Notas iniciais
Ta, ela é bem grande para uma OneShot, mas ela é muito pequena para uma fic capitulada, então vou deixar assim.
Notas: Tom pertence a Gio e o Danny pertence ao mundo das mulheres liras. >.<

Apenas em pensar em como seriam os dias monótonos do ano sem você, seria uma tortura.

A cada segundo que passasse, ficaria mais infeliz, a cada minuto que se fosse, seria como se toda a felicidade do mundo desaparecesse, e a única cura para que ela voltasse seria você, e mais ninguém no resto do universo.

Alem de possuir minha vida, você é minha vida, todos os apelidos carinhosos que você me chama, coração, bebezinho, querido amor meu, Tommy.

O jeito como você me chama, como se levanta, se senta, se deita, passa a mão na cabeça quando fica completamente confuso.

Além de seu sorriso, ah, o sorriso, o mais lindo do mundo, um sorriso para cada expressão, para quando está feliz, quando está rindo sarcasticamente de algo, para quando algo é confuso e não entende, e o que eu me apaixonei quando vi pela primeira vez, foi o sorriso que dizia que ele me amava cada segundo de sua vida. Seus olhos extremamente azuis, uma imensidão azul-clara, com traços pretos finos, quase invisíveis em meio ao seu globo ocular, as pálpebras de seus olhos se movimentando em uma fração de segundo, contraindo e abrindo, e ao abrir, seus olhos brilham como duas pérolas azuis polidas recentemente, globos grandes e azuis, como o mar, a imensidão azul, que penetra em você como um raio de luz, fazendo com que esfregue seus próprios olhos para que possa sair de um transe completamente estonteante.

As feições de seu corpo, desde seus braços até seu calcanhar, cada músculo, cada articulação definida em traços totalmente perfeitos, definições que poucas pessoas apreciam, diria que são tolas o suficiente para passar por Danny, e deixar uma gota de saliva cair após caminhar pelo seu lado esquerdo, olhando de canto até que o mesmo volte a olhar para frente e sentir que uma gota de saliva foi derramada pela boca do homem que passara pelo seu lado.

Danny era agradável aos olhos de quem o via, suas palavras, sua voz não sai de minha cabeça, seu hálito quente, é sentido por minhas maçãs do rosto, e por meus lábios, quando se aproxima de mim.

Seus dedos longos e finos, com sardas marrons, de suas mãos até sua clavícula, sardas tomam conta de seu corpo, o deixando quase que, um pouco, bronzeado, contando o fato de que quando Danny deitava-se em sua cadeira de sol azul-escura, não conseguia pegar absolutamente nenhuma cor, nem que fosse um pouco mais escuro do que a dele, o sol refletia em suas sardas, pelo menos era o que parecia quando chegava o verão, pelo menos ele tentava se bronzear, mas nunca conseguia, suas sardas que o faziam sentir um pouco mais bronzeado do que um esquimó em pleno ártico.

Danny, à meus olhos e a meus sentimentos, não tinham absolutamente nenhum defeito, era perfeito.

O conheci de uma forma, digamos que, estranha de uma pessoa se conhecer e se apaixonar a primeira vista, o conheci em um bar, ele não aparentava estar sóbrio o suficiente para voltar de carro à sua casa, assim levei ele comigo para minha casa, sem saber quem ele era, e nem o seu nome, perguntei antes que caísse no sono, mas o menos já estava a dormir.

Uma forma simplória de se apegar a uma pessoa tão forte. Explicando melhor, após a noite juntos, ele saltou da cama o mais rápido possível, e foi ate seu carro, sem saber onde estava e nem se estava de roupas ou sem, e foi embora, sem deixar explicações e nem um recado dizendo obrigado. Nunca tinha parado para pensar que ele seria a pessoa pelo qual me apaixonei aos dezenove anos, Danny não era um garoto qualquer, ele tinha dezesseis anos e não ficava sóbrio nem um dia de sua vida, isso era estranho para sua idade, eu por outro lado já tinha dezenove, mas não que eu pudesse fazer algo tão irrelevante quanto o que ele fazia.

