Cheguei em casa, contei sobre minha quase conversa com Harry para minha mãe e fui para a sala tentar me distrair com a televisão.

- Vou almoçar com umas amigas do trabalho quer ir junto filha?

- Não se preocupa mãe, eu almoço em algum lugar por ai...

Acabei pegando no sono ali mesmo no sofá. Acordei toda torta e com dor nas costas. Olhei no relógio e já eram 3 horas. Peguei meu celular para chamar um taxi quando vi que tinha recebido uma mensagem de Harry que dizia:

“Posso passar ai?”

Respondi:

“Estou pensando em almoçar no The Rice Bowl o que acha?”

Harry não respondeu, o clima estava estranho desde o acontecido. Eu estava faminta, mas não saí de casa. Ouvi um barulho na porta e fui correndo abrir.

- Podemos ir? – Harry perguntou.

Peguei minha bolsa, meu celular e fomos. Confesso que nunca comi tanta comida chinesa na minha vida...

- Pensei no que você me disse mais cedo.

Parei de comer por um segundo e olhei para os olhos dele.

- Você sabe como me senti então não preciso falar. Estava escrito na sua testa que você estava falando a verdade e que realmente sentia muito. Eu entendo e respeito sua história com ele. E eu também amo você.

Harry beijou minha mão e meus olhos encheram de lágrima novamente.

- Você chora mais que minha mãe. – Harry riu.

Sorri, enquanto me sentia mais leve. Ficamos conversando por um tempo, alugamos um filme e fomos para a sua casa.

- Não tem ninguém aqui... – Harry me olhou e deu aquele sorriso com quintas intenções.

- Interessante não é? – disse.

Harry me pegou no colo e me colocou nas suas costas como se eu fosse um saco de batatas. Foi andando pelo corredor e quando foi entrar no quarto virou rápido demais e é claro que eu bati a cabeça na parede.

Harry me jogou na cama e sentou no chão para rir.

- Tá tudo bem? – Harry perguntou rindo.

- Acho que sim. – respondi também rindo.

Harry pulou em cima de mim, beijou meu pescoço e começou a abrir os botões da minha camisa.

- Pensei que a gente ia ver filme... – falei.

Harry riu. Só saímos do quarto quando ouvimos barulho na sala.

- Acho que não estamos mais sozinhos... – Harry disse.

Levantei e peguei minhas roupas que estavam espalhadas pelo chão.

- Minha mãe deve estar pirando, acho que vou para casa. – disse.

Terminei de pegar minhas coisas e fui até a porta. Harry me beijou e disse que me amava.

- Eu também. Até amanhã.

Já estava escurecendo e eu fui andando para casa tendo certeza de que tinha feito a escolha certa.