Dangerously Close

36 Depends On You


Notas iniciais
Oi gatinhas ;D
I hope you enjoy it...

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Flashback On


–O que você tá fazendo? — Justin perguntou assim que viu sua filha em um canto da casa, um pouco escondida.

Aalyah já tinha doze anos. Sua mãe havia morrido, era isso que ela achava, e seu pai... Bom, seu pai mudou completamente. Aquele pai carinhoso e amável, se tornou um criminoso rude e frio nem se importava com o que a filha fazia ou deixava de fazer.

–Brincando! — A pequena respondeu rápido e escondeu o que segurava em uma das mãos.

–O que você escondeu ai? — Puxou a mão da filha e se surpreendeu com o que via. Mas ao contrario do que deveria ser feito, ele sorriu de lado e se sentiu orgulhoso. — Você está se drogando?

–N-não! E-eu... Eu..

Justin riu abafado e negou. Ele deveria ter a feito parar com aquilo mas apenas a ensinou como se drogava. Aquele fui um dos seus maiores erros.

Depois daquele dia, Aalyah começou a se drogar com frequência enquanto seu pai nem sequer ligava para o que acontecia, apenas saia de casa cedo e voltava apenas a noite ao lado de uma ou duas vadias. A pequena se sentia pior em ver seu pai a ignorando daquele jeito, chegava a ficar o dia inteiro trancada no quarto apenas se drogando. Mas em um desses dias, acabou exagerando na quantidade e só então seu pai percebeu o que havia feito...

–Pai, aonde você está indo?

–Não é da sua conta, volta a brincar e me deixa em paz! — Justin disse rude e saiu de casa. Para Aalyah, aquilo havia sido como uma facada no peito.

Esperou seu pai sair com o carro, e assim que teve certeza que ele não voltaria mais, correu até o seu quarto e inalou algumas carreirinhas. Mas ela queria mais, seu corpo parecia pedir por mais.

Foi até o escritório de Justin, um pouco cambaleante, e procurou por mais droga. Achou dois pacotinhos em uma gaveta na mesa, arrumou em carreirinhas e inalou. Agora sim seu corpo parecia satisfeito, mas não contava com o que iria acontecer.

Começou a sentir tudo rodar em sua volta junto com seu estomago e sentia sua vista começar a embasar. Seu corpo caiu no chão, e seus lábios começaram a tremer enquanto uma espécie de espuma branca escorria por eles. Não conseguia gritar ou chamar por ajuda, mal sabia o porque daquilo estar acontecendo e não deveria ter ninguém em casa a não ser os inúteis dos seguranças.

AALYAH! CARALHO!– Seu pai gritou assim que entrou no escritório, correndo em direção a sua filha. — O QUE VOCÊ FEZ?

Pegou o corpo da filha no colo e correu pra fora dali, ignorando todos os olhares curiosos, e foi direto para a garagem. Pegou o primeiro carro que viu, e saiu em alta velocidade até o hospital. Tentava não pensar o pior, mas isso chegava a ser quase impossível olhando o estado da filha no banco de trás.

Parou o carro sem jeito, perto do hospital e saiu do mesmo com a pequena no colo, a procura de algum médico que o ajudasse. Jamais se imaginou passando por isso, e sentir o corpo da filha amolecendo em seu braços só o fazia se sentir pior. Culpado.

SERA QUE DÁ PRA AJUDAR AQUI CARALHO?– Gritou e alguns segundos depois varias enfermeiras apareceram e o ajudaram a colocar Aalyah em uma maca.

Tentou entrar junto naquele corredor imenso, mas alguns seguranças o impediram — depois de muito trabalho — e acabou indo para a sala de espera, atraindo os olhares de quem estava por ali. Não conseguia se importa com os olhares curiosos, estava aflito demais para isso.

JUSTIN!– Ouviu o grito de sua mãe seguido de um abraço e um olhar de desgosto vindo de Jeremy. — O que aconteceu?

–A-a Aalyah... — Respirou fundo e negou. — Encontrei a Aalyah passando mal no escritório e até agora ESSE BANDO DE INCOPETENTE NÃO ME DEU NOTICIA!

–Co-como assim ela passou mal? — Pattie começava a se desesperar. — Justin, o que aconteceu com ela?

–Ela... — Mordeu o lábio inferior e engoliu seco. Não queria contar a verdade para os dois em sua frente e acabar se sentindo pior ainda com o que eles iriam lhe dizer. — Ela se... Drogou.

SE DROGOU? VOCÊ... JUSTIN, VOCÊ...– Pattie negou respirando fundo e saiu dali, indo para fora do hospital. Justin sabia que ela estava nervosa pelo que aconteceu.

Mas o pior era ter que encarar Jeremy a sua frente e tentar não demonstrar emoção alguma com as palavras que ele iria dizer.

–Foi você, não foi? — Justin o olhou confuso e Jeremy apenas riu debochado. — Claro que foi, não consegue cuidar da própria filha depois do que aconteceu! Depois ainda tem a CORAGEM de dizer que saber cuidar dela!

–Eu não..

–Não quero saber! — Começava a aumentar o tom de voz, e agora era inevitável os olhares em cima dos dois. — Você disse que NUNCA iria deixar ela se drogar porque não queria que ela se viciasse como você, e depois que a Allison vai embora você simplesmente não se importa?

EU ME IMPORTO CARALHO! A AALYAH É TUDO PRA MIM, EU NÃO POSSO PERDER ELA!– Gritou e fechou as mãos em punhos se controlando para não partir pra cima do seu pai. – ELA É MINHA PEQUENA, É A UNICA COISA QUE EU TENHO CERTEZA QUE SERÁ MINHA PRA SEMPRE!

ENTÃO CUIDE DELA, PORQUE SE CONTINUAR ASSIM EU VOU ACABAR PEDINDO A GUARDA DELA PRA MIM!– Aquelas palavras fizeram Justin ficar estático em seu lugar e perceber o que estava fazendo. Provavelmente, se perdesse sua filha, iria ficar trancado no quarto tentando acabar com a sua vida de algum jeito, ela era a única pessoa que lhe restava, a única que conseguia lhe arrancar sorrisos bobos e a única que poderia ficar o dia inteiro com ele que não reclamava. Ela era a única pessoa da família que não havia lhe virado as costas.

Só se deu conta do tempo que ficou parado, perdido em seus pensamentos, quando um medico apareceu para dar noticias sobre a filha.

–Como ela está? — Perguntou rápido tentando não se importar com o olhar de raiva de Jeremy.

–Bom, ela teve uma overdose por ingerir muita droga e seu corpo não estava acostumado com isso. Mas ela está bem, demos morfina e sonífero para ela e o efeito das drogas já vai ter acabado quando ela acordar. — Justin respirou aliviado e o médico olhou para a folha em suas mãos. — Mas ela terá que ir para uma clinica.

–O que?

–A quantidade de drogas no corpo dela é muito grande para sua idade, ela já é uma.. Viciada se posso dizer assim, provavelmente quando acordar ira querer se drogar novamente, seu corpo pede por isso e sua mente não consegue negar ela pode ficar fora de si, caso não ache o que precisa.

Justin sentiu seu olho arder devido as lágrimas que queriam sair, e virou o rosto, passando as mãos pelo mesmo tentando as segurar enquanto parecia não acreditar que aquilo era verