Dare To Dream.
21 Capítulo 21
Antes de voltar para casa, dei um volta pelos arredores do restaurante. Chamei um taxi e estava decidida que iria voltar para Califórnia. Cheguei em casa e não encontrei minha mãe. Eu precisava falar com ela sobre o que tinha decidido e não queria esperar... Não ia demorar muito para Louis me procurar. Fiz minhas malas e fui para o banho.
Estava me trocando (http://www.polyvore.com/cgi/set?.locale=pt-br&id=57278607) quando ouvi minha mãe entrando em casa.
- Que malas são essas? – perguntou.
- Vou passar uns dias na Califórnia com o meu pai.
- Não acho que deva ir. Acho que não vai adiantar muita coisa. – falou.
- Vai ser melhor assim. Me leva até o aeroporto ou quer que chame um taxi?
Minha mãe me deixou no aeroporto e voltou para casa inconformada. Andei um pouco até achar uma passagem que sairia às 6 horas da tarde. Olhei no relógio e ainda eram 5. Dei uma volta pelo aeroporto, comi alguma coisa e fui para a sala de embarque. Estava entregando minha passagem para uma moça quando percebi que tinha uma confusão na porta da sala. Fui até lá ver o que era.
- O que está acontecendo? – perguntei para uma moça que estava do meu lado.
- Tem um menino ai e parece ele tá procurando uma moça está aqui.
Fiquei na ponta dos pés e olhei para a porta. Louis estava lá.
Tentei passar no meio das pessoas que estavam na minha frente. Sai da sala e perguntei:
- Como sabia que eu estava aqui? – perguntei.
- Encontrei com a sua mãe e ela me pediu que viesse atrás de você.
- Pra me dizer o que? Vai ser melhor eu ficar com meu pai até as coisas se acalmarem.
- Não. Não vai ser melhor. Não vou deixar você ir. – disse se aproximando.
Louis percebeu que eu não sabia o que fazer e me beijou. Eu estava bem sóbria dessa vez. Foi diferente de tudo o que eu já havia sentido antes. Senti minhas pernas tremerem e eu perdi a força. Minhas mãos se abriram e minha bolsa caiu no chão. Me afastei dele e vi que as pessoas estavam olhando. Abaixei para pegar minha bolsa, arrumei meu cabelo e me sentei em uma das cadeiras no corredor.
- Você não pode fazer essas coisas! Eu nem sei o que eu to sentindo! Não dá, eu to indo pra Califórnia.
Louis sentou do meu lado e me beijou de novo.
- Sabe o que tá sentindo agora? – perguntou sorrindo.
- Não. – disse enquanto ria.
Não dissemos nada durante alguns segundos e percebemos que era uma situação um tanto quanto engraçada.
- Vamos para casa? – perguntou.
Fiz que sim com a cabeça e fui atrás de recuperar minha mala. Ficamos alguns minutos ali e logo voltamos.
- Sabia que você ia conseguir! – minha mãe disse para Louis. – vou deixar vocês conversarem.
Sentei no sofá e fiquei olhando para ele na esperança de ouvir alguma coisa que me fizesse sorrir.
- Eu te amo. Te amo desde que nasci. – Louis falou.
Superou minhas expectativas.
- Eu sei, eu também, mas...
- Mas... nada. – Louis me interrompeu. – amanhã a gente vê o que faz.
Fomos para o quarto e ficamos ali embaixo das cobertas vendo um filme qualquer na TV até pegarmos no sono.
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