Dangerously Close
32 Sorry
Notas iniciais
I hope YOU enjoy it...
-O que você vai querer? — Aparecida perguntou depois de uma breve comemoração do resultado.
-Hãn... — Bufei e sentei no balcão. — Sei lá!
-Gosto de fazer sei lá... — Falou com sacarmos me fazendo rir.
-Bom dia! — Justin entrou na cozinha sorrindo largo, e na mesma hora parei de rir. — O que tem pro café?
-A Aalyah quer uma porção de sei lá.. — Aparecida tentou fazer graça mas não deu muito certo. Não a culpo por isso, ela não sabe o que estamos passando.
-O que vem nessa porção, Aalyah? — Justin perguntou enquanto se aproximava.
Apenas neguei e levantei do balcão, indo até a geladeira e pegando uma caixa de suco. Não queria apenas dar um gelo nele, queria o ver se ajoelhar em minha frente se realmente estiver arrependido do que fez, mas até agora parece que o Justin está pensando que tudo vai voltar a ser como era como se nada tivesse acontecido.
-Então, cadê a Marie? — Perguntei depois de tomar um grande gole do suco.
-Ela está limpando a sala de jogos. — Aparecida respondeu sem dar muita atenção.
Sentei novamente no balcão, um pouco distante de Justin e fiquei "balançando" meus pés enquanto observava Aparecida fazer algo no fogão.
-Podemos sair hoje, o que acha? — Justin perguntou um pouco empolgado mas o ignorei.
-Aparecida, eu vou esperar no meu quarto ok?
Desci do balcão e antes que pudesse sair da cozinha, Justin segurou em meu braço e me puxou contra seu corpo.
-Não me ignora... — Sussurrou serio.
-Porque? Vai me espancar de novo? — Soltei meu braço bruscamente e me afastei.
Justin tentou falar algo mas sai da cozinha antes disso, indo direto para meu quarto. Esse era mais um de seus defeitos, quando fazia algo de errado sempre agia como se nada tivesse acontecido.
Fiquei jogando vídeo game sentada no chão do meu quarto mesmo, e só parei quando ouvi a porta ser aberta e fechada bruscamente e Justin vir em minha direção rapidamente.
-O que você quer que eu faça? — Perguntou rápido assim que ficou em minha frente.
-Como assim? — Levantei do chão um pouco confusa.
-O que eu faço pra você me perdoar? — Ri debochada negando. — Porra Aalyah, qual é a sua? Eu to tentando ser legal com você, e tudo que eu recebo é uma risada debochada? O que você quer que eu faça? Peça desculpas? — Mordi o lábio inferior e passei a encarar o chão. — Então me desculpa caramba, me desculpa por ter te espancado, me desculpa por ter sido um idiota, me desculpa por ter agido daquela forma! Eu não posso fazer nada para voltar atrás e concertar a merda que eu fiz!
-Tá... Eu.. — Respirei fundo. — Eu te desculpo.
-Sério? — Perguntou sorrindo de lado.
-Sim mas, isso não quer dizer que vamos voltar a agir como antes. — Sentei novamente no chão e voltei a jogar. — Eu te perdoei, mas não esqueci o que fez... Perdi a confiança em você.
Justin ficou em silencio por alguns minutos, e depois sentou ao meu lado parecendo um pouco fracassado.
-Quer jogar? — Perguntei dando pausa no jogo.
-Tenho coisas mais importantes para fazer. — Murmurou se levantando do chão e indo até a porta.
-Tá, então... Se ver o Steven por ai, você pode o chamar? — Justin parou de andar e suas mãos fecharam em punhos, ainda de costas pra mim.
Assentiu depois de alguns minutos assim e saiu do quarto. Não era pra o deixar com ciúmes ou algo parecido só queria jogar com alguém, odeio ficar em silencio naquele quarto sozinha.
[...]
-Para, assim não vale! — Falei assim que Steven me empurrou para o lado, tentando me atrapalhar no jogo. — Steven, para!
-O que eu to fazendo, alem de ganhar é claro!
Grunhi com raiva e desliguei o vídeo game.
-Não da pra jogar contigo! Você é muito chato, idiota, sem noç.... — Steven me calou com um beijo.
Certo, eu me assustei com sua rapidez no inicio, mas correspondi depois. Passei meus braços em volta de seu pescoço e suas mãos saíram do meus rosto, passando por meu braço e foram até minha cintura segurando firmemente, aprofundando o beijo e dando leves apertões em minha cintura.
-AALYAH! — Me separei rapidamente de Steven e olhei na direção da porta.
Justin nos encarava com uma raiva enorme, e parecia que iria matar Steven. Acho que estamos encrencados.
-O-oi Justin.. — Sorri falsa e Justin grunhiu de raiva.
-No meu escritório. — Falou entre dentes. — Agora!
Assenti rapidamente, e o segui até o escritório. Pensei que iria levar alguma bronca, mas era apenas uma reunião com os meninos. Assim que Justin passou pela porta, ele a fechou com força e praticamente marchou até sua poltrona.
-Eae Aalyah! — Ryan me cumprimentou, seguido dos outros garotos.
Cumprimentei todos com um aceno de mão e me joguei no sofá vazio, agarrando uma almofada e olhando atentamente para todos.
-Certo, eu só queria saber quando vai ser nosso próximo assalto. — Chris falou e todos assentiram.
-Poderíamos assaltar o novo banco que abriu no sul. — Dennis sugeriu.
-Mas.. Acha que tem, bastante coisa lá? — Perguntei um pouco confusa.
-O banco é de confiança, essa é sua terceira sede só aqui!
Assenti começando a me animar com a ideia do assalto. O clima ali não estava muito bom, Justin se continuava calado e não demonstrava entusiasmo nenhum, mantinha seu olhar fixo em mim e poderia jurar que suas mãos continuavam fechadas. Era nessas horas que eu agradecia por todos estarem ali.
-O que acha Justin? — Chaz perguntou, afinal era ele que decidia as coisas por ali.
Justin respirou fundo e finalmente olhou para os garotos.
-Não vamos fazer nenhum assalto, tenho que resolver algumas coisas por aqui. — Murmurou e me olhou de canto.
-Então... — Comecei mas ele me interrompeu.
-Vou apenas cuidar dos carregamentos.
Os garotos assentiram, mesmo achando estranho. Fazíamos assalto praticamente a cada dois meses dependendo do que acontecia depois disso, poucas vezes o Justin preferia cuidar apenas dos carregamentos. Na verdade isso só acontecia quando ele queria ir atrás de alguém que desviava ou deixava de pagar.
Ficamos mais alguns minutos ali conversando enquanto Justin se permanecia calado, e logo depois todos foram embora me deixando sozinha ali com ele. Levantei do sofá para sair dali, mas Justin me chamou.
-Quero que cuide dos carregamentos hoje.
-Mas você disse que...
-Eu disse pra você cuidar dos carregamentos hoje. — Me interrompeu e levantou da poltrona. — Quero que vá comigo até o galpão, e me ajude.
Analisei minha roupa, e Justin negou sorrindo de lado. Eu estava de pijama, uma camiseta solta e um calção um pouco curto e justo, mas pelo jeito teria que ir assim mesmo.
-Posso trocar de roupa? — Perguntei enquanto o segui pra fora do escritório.
-Não, temos tempo.
Bufei e fiquei ao seu lado, indo até a garagem. Havia dois carros novos ali, e por incrível que pareça ainda tinha um grande espaço sobrando.
-Desta vez eu escolho, e sei que você vai gostar.. — Falava enquanto ia até a mesa no canto e procurava a chave no meio de outros papeis e algumas ferramenta. — Vamos com o McLaren.
Mordi o lábio inferior e entrei no carro assim que Justin destravou o alarme. Ele não parecia estar com raiva ou algo do tipo pelo que viu no quarto, mas sei que estava fazendo tudo isso só para me deixar longe de Steven.
-Acho melhor me deixar trocar de roupa. — Murmurei enquanto colocava o cinto e Justin me olhou com uma sobrancelha arqueada.
-Porque deveria?
Arqueei as sobrancelhas e fiquei em silencio. Isso não vai dar certo, alguém vai sair morto nisso tudo, tenho quase certeza disso.
[...]
Desci do carro assim que Justin o parou próximo ao galpão, e o segui até um caminhão parado ali perto. Aquele era apenas o primeiro de vários outros que continham o "melhor pó do Canadá" como Justin falava, os outros chegariam um pouco mais tarde para não levantar muitas suspeitas.
-Tudo certo? — Perguntou para um cara que contava tudo atentamente.
-A quantidade é a combinada. — Murmurou mantendo seus olhos em meu corpo.
Virei o rosto fingindo não ver, e senti Justin me puxar bruscamente para dentro do galpão, que estava mais movimentado do que o normal.
-Sr. Justin. — Outro cara se aproximou da gente e o cumprimentou um pouco receoso, mas mesmo assim seus olhos ficavam fixos em mim. — Querem falar com o senhor.
Justin assentiu e foi até uma sala, me levando junto já que segurava em meu pulso. Ali não havia nada de mais, uma mesa ao centro com varias cadeiras em volta e alguns quadros para enfeitar as paredes. Dois caras estavam sentado ali, e assim que nos viram passando pela porta, ergueram a cabeça e tentaram mostrar que eram superior. Tentaram...
