Danse pour Moi
1 Quadriplégique – Seul Chapitre
Notas iniciais
Minha primeira RinXLen, achei que nunca iria escrever :') Estou até emossionada. Tive essa idéia no meio da aula de balé enquanto fazia incontáveis Pliés e pensei "POR QUE NÃO?"
Mas não tenho muito a falar :v na verdade, eu to com sono, e até colocaria mais palavras se não estivesse...
Obs: BRÁUNI, SE TU NÃO COMENTAR NESSA FANFIC QUE EU FIZ PRIMEIRAMENTE PENSANDO EM VOCÊ VOU TE BATER MUITO ÒÓ

Uma quarta-feira acizentada. Len estava tendo muitos problemas em sua vida pessoal e ainda tinha uma obrigação a fazer naquele dia desanimado. Primeiro foi rejeitado por seu gostar de primário, Hatsune Miku. Teve que se despedir de seu melhor amigo, Shion Kaito, que iria mudar por seus pais terem passado num concurso público. Seus pais estavam brigados, o que lhe gerava alguns muitos outros problemas. Sua irmã mais velha, Lily, uma das poucas pessoas que o escutavam naquele apartamento, se mudou com o noivo Albert para a casa dele. E para finalizar, soltaram boatos de que ele era gay pela escola e estava lidando com uns vinte milhões de *bullies.
Hiyama Kiyoteru era seu vizinho à uns três anos. Sempre fez muitos favores sem cobrar absolutamente nada a sua família, e um deles foi dar aula de reforço para Len de química como professor. Sua mãe queria compensar isso. Agora o loiro teria que levar a filha do professor, Hiyama Yuki, todas as quartas e sextas ao balé que era das três e meia às quatro e meia. Poderia ser algo simples – até porque Kagane Len era uma das pessoas mais desocupadas já vistas na terra –, mas como alguém consegue sequer sair do quarto animado quando está mal?
Mas não era questão de querer. Se não levasse Yuki à sua primeira aula receberia sermões de sua mãe e não queria causar preocupações à ela. Respirou profundamente antes de bater na porta do vizinho e logo forçou um sorriso quando esta foi aberta por Inoha, a governanta da pequena. Ela já estava com a sua bolsa no ombro e pelo cabelo molhado teve certeza que tinha acabado de sair do banho. Nas quartas e nas sextas ela saia mais cedo por causa de Len, que acabava se tornando o babá de Yuki nesses dias, já que além de levá-la para o balé tinha que esperar a aula acabar e ainda cuidar dela até Kiyoteru chegar caso este se atrase, o que acontecia quase todas as vezes.
— Irei chamar a Yuki. — A ruiva deu um sorriso fechado e se afastou apressadamente da porta.
Em questão de segundos, viu um furacão rosa de tutu aparecer do corredor e voar em sua direção. Teve apenas tempo de sentir dois braços envolverem a sua cintura. Acabou por soltar um curto riso naquela situação. Estava querendo se trancar no quarto e entrar em decomposição à alguns segundos, mas a animação de Yuki o fez se sentir mais... Leve.
— Como vai, baixinha? — Se agachou para ficar do tamanho da mesma. Afagou levemente a sua cabeça para não desmanchar o coque que foi feito caprichosamente por Inoha. Yuki inflou as bochechas em frustração e cruzou os braços irritada. Não gostava de ser chamada de baixinha. — Ah, desculpa. Nanica. — Se corrigiu de forma sarcástica, vendo suas feições apenas emburrarem mais. — Anã de jardim? — Bufou em resposta. — Hidrante? Ioda? — Parou com os apelidos em relação à sua altura quando sentiu alguns socos desferidos contra o seu ombro.
— O Hiyama-sama disse que teria uma reunião hoje. — Len se levantou novamente ao ter sua atenção tomada por Inoha. — Disse que voltaria antes das seis. Eu até ficaria para não causar problemas à você e sua família, mas tenho um compromisso. — Disse sinceramente.
Len afirmou não ter nenhum problema, o que acabou a deixando mais aliviada. Os três entraram juntos no elevador e ficaram tendo uma conversa amigável com Yuki. Quando chegou no térreo foram para lados opostos. Inoha foi atrás de um táxi e Len pegou o caminho para a escola de balé da mais nova. Antes de tudo, a colocou sobre os ombros para evitar algumas reclamações futuras. Como todas as vezes que ficava com ela, o assunto sempre era a sua vida pessoal: falavam sobre como foi o dia dele, suas 'quedinhas', sua família... Como estava conversando com uma criança de seis anos, evitou falar sobre seus problemas, o que acabou gerando algumas mentiras.
