Dark Dawn

11 Capítulo 11: Mensagem de Sangue


Notas iniciais
Décimo primeiro capítulo que eu dedico à CrushHP e Jack Uchiha pelas recomendações lindas! Leiam as notas finais para esclarecimentos!

Capítulo 12:

Mensagem de Sangue

○♦○

SASUKE CONTOU OS PRÓPRIOS batimentos cardíacos, antecipando o movimento que o — provável — adversário, que o aguardava logo depois daquela porta, executaria.

Sai se aproximou silenciosamente da porta também, não desviando o olhar severo da face de Sasuke. Então, assentindo, transmitiu-lhe todo o plano num único átimo de segundo. Ele compreendeu, anuindo de volta. Num gesto fluído, o antigo membro da Anbu puxou um grande pergaminho em branco da bolsa que usava atrelada à parte de trás da calça. Desenrolou-o num piscar de olhos, rompendo seu lacre, enquanto que com a outra mão empunhava um pincel e reunia chakra para executar um dos seus jutsus.

Com movimentos precisos e rápidos, sua mão desenhou ao menos três leões no pergaminho em branco. Abaixando-se, Sai pousou o pergaminho no colo e realizou selos de mão, invocando sua técnica:

— Chōjū Giga!

Os leões de tinta saltaram da folha, ganhando vida. E o adversário deles finalmente atacou, derrubando a porta do quarto com uma técnica do elemento terra. Uma enxurrada de lama arrombou-a, e verteu para dentro do cômodo numa profusão. Sasuke e Sai saltaram para longe, evitando-a sem dificuldade e grudando as solas dos pés com chakra nas paredes e no teto, enquanto os leões de Sai, sob o seu comando, dispararam pela porta arrombada, rugindo e rosnando; as grandes patas deixando rastros de tinta pelo assoalho já enlameado.

Sasuke, de ponta-cabeça e ainda com as solas dos pés pregadas ao teto, saltou em direção ao chão, correu pela entrada e irrompeu no corredor no momento em que as feras de tinta de Sai atacavam seu oponente, as mandíbulas se abrindo como se os dentes por trás das bocas fossem reais e estivessem prontos para rasgar e dilacerar qualquer coisa. A silhueta esguia no fim do corredor, delineada pela luz baça que era filtrada pelas janelas, entretanto, executou um movimento gracioso com o corpo e abateu os três leões com uma sucessão de golpes perfeitos. Com uma das mãos empunhava uma tantō, esguia e pequena como a lutadora que a empunhava. Ao término, tudo o que restou dos leões foram manchas de tinta preta respingadas nas paredes e no assoalho do corredor.

Apesar de estar inteiramente coberta, Sasuke a reconheceu de imediato; o sangue correndo rápido esquentou todo o seu corpo em resposta à fúria que o tomava, ativando seu Sharingan no olho direito. Os olhos que o fitavam de volta, apáticos, eram como ele se lembrava, de um vermelho vivo e obsceno, e também eram a única parte visível do seu rosto coberto por uma máscara negra.

Você! — grunhiu, colocando-se em posição de ataque com a espada diante do corpo.

Algo cintilou nos olhos frios da Kunoichi de Chigakure, a mesma que o atacou na noite que antecedeu o começo de todo aquele pesadelo na vida de Sasuke. De alguma forma, aquela mulher estava conectada com tudo o que estava havendo e poderia ser a peça final para que ele entendesse como viera parar naquele mundo. Tinha de capturá-la com vida e extrair todas as informações que conseguisse dela. Mas, decidiu no momento em que o calor no seu sangue foi substituído por uma frieza familiar, não precisaria ser misericordioso com ela nem pegar leve.

— Você é Uchiha Sasuke, não é? Não parece surpreso por me ver — ela comentou, sua voz soando baixa e intimidante; era a primeira vez que Sasuke a escutava.

— Já nos encontramos. Em outro mundo — esclareceu.

A kunoichi estreitou os olhos cor de sangue.

— Imaginei que diria isso. — E partiu para cima de Sasuke em seguida, em posse de sua tantō.

Eles digladiaram, chocando as lâminas de suas armas vez após outra, movimentando-se fluidamente ainda que num espaço limitado. Cada movimento de Sasuke era preciso e gracioso, e sua velocidade era claramente superior a dela. Quase chegou a vencer a defesa dela por duas ou três vezes, mas ela reconheceu o momento em que deveria recuar e o fez com uma sucessão de piruetas, desviando dos golpes de Sasuke quando este a perseguiu com tentativas meticulosas de acertá-la com a espada.

Um imenso tigre de tinta passou num borrão por Sasuke de repente e se chocou contra a kunoichi, acertando-a em cheio e prendendo-a entre as suas mandíbulas. Correu com ela até o fim do corredor, recusando-se a soltá-la, e atravessou a parede com uma força descomunal, rompendo-a. Ambos aterrissaram lá embaixo, na grama úmida, onde a kunoichi por fim se libertou da fera de tinta ao despedaçá-la com um único golpe do braço.

Sasuke correu até a abertura criada na parede e contemplou a adversária que se recuperava do golpe, colocando-se de pé sem dificuldade. Encarava-o com a mesma intensidade, e mais: com um desejo assassino nítido. Sai se aproximou com passos largos e também olhou para a kunoichi lá embaixo, ensopada pela chuva.

— Conhece-a de algum lugar? — indagou.

— Ela me atacou na noite em que eu vim parar nesse lugar — ele respondeu inexpressivo, o olhar firme. — Sem dúvida está ligada ao Chikage e à minha vinda a esse mundo.

Um lampejo de compreensão atravessou o rosto pálido de Sai.

— Então é imprescindível que nós a capturemos com vida. E a julgar pelo fato de que ela passou por todo um esquadrão de shinobis que guardava esse prédio a pedido do Hokage-sama, eu diria que não será fácil.

Sai suspirou com pesar.

— Desculpe, Sasuke-kun, mas com essa chuva eu creio que não serei de muita ajuda para você.

— Aa, não se preocupe comigo. Acabarei com isso rápido, ao contrário da primeira vez em que a enfrentei — prometeu ao saltar do buraco na parede e pousar na grama; vinte e cinco metros o separavam da kunoichi — e de toda a verdade.

A chuva encharcou-o depressa, molhando seus cabelos e acrescendo peso às roupas que usava, colando-as ao seu corpo. O cotoco do braço esquerdo envolvido em ataduras ainda latejava. Ele teria de esquecer o incômodo e a dor, e tornar aquela luta ainda mais séria.

— Não está curioso a meu respeito? — a kunoichi o provocou. — Por que estou aqui? Qual é o meu nome?

— Conversas são desnecessárias a essa altura — retrucou, o tom sombrio. — Uma vez que eu pretendo extrair tudo o que eu quero saber da sua mente ao fim dessa luta. — Sasuke manuseou a sua espada, girando a lâmina habilidosamente para enfatizar a ameaça. — A não ser que prefira desistir dessa brincadeira e cuspir tudo o que sabe a respeito do Chikage agora e me poupar o trabalho.

Ela tornou a estreitar os olhos diante da promessa obscura de Sasuke, e então fez seu movimento, retomando a luta. Mas ao invés de recorrer ao taijutsu, como da outra vez, a kunoichi embainhou sua tantō e realizou selos de mão, liberando uma grande quantia de chakra.

— Dōton: Dosekidake!

— Você está bem mais loquaz do que me recordo — observou no momento em que quatro lanças gigantes de terra se ergueram do gramado, as pontas tão afiadas quanto aço convergindo e se fechando sobre ele.

Sasuke as evitou sem dificuldade ao saltar para cima, realizando seus selos de mão para invocar seu Chidorigatana e envolver a lâmina da sua espada com o chidori, tornando-a dez vezes mais letal e afiada. Quando a gravidade o puxou para baixo de novo, ele girou seu corpo em pleno ar a fim de pousar de ponta-cabeça bem sobre o ponto onde as lanças de terra se encontravam e destruí-las com a sua espada, despedaçando-as com uma sequência de golpes perfeitos.

Então pousou sobre o solo outra vez, os pés amortecendo a queda com a graça e a leveza de um tigre. A kunoichi o observou de modo inexpressivo em resposta. A chuva ainda os encharcava, assim como encharcava o solo sob eles.

— Minha vez? — Sasuke a provocou com uma expressão mordaz.

