Notas iniciais
Oi!! Quanto tempo... Capítulo dedicado a Mary que me deixou uma recomendação *--* Mary, sua linda ♥' Obrigada pelos reviews gatinhas! 400 já UAU! Todo mundo revolt's com a Aalyah por ela ter cedido o beijo hahaha' relaxem, está tudo sobre controle ;D
I hope YOU enjoy it...

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Para.. — Pedi tentando me afastar mas Justin passou a beijar meu pescoço. — Para Justin! — O emburrei.

–Porque? — Me puxou novamente contra seu corpo. — Podemos continuar com isso e terminamos na cama.. — Sorriu malicioso.

–Você acha mesmo que isso vai fazer eu me esquecer o que aconteceu? — Justin me olhou confuso. — Você praticamente me espancou!

–Você merec...

–Tá eu mereci! Mas precisava me fazer de saco de pancada pra descontar toda sua raiva?

Justin bufou me soltando.

–Vou ir brincar com a Jazmyn. — Murmurei e fui até a porta.

–Espera! — Segurou minha mão mas a afastei rapidamente. — O que eu faço?

–Não sei, mas desculpas não iram resolver isso.

Sai do seu quarto e respirei fundo antes de ir até o quarto onde Jazmyn estava. Meu corpo queria voltar atrás e correr até o Justin, mas minha mente parecia sussurrar: "ele te espancou, não volte!". E era isso que iria fazer.

–Jazzy! — A chamei assim que entrei no quarto e a encontrei olhando a janela.

–Você demorou! — Fez bico e cruzou os braços fingindo estar brava.

–Desculpa princesa! — Ri abafado e me sentei no chão ao seu lado. — Então, essa é a minha boneca? — Peguei a boneca que estava ao meu lado e Jazmyn negou.

–Não! Essa é a princesa Jazmyn, você fica com a princesa Ally.

Assenti e fiquei brincando com Jazmyn um bom tempo e só paramos quando Marie nos chamou da cozinha. O lado bom da Jazzy é que ela não negava comida nem que a pagassem, e isso poderia até ser parecido comigo..

Guardamos os brinquedos rapidamente e corremos até a cozinha, seguindo o cheiro de waffles e bolo que vinham de lá.

–Cheguei! Cadê os doces? — Jazmyn falou assim que entrou na cozinha e correu em direção ao balcão.

–Já estou terminando pequena! — Marie sorriu de lado.

Coloquei Jazmyn sentada em cima do balcão e fiz o mesmo. Marie iria demorar um pouco para terminar então fiquei conversando com Jazzy para ver se o tempo passava.

–Aqui estou eu! — Justin entrou na cozinha sorrindo largo. — Sei que as duas mulheres da minha vida sentiram minha falta! — Marie o olhou pelo canto do olho.

Mordi o lábio inferior reprimindo um riso e Jazmyn cruzou os braços negando.

–Eu num senti sua falta! — Justin fez bico e ficou em sua frente.

–Vai ficar brava comigo? — Jazzy assentiu fazendo cara de brava. — Ah, porque?

–Putê você fez dodói na Aalyah.

–Mas ela já tá bem..

–Veidade? — Perguntou me encarando e eu assenti.

–Se você ficar brava comigo, eu vou ficar triste. — Jazmyn descruzou os braços e os esticou para o abraçar.

Justin a abraçou forte e encheu seu rosto de beijo fazendo Jazmyn rir alto tentando se afastar. A colocou de volta no balcão e sorriu de lado pra mim enquanto ficava entre minhas pernas segurando firme em minhas coxas.

–E você? Ainda está brava comigo? — Arquei uma sobrancelha e tentei me afastar mas Justin me puxou novamente, fazendo nossas intimidades se chocarem por cima da roupa e acabei engolindo seco. — Vamos Aalyah, sei que não esta brava.

–Me solta. — Murmurei e Justin negou.

–O que tenho que fazer para você me desculpar? — Elevou seu quadril disfarçadamente para Jazmyn não perceber.

Ri debochada e saltei do balcão, fazendo nossos corpos ficarem colados.

–Seu jogo não funciona comigo. — Sorri de lado e o empurrei ficando ao lado de Jazmyn. — Então pequena, o que vai querer?

–Bolo!

Ri abafado e olhei para Justin que me encarava serio. Marie colocou o bolo sobre o balcão ao lado dos waffles e saiu da cozinha sem falar nada. Servi Jazmyn e fui até a sala me jogando no sofá.

–Aalyah... — Justin ficou em frente a TV e cruzou os braços. — Quero que saia comigo.

Comecei a gargalhar e acabei caindo do sofá enquanto Justin continuava serio.

–Ai ai! Boa piada Justin. — Respirei fundo e me sentei no chão.

–To falando serio Aalyah.

–Jura? — Arqueei as sobrancelhas e ele assentiu. — E porque quer sair comigo? Tipo, eu sou sua filha!

–To tentando fazer você esquecer o que eu fiz. — Revirei os olhos.

–Tá, isso não vai dar certo mas.. — Dei de ombros e voltei a me sentar no sofá.

Justin sorriu de lado e foi em direção as escadas.

–Esteja pronta as oito.

–Espera! — Me levantei do sofá. — Que roupa eu vou?

–Vestido..


[...]


–Aalyah, a Jazzy... Nossa! — Pattie entrou no quarto e parou de falar assim que me viu. — Vai sair? — Assenti e me sentei na cama.

–O Justin quer sair comigo..

–Um programa entre pai e filha? — Sorriu largo.

–É... Ou algo parecido. — Sussurrei e ouvir Pattie comemorar.

–Isso é ótimo Aalyah! Significa que ele está arrependido mesmo! — Sorri falsa e assenti.

Ouvi dois toques na porta e murmurei um "entra". A porta abriu e Justin entrou no quarto, sorrindo de lado.

–Borá? — Assenti e me levantei. — A senhora vai ficar aqui?

–Não, eu vou levar a Jazmyn pra casa. — Pattie sorriu largo e o abraçou.

Antes de se afastar Pattie sussurrou algo para ele, que o fez sorrir largo e assentir. Justin me abraçou de lado e fomos até a garagem, nos despedindo da Pattie.

–Escolhe um carro ai que eu vou falar com os seguranças. — Assenti.

Fiquei olhando para os carro que estavam ali e fui até a mesa no canto, pegando a chave da Ferrari 458 . Justin voltou alguns minutos depois arrumando o cabelo com as mãos.

– Ferrari 458. — Falei e joguei a chave pra ele.

–Já deveria saber... — Sorriu de lado e abriu a porta pra mim. — Você gosta de carros vermelhos.

Sorri de lado e entrei no carro. Assim que o passamos pelo portões, dois carros foram em nossa frente e mais dois atrás nos acompanhando digamos que em alta velocidade.

–Vamos em qual pizzaria? — Perguntei e o ouvir rir abafado.

–Não vamos em uma pizzaria. — O olhei confusa. — Não adianta perguntar aonde vamos porque eu não vou contar. — Bufei e cruzei os braços.

–Não é legal me deixar curiosa.

–O motivo não é esse.

–Então qual é?

–Gosto de te ver com raiva. — Revirei os olhos e fiquei olhando a pista em minha frente. — Você fica sexy quando fica com raiva, é excitante.

–Você fica tão sexy quando está com a boca fechada.

–Desculpa mas... Eu sou sexy de qualquer jeito. — Revirei os olhos.

Fomos conversando durante todo o caminho e assim que os carros dos seguranças em nossa frente pararam no encostamento da rua, Justin me olhou pelo canto do olho e parou o carro em frente a um restaurante digamos que chique. Ok, aonde está o Justin de verdade?

–Espero que goste. — Murmurou e saiu do carro.

Eu ainda estava em estado de choque. Quer dizer, as poucas vezes que saímos juntos, íamos apenas em alguma pizzaria... Não era TUDO isso!

Justin abriu a porta ao meu lado e me ajudou a descer do carro. "Cruzou" nossos braços e sorriu de lado, entrando no restaurante. Apenas três seguranças nos seguiam, mas sentaram em uma mesa um pouco afastada.

–Senhor? — Um atendente apareceu em nossa frente, segurando um bloco com uma caneta atrás da orelha.

–Uma mesa pra dois, por favor. — Justin falou calmo e a olhei surpresa.

–Certo, me sigam por favor.

Os seguimos por alguns corredores entre as mesas até chegarmos em uma mesa um pouco afastada e bem iluminada devido aos vários lustres que haviam ali. Justin agradeceu ao atendente, e afastou a cadeira para mim.

–O que aconteceu com você? — Perguntei um pouco extasiada com tudo isso.

–Como assim?

–Você tá... Estranho, sei lá! — Justin riu abafado. — Nunca te vi pedindo por favor, ou agradecendo!

–Estou tentando fazer um trabalho completo. — Colocou o braço sobre a mesa e apoiou a cabeça em sua mão. — Tenho que conseguir te conquistar.

Ri abafado e neguei.

–Não vou ter trabalho em falar com seu pai. — Sorriu de lado e acabei rindo um pouco alto chamando atenção das pessoas em nossa volta.

Parei de rir na hora e mordi o lábio inferior, colocando o cardápio na frente do meu rosto. Justin deu risada e pegou o cardápio em cima da mesa, enquanto parava de rir. O atendente voltou em nossa mesa pouco tempo depois.

–Já decidiram o que iram querer?

Assentimos e ele anotou nossos pedidos.

–Vocês fazem um casal bonito. — Comentou terminando de anotar em seu bloco.

–Não som..

–Obrigado! — Justin me interrompeu e segurou minha mão por cima da mesa. — Pretendo a pedir em namoro algum dia.

O encarei com cara de "wtf".

–Está certo senhor. Não se pode deixar escapar uma bela moça como essa. — O sorriso no rosto de Justin sumiu na hora, dando lugar a mesma expressão fria de sempre.

–Será que dá para trazer nossos pedidos logo?

O atendente assentiu e Justin trincou o maxilar.

–Ciúmes? — Perguntei sorrindo de lado.

–Não tenho ciúmes, só... Estou tentando cuidar do que é meu.

–Seu? — Arqueei uma sobrancelha.

–Sim, meu. De um jeito ou de outro você é inteiramente minha. — Entrelaçou nossos dedos e sorriu de lado. — Se não for MINHA namorada, você continua sendo minha pelo fato de ser minha filha.

Por esse lado, Justin tinha razão.

Nossos pedidos não demoraram a chegar, e o mesmo atendente veio mas Justin o encarou mortamente que até eu fiquei com medo. Comemos em silencio, apenas trocando olhares, e ouvindo a musica clássica que tocava ali, dando ao ambiente um ar mais sofisticado.

Assim que terminamos, Justin deixou algumas notas sobre a mesa e me ajudou a levantar, o que foi fácil já que continuávamos com as mãos juntas. Saímos do restaurante e fomos direto para o carro.

–Quero te mostrar um lugar. — Falou assim que ligou o carro.

–Pensei que já estava nos levando pra casa. — Sorriu de lado e negou.

–Já está cansada? — Neguei. — Ótimo, porque a nossa noite ainda vai demorar pra acabar.

Justin ligou para um dos seguranças e os dispensou, fazendo os quatro carros que nos seguiam, irem em direção diferentes. Desta vez, fomos em uma velocidade amena, seguindo em uma rua um pouco deserta e pouco iluminada. Depois de mais alguns minutos, finalmente o carro parou e Justin desceu do carro abrindo a porta para mim fazer o mesmo.

Fui andando em sua frente até a cerca que nos impedia de continuar, e senti Justin me abraçar por trás. As únicas luzes que iluminavam ali, eram a da cidade em nossa frente junto com a lua.

–Justin, isso é..

–Lindo não é? — Falou próximo ao meu ouvido e acabei me arrepiando o fazendo rir fraco. — Gosto de vir aqui quando quero ficar sozinho.

–Você não está sozinho agora. — Virei meu rosto, tentando olhar em seus olhos.

–E agradeço por isso. — Murmurou e me virou, deixando suas mãos apertarem minha cintura de leve.

Parte de seu rosto eu não conseguia enxergar devido a falta de luz, mas não me importava com isso. Apenas o fato de estar ali, com ele, já me deixava... Sem chão, desolada pelo fato de estar se apaixonando pelo meu próprio pai.

–Me desculpa. — Assenti fraco. — Me desculpa por ter... Te espancado, eu tentei descontar toda minha raiva em você e isso foi.. Errado.

–Justin.. — Comecei mas ele me interrompeu.

–O que fazemos é completamente errado, consideramos por muitos uma completa loucura por sermos pai e filha mas.. — Negou e respirou fundo. — Eu não sei, não consigo parar com isso! Pra mim, você é uma mulher ou menina qualquer, diferente das outras pelo fato de ser minha.

Justin parou de falar e parecia me observar apenas esperando alguma reação de minha parte, mas apenas fiquei em silencio sem saber o que dizer. Passei minha mão por sua bochecha e o ouvi respirar fundo.

Ficamos alguns minutos assim, apenas aproveitando o silencio e nossos corpos próximos um do outro e aos poucos nossos rostos foram se aproximando, fazendo nossos lábios roçarem um no outro.

–Apenas minha. — Sussurrou antes de selar nossos lábios.

Passei meus braços em volta do seu pescoço, e cedi passagem assim que sua língua pediu passagem. Uma de suas mãos soltou minha cintura e foi rastejando pelo meu corpo até chegar em meu rosto e o segurar, talvez tentando impedir que eu fugisse. Mas, infelizmente, o ar nos fez falta e tivemos que encerrar o beijo, mas deixamos nossas testas coladas até recuperarmos o ar.

Continuamos em silencio, apenas ouvindo nossas respirações. E então, o mundo real nos chamou.

O celular de Justin começou a tocar, o fazer soltar um grunhido e o tirar do bolso sem soltar minha cintura.

–To ocupado. — Beijou a ponta do meu nariz e acabei sorrindo fraco.

[...]

–Agora?

[...]

–Tá, já chego ai. — Desligou o celular e me beijou novamente. — Era o Ryan. — Falou assim que se afastou.

–Algo importante?

–Tenho que arrumar as papeladas pro carregamento de amanhã. — Assenti fraco. — Se importa?

–Não! Tá... Tudo bem!

Justin riu abafado e entrelaçou nossos dedos, indo até o carro. Fomos até nossa casa em silencio e assim que chegamos já conseguíamos ver o carro do Ryan em frente a porta. Justin deixou o carro na garagem, e saímos do mesmo, indo até a sala abraçados.

–Pelo jeito voltaram a se entender. — Ryan sorriu de lado e um frio percorreu minha espinha. — Espero que seja como pai e filha!

–Claro que sim! Não é, filha? — Justin sorriu debochado e eu assenti sorrindo fraco.

–Claro pai!

–Legal! Então Justin, sobre as papeladas...

–Já vou resolver isso. Aalyah, podemos conversar depois? — Assenti e Justin beijou minha testa.

Me afastei dele e fui até o meu quarto. Tomei um banho rápido e coloquei meu pijama, me jogando na cama logo em seguida. Ainda não conseguia acreditar no que havia acontecido hoje, parecia um sonho!

E só espero não acordar tão cedo.


Notas finais
Poise, deixando um pouca da "raiva" de lado, vamos para algo um pouco mais... Calmo. Não por muito tempo né ;P Até o próximo...
Xoxo.