Notas iniciais
Hello angels!!! capitulo com nosso casal favorito!!!! espero que curtam!!!!

A casa de Pacth era linda, um estilo moderno e ao mesmo tempo com móveis antigos, tinha uma televisão presa à parede e uma estante cheia de livros, na qual logo que entrei fui ver, reparando que tinham tanto livros antigos quanto novos.

—Se quiser pegar algum para ler, fique a vontade — disse Patch. – apesar que não precisa nem falar né, você já é de casa.

—Obrigada — respondi.

Logo Luke, Daniel e Anne praticamente me empurraram para o lado e arrastaram Patch para ver seus jogos de X-box. Sentei-me no sofá e Cameron também, ao meu lado.

—Não vai ver os jogos com os outros? – perguntei irritada.

—Não. Prefiro estar com uma garota super gata, do que ficar com jogos — disse ele em tom de flerte.

—Aff, você e suas cantadas. – dei um sorriso quase imperceptível.

— Depende, deu certo? – e eu revirei os olhos.

Olhei para ele inebriada em seus olhos.

—Cam, obrigada mesmo por me salvar, mas eu não sou uma garota do tipo fácil.

—Não importa. Por você eu vou até mesmo ao inferno.

Fiquei sem palavras. Já namorei muitos garotos, mas nenhum deles, mesmo sendo um anjo caído, nunca me disse isso, nem por brincadeira.

Reparei que os meninos ligaram o X-box e apagaram as luzes. Daniel e Luke se sentaram no chão, Anne foi se sentar no colo de Patch que estava sentado na poltrona. Os quatro estavam jogando Mortal Kombat.

Cameron fez um sinal para que eu me sentasse perto dele. Queria resistir, porque acabei de dizer que eu não era fácil, mas algo dentro de mim me fez ir até ele e quando percebi, já estava, com a cabeça no seu ombro e Cameron, com um gesto protetor, me envolveu com seus braços apoiando o queixo na minha cabeça. Senti calor, uma sensação gostosa. “Por que você é tão bom comigo, quando meu irmão te maltrata tanto?” perguntei em pensamento “Por que é você quem me importa e passarei por qualquer um para poder ficar com você.”, respondeu de modo protetor, o que realmente comoveu-me, porque garotos normalmente não são assim. Ele deu um sorriso e beijou suavemente minha testa. Ficamos vendo os meninos jogaram e eu acabei dormindo em seu colo.

Cameron On

Ela dormiu nos meus braços, com seu corpo leve e despreocupada.

—Leva ela para o meu quarto para ela não acordar por causa do barulho — disse Patch – ela deve estar exausta.

—Está bem. Onde fica?

—Corredor, segunda porta à direita.

Peguei-a no colo colocando seu braço em volta do meu pescoço e dirigi-me ao quarto. Abri a porta e entrei, fechando a com o pé, coloquei-a na cama cobrindo-a com o lençol de seda preta, já previamente arrumada na cama e sentei-me ao seu lado. Fiquei observando-a dormir, reparando em sua face serena. "É como um anjo", literalmente.

Agatha On

No sonho, eu estava presa, acorrentada, no que parecia ser o inferno. Tudo ao meu redor queimava e eu sentia na pele o calor que emanava, sabendo que estava condenada já que não havia ninguém para me tirar de lá. Estava quase desmaiando quando vi uma silhueta negra vindo em minha direção e, mesmo com a visão embaçada, reparei que estava usando uma capa preta com o capuz cobrindo o seu rosto, ao que parecia ser uma mulher. Ela aproximou-se e, tirando um chicote de dentro da capa, atacou-me inúmeras vezes causando muita dor a cada golpe que marcava minha pele, agora tingida de vermelho por causa do sangue. À essa altura, eu já estava jogada no chão, não conseguia gritar, não saia palavra alguma de minha boca, sentia que minha consciência se esvaia aos poucos quando a pessoa foi puxada para trás e foi atacada. Reconheci meu herói no instante em que o vi, Cameron.