-Não tenho tempo, então vão direto ao assunto. — Justin falou rude e sentou na cadeira de frente para os dois, e eu fiquei em pé ao seu lado.
-Queremos tratar de negócios. — Um deles falou mantendo seus olhos em mim e Justin apenas cruzou os braços. — Sei que faz trafico de armas...
-Qual quer, e quanto. — Justin o interrompeu.
Isso estava me deixando com agonia, odiava ser o "centro das atenções".
-AK 47, conhece? — O moreno falo e Justin apenas riu debochado.
-Me diz a quantidade e combinamos o valor outro dia.
-Certo mas... Podemos combinar o valor por essa vadia ao seu lado! — O loiro falou fazendo Justin prender a respiração e estufar o peito.
-O que você disse?
-Qual é, vai dizer que não venderia essa gostosa por um bom preço. — O moreno sorriu de lado e me lançou um olhar malicioso.
Justin levantou da cadeira rapidamente e tirou sua arma da cintura, a destravou e acertou dois tiros certeiros no peito do cara. Vivendo desde pequena com isso, mortes, torturas, e alguns gritos e choros, tudo isso se tornava normal pra mim mas não quando EU causava isso.
O loiro ficou estático no lugar e não teve nem tempo de pensar, Justin acertou um tiro bem no meio de sua testa.
-Justin...
-Vamos embora. — Me interrompeu e segurou em meu braço.
Assim que saímos daquela sala, um caminhão parou próximo a porta e um homem abriu a porta de trás revelando varias caixas com armamento militar. Minha boca se abriu em um "O" perfeito.
Soltei meu braço de Justin e corri até lá, tirando uma das armas de dentro.
-Aalyah, volta aqui! — Justin vinha em minha direção rapidamente.
-Caraca, é uma HK-417? — Perguntei sem prestar atenção no que acontecia ao meu redor.
-É, agora vamos embora!
-Isso é armamento militar! Como conseguiu? — Fiquei olhando para cada detalhe daquela arma e juro que podia ouvir alguns risos atrás de mim.
Se tem outra coisa que eu gosto no meio disso tudo além de carros são as armas.
-Tenho algumas pessoas infiltradas no exercito alemão, agora vamos. — Justin tentou segurar em meu braço mas me afastei rapidamente.
-Essa arma deve ter uns..
-Quatro quilos, agora chega! — Segurou em meu braço e começou a me levar pra fora do galpão.
Parecia que todos que estavam ali, haviam parado para observar a cena. Claro, eu praticamente nunca venho aqui e agora estou saindo com uma arma e de roupa curta.
-Voltem a fazer seus serviços, bando de inútil! — Justin praticamente gritou e andou mais rapidamente até o carro.
Abriu a porta pra mim, me empurrou e deu a volta no carro o ligando e saiu cantando pneus dali. Agora sim poderia se dizer que ele estava com raiva.
Dei de ombros e continuei olhando pra arma em minha mãe, verifiquei se tinha alguma munição mas estava totalmente vazia.
-Tem alguma munição? — Perguntei esperançosa e Justin deu um soco no volante.
-Bando de filho da puta, deveria ter arrancado os olhos daqueles inúteis!
-Aceitaria apenas um não... — Murmurei e abaixei a cabeça ouvindo Justin grunhir de raiva.
-Quem eles pensam que é pra falar assim de você? Ninguém tem esse direito. Ninguém! — Continuava falando sozinho, e seus rosto começava a adquirir a cor vermelha devido a raiva. — E aqueles dois merdas? Deveria ter feitos eles comerem formiga!
Mordi o lábio inferior segurando o riso, e continuei com a cabeça baixa até chegarmos em casa. Justin parou o carro bem em frente a porta, e saiu do mesmo com pressa, sem nem me esperar. Respirei fundo e sai dali, atraindo alguns olhares curiosos dos seguranças que ficaram mais atentos assim que me viram com a arma na mão. Dei de ombros e continuei meu caminho até meu quarto, deixei a arma em cima da cama e segui até meu banheiro. Precisava de um banho urgente!
[...]
Assim que sai do banheiro, fui direto para o closet e coloquei uma roupa qualquer, não tinha planos para fugir e ir para outro lugar.
A casa estava toda em silencio, e isso chegava a ser estranho normalmente sempre tinha alguma TV ligada ou alguma musica tocando, Justin odiava silencio.
Abri a porta do quarto, e consegui ouvir alguns gritos e barulho de coisas quebrando. Corri até a sala, descendo as escadas de dois em dois, e me surpreendi com a cena que presenciava.
-JUSTIN! — Gritei sem saber o que fazer.
Notas finais
Xoxo.
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