Daniel Alexander

20 Na Verdade, não é Nunca Mais


Notas iniciais
Hello! Mês do meu birthday, presente pra todos vcs! 20 Capítulos de Daniel Alexander e 20 anos de idade to me... Tô ficando velho! Aproveitem! ^-^

Manhattan, Nova York.

Frank, Reyna e Leo entravam aloprados no Empire State junto de Phobos e Deimos. Buscavam pelo informante do Primordial, no caso dele ainda não ter sumido. Foram até o setor de Recursos Humanos do lugar, para caçar informações sobre os funcionários, na esperança de descobrir quem seria o homem. Com o mandado, Reyna obrigou as funcionárias a abrirem os registros de computador e Frank ficou atrás delas verificando as caras no monitor.

— Não, não, não... — O Jovem Zhang falava a cada foto que não era a face do homem que procurava. — Espera aí! Esse aqui, o loiro!

— Sério? Um surfista do Empire State! — Leo tirou graça da situação. — Por isso eu nunca imaginava.

— Onde ele costuma ficar? — Reyna perguntou para uma das funcionárias. — Precisamos saber tudo sobre ele, agora! Cargo, funções, endereço, tudo que estiver nesse computador!

— Michael Yew... Esse cara é o nosso caminho para achar Jason! — Leo falou com alegria na voz.

— Ou pelo menos o cúmplice. — Um pensativo Zhang falou, e logo encarou os meios-irmãos. — Phobos, Deimos, vocês vão me ajudar com ele, quando a hora chegar.

— Nos ajudar, Frank, nos ajudar. — Reyna consertara a frase do asiático enquanto pegava os dados impressos do trabalhador, enquanto sentia que o ano-novo estava para chegar.

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Marie estava com o bombardear dos fogos na cabeça, depois de rodar pelos apartamentos do prédio onde morava, buscando algum vizinho sóbrio e que estivesse em casa para lhe ajudar com a filha.

Hazel estava caída no chão da cozinha. Após a primeira ronda, a mulher de Nova Orleans voltou para casa para coloca-la sobre o sofá e pegar o celular, buscando o número de Hades, para que ele pudesse de alguma forma, ajuda-la.

— Atende Hades, é sua filha, sua filha... — Marie sussurrava enquanto a chamada não era completada.

Teve de fazer outra ligação, e nessa, foi atendida por Perséfone, que logo passou para o marido. O som dos fogos complicou a ligação, porém, Hades compreendeu que Hazel não estava bem naquele momento, e que precisava de um socorro médico o mais rápido possível.

— Me dê o endereço, eu vou ligar para o hospital o mais rápido possível. Chame o médico dela também, se ele se recusar de algo, diga que uma das maiores empresas de Nova York, a Olimpo, vai reembolsar qualquer prejuízo que ele possa vir a ter por trabalhar no Ano Novo. — Hades era categórico em cada palavra. Marie obedecia as ordens, especialmente as que dependiam de não estar em contato com ele. Ligara para o Doutor de Hazel, e Asclépio aceitara a consulta, mesmo com o farfalhar e explodir dos fogos, e que em uma hora estaria no hospital indicado por Hades.

— Que o universo tenha misericórdia de mim, e de você, minha flor de obsidiana. — Marie falou beijando a mão da garota, que gemia de dor, enquanto estava desacordada.

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Nico via os fogos com a cara inchada. Era, para ele, a noite mais feliz e triste que tivera desde o Natal, onde seu escândalo ganhou as rodas de família. Nico refletia sobre as faltas de seu pai e sobre a existência de Hazel como irmã e não mais apenas uma amiga. Os fogos iriam acabar após meia-noite e meia e assim, ele poderia ir dormir, mas não sem antes desejar um feliz ano novo para o seu diário. Will Solace era o primeiro a ganhar os desejos de um ano próspero e feliz na lista de Nico. Nesse ano, o segundo seria Percy, com quem ele não estava menos irritado, mas disposto a perdoar.

— Perfeito seria se você fosse aniquilado Jason, e não ter me dado meus traumas, meus mal pensamentos, meu ódio por Percy... — Ele pensava alto enquanto digitava felicitações para o celular de Annbaeth, que essa hora deveria estar trazendo Daniel Alexander a vida. — O pior é ainda se sentir atraído por aqueles malditos olhos cor-de-mar...

Sem saber pra quem mais mandar mensagens, lembrou-se do amigo latino de Percy e de toda família, se sentindo um pouco triste por não ter se lembrando de Leo de primeira, então enviou uma mensagem para o Elfo latino do Papai Noel. Foi respondido na lata.

— Nossa, achei que ele estaria dormindo ou investigando o paradeiro de outro criminoso perigoso para a vida de Nova York... — Nico enviou mais uma mensagem. — “Estamos caçando seu primo, tudo vai acabar bem, estamos em um novo ano, Nico, e tenho certeza, que você vai esquecer tudo...” Ah, se Deus quiser, com a intercessão de Todos os Santos. O que mais que ele me escreveu...

Nico quis se esconder debaixo do travesseiro com as palavras de Leo, que pedia mais uma vez desculpas por ter achado que ele era o perseguidor de Percy. Só respondeu que depois queria conversar com ele sobre isso, em particular.

— Leo, só você pra animar meu estado nesse momento. — Nico admitiu, enquanto via Maria dormindo no cesto, embaixo da imagem de São Patrício. Logo, ele resolveu descer da cama, e ir ver como estavam as coisas pela sala.

Torcia para que seu pai tivesse ido dormir e só tivesse que encontrar sua madrasta e a mãe da mesma pelo cômodo principal do duplex em que viviam. Ao ver o sofá, encarou Deméter dormindo como um espantalho depois de anos de trabalho, aposentado de suas atividades, mas cheio de palha seca. A mulher mais velha escolhera passar de ano protestando contra o uso desvairado de agrotóxicos, o problema é que ela não tinha local público para protestar, ficando só com a família essa informação, que com certeza a falecida Piper iria gostar e apoiar.

A tevê ligada em mostrar a comemoração das pessoas na Times Square e as queimas de fogos ao redor do globo sintonizavam o olhar fixo da madrasta dos di Angelo. Perséfone tinha comes e bebes na mesa de centro. Amendoim principalmente. O champanhe estava sendo segurado pelo pescoço da garrafa, e a face exprimia tristeza.

— Nico, meu Nico. — A modelo o notara, e ele detestava que ela o chamasse assim. Não era contra Perséfone, mas acreditava dentro de si que só tolerava a mulher, pois ela não fazia muita diferença na sua vida. — Só você pra me acalentar nessa noite. Bianca e minha mãe encontraram Morfeu logo na virada de ano...

— Morfeu, o deus grego, né? O pai de um conhecido meu também se chama Morfeu, e ele também é bom em colocar as pessoas para dormir com aqueles colchões maravilhosos, os quais tem um em cada cama desta família. — Nico foi sarcástico, passando entre a tevê e os olhos da mulher de cabelos negros e aparência jovial. — Meu pai também já deve estar nos braços dele, dos dois, no caso.

— Estou aqui vendo essa tevê por causa de seu pai. — Perséfone começou a soluçar. — Ele me deixou aqui, com a mamãe e vocês, pra socorrer a outra filha, aquela que ele nunca contou pra nenhum de nós. Sabe que isso me deixou irritada com ele, eu, e ninguém de nós aqui, merecíamos isso, meu querido Nico. Um segredo desses, guardado por anos...

Nico foi fisgado pelas palavras “socorrer a outra filha”, e de pronto ele tirou a garrafa da mão de Perséfone, e segurou a madrasta pelos ombros.

— O que exatamente que ele ia fazer? Era com a Hazel? — A fala calma de Nico ganhava um pouco de adrenalina por conta da informação compartilhada pela esposa de seu pai. — O que houve Perséfone? Me diz, me diz, por favor!

— Ah, meu querido, eu queria saber também, mas eu sei que era importante pra saúde dela. Ele até mandou ela ir pro hospital mantido pela Olimpo. — Perséfone encarava a queima de fogos no Rio de Janeiro, e agora ria de alegria. — Mas fica tranquilo, vai dar tudo certo... Agora, o que eu quero, é me esquecer do ano passado, e focar nesse que começa hoje! Me passa a garrafa, que esse ano entra com festa!

Nico devolveu a garrafa, e pensou o que Bianca diria assim que ela visse o estado de Perséfone. Ele mesmo queria tomar a garrafa dela, e jogá-la fora, porém não antes de tomar uma dose para conseguir um pouco a mais de coragem para sair no pós-réveillon de Manhattan atrás do pai e da irmã. Seu recém-arranjado diretor espiritual iria dar uma bronca merecida nele assim que Nico fosse se confessar de novo, disso ele tinha certeza absoluta.

Assim, se vestiu e saiu, enquanto via Perséfone cair no sono, deixando a garrafa cair também. Ao fechar a porta, ouviu Deméter gritar para meio prédio escutar seu surto acreditando que eco-terroristas estavam ali para mata-la por seus discursos moderados em relação a vestir couro, e como isso podia ajudar na causa ambiental.

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Will estava num barzinho, e respondera Nico com uma agilidade impressionante, para logo ele ficar off-line. Pediu mais um drink, e a conta. Saiu pela porta da frente, encarando a população animada pelo ano que começava ali. Era a esperança que movia os mortais, já diria sua autora favorita, Rachel Elizabeth Dare.

O jovem universitário tinha também entrado cedo na instituição superior de ensino, e por isso, conseguia entender um bocado Nico. Ali, começaram a desenvolver um relacionamento profundo de cumplicidade, e que evoluiu para um amor, que ele ainda não se sentia cem por cento seguro em assumir.