Ele atacou e cravou uma adaga no coração da pessoa, minha adaga para ser mais especifica, que havia perdido na tarde anterior. A pessoa que havia me atacado desmaiou, ou morreu, não conseguia ver direito pois minha visão estava turva. Vi Cameron correndo em minha direção, colocando-me em seus braços e, quando estava prestes a desmaiar, senti seus lábios tocando os meus num cálido beijo.

Acordei desesperada olhando tudo ao meu redor, logo reconhecendo o cômodo onde estava, era o quarto de Patch e eu estava deitada na cama com Cameron sentado ao meu lado. Ele me olhou preocupado e, por impulso, sentei na cama o abraçando que, mesmo sem entender o que estava acontecendo, retribuiu o abraço.

—O que aconteceu? Quer me contar? — disse ele sabendo que eu não o abraçaria atoa.

Ainda abraçada à ele, contei o que aconteceu em meu pesadelo, tirando a parte em que ele me beijou.

—Acho que você gostou tanto de eu ter te salvado, que está até sonhando comigo. – ele disse tentando quebrar o clima pesado que ficou.

Soltei-me de seu abraço pela sua falta de sensibilidade.

—O que foi?- ele perguntou.

—O que foi?! — disse irritada — Eu falei com você numa boa e você fica ai se achando, que insensibilidade- exclamei virando de costas para ele ainda sentada na cama.

—Ei!- disse ele de modo carinhoso, se aproximando de mim- Não sabia que isso tinha te afetado tanto, me desculpa.

—Você não viu, foi muito real, eu senti o fogo queimando minha pele, o chicote me feria, eu senti cada um dos golpes.

—Vem cá.- me abraçou por trás puxando-me para si- O que é isso?- perguntou passando a mão em meu ombro ferido, senti um choque quando ele me tocou.

—Eu levei uma flechada, quando fui pega.

—Mas isso é ferida de flecha lunar- disse ele levantando a manga da minha blusa manchada de sangue.

Olhei para ele e percebi que ele estava preocupado.

—Deixe-me fazer um curativo. – ele disse se levantando.

—Está tudo bem, não se preocupe. – não queria ficar devendo mais uma pra ele e nem dar o braço a torcer.

—Olha não sei como você sobreviveu, e eu vou cuidar de você até você estar cem por cento bem — disse ele sério.

—Cam é sério não precisa, eu vou ficar bem. – é claro que estava mentindo, estava doendo pra caramba.

—Adoro quando você me chama de Cam, parece que somos íntimos. – ele brincou.

Levantou-se e foi em direção ao banheiro, vi que ele abriu o armário e de la tirou uma maleta de medicamentos.

—Tira a blusa- sua voz detinha um tom malicioso.

—Não vou tirar a blusa na sua frente. – como disse, mesmo depois de anos ainda pareço uma adolescente.

—Ta então tira do meu lado. – ele disse em tom de piada.

—Não tem graça. – fiz cara de emburrada.

—Thá, eu não vou fazer nada além do curativo. A não ser que você queira — ele deu um sorriso malicioso.

Suspirei e tirei a camiseta e me encolhi na cama, sentando de costas para o Cameron. Ele abaixou a alça do meu sutiã e passou o dedo pela ferida para depois subir a mão até minha nuca. Senti um frio na espinha e os pelos dos meus braços se eriçaram, torci para que ele não percebesse, mas como dizia a frase “querer não é poder”.

—Parece que alguém fica mexida com o meu toque- disse ele cantarolando- Quem será?

—Me recuso a responder essa pergunta.- disse envergonhada.

—Por que? Só temos nós dois aqui, qual é o problema de declarar seu amor por mim? – ele disse se exibindo.

—Você não é um pouco convencido não? Olha a posição em que estamos, eu estou sem blusa e nós... – dei um suspiro — sei lá, é estranho estar assim com você– eu estava nervosa.

—Se esse for o problema eu tiro a camisa também.

Ao ouviu isso virei-me imediatamente, mas antes de eu responder, ele tirou a camisa preta que vestia mostrando seus músculos super definidos e, por um momento, queria me jogar em seus braços, momento esse que durou mais do que deveria.

—Uau! — fiquei o admirando. Ele me olhou.

—Você também esta de matar qualquer garoto.