Hoje tenho vinte anos, fico parado exatamente cinco horas de cada dia de minha vida, em frente a uma loja de doces, cinco horas de todos os meus dias observando o vendedor da loja, sim, era Danny o vendedor da loja, mas acho que ele não tem idéia do que eu faço parado em frente a sua loja todos os dias que ela se encontra aberta.

Uma vez que outra, eu entrava na loja para comprar uma barra de chocolate, até que um dia eu notei que havia acontecido algo, de diferente, na minha vida, e na de Daniel também.

- Sim, no que posso ajudá-lo ? – Pergunta o menor atrás do balcão repleto de doces.

- Ah, por favor, eu gostaria da melhor barra de chocolate que você tiver. – Sinto minhas bochechas corarem o suficiente para que Danny percebesse.

- Claro, espera aqui, sim ? – Ele sai à procura de sua melhor barra de chocolate.

Enquanto viajo em pensamentos profundos e obscuros do dia em que o conheci, o mesmo me chacoalha para que saísse do transe.

- Aqui está, espero que goste. – O sorriso no final da frase encantaria qualquer homem que se sente atraído pelo mesmo sexo.

“ Garanto que vou gostar “ penso comigo mesmo.

- Hey, como é seu nome mesmo ? – Estendendo a mão para mim quase alcançando meu tórax, fazendo uma pergunta que me deixou paralisado.

- Ah.. É... – Me atrapalhei em meio às palavras – Tom, isso, esse é meu nome, Tom, prazer.

- Prazer Tom, eu sou Danny, nós já nos vimos antes ? – Cerra um pouco dos seus olhos como se analisasse minhas feições.

- Acho que não, eu teria me lembrado. – Um sorriso bobo paira em meus lábios.

- Ah, ok então, tenha um bom dia. – O sorriso dele foi incrivelmente lindo, o sorriso que eu mais gostei naquela noite, o que dizia que me amava cada segundo de sua vida, apesar de estar totalmente maluco em pensar que Danny, o vendedor de doces da loja da esquina, se interessaria por mim, o loiro que trabalha como empresário na empresa Globoday, a pior de todas.

Enquanto saía de dentro da loja de danny, escuto um sussurro do mesmo, mas não havia entendido muito bem, mas agora não importava mais, já havia falado com ele, agora iria para minha empresa, e trabalharia até o outro dia onde iria passar minhas cinco horas diárias em frente a sua loja de doces.

Todos os dias em minha empresa, dentro de meu escritório, no meu emprego monótono, eu penso em Daniel, todas as noites quando chegava em casa, deitava-me e enquanto não dormia, sonhava acordado.

Eu poderia, simplesmente, esquecer Daniel e nunca mais pensar em como ele era perfeito, ou como ele fazia aqueles doces deliciosos, por isso eu os comia, porque danny os fazia, se não, não haveria motivos para ficar cinco horas por dia em frente da mesma, mas eu já havia tentado, tentava todos os dias que vinha para frente da loja, mas nunca consegui, a tentativa sempre era a mesma, sair da frente da loja sem ao menos olhar para trás e nunca mais voltar a olhar para a vitrine cheia de doces e muito menos para o vendedor, e dono da loja, nunca mais olhar para o banner da loja, onde estava escrito Danny’s Candy. Aquilo sim que me deixava com água na boca, não era um simples doce, eram os doces de Daniel Alan David Jones, o melhor doceiro do mundo, pelo menos para mim.

Após passar mais um dia monótono de minha vida insuportável e lamentável, eram exatas treze horas, então me encaminhei a meu quarto para me trocar, era hora de estar em frente à loja de meu amado Daniel, o garoto que nunca consegui me esquecer, e acho que não esqueceria tão cedo, pelo menos era o que eu esperava.

Encontrei uma camiseta, que era particularmente a que eu mais apreciava, verde claro com alguns detalhes no verso da mesma, uma calça jeans e para combinar um All Star branco listrado. Me sentia melhor em trajes que não fossem fraques ou coisas do tipo, gostava mais de uma calça confortável e um tênis que não fosse totalmente preto e polido, ao encaminhar-me até a loja de Danny, tento me controlar para que não convidasse Danny para sair, isso seria um erro fatal, um erro incorrigível, um erro gravíssimo, o pior de todos os erros, quando que Danny iria querer sair comigo? A perfeição e a mula. Nunca.