— *Nii-san, pode ir mais rápido? Está mais lento que uma tartaruga! — Yuki resmungou ao perceber que Len andava devagar.
— Pra que a pressa? A sua aula começa apenas em quarenta minutos... — Franziu a testa desconfiado.
— Uma amiga minha mais velha da escola faz balé lá. Ela é tão bonita, e dança tão bem... — Podia ter certeza que os olhos de Yuki estavam brilhando.
— Então por que não a vê na escola do que me apressar pra ver ela na aula de balé?
— Porque na escola eu não consigo ver ela dançar. — Se justificou como se fosse algo óbvio. Len apenas negou com a cabeça. — Quando você a ver dançar, vai me entender!
Por fim acabou a obedecendo, apressando o seu passo. Às vezes até corria quando a sentia puxar seu cabelo por insatisfação. Poderia simplesmente tirá-la de seus ombros e forçá-la a andar para deixar de ser uma criança mimada, mas não tinha como, teria que sofrer os puxões de cabelo. Sempre que fazia algo que ela não gostava, Yuki forçava uma carinha chorona que parecia olhar no fundo da sua alma dizendo "Eu não sou fofa? Então me obedeça".
Chegaram no balé ás 15:10. Mal pisaram dentro do prédio e Yuki começou a puxar seu cabelo mais vez querendo ir ao chão, o que foi prontamente atendido. A garotinha começou a correr em sua frente como se conhecesse aquele lugar perfeitamente. Tudo que lhe restou foi segui-la. Parecia até que ela sabia de sua fraqueza com a educação física...
— Oe, Yuki, não fuja mais assim... — Enquanto estava ofegante, a pequena parecia não ter feito esforço algum.
— Shh! — Indicou com o dedo para que fizesse silêncio, logo voltando a sua atenção para a sala.
Várias alunas estavam dentro da sala. Todas usavam um collant bem mais caprichado com traçados nas costas. Umas usavam um rosa e outras um preto, não era tão variado assim. Todas continham sapatilhas de ponta e a meia era somente nos pés, não na perna toda. Ninguém conseguiu notar a presença dos dois por estarem ocupadas demais com o próprio reflexo. Balé é algo meio egocêntrico, pensou Len.
A porta estava entreaberta, então podiam ouvir a melodia instrumental que vinha de dentro da sala e principalmente os comandos.
— Apenas para finalizar, dois tempos do Grand Battement. — Sua atenção foi para a rosada que estava na frente de todas as garotas. Julgou ser a professora pelos traços bem mais maduros e o corpo visivelmente mais desenvolvido. Após dar o passo, Len quase teve um infarto ali mesmo. A professora calmamente colocou o pé na altura da cabeça com as duas mãos fixas na barra. As garotas fizeram o mesmo. — Mais uma vez! — Os dezesseis segundos que lhe causavam agonia nos tendões e no Len Junior retornaram. — Falta dez minutos, mas estão liberadas. — As alunas comemoraram em coro. — Só não se acostumem, não acontecerá da próxima vez.
Assim que a professora desligou o som, Yuki correu animadamente para dentro da sala fazendo Len prender a respiração. Ela seria repreendida e ele também, tinha certeza. Mas sua certeza estava errada. A professora apenas soltou um riso ao ver a mais nova quase derrubar uma garota num abraço.
Esta tinha cabelos loiros medianos. Não podia ter tanta certeza do tamanho por estarem presos num rabo-de-cavalo, já que tinha acabado de desfazer o coque. Sua pele era bem branca. Isso dava destaque aos olhos azuis como o céu perante uma fina garoa. Mas seus lábios também possuíam um contraste. Finos e rosados, o seu sorriso parecia o da mais bela das bonecas de porcelanas. Teve que admitir, a garota era muito bonita.
Após se recompor do susto, a loira retribuiu o abraço risonha. Conversaram por um tempo e Len nem sentiu os dez minutos passarem até a rosada pedir gentilmente para que a garota mais velha se retirasse da sala. Ele sentiu um forte rubor atingir as suas bochechas quando viu Yuki apontar para si. A loira andou saltitante em sua direção.
— Então você é a nova babá da Yu-chan? — Yu-chan? A nanica não tava mentindo quando disse que as duas eram amigas? Pensou o Kagane consigo mesmo enquanto assentiu com a cabeça. — Sou a Rin. Kagamine Rin. — Ela estendeu a mão sorridente para cumprimentá-lo.
— Kagane Len. — Apresentou-se apertando delicadamente a sua mão. Ela parecia tão frágil, tinha medo de apertar forte demais e racha-la. — Por que uma garota como você é amiga da Yuki? — Perguntou confuso.
— Uma garota como eu? — Soltou um baixo riso enquanto se sentavam nas cadeiras do lado de fora da sala. — Sou apenas uma garota qualquer, Kagane Len. — Abriu um sorriso divertido. — Mas respondendo à sua pergunta, esse mundo é muito padronizado. Yuki me chama a atenção pela infantilidade e criatividade.
— Entendo. — Soltou um baixo risinho. — Ei, por que não vai embora? — Notou que ela ainda estava sentada do seu lado e com a bolsa devidamente arrumada. — N-não que eu não esteja gostando de conversar com você, na verdade estou, mas acho que pode ter mais alguma coisa legal pra fazer. — Apressou-se a dizer ao perceber o quão grosso tinha soado.
— Tenho que esperar meu pai sair do trabalho pra me buscar. — Soltou um suspiro meio cansado. — Mas pelo menos eu posso ficar vendo ela dar os primeiros passos no balé. E conversar com você, claro.
Len abriu um sorriso bobo – que felizmente Rin não percebeu. Ela parecia ser tão legal e... Interessante, talvez. Não sabia bem o por quê, mas sentia uma vontade imensa de conhecê-la por completo. A cada palavra daquela conversa, sentia-se cada vez mais animado. Era incrível como ela o fazia esquecer dos problemas. Uma hora de aula foi rápido demais para o seu gosto, então acabaram tendo que se despedir da Kagamine que ainda teria de esperar pelo pai.
No caminho de volta para casa, Yuki não parava de fazer perguntas sobre o que eles tinham falado e o que ele tinha achado da amiga. Dessa vez pode responder sinceramente, principalmente na parte de sua opinião pessoal. A Hiyama ficou feliz em ouvir aquilo, mesmo já tendo quase a absoluta certeza de que eles se dariam bem.
[...]
As semanas foram se passando. Len ia cada vez mais motivado levar Hiyama Yuki para sua aula de balé. Começou até a sair de casa mais cedo para ver Rin dançar. Era uma das melhores alunas, e ele ousava dizer que era a melhor dançarina também! Certamente tinha bastante futuro com a arte.
Com o tempo, os dois acabaram ficando bastante próximos. O falta de Kaito já não lhe deixava tão abalado assim por ter Rin para ser sua amiga nas horas vagas. Mesmo sendo bastante diferentes, eles tinham alguns interesses iguais. Como o gosto por livros e música. Ambos adoravam música acústica, vale constar, isso sempre entrava alguma hora na conversa dos dois. Len estava tão perdido naquela garota que nem conseguiu entender o motivo de dormir e acordar pensando nela.
Só que tinha algo errado. Em uma semana que levou Yuki ao balé, Rin não estava lá. Na próxima, também não. Nem na outra, ou na outra, e nem na depois da outra e da outra. A preocupação começou a lhe tomar assim como o desânimo também. Um dos motivos de acordar disposto era somente para ver Rin. Os únicos momentos que se viam eram nas aulas de balé da Yuki. De resto, conversavam apenas por mensagens. Mas ela também não respondia às suas mensagens.
Encarava o teto com tédio e apenas desejava o sono logo. Estava quase o conseguindo até o som alto da campainha soar pelo apartamento. Soltou um suspiro e bufou em frustração, levantando-se à contragosto e indo com passos preguiçosos até a porta. Pelo olho mágico, percebeu ser os Hiyama.
— Yo, Len-kun. — Foi a primeira coisa que o professor falou quando a porta foi aberta.
— Hiyama-sensei? Algum problema? — Perguntou confuso. As visitas do moreno haviam se tornado cada vez mais raras por conta de sua profissão.