A kunoichi realizou mais selos de mão, e liberou uma quantidade ainda maior de chakra. Sasuke se antecipou para revidar o ataque, lançando-se contra ela numa velocidade absurda.

— Dōton: Dosenkiryuu!

Ela usou a terra sob os seus pés para transformá-la num imenso dragão de terra que se ergueu vários metros para cima, a bocarra se partindo enquanto o corpo se projetava na direção de Sasuke. Sem desviar ou diminuir a velocidade, ele correu de encontro à fera e saltou por cima da sua cabeça, usando a espada envolta em elemento raiton para fatiar o dragão do pescoço longo ao corpo esguio, destruindo-o como destruíra as lanças.

Rochas choveram dos céus, como a água que ainda caía, resquícios do dragão que a kunoichi de Chigakure criara momentos antes. Sasuke pousou de novo, incólume. Tinha encurtado a distância para meros cinco metros, e fitava-a de perto com uma aura ameaçadora emanando de todo o seu corpo.

— Acabaram os truques? — inquiriu. — Já devia saber de antemão que eu sou um usuário do elemento raiton e que, portanto, tenho a vantagem nessa luta. Então — ele disse, avançando um passo de cada vez —, qual é o propósito disso? Não está aqui para me derrotar. Sugiro que comece a cuspir a verdade antes que eu perca a paciência.

Primeiro, a kunoichi franziu o cenho, irritada com as provocações e constatações que Sasuke lhe dirigia, mas então seu rosto relaxou e ela tornou a desembainhar a tantō, empunhando-a. Sasuke se deteve.

— Isso também não vai funcionar — advertiu-a.

— É verdade que não estou aqui para te derrotar — ela admitiu ao erguer um dos braços. — Vim trazer uma mensagem do Chikage-sama para você.

Sasuke enrijeceu, trincando os dentes; o corpo inteiro retesou-se.

— Diga.

Os olhos da mulher o fitaram friamente.

— Ele me ordenou que perguntasse o que está achando desse mundo que você próprio criou. Ou melhor... destruiu — corrigiu venenosamente, encarando-o com malícia.

— Por que estou aqui? — Sasuke interpelou, impaciente.

— Porque ele deseja te fazer experimentar um pouquinho de dor. Nada disso teria acontecido se você não tivesse se tornado um obstáculo para o Chikage-sama. O país do Sangue tem contas a acertar com as outras nações e o nosso líder só está começando.

— Ele não vai longe, eu posso garantir — Sasuke prometeu.

— Quem vai impedi-lo? — ela perguntou, arqueando uma sobrancelha. — Você? Como fará isso estando preso nesse mundo? O nosso líder possui um poder inigualável. O seu dōjutsu é o único no mundo com a capacidade para superá-lo, por isso o nosso líder tomou a precaução de neutralizá-lo antes de tentar qualquer movimento contra Konoha ou contra as nações aliadas. Com você preso aqui, não há ninguém que possa detê-lo.

— Isso é o que veremos — garantiu, cerrando os dentes.

A kunoichi sorriu e, sem hesitação, passou a lâmina da sua tantō pela pele do seu braço, rompendo-a e fazendo verter sangue do ferimento, que escorreu pelo cotovelo e pingou na grama encharcada pela chuva.

— Agora que já entregou a mensagem do Chikage, vou extrair de você o que eu realmente quero.

— Vamos tentar de novo — ela concordou, os olhos frios se estreitando para Sasuke e tratando a luta de ambos como um jogo.

A Kunoichi realizou selos de mão e a quantidade de chakra que liberou daquela vez foi quase absurda.

— Dōton: Dosenkiryuu!

Sasuke se preparou para receber outro ataque enquanto o solo sob os seus pés tremia e se partia. Em vez de um dragão como da outra vez, foram pelo menos cinco dragões imensos de pedra a emergirem do solo, todos eles erguendo-se muitos metros acima de ambos e envergando seus corpos para mergulhar na direção dele.

Ele queimou chakra no olho esquerdo, numa reação rápida; uma aura violeta intensa envolveu-o e não demorou a se transformar numa figura humanoide coberta por placas de armadura, agigantando-se sobre o seu corpo e protegendo-o de qualquer ataque. Seis braços nasceram a partir do torso colossal, com punhos grandes nus ou empunhando armas como espadas e balestras.

Sob o comando de Sasuke, a figura humanoide do Susano’o esmagou a cabeça de um dragão com um punho, prensando-a contra o solo, enquanto cortou outra com a espada. Um dos braços gigantes retesou-se, esticando-se, antes que uma flecha brilhante da balestra acoplada ao membro fosse disparada e terminasse esmagando a cabeça de outra fera de rocha, acertando-a bem entre os olhos.

Sasuke saltou para cima, descendo o braço para que o gigante reproduzisse seu movimento e cortasse fora a cabeça da quarta fera, separando-a do pescoço. O dragão se desfez numa pilha de rochas e caiu sobre o gramado. A última fera veio pela retaguarda de Sasuke, abrindo a mandíbula ao máximo como se pretendesse engoli-lo por inteiro. Ele a interceptou no último segundo, balançando o braço que portava a espada gigante para fatiar a mandíbula ao meio.

Com todos os dragões fora do caminho, Sasuke voltou os olhos para a kunoichi lá embaixo. Caiu sobre ela com o peso do Susano’o fazendo o chão rachar enquanto um punho cerrado se esticava a fim de golpeá-la. Ela desviou, saltando para cima e para longe, mas Sasuke a perseguiu, determinado a encerrar aquela luta.

Num movimento que ela não conseguiu prever ou desviar, conseguiu acertá-la com um dos punhos do Susano’o, golpeando-a com força na lateral do corpo e arremessando-a para trás com o impacto. Sasuke saltou no encalço dela, praguejando quando o corpo da Kunoichi explodiu numa profusão de sangue, que se espalhou e tingiu a grama úmida sob os pés dele. Um clone de sangue?!, percebeu, surpreso.

A Kunoichi contra-atacou em seguida, a partir do flanco direito dele. Tinha as mãos posicionadas em selos e uma grande quantidade de chakra pronta para ser liberada:

— Dōton: Tobi Tsubute!

Ao posar uma das mãos no solo, inúmeras rochas se ergueram, flutuando no ar por um momento antes que fossem disparadas contra Sasuke, todas de uma vez. Elas explodiram contra o Susano’o, cada uma delas causando um impacto inimaginável na armadura da figura humanoide. Sasuke resistiu ao ataque, cerrando os dentes a fim de manter o jutsu estável e à sua volta a todo momento. Tinha reparado que os ataques dela haviam se tornado mais fortes, mas isso era bom. Quanto mais ela se esforçasse para derrubá-lo, mais rápido se cansaria.

Depois que a última rocha se fragmentou contra o Susano’o, explodindo em um milhão de lascas minúsculas, Sasuke voltou a avançar contra a oponente. Tentou atingi-la com os punhos do Susano’o de novo e, quando ela executou uma esquiva que ele já esperava, moveu um dos braços gigantescos sem que a Kunoichi previsse e fechou os dedos ao redor dela, apertando-os de modo que ela não conseguisse se mover — fosse para realizar uma técnica ou para tentar escapar.

— Já chega disso — declarou, mantendo-a sob o seu agarre; o Sharingan cintilava carmesim no seu globo ocular direito, pronto para envolvê-la no genjutsu mais forte em que conseguisse pensar.

— A-ainda não! — ela retrucou e gemeu quando os dedos do Susano’o se apertaram mais à sua volta, restringindo ainda mais os seus movimentos e só permitindo que continuasse a ser capaz de respirar.

Sasuke abaixou o braço do Susano’o para que ficassem da mesma altura. Olhou-a de um jeito frio, impassível. Os tomoes giravam no seu Sharingan, ameaçavam penetrar na mente dela a qualquer momento. Então, eles se uniram para desabrochar no Mangekyō Sharingan. Deu um passo adiante, aproximando seu rosto ao dela. A Kunoichi resistiu a princípio, tentou forçar o olhar para longe.

— Agora, me dê as respostas que eu quero — ele anunciou antes de reunir chakra no globo ocular e invadir a mente dela através do seu genjutsu

Lançou sobre a Kunoichi uma ilusão potente, que envolveu a mente da mulher por completo. Toda resistência abandonou o corpo dela quase no mesmo instante em que isso ocorreu. A face dela tombou para trás, chuva escorreu através da sua máscara, gotejando do seu queixo. O olhar tornou-se vazio, desfocado.

— Onde está o Chikage agora? — Sasuke começou pela pergunta cuja resposta mais precisava.

— No país do Ferro — ela respondeu, sem emoção, o timbre da voz estável, firme.

— O que ele está fazendo agora? — prosseguiu.

— Planejando o próximo passo do seu plano.

— Quero mais detalhes — Sasuke demandou, forçando-se sobre a mente dela com mais imponência e queimando mais chakra no Sharingan.

— Ele não os forneceu a mim.

A resposta dela o frustrou. Sasuke se recompôs e passou para a próxima pergunta do interrogatório.

— Me diga o que devo fazer para sair daqui.

— O seu doujutsu é a chave. O Sharingan é o único capaz de... — De repente, ela hesitou em fornecer a resposta, crispou o rosto e apertou os olhos; Sasuke reagiu a isso imediatamente, enviando mais chakra ao olho direito para não deixá-la escapar do seu controle.

— Continue.

— N-Não! — ela gemeu, quebrando um pouco da ilusão e lutando contra o domínio de Sasuke sobre a sua mente.

Ele sentiu o momento em que ela começou a resistir ao seu genjutsu, batalhando contra a técnica ocular. A Kunoichi retesou o corpo inteiro e atirou a cabeça para trás para bradar, quebrando o contato visual com Sasuke no processo. Ainda queimou uma quantidade absurda de chakra, liberando-a de uma vez numa explosão de poder que terminou por romper o genjutsu de Sasuke e expulsá-lo da cabeça dela, reordenando o fluxo de chakra seu no cérebro no fim.

— Merda — ele exclamou, frustrado, e levou a mão ao olho direito, cobrindo-o.

Apesar do esforço para se libertar, contudo, depois de queimar tanto chakra em tão pouco tempo e apenas para romper a técnica de Sasuke, o rosto da Kunoichi tombou para frente, inconsciente. Restou a ele praguejar. A mulher usara uma quantidade absurda de chakra apenas para se libertar do genjutsu. Talvez tivesse recebido treinamento especial para aprender a escapar de técnicas como aquela.

Sai saltou do prédio e pousou no gramado, aproximando-se com cautela ainda que a luta já houvesse terminado. Depois de examinar o rosto inconsciente da Kunoichi sondou a expressão de Sasuke como se procurasse por uma solução para aquela situação.

— Vejo que já se enfrentaram mesmo em batalha; você lutou como se conhecesse as técnicas e estilos dela — ele observou.

— Só no meu mundo — Sasuke reiterou, sucinto.

— Ela serve o Chikage e Chigakure no Sato — Sai constatou, olhando para o hitaiate dela, e para a insígnia que a decorava.

— Disse que estava aqui para me trazer uma mensagem. Rompeu o meu genjutsu antes que eu conseguisse extrair mais informações dela.

— E disse alguma coisa útil?

Sasuke se virou para Sai.

— Só me deu a localização do Chikage. Ele está no País do Ferro agora, e planejando o próximo passo de alguma coisa. Tenho que ir atrás dele e detê-lo antes que seja tarde demais.

Sai arfou, surpreso.

— No País do Ferro?! Mas é lá que...

Antes que conseguisse completar a frase, uma dúzia de Shinobis pousou no gramado à volta deles. Dentre eles, estava Kakashi, que olhou rapidamente para a destruição que a luta de Sasuke houvera causado antes de se aproximar do antigo pupilo. Então viu a Kunoichi ainda sob o domínio dele.

— Pelo visto, você já resolveu as coisas por aqui sem a minha ajuda.

Sasuke desfez o jutsu do Susano’o, soltando a Kunoichi inconsciente na grama encharcada.

— Essa mulher se infiltrou na vila para me atacar. É uma Kunoichi leal à Chigakure — murmurou ainda de mau humor. — E veio até aqui para, supostamente, me trazer uma mensagem do Chikage.

— Que mensagem? — Kakashi indagou.

— Não importa — Sasuke disse. — O que importa é que extraí a localização dele antes que ela rompesse o meu genjutsu. A julgar pela quantidade de chakra que ela usou, eu diria que ficará inconsciente por no mínimo uma semana. Faça o que quiser com ela nesse meio tempo. Eu vou atrás do Chikage.

Kakashi ergueu as sobrancelhas prateadas.

— E onde ele está agora?