Haviam sido dias complicados depois que havia conhecido Danny, não parava de pensar nele, era como se fosse uma sina que eu tinha pelo mesmo, não consegui esquecê-lo desde aquela noite, em que senti minha cama com uma pessoa a mais, quando me acordei de manhã, o seu cheiro havia ficado em meus lençóis. Não os lavei até hoje, seu cheiro continua lá, intacto, e pretendo deixá-lo até que o mesmo retorne para trocar o cheiro por um melhor ainda. Ainda não acreditava que Danny não lembrava de mim, mas é claro que não lembraria, por que lembraria de alguém como eu? Uma piada sem a menor graça, é claro que o plebeu da historia sairia perdendo e nunca acharia seu príncipe encantado, mas isso era pra princesas, mesmo eu me considerando uma, mas não rolaria comigo, comigo pelo menos não.

Ao chegar em casa depois de um dia cansativo de trabalho, eu precisava de um banho, então, tirei minhas roupas subitamente rápido, e adentrei para baixo da água quase borbulhante. Não só tomava banho, pensava, achava que tinha que ir falar com o vendedor da lojinha da esquina, não poderia ser tão difícil convencê-lo a sair comigo, ou pelo menos dar uma volta pelo parque. Pensaria nisso um pouco mais tarde, ou melhor bem mais tarde, espero que compreenda se eu disser que quero ir para minha cama e amanhã quando acordar, ir até a lojinha de doces de Danny, e perguntar se ele quer sair com o cara menos boladão da cidade. Isso é o meu programa para a terça-feira.

Raios ultravioleta, quase insuportáveis, entravam por meio as cortinas de minha janela, fazendo-me cerrar um pouco os olhos para finalmente abri-los, uma tarefa difícil para um dia tão ruim assim, por que diabos o céu clareia a cada manhã de meus dias? Eu detestava isso.

Coloco as mesmas roupas de ontem, porém mudo os tênis, desta vez uso um all star vermelho – berrante .

Ao olhar para a mesa de café, descendo as escadas, minha barriga clama por uma comida, uma migalha se quer, atendo o seu pedido esquentando um café, mas nada de comida, estava gordo demais, não podia comer tanto assim, ora três refeições por dia? Quer virar uma baleia, senhor Fletcher? Nem pensar, uma refeição só é mais do que suficiente.

Após ouvir os berros de minha chaleira anunciando que a água do café estava quente, pego a mesma e coloco numa xícara junto do pó que tanto aprecio. Tomo tudo de uma vez e sem pensar na dor que isso causaria em minha garganta, sinto meu estômago esquentar e ficar – extremamente – quente, mas agora não importava mais. Já havia tomado, não tinha mais volta.

Pego meus pertences e saio à rua, em direção a loja de doces da esquina.

E lá estava ela, bem onde eu lembrava que era, com cartazes lindos, um cheiro espetacular de chocolate entrando por minhas narinas até alcançar minha mente fazendo-me delirar com o cheiro. E também fazendo adentrar a loja, mesmo sabendo que não estava pronto ainda para falar com Danny outra vez, pelo menos não agora.

Ao abrir a porta, vejo que Danny estava sentado no balcão, com um retrato na mão esquerda, estranho, aquele porta-retrato não me era estranho, mas logo que cheguei mais perto para vê-lo melhor Danny havia dado um pulo no balcão e caído de pé bem em minha frente, propositalmente.

- No que posso ajudá-lo? Ah, Tom? — Pergunta com um sorriso no canto de seus lábios e com as bochechas um pouco vermelhas. O que era bem confuso para mim.

- Ah, eu não resisti E... Bem... Queria uma barra de chocolate. — Ao terminar sinto minhas mãos formigarem como se quisessem que as botasse na cintura de Danny.

- Ok, eu vou buscar agora mesmo. – Ele diz, se afastando, mas logo em seguida volta um pouco. – Eu não demoro, me espera, hein? — Ele pareceu com um ar de suspense, como se eu fosse sair da loja correndo.

É claro que, quando Danny voltou com a barra de chocolate, ele estava atrás do balcão, e não na minha frente, e isso era uma pena, e então com um ar de desgosto, quase notável, pego a barra das lindas e finas mãos de Danny, que por um acaso tocam as minhas e fazem com que meu corpo todo sentisse arrepios desde a espinha até as pontas de meus dedos.

- Mais alguma coisa senhor? — Pergunta inocentemente.

- Não, muito obrigado, Danny. – enquanto me viro e quase choro por ainda não ter conseguido falar com ele, o mesmo me chama abrindo um pouco de esperança em meu rosto,e em meu coração, que faz com que um sorriso pairasse em meus lábios.

- Hey, Tom! — O menor fala pulando o balcão e me deixando pasmo na mesma hora.

- O que foi? — Pergunto corando, enquanto vejo Danny fechar todas as janelas da loja, virando o lado da placa onde estava escrito “fechado” para fora. Aquilo me deixou, sem graça, e me fez sentir a pessoa mais feliz de todo o mundo.

- Não quero que vá. Vejo você todo o dia parado em frente a minha loja, escorado no poste aqui em frente, bem ali – Ele faz um sinal, apontando para o poste. – E não quero que na segunda vez que você entra nessa loja, você saia sem uma explicação, ou algo mais.

Ao ouvir isso, fiquei totalmente sem jeito de responder um simples \"Não fui eu\", mas o que eu diria para ele? Que eu havia me apaixonado por ele na primeira vez que eu o tinha visto, e se ele gostasse do sexo oposto? Não sei se agüentaria ouvir isso.

- Bem, é que... Eu... Sabe... Adoro chocolate. — Não consegui pensar em algo melhor que isso.

- Você gosta, é? — pergunta passando a língua entre os lábios, e se aproximando de mim, milímetro por milímetro.

- Gosto muito de chocolate – Respondi, me afastando e batendo em uma mesa, colocando as mãos sobre a mesma.

- E do vendedor Danny, você gosta? — Nessa hora senti sua respiração cada vez mais e mais perto de mim.

Não sabia ao certo o que estava acontecendo entre nós dois, mas que estava acontecendo algo, estava. O plebeu finalmente conseguiu achar seu príncipe, e era O príncipe que eu tinha achado, mesmo Danny sendo vendedor de uma loja de doces, eu não me importava, por que, qual é o problema, se eu me apaixonei por ele e ele é perfeito, e não existe coisa mais linda no mundo do que o amor que atravessa todas, exatamente todas, as barreiras que são entrepostas nos casais.

Na hora eu gostaria de dizer que o amava, mas isso não passou por minha cabeça.

- E como. — Acho que tinha ido longe demais.

- Então façamos assim, saímos e você me conhece melhor. — Estende a mão para mim, num balanço perfeito.

- Mas eu trabalho. — Respondo com desgosto.

- Que horas você sai do expediente? — Ele pergunta ainda com sua boca e seu nariz bem próximos aos meus.

- Três horas, mas... — Sou interrompido por seus dedos em minha boca.

- Nada de mas, hoje eu te espero no Café Lagoust\'s às três e um. — Achei que tudo acabava por ali, e quando pensava em me virar. — Isso é seu – me dá um aperto de mão suave e delicado. – E o beijo é meu. – achei que nunca conseguiria isso, mas acabo de conseguir.

Ao perceber, senti suas mãos levantarem minha blusa com facilidade e vagareza.

Minhas mãos, logo estavam em suas costas por debaixo de sua camiseta, nossas bocas estavam totalmente grudadas, sua língua procurando pela minha me fazia sentir-me a pessoa mais feliz do mundo, de ter alguém que eu realmente não conseguiria esquecer tão cedo, pela primeira vez havia conhecido alguém que eu gostasse, e tivesse um final feliz como esse, porque em todos os relacionamentos que eu tive, nenhum, nenhum valeu a pena, em todos eu lembrava do rosto de Danny, eu lembrava de suas feições, de seus gestos quando vendia doces. Aquele sim era meu sonho desde que eu tinha quinze anos.

5 meses depois

- Danny, venha tomar café logo. — Digo em alta voz, da cozinha de minha casa, com o objetivo de minha voz alcançar o segundo andar da casa.

- Já vou. – Sua voz soou um pouco fraca, penso comigo mesmo “Acho que está dentro do quarto”, e acertei, estava arrumando nossas coisas.

Após a tarde em que saímos, e à tarde que havia beijado danny, senti que aquilo era muito mais que uma simples paixão, havia uma química, uma coisa a mais nos meus sentimentos, ele era o meu Danny, eu não poderia deixar que ninguém ficasse com ele, o que o próprio Danny encontrasse sua alma gêmea, porque eu era sua alma gêmea, e vice-versa.

Naquela tarde, eu olhei para o céu enquanto andávamos até o café, e vi que Danny estava segurando alguma coisa em sua mão esquerda, pois me cutucara sem querer.

Naquela tarde, quando eu olhei para danny, não consegui diferenciar sonho de realidade.

Naquela tarde, quando vi que Danny segurava alguma coisa, percebi que conhecia aquele porta-retrato de algum lugar.

Naquela tarde, quando eu olhei para o céu e notei que Danny segurava alguma coisa, quando eu não soube diferenciar sonho de realidade, eu notei que aquele porta-retrato e a foto que continha compactada nele, era minha, quem estava na foto, era eu. Aquele quadro era meu, estava na minha cabeceira, mas não havia dado falta dele, pelo menos por um bom tempo, e Danny o havia pegado.

Isso significava muita coisa, o fato de minhas cinco horas em frente a sua loja, e em alguns minutos Danny sorrir para mim, o fato de que quando entrei naquela loja, danny perguntara meu nome, o fato de que quando entrei na loja de doces da esquina pela segunda vez em minha vida, Danny ter nos encerrado dentro da loja, e ter me roubado um beijo.

O fato de tudo isso ter acontecido, de tudo isso não ter sido um sonho, e sim a mais pura realidade, o fato de eu amar exageradamente Danny, e nunca revelar meu desejo por ele.

O fato de Danny nunca ter dito nada para mim, sobre o que sentia, e por vários outros fatos que nosso beijo não tenha ocorrido antes, deixando-me extremamente dependente de passar cinco horas de todos os meus dias em frente a sua loja.

- Hey Tom! — Danny me chama, sacudindo meu braço.

- O que foi, Danny? — respondo, com uma pergunta.

- Eu te amo. — Com um sorriso bobo e lindo ao mesmo tempo em seu rosto, ele diz da forma mais doce que se pode dizer que se ama uma pessoa.

- Eu também te amo, Daniel Alan David Jones. — Quando termino seu nome, colo nossos lábios, para que pudesse sentir novamente o doce gosto de seus lábios, e apreciar cada toque que sua língua dava na minha, e cada riso que saia em meio ao nosso beijo.

Aquele beijo havia sido o beijo pelo qual eu digo que nunca mais largaria Daniel, nunca mais deixaria de amá-lo. Que nunca mais olharia para outros, que olharia apenas para ele, e para seus olhos.

Olharia no fundo de seus olhos e diria que a cada segundo que passa eu me apaixono mais e mais por ele, e não tenho limites, para dizer o quanto eu o amo.

Gastaria todas as cinco horas vagas do meu dia em frente a sua lojinha de doces, mas não olhando por fora, estaria dentro, dessa vez estaria ao seu lado, ajudando-o com sua loja, e dizendo a cada cliente que saísse um “obrigado por vir”, e logo após que não tivesse nenhum cliente dentro da loja, abraçaria Danny, com seu avental totalmente sujo de chocolate, e diria que o amo até a morte nos separar, e o beijaria intensamente, até nossas bocas pedirem para nós pararmos, e então pararíamos, e depois de alguns minutos, estaria sentindo sua língua novamente em minha boca, junto da minha.

O garoto pelo qual me apaixonei, não era apenas um garoto. Agora era apenas o meu garoto. O meu garoto perfeito, chamado Daniel. O meu amado e querido garoto, que um dia foi um doceiro, e hoje é um doceiro, o mais feliz do mundo.

Agora, eu posso acordar e ter certeza de que quem eu quero, estará sempre ao meu lado.

Notas finais
Enfim, eu adoro escrever Flones, amo mesmo *---*
Espero que vocês tenham gostado, logo logo eu vou voltar com mais uma incrivelmente linda pra vocês.
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!