Dançando Na Chuva
12 Capitulo 13~
Sai puxando Sui para me ver livre daquela coisa, não iria aguentar olhar mais um segundo sequer naquela cara que parecia hipnotizada pela beleza e voz de Sui, como ele poderia demonstrar isso...
Ok, ok... Vou dar um desconto, afinal, ele não sabe que nos estamos namorando.
Nem eu mesmo sabia, eu não acreditava... Com certeza esse foi um dos melhores dias da minha vida (Tirando que Leda tinha acabado de entrar nela, claro). Minha vontade e ficar junto a ele crescia de segundo a segundo, nunca sentira isso por alguma pessoa, tanto afeto,que não há lugar para guardá-lo.
Enfim... Não há espaço para os ciúmes aqui, por isso que estou assim, não é culpa minha, é culpa do Leda, que fica dando em cima do meu namorado, oras, isso não é coisa que uma pessoa descente faça, isso me tira do sério.
Eu não quero pensar mais nisso, afinal, só irei encontrá-lo amanhã, chega de stress por hoje, quero aproveitar cada momento com o meu Sui... Lindos e perfeitos momentos do seu lado.
-Você exagerou Miey, não poderia ter falado com Leda daquele jeito. -Sui me repreendeu de novo.
-Eu só estou cuidando do que é meu já te disse isso.
-Quer dizer que eu te pertenço então?
-Mais ou Menos isso. Disse o abraçando.-Meu Sui lindo.-Beijei a sua bochecha.
-Você é um fofo Miey. -Ele me deu um selinho.
Sorri e o soltei, e logo depois, segurei a sua mão, e assim fomos até chegar a sua casa, Sui não me deixou saltitar, ele disse que as pessoas ficariam olhando, e ele iria ficar com vergonha. E daí se ficarem olhado? Eu não vejo problema nenhum em ser feliz mais, eu não vou desobedecer Sui, ele sempre foi mais maduro que eu, e sabe lá o que ele poderia fazer comigo, assim, comecei a rir de repente.
-O que foi?No que está pensando ai, hm?-Sui disse abrindo o portão.
-Eu estava só imaginando uma coisa aqui, só isso. -Parei de rir.
Entramos e fomos subir as escadas do prédio, ele me abraçou por trás, e desse jeito chegamos ao seu apartamento. Aah, e sim, eu estava praticamente delirando.
Há essa hora, eu já tinha me esquecido de tudo, das horas, do dia, e de retornar as cinco as cinco vezes que minha mãe me ligara, bom, eu acho que já tinha crescido o bastante para minha mãe se preocupar tanto assim comigo,mas como ela deve desconfiar que eu e Sui estamos juntos, provavelmente ela deve estar tento um ataque de nervos por eu não ter chegado a casa ainda. Não sei o que ela pensa sobre nós, e assim que chegar em casa tenho que dar um jeito de contar e ela sobre esse assunto delicado.
Mas não vale a pena pensar nisso agora, deixar isso pra lá é a melhor coisa que poderia fazer, agora eu e meu Sui estamos aqui, sozinhos, desligados do mundo lá fora... Não há coisa melhor na vida que passar o dia perto da pessoa que mais ama, não é mesmo?
Fomos almoçar hamen, que por sinal estava uma delícia. Ele colocava um pouco na minha boca e eu não boca dele. Sui me surpreendeu, ele que começou a me mimar desta vez. Normalmente era eu que começava essas brincadeiras, ele tinha vergonha de mais para olhar nos meus olhos, mas o que me deixa mais feliz é que isso está mudando.
E depois que comecei a gostar dele, minhas palavras sempre sumiam quando estou com ele, não conseguia de jeito nenhum puxar assunto, sem falar que eu sempre corava quando ele me elogiava, a minha vontade é de enfiar minha cabeça em um buraco.
-Ann, Sui, agente precisava compor mais algumas músicas, não acha?-Perguntei puxando assunto.
-Tem razão Miey, eu escrevi algumas músicas, no tempo em que esteve fora, e outras alguns dias atrás, mais eu prefiro escrever ao teu lado, as músicas tem outro sentido quanto estou contigo...
-Assim você me envergonha mais ainda... –Disse acariciando seu rosto.
