hiramekarei, deixando que o seu chakra fluísse para a espada, expandindo-a de tal modo até que ela se transformasse numa lâmina imaterial com formato de meia-lua; Chōjurō girou a espada, suportando o seu peso, e desferiu um golpe com a lâmina contra Sasuke.

Kurotsuchi, a Tsuchikage, realizou seus selos de mãos, liberando dois elementos de uma só vez a fim de combiná-los e formar um terceiro elemento ainda mais potente:

Yōton: Sekkaigyō no Jutsu!

A partir da boca, ela expeliu uma grande quantidade de cal, num jato de líquido branco que viajou com grande velocidade até Sasuke, visando vencer a defesa do Susano’o com o impacto inicial e imobilizá-lo depois disso.

Temari, a Kazekage, queimou chakra, os olhos ardentes e furiosos, e manejou seu grande leque de aço a fim de criar uma rajada de vento potente e cortante, que explodiria ao entrar em contato com o seu alvo:

Fūton: Kazekiri no Jutsu!

Sakura assistiu inerte enquanto os ataques simultâneos e combinados dos quatro Kages atingiam o Susano’o de Sasuke de diferentes posições e em diferentes lugares da armadura. Houve uma explosão quando todos os quatro se chocaram contra o humanoide gigantesco, e uma parede de neve ergueu-se a partir do local da colisão, fazendo o cume da montanha estremecer. Encobriu Sasuke por completo.

Sakura levou as mãos ao rosto a fim de se proteger e firmou bem os pés no solo, a força da explosão das técnicas combinadas também criou uma onda de devastação que se propagou a partir do local do impacto que a teria varrido para longe caso ela não prendesse ao chão com chakra nas solas dos pés.

Segundos se passaram até que a neve assentasse sobre o chão outra vez e revelasse o Susano’o de Sasuke ainda intacto. Os Kages reuniram mais chakra e se prepararam para atacar de novo, mas Sasuke agiu antes que eles pudessem se recompor e se reagrupar para uma nova investida.

O olho direito dele queimou uma grande quantidade de chakra e Sakura congelou quando percebeu isso. Seu grito para que ele não os atacasse ficou preso na garganta.

Amaterasu — ele disse antes que o cume da montanha fosse inundado por um oceano de chamas negras.

Sakura não ousou se mexer quando as labaredas negras fluíram por ela sem tocá-la nem feri-la. O fogo se expandiu por todos os lugares, incendiando tudo o que tocasse. Por um momento, ela quase não acreditou que o Sasuke com quem convivera nos últimos dias fosse capaz de tal alto, mas então, ao erguer o rosto e fitá-lo, entendeu tudo.

Genjutsu — sussurrou.

Sua habilidade superior com genjutsu permitiu-a romper a ilusão na qual ele prendeu os outros Kages, fazendo-os acreditar que estavam acuados contra o fogo que queimava mais quente do que o próprio sol. Ela se aproximou sem medo, devagar, suas botas deixando pegadas na neve que ainda caía sobre as Montanhas Três Lobos.

Sasuke estava imóvel, mas de repente ele abriu a sua defesa para Sakura. O Susano’o desfez-se, desaparecendo tão rápido quanto surgiu. Fitou-a e então aquiesceu. Estava na hora. Ela aquiesceu de volta, incentivando-o. Ele tinha de partir agora.

— Antes que eu vá embora — Sasuke disse —, quero te pedir para que impeça que ele seja assassinado assim que desfizermos as trocas.

Sakura enrijeceu ante o pedido dele.

— Sabe que não posso prometer isso. Ele precisa pagar pelos crimes que cometeu. E os Kages não tolerarão que ele siga impune.

— Não estou pedindo que o absolva dos crimes que cometeu, mas que permita que ele se redima — Sasuke reforçou. — Dê a ele a chance de tentar consertar esse mundo... Ainda não é tarde demais para ele. E nem para você.

Sakura abaixou os olhos para a neve alva que se acumulava entre eles. Sua respiração tornava-se fumaça branca em contato com o ar congelante do país do Ferro.

— Por que está me pedindo para ser clemente para com ele? Por que está me pedindo para poupá-lo?

A resposta dele foi categórica.

— Porque vocês precisarão da ajuda dele num futuro breve, acreditem em mim. E ele também precisa dessa chance para se redimir de todos os seus pecados. No meu mundo, me concederam essa chance e eu sempre serei grato por isso.

— Como pode ter tanta certeza de que ele almeja a redenção? Como pode ter certeza de que não está equivocado? — Ela resfolegou, o coração sobressaltando-se, querendo e não querendo ao mesmo tempo agarrar-se àquele fiapo de esperança.

— Conversei com ele — Sasuke respondeu. — Ele fará o que é certo, se permitirem que tenha a chance e que viva o bastante para isso.

Depois de um tempo em silêncio, Sakura finalmente se pronunciou.