— A gente vai ver a Rin-chan! — Yuki tomou a frente do pai. — Parece que ela sofreu um acidente, por isso não pode ir pro balé... Mas agora tá bem, e já podemos visitar! — Deu um pulinho em comemoração. — E a gente veio aqui pra te levar lá também.
Len assentiu prontamente com a cabeça. Pediu para que esperassem um pouco e correu até seu quarto para colocar alguma roupa decente. Aproximou-se de sua cabeceira e começou a vasculhar por algo naquela pequena gaveta que tinha. Ao finalmente achar o que procurava, guardou nos bolsos e voltou até a porta. Como estava sozinho em casa, teve que deixar um aviso na geladeira para que sua mãe não ficasse maluca e ligasse para o FBI (Sim, ela já tinha feito isso).
Não demoraram para chegar no hospital. Perceberam como ele era grande e bem mais "caro", digamos. Lembrou-se de uma das conversas com Rin quando ela citou ser de uma família classe alta pelo pai ser médico e trabalhar em um dos hospitais mais populosos. Fazia sentido ela estar ali.
Após uma longa batalha para se localizar no edifício gigantesco, finalmente conseguiram encontrar a recepção. Tiveram mesmo muita sorte, o horário de visitas acabava em dez minutos. Com a ajuda de uma das secretarias, foram direcionados ao quarto 418. Abriram a porta lentamente e um sorriso brotou em seus lábios. Ela estava bem.
Rin estava deitada sobre a maca com metade do corpo coberta por um tecido fino e azulado. Esta abriu um singelo sorriso ao ver os três adentrarem o cômodo.
— Yu-chan! — Exclamou animada ao ver a pequena pular encima da maca e abraçá-la com força. — Senti sua falta também, pequena... — Murmurou. — Ah, Hiyama-sensei! Len-chan!
Kiyoteru se aproximou da maca e afagou a sua cabeça de forma acolhedora, sorrindo também. Mas este logo saiu do quarto dizendo que tinham pouco tempo e que eles dois eram o que estavam mais animados em vê-la. Bem, não era mentira.
— Quando você vai voltar a dançar, nee-chan?!
— Vai demorar um tempinho, Yu-chan. — Sorriu novamente.
Era falso. Len pode perceber. Não estava sorrindo verdadeiramente. Era engraçado como ela ficava feia com um sorriso forçado no rosto. Manteve-se parado na porta, apenas esperando Yuki terminar de matar a saudade.
— Vou ir falar com o papai, acabei de lembrar de uma coisa! — Saiu de cima da maca e mandou uma piscadela pra Len, logo indo para fora do quarto. Tudo bem, ela entendia as coisas bem rápido.
Foi só Yuki sair e Rin soltou um pesado suspiro. Abaixou o olhar e desfez o sorriso que já estava irritando o Kagane.
— Você está bem? — O silêncio já lhe serviu como resposta. — Rin, o que aconteceu?
— Eu estava indo pegar um táxi depois do papai ter me esquecido no balé. Eu vi um gatinho no meio da rua e um carro se aproximando, então fui tentar salvá-lo... — Os soluços começaram a tomar o lugar das palavras. Escondeu o rosto nas mãos em tentativa de que não a visse chorando.
Len sentiu seu coração pesar naquele momento. Numa tentativa de ajudá-la, a envolveu com os braços e apoiou sua cabeça na dela. Sentiu as mãos trêmulas da Kagamine agarrarem seus braços com força e o choro apenas se intensificar.
— Eu nunca mais irei dançar, Len... — Aquilo doía nos dois. — Era o meu sonho... — Escutou essas palavras escaparem de seus lábios.
Estava imóvel. Não diria um "entendo" que seria da boca pra fora, ele não era de fazer isso. Tirou uma das mãos do abraço e a colocou no bolso, retirando de lá uma pequena e amassada embalagem prateada. Tirou a outra mão para abri-la, revelando um colar com pingente de bailarina. Rin conseguiu ficar em silêncio, segurando o soluço por mais que a incomodasse. Len colocou de forma gentil o colar em seu pescoço e aproximou o rosto de seu ouvido.
— Se vai te deixar feliz, eu vou fazer você dançar novamente. É uma promessa.
Notas finais
Irei ter meu sono de beleza ~disk~ e criatuvidade agora porque essa One me cansou muito
Bejin, Tchauzin
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