Foi Sai quem respondeu, dando um passo adiante e reportando-se ao seu líder:

— No País do Ferro, segundo o Sasuke-kun. Hokage-sama, isso é...

Kakashi abaixou a cabeça e suspirou demoradamente. Alguns Shinobis que o acompanhavam se aproximaram da Kunoichi de Chigakure e a imobilizaram, carregando-a para longe dali. Não escapou a Sasuke como o humor do seu antigo sensei se tornou mais soturno depois da revelação do paradeiro do Chikage.

— O que foi, Kakashi? O que houve?

Sai respondeu de novo.

— É que, em uma semana, haverá uma nova Cúpula de Kages no País do Ferro, Sasuke-kun. As nações aliadas estão usando o país como base para traçar um plano de contenção ao Chikage e seus seguidores. Se o Chikage estiver mesmo no País do Ferro isso pode representar um problema para os Kages...

— Não é só isso. Eles podem estar em perigo — Kakashi murmurou, sombrio. — A Sakura está lá, Sasuke. Eu a enviei à frente para fazer os preparativos para a minha ida, mas talvez eu tivesse me decidido por isso já tem algum tempo.

— Se decidir pelo quê? — ele pressionou.

Kakashi não hesitou ao respondê-lo:

— Em fazer de Sakura a minha sucessora, a Nanadaime Hokage.

Sasuke não soube o que dizer ao antigo sensei, então Kakashi continuou.

— Se for como você diz, ela também estará em perigo. Não posso permitir que nada aconteça com a Sakura.

Sasuke engoliu com dificuldade; havia um nó na sua garganta.

— O que pretende fazer, Kakashi?

Kakashi o olhou com mais firmeza.

— Vou fazer o que já deveria ter feito desde que provou que posso confiar em você. Vou te enviar ao País do Ferro. Você vai levar uma mensagem minha para Sakura, que a nomeará oficialmente como a minha sucessora. E mais: quero que a proteja na Cúpula dos Kages, que acontecerá na próxima semana. Se o Chikage estiver mesmo no país do Ferro, você também terá a chance de derrotá-lo e, então, de voltar ao seu mundo.

Depois de uma pausa que durou algumas batidas de coração, Kakashi prosseguiu:

— O que me diz, Sasuke? Você aceita essa missão? Aceita se tornar o protetor da nova Hokage?

Sasuke não precisou pensar por muito tempo para responder ao apelo do seu antigo mestre.

— Eu aceito, Kakashi.

Notas finais
Primeiramente: eu nem deveria postar esse capítulo agora! XD O plano era terminar de escrever a Fanfic inteira para voltar a postar os capítulos com pequenos intervalos entre as atualizações. Mas como já faz meses que não apareço por aqui e nem todos acompanham as postagens da minha página no Facebook resolvi que postaria o capítulo 11 para demonstrar que: 1) não abandonei a Fanfic; 2) dar esclarecimentos sobre a demora nas atualizações. Para quem conhece o evento do NaNoWriMo, mês passado eu participei com Dark Dawn e consegui escrever, em 30 dias, em torno de 45.000 palavras contidas em nove capítulos. Porém, DD se tornou uma história maior do que eu inicialmente havia planejado, e os 20 e poucos capítulos que eu tinha planejado se tornaram 30 e poucos capítulos. Atualmente estou trabalhando no capítulo 20, então ainda vai levar mais um tempo pra que eu termine de escrevê-la por inteiro. Peço um pouco de paciência, afinal, eu só escrevo no meu tempo livre, e quando estou com disposição pra fazer isso. Além do mais, DD é uma Fanfic que está me dando um trabalho imenso. Eu quero desenvolvê-la da melhor forma possível e isso demanda mais tempo, infelizmente. Por fim, entrei de férias do trabalho ontem e o meu plano é tentar adiantar o máximo que eu conseguir até o final do mês. Estou deixando esse capítulo aqui como um aperitivo para o que está por vir e, mais uma vez, pedir que tenham paciência, por favor! >.<Sobre o capítulo eu só preciso adiantar que a Sakura está chegando, e ela já vai entrar quebrando tudo sim! Sasuke que se cuide! Haha Eu ainda pretendo responder todos os comentários assim que for possível. Obrigada pela leitura e até a próxima vez! o/