— Não posso prometer isso a você. Não posso assegurar que permitirão que ele deixe essa montanha com vida, mas posso tentar convencê-los de que antes que haja uma execução deve haver um julgamento. Se ele estiver disposto a se entregar à Aliança primeiro, é claro.

A resposta dela pareceu contentá-lo.

— Ele se entregará sem resistência.

Sasuke se preparou para dar as costas, mas Sakura o deteve:

— Espere!

Quando ele se virou, ela perdeu a fala. Fitou-o em meio à neve que caía, silenciosa e serena, o momento em que diria adeus àquele homem havia chegado. Estava ciente de que jamais voltariam a se ver, e por mais que quisesse ignorar os apelos do seu coração, ela descobriu que não tinha mais forças para isso. Portanto, mordeu o lábio e ergueu o olhar, determinada, destemida.

— Preciso que me responda uma pergunta... Algo que me assombrou em todos esses anos. Uma dúvida que me corroeu desde a sua deserção da vila.

Sasuke permaneceu em silêncio, esperando, era o seu consentimento tácito para que ela prosseguisse e perguntasse a ele o que queria perguntar. Involuntariamente, ela se aproximou um passo dele, como se atraída por uma força invisível.

— Houve algum momento, por mais breve que tenha sido, em que os meus sentimentos foram um fardo para você? Houve algum momento em que eles foram um peso?

Então, esperou. Esperou pela resposta dele, consciente de que ele a responderia com sinceridade, sem mentiras nem enganações. Aquele era Sasuke, afinal, de outro mundo, moldado por circunstâncias diferentes. Um pai, um marido e um amigo. Mas, ainda assim, era Sasuke.

O rosto dele se tornou mais suave, os olhos, mais brandos. Mesmo a curva de um sorriso apareceu nos seus lábios. Sakura sentiu lágrimas acumulando-se nos seus cílios, mas as empurrou de volta.

— Sakura — ele disse seu nome de forma terna, suave, praticamente uma melodia aos seus ouvidos. — Os seus sentimentos nunca foram um fardo para mim. Muito pelo contrário, eles me mantiveram são quando eu ainda estava perdido na escuridão e na minha própria dor. Eles foram um alento para mim.

As lágrimas que ela tinha conseguido segurar antes fluíram livremente daquela vez, escorrendo desimpedidas pelas suas faces.

— Os seus sentimentos me permitiram reconstruir a minha vida, me devolveram o que eu tinha perdido.

— Então por que eles não foram o suficiente para te fazer ficar? — ela indagou, a voz esmorecendo.

— Porque eu mesmo não era o suficiente. Não ainda — Sasuke replicou. — Precisei me tornar completo antes. Precisei sair pelo mundo para vê-lo como ele realmente era, sem o ódio para me cegar e deturpar a minha visão. Precisei me purificar de toda a escuridão que já me envenenou. Uma vez que me senti pronto, você, Naruto e Kakashi estavam lá por mim. Me esperaram e me receberam de braços abertos com todos os meus erros perdoados. Eu me tornei alguém melhor, alguém digno de receber todos esses sentimentos porque vocês estiveram lá.

Sakura enxugou todas as lágrimas, fechando os olhos por um momento. Sentiu uma pequena porção de chakra agindo sobre o seu corpo, e reconheceu como sendo de Sasuke. Quando abriu os olhos, surpresa, deparou-se com outro cenário. A luz do sol, brilhante, derramava-se sobre as residências e sobre os edifícios à sua volta. Um céu azul limpo coroava a visão dos telhados coloridos.

— Essa é a Konoha do seu mundo? — ela perguntou, sem fôlego, virando-se para absorver mais daquele lugar, das pessoas que transitavam através das ruas, das melhorias tecnológicas empregadas na vila.

Sasuke estava diante dela, alguns metros separando-os, e uma brisa gentil vinha agraciá-los, avultando folhas caídas no chão e carregando-as para longe. Sakura ergueu o rosto e viu o monumento dos Hokage, com as sete faces esculpidas na pedra. Ver o rosto de Naruto ali fez com que novas lágrimas se derramassem pelas suas bochechas.

Então ela os viu: todos eles. Todos os nove novatos da Academia que se graduaram juntos. Quão diferentes eles eram do seu mundo, cercados por uma aura brilhante como o sol, e as crianças acompanharam-nos. Rostos que ela jamais viu, sorridentes e felizes, passando por ela sem realmente enxergá-la. Sakura gravou-os na memória, cada um deles.

— Obrigada — ela se pegou agradecendo-o, um tremor na sua voz e no seu peito, um sentimento de gratidão que jamais esqueceria. — Obrigada por me mostrar o seu mundo.

Sasuke anuiu e, por último, ela viu, vindo à sua direção, a família dele. A Sakura do mundo dele junto a uma garotinha de cabelos e olhos negros usando um par de óculos vermelho. Sarada. Lembrar-se do nome fez um sorriso aflorar nos seus lábios. Como ela era linda, pensou enquanto as via afastarem-se como todos os outros. Os símbolos do clã Uchiha estavam bordados nas roupas de ambas e eram ostentados com orgulho.