Eu estava sem palavras. Primeiro por ver aquele gato, e segundo por estarmos quase nus em um quarto.

—Agora deixe-me cuidar do seu ombro.- ele disse voltando o “botão” para o modo carinhoso e protetor novamente.

Ele limpou a ferida e colocou um curativo, usou um tipo de poção, por que é claro que remédios comuns não iam funcionar.

—Isso vai deixar cicatriz- ele disse depois de terminar o que estava fazendo.

—Não tem problema. Obrigada.

—De nada. Vou cuidar de você sempre que precisar.

—Acho que é bom você colocar a camisa de volta, vai que alguém entra aqui e nos veem assim.- peguei sua blusa e joguei para ele, já colocando a minha.

—Ah... Mas você estava tão gostosa assim.- voltando ao estilo playboy pegador.

—Caramba você é muito bipolar, já te disseram isso?

—Olha só quem fala: a garota rebelde, que diz ser difícil e que longe dos outros é super sensível querendo se jogar aos meus braços.

—O que!? – arregalei os olhos, o que foi um grande erro, parece que eu perdia todos os meus poderes de arrogância e insensibilidade perto dele.

—É verdade. Você está louca para me agarrar, abraçar e beijar- ele disse isso em tom de flerte.

Aproximou-se de mim de um jeito tão sexy que, na hora, eu realmente queria agarrá-lo e beijá-lo, mas não ia admitir isso para ele. Fui me afastando até que, em um momento, ele me prensou contra a porta fazendo com que nossos corpos entrassem em contato de um modo tão provocativo que eu não conseguia resistir. Acredite, se você estivesse no meu lugar também não conseguiria.

—Olhe nos meus olhos e diz que não quer ficar comigo- ele disse com uma voz rouca e sexy.

Fiquei estática sem conseguir pronunciar uma palavra sequer, somente olhando fixamente em seus olhos.

—Sabia que não ia conseguir dizer.

Disse de modo debochado para, logo em seguida, beijar-me de forma feroz tirando meu fôlego, ao qual eu retribui abrindo meus lábios ao sentir sua língua pedir passagem para explorar os cantos da minha boca.

—Você beija muito bem. Sabia que desde quando eu te conheci queria saber como era o sabor da sua boca?- disse ele já em um tom não tão cafajeste como antes.

—Cala a boca e me beija.

Passei minha mão em volta de seu pescoço e o puxei para mim querendo cada vez mais e mais. Ele colocou a mão em minha cintura levantando-me, envolvi minhas pernas em sua cintura e minhas mãos passaram pelo seu peito nu subindo até sua nuca, acariciei seu cabelo, fechei meus olhos e permiti que os instintos me guiassem. Senti seus beijos subirem da ponta dos meus dedos, passando para os meu braço, chegando ao meu ombro, subindo pelo meu pescoço até a orelha e enfim chegando à minha boca parando nela.

Não queria parar, mas precisava pois não podia correr o risco de alguém entrar no quarto e nos verem assim. Interrompi o beijo quase sem fôlego.

—É melhor irmos- soltei-me de seus braços.

—Por que? Estava tão bom. – quase fiquei com pena, só que não. (N/A: só que sim, e quem ficou com pena fui eu de você, por que né, ele é muito gato / N/Agatha: cala boca, ele é um imbecil / N/A: to sabendo...)

—Mesmo não querendo admitir, eu confesso, foi muito bom, mas não quero dar mais um motivo para meu irmão ficar pegando no meu pé e se ele descobrir vai te matar e me matar junto.

—Ta bom, mas só se prometer que vamos passar mais momentos assim.

—Ta, tanto faz, mas agora veste sua camisa para a gente ir.

—Ok. Mas, seja sincera, você me prefere sem camisa- disse ele.

—Para de ser convencido.

Ele colocou a camisa e me conduziu em direção á porta.

—Ah... E se você contar para alguém sem a minha permissão o que aconteceu aqui, você vai ser um anjo morto.

—Ta bom... – ele disse se rendendo.

Notas finais
Eai?!?! gostaram? Odiaram? comentem o que estão achando!!!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.