Assim que conheceu a família dele, aos poucos, foi se enturmando com cada um que conseguia ter e manter contato. Jason foi o primeiro a chama-lo, num dia, para entender melhor a relação deles. Foi naquele dia que ele descobriu que o outro primo de Nico era psicótico e o tinha feito a maior barbaridade, enquanto ele era mais jovem.

— Aquele dia, com Jason, foi assustador. — Refletiu em voz baixa, enquanto caminhava por um beco um pouco estreito na direção do Central Park. — Mas não tanto de como quando ele mesmo me contou.

E Will se pôs a se lembrar do dia em que Nico surtou e contou tudo, com todos os detalhes que sua mente se lembrava sobre o mal que Percy Jackson fizera na sua vida. Naquele dia, fizera uma promessa para proteger Nico de todas as formas que conseguisse. Até que descobriu que deveria sentir sim medo e raiva de Jason, e não do primo de olhos verdes da cor do mar de um país tropical, afinal, era o filho do poderoso empresário Zeus, que trouxera a desgraça para a vida de Nico, e o fizera sofrer, inclusive com os últimos acontecimentos.

— Eu vou te proteger sempre Nico, custe o que custar... — Falou mais uma vez baixo, entrando por um portão não trancado no gigantesco parque da ilha de Manhattan. — Fazendo o que tiver eu de fazer, eu vou te proteger.

Adentrou o Central Park, em silêncio sentou-se, e respirando e vendo o ar que saia de sua boca, começou a chorar, pensando em Thalia e como seu amado estava sofrendo pelo estado da prima.

— Eu vou conseguir, eu tenho que ajudar Nico, eu tenho que salvar Thalia. — Ele olhou para o céu, vendo luzes na cidade que nunca dorme. — Eu vou te encontrar Jason, guarde essas palavras.

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Percy dormia no colo de Poseidon como uma criança que desejava a muito estar com seu pai novamente. O velho homem, responsável pela parte marítima da empresa da família, encarava os especiais e início de ano da madrugada, observando também a tevê ao lado, onde se noticiava que a neve voltara a cair em Nova York durante a noite de ano novo.

— Lá vem mais problemas. — Poseidon atestou para si mesmo em tom pensativo. — A Olimpo ainda vai cair na questão marítima, Zeus nunca foi capaz de enxergar isso, sempre sendo o cabeça-dura de mãos fechadas.

— Você também não é o mais esperto dos seres humanos, Poseidon. — Hades respondeu após chegar na sala de espera em que a cantina daquele hospital fora transformada. — Muitas vezes também é meio devagar para certos artifícios do mundo empresarial.

— Somos uma terra de empresários, meu caro irmão, mas não podemos todos usar as mesmas táticas. Algumas vezes, nos arriscamos com mais probabilidade de erros, do que de acertos. — Poseidon retrucou Hades.

A cara do pai de Nico era triste, mas complacente com a afirmação de que era preciso errar em coisas arriscadas. O problema é que Poseidon sempre se arriscava, e várias vezes errava em seu brancho na Olimpo. Apesar de amar e saber tudo sobre o mar e embarcações, comprava algumas vezes navios de valor sentimental grande, porém em fim de vida, e isso frustrava Zeus, que mandava seus inspetores correrem atrás de avaliações para saber o que podiam salvar dali.

— Meu sonho sempre foi adquirir vários navios e barcos importantes para a história dessa cidade, desse estado, da Costa Leste e até do país, meu caro irmão, você sabe disso, é meu desejo de criança. — Poseidon desenterrou as memórias para o irmão.

— Eu lembro, mas deveria fazer isso com seu dinheiro particular, Poseidon. Você sabe que o dono da maioria das ações e dos lucros é Zeus, e eu e você apenas braços de uma esquecida classe-média-alta, que não tem acesso as coisas que ele tem. — Hades foi duro com o irmão. — Logo, não é de bom tom, usar os negócios para abrir seu museu particular.

— Não seria particular, queria que as pessoas desenvolvessem o mesmo amor que eu tenho pelos barcos e afins. — Poseidon falou acariciando os cabelos do filho adolescente em seu colo. — Por falar nisso, o que te traz ao hospital em uma noite de comemorações? Eu vim ver meu neto.

— Parabéns por Daniel Alexander. — Hades foi gentil, enquanto Marie entrava discretamente ao fundo e se sentava num sofá, exausta com tudo. — Eu vim trazer minha filha, ela está com uma doença difícil.

— Foi por isso que Bianca voltou? Ela está doente? — Poseidon alarmou-se com a afirmação de Hades.

— Não é Bianca, é Hazel, uma das melhores amigas do seu filho. — Hades completava, deixando Poseidon em choque.

Notas finais
Ahahahas, espero que tenham gostado! Nossa história já está se encaminhando para seu fim! Preview do próximo capítulo: "Ela não acreditava que ele tinha a capacidade moral de ter tentado fazer aquilo com ela. Agradecia aos toques de celular até o momento em que ele tocou o revólver na sua face e a obrigou a andar." Bye!