Naruto vinha logo atrás, o manto de Hokage alvo com chamas vermelhas ondulando às suas costas. O Nanadaime Hokage de Konohagakure no Sato do mundo ao qual aquele Sasuke pertencia.

Sakura ampliou o sorriso, mostrando a ele um rosto molhado de lágrimas, porém contente.

— Volte para a sua casa, Sasuke-kun — ela disse sem mais nenhuma hesitação, sem nenhum remorso. — Volte para eles.

O genjutsu desfez-se e logo eles estavam de volta à Montanha Três Lobos e sob um céu escuro. Sakura ainda levava consigo o calor daquele sentimento ardendo no seu peito. Sasuke aquiesceu uma última vez. Queimou chakra no seu Sharingan e então apagou, caindo em meio à neve.

Sakura foi deixada para trás, sozinha. Flocos de neve espiralavam à sua volta, carregados pelos sussurros do vento frio. O genjutsu que prendia todos os outros Kages também se desfez, libertando-os da prisão infernal de fogo negro em que Sasuke os prendera.

Todos despertaram ao mesmo tempo.

○♦○

Sasuke voltou àquele lugar escuro — esperava que aquela fosse a última vez a fazê-lo. Agora, sabia o caminho de volta para casa. Seu Sharingan o guiaria, estava convicto disso.

Quando saltou do portal para as águas tépidas, o outro Sasuke estava à sua espera. Um portal equivalente ao dele estava aberto atrás da sua outra versão. O semblante embora neutro trazia algo de diferente, um sentimento que não foi capaz de nomear.

— O Chikage? — Sasuke indagou ao outro.

— Derrotado. Assim como a Guarda Escarlate — ele respondeu de forma sucinta, então acrescentou: — Graças à ajuda de Naruto e Sakura, ele não foi capaz de fazer muitos estragos no seu mundo.

Isso o confortou.

— Que bom que tudo terminou bem então.

— Esta será a última vez em que nos veremos — o outro murmurou, dando o primeiro passo à frente.

Sasuke aquiesceu. Não voltariam a se ver. Por mais que estivesse aliviado em voltar para o seu mundo, havia um peso no seu coração por não saber o que seria daquela outra realidade tão diferente. Quais desfechos aguardariam todos? Shikamaru, Kakashi, os Kages... Sakura.

— Proteja o seu mundo — Sasuke disse à sua outra versão, aturdindo-o por um momento. — Não permita que seja destruído.

— Pensei que os conselhos houvessem terminado — ele replicou com um torcer da boca.

— Só estou te relembrando para que não perca de vista o que realmente importa outra vez.

O outro Sasuke sorriu um meio sorriso.

— Não precisa se preocupar mais com os Ootsutsuki; eles serão um problema meu a partir de agora. Eu farei o que for necessário para garantir que não concluam o que planejam. Quanto a isso, você pode ter certeza.

Ouvir isso deu a Sasuke um pouco mais de conforto, que aquiesceu e também deu um passo adiante, e depois mais outro. Aproximaram-se, chegando cada vez mais perto um do outro.

Então se cruzaram, por pouco não esbarrando os seus ombros e seguiram, cada um, para o portal pelo qual o outro chegara até ali. Viraram-se, olhando um para o outro pela última vez.

— Lembre-se do que realmente importa — Sasuke disse ao seu outro eu, oferecendo-lhe um breve sorriso. — E cuide da Sakura.

O outro Sasuke anuiu, escondendo dele a expressão emotiva, os olhos marejados. Foi o primeiro a dar as costas, adentrando o portal e desaparecendo quando o atravessou. Sasuke suspirou. Virou-se para o portal que o levaria para o seu lar e, sem demora, também o atravessou.

Caiu dentro de outro abismo de escuridão, sentiu frio e solidão. Mas, num instante, tudo se foi e terminou substituído por um calor suave e pela certeza de que quando abrisse os olhos veria os rostos daqueles que mais amava outra vez.

Isso passou a ser tudo com o que ele se importava.

Notas finais
FINALMENTE FINALMENTE FINALMENTE ELE VOLTOU PRA CASA!!!! O que acharam da despedida SasuSaku?! Eu confesso que fiquei emotiva escrevendo a cena toda, e é claro que o Sasuke não podia ir embora sem antes mostrar um vislumbre do mundo dele pra Sakura-chan e acalmar um pouco o coraçãozinho machucado dela. TT-TT No próximo capítulo, Sasuke desperta no próprio mundo outra vez! Ansiosos para o reencontro dele com a Sakura, Sarada e o Naruto?! O capítulo 31 sai amanhã, e o 32 e o capítulo extra saem no domingo! Fiquem atentos! ;D Até o próximo! xoxo