Dangerously Close
3 I'm Trying To Protect You
Notas iniciais
I hope you enjoy it..
Ontário, Canadá
1 ano depois...
Aalyah P.O.V
Um ano havia se passado. Justin começou a namorar Marie serio, com anel de compromisso e tudo essas coisas, enquanto eu.. Bom, deixei de ser a 'queridinha' do meu pai, me tornando uma completa rebelde. Justin não me dava muita atenção, e não gostava quando eu me aproximava dele. O lado bom disso? Conheci Daniel. Doce Daniel..
-Aparecida! — Gritei indo até a cozinha.
-Menina, que susto! — Colocou a mão no peito.
-Desculpa.. — Ri abafado. — O papai esta em casa?
-O Sr. Justin foi conferir um carregamento. Ira chegar tarde.
Sorri maliciosa e corri até o quarto. Se Justin não esta em casa, eu é que não vou ficar aqui. Fui até o closet pegando um vestido preto não muito curto, e uma jaqueta que ia um pouco abaixo do meu peito. Deixei a roupa em cima da cama e peguei o celular, mandando uma mensagem para Daniel.
"Balada hoje? Já estou me arrumando!"
Fui até o banheiro me despindo, e tomei um banho rápido. Logo já estava pronta. Desci as escadas e fui até a sala, encontrando Marie sentada em um dos sofás, com um pijama curto e transparente.
-Parabéns Marie! — Falei batendo palmas.
-Porque? — Perguntou confusa.
-É oficial. Você é uma vadia! — Sorri falsa.
-Sua.. — A buzina do carro de Daniel a interrompeu.
Sorri largo e peguei minha bolsa da mesa no centro da sala.
-Boa noite Marie! Espero que o papai esteja muito cansado quando chegar.
Subi as escadas correndo até meu quarto. Não poderia sair pela porta da frente, já que Justin impediu os seguranças de me deixarem sair. Fui até a sacada do quarto, e observei os seguranças na parte de baixo. Estavam de costas para a sacada, conversando. Tirei meus saltos e em poucos minutos já estava do lado de fora da casa. Coloquei meus saltos novamente e corri até o carro de Daniel.
-Demorou! — Daniel sorriu de lado.
-Desculpa, mas a Marie estava na sala..
-E você não perdeu a oportunidade!
Assenti arrumando minha jaqueta com um sorriso convencido e Daniel deu risada. Em poucos minutos já estávamos chegando na balada.
Justin P.O.V
-Ai esta minha do combinado, falta a sua..
-Vou conferir todos os caminhos antes de fechar acordo. — Falei.
Esses filha da puta acham que podem me enganar. Certo que dá ultima vez conseguiram por culpa de um miserável que trabalhava pra mim, mas desta vez seria diferente. Meu celular tocou, tirei do bolso vendo que era o Chaz.
-O que aconteceu? — Perguntei assim que atendi.
-Acho melhor você ir pra sua casa..
-Porque? — Perguntei confuso.
-Cara, a Aalyah fugiu.
-O QUE? COMO ASSIM FUGIU? — Gritei chamando atenção de quem estava por perto.
-Ela pulou a sacada do quarto e pulou o murro.. — Grunhi chutando a roda do carro. — Ela entrou em um carro com um garoto.
-Chaz, tenta rastrear ela e me liga.
Desliguei o celular, o guardando no bolso, e acabei dando um soco em um carro perto dali. Já era a segunda vez que Aalyah havia fugido de casa, e nenhum incompetente a impediu. Mas isso não iria ficar assim.
Aalyah P.O.V
Daniel e eu havíamos conseguido entrar na área VIP mas preferimos ficar na parte de baixo, apenas dançando. Mesmo não estando conversando com meu pai como antes, não iria quebrar a promessa de não beber e me drogar.
Daniel havia bebido apenas um copo de vodca pra "se soltar". Vários garotos se aproximavam de mim, mas recuavam assim que percebiam que eu era a 'filha do maior criminoso'. Depois de um tempo apenas dançando, olhei em direção a porta notando uma movimentação estranha.
Era o meu querido pai.
-Daniel, busca uma bebida pra mim? — Daniel arqueou uma sobrancelha.
-Ally, você disse que..
-Por favor? — O interrompi.
Daniel suspirou e foi em direção ao bar. Na verdade eu só não queria que meu pai o visse comigo, não sei do que Justin era capaz de fazer. Continuei dançando com algumas pessoas que estavam por ali, até segurarem em meu braço me puxando bruscamente.
-Vem comigo, agora. — Sussurrou no meu ouvido.
Sorri falsa para Justin, que começou a me puxar para fora. Olhei para Daniel que sorria de lado e pisquei para o mesmo, sendo puxada mais forte por Justin. Entrei no carro e fiquei olhando para meu celular esperando Justin começar a brigar.
-Com quem você veio até aqui? — Perguntou tentando manter a calma.
-Peguei carona com um estranho. — Dei de ombro.
-Eu sei que não era um estranho e era um garoto.
Ergui o ombro e continuei olhando para meu celular. Justin parou o carro no meio da rua e pegou o celular da minha mão, o jogando pra fora do carro.
-Presta atenção no que eu estou dizendo...
-Porque fez isso? — Perguntei o interrompendo.
-EU QUERO SABER QUEM ERA O FILHA DA PUTA QUE ESTAVA COM VOCÊ! — Gritou.
Certo, eu deveria ter medo dele, mas depois desse afastamento dele eu simplesmente perdi o medo.
-Eu já falei que era um desconhecido. — Falei com tédio.
-Eu sei que você o conhece.
-Porque você quer saber quem era? Quem deveria levar a bronca por fugir de casa sou eu!
Justin grunhiu e voltou a dirigir o carro, apertando o volante com força. Fiquei em silencio até chegarmos em casa. Sai do carro e tirei os saltos, abri a porta dando de cara com a Marie que me olhava sínica.
-Aalyah, volta já aqui! — Justin disse entre dentes.
-O que foi agora? Quer saber o nome do carro que eu fui para queimar ele? — Falei indo até as escadas.
-DA PRA PARAR COM ISSO? EU SÓ ESTOU TENTANDO TE PROTEGER!
Fui em sua direção negando.
-Me proteger? Você nem se importa comigo, só quer saber da vadia da Marie!
-Não fala assim da Marie! — Ri irônica.
-Viu só! Não posso nem falar da antiga profissão da sua namoradinha.
-Justin..
-CALA A BOCA! — Gritei a Marie interrompendo.
-Não grita comigo.
Revirei os olhos e fui em direção a escada novamente.
-Aalyah, volta aqui.
-Não quero ouvir você dizendo que se importa comigo! Você nem percebeu que eu manti a promessa de quatro anos atrás.
-Que promessa? — Marie perguntou.
Justin mordeu o lábio inferior e deu alguns passos em minha direção.
-A quatro anos atrás, eu havia prometido que não iria mais beber e nem me drogar. — Olhei para Justin arqueando uma sobrancelha. — Aposto que nem se lembrava disso não é, papai? — Ri irônica.
Fui para meu quarto, e me joguei na cama. A verdade é que eu havia feito uma promessa a mim mesma. Prometi tentar esquecer que desejava meu pai, mas parece que a cada dia que passa isso se tornava mais difícil.
Notas finais
Xoxo.
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