-Esse é o objetivo. –Ele me respondeu rindo.
-O seu objetivo é me deixar envergonhado a ponto de enfiar minha cabeça num buraco? Juro que eu não te entendo Sui...
-Você fica cada vez mais lindo assim, é incrível... –Ele disse quando estava a um centímetro do meu rosto. -Acho que não precisa reclamar agora, né? –Ele me perguntou
Eu balancei a cabeça negativamente olhando dentro dos seus olhos
E olhando para mim ele ficou por longos minutos com o rosto colado no meu, minutos que demoravam a passar quando estávamos tão perto um do outro...
-Esta me torturando Sui... Olha só meu coração. – Peguei a mão dele e pus sobre o lado esquerdo do meu peito.
Ele sorriu e mordeu meu lábio inferior, ai eu não me agüentei, o beijei logo depois, demorou até ficarmos sem fôlego algum, e ele ficava me olhando, como se eu fosse alguma obra de arte, alguma paisagem... Dava para ver nos seus olhos tanto carinho e amor. Coisa mais linda do Misery, ele nasceu para ser perfeito...
E eu o enchia de beijos o tempo todo, no rosto, no seu pescoço... Eu já havia guardado o eu amor por ele por muito tempo, e decidi que não vou ficar escondendo isso mais, chega de vergonha, chega de tristeza...
Acho que ele se assustava cada vez mais comigo... Afinal, nunca me comportei dessa maneira com ele. E a cara que ele ficava era linda e ao mesmo tempo continha um pouco de espanto, dava vontade de apertá-lo ainda mais...
-Pare com essa cara Sui... –Disse apertando suas bochechas
Ele parecia ter acordado de uma espécie de transe, após ter balançado a cabeça e esfregado os olhos. Claro mais um motivo para eu rir e apertar suas bochechas que já estavam vermelhas.
-Sui lindo... viu um fantasma de novo foi?-Escorei minha cabeça no seu ombro.
-Sui lindo?-Ele riu. –Não, não, só me assustei com o que você acabou de fazer. –Ele levantou.
-Desculpe se eu o surpreendi. –Respondi olhando para ele sentado.
Ele agachou e me beijou. Sim, dessa vez eu me espantei, jurava que ele não tinha gostado dos meus selinhos. E logicamente retribui o beijo.
Ele levantou de novo pegou os pratos e os copos e foi em direção a cozinha, me levantei também e fui me sentar no sofá da sala e fiquei o esperando.
-Vamos terminar o resto dos trabalhos e depois agente compõe alguma música se der tempo... Pode ser assim Miey?
-Do jeito que você achar melhor... –Sorri olhando para ele.
-Ok...
Ele pegou suas coisas e sentou no sofá ao meu lado. Eu não conseguia prestar atenção ou que ele dizia, ele me fascinava com sua delicadeza e educação...
Foi assim que passamos à tarde, pertos um do outro... Até escurecer, e completar dez chamadas não atendidas da minha mãe. Ela quase me matou pelo telefone quando a atendi. Eu fui obrigado a voltar para casa... Antes das férias, quando agente não conversava, ela era calma, de maneira alguma ela alterava a sua voz... Como não queria me estressar com ela também, desliguei o celular.
-Sui... Preciso ir para casa, mais não quero morrer quando chegar lá... -Disse com voz triste.
Ele riu e me abraçou. –Posso não deixar você ir?
-Pode, assim, nos morreremos juntos.-Eu ri junto a ele.
Depois de beijá-lo por mais de meia hora, decidir ir embora...
-Te vejo amanhã?
-Claro que sim Miey. Não agüento ficar um dia sem vê-lo.
-Se cuida tá? Oysumi meu Sui... Aah, se perder o sono de noite, posso te ligar?-Abri um sorriso olhando pra baixo.
-Pode sim... Com certeza essa noite eu não vou conseguir dormir mesmo... –Ele riu abrindo a porta. -Cuide-se também Miey, vou sentir sua falta aqui...
-Até amanhã. -O disse dando as costas.
Ele me segurou por trás e beijou meu pescoço, ‘’dessa vez eu não de assustei’’ disse no ouvido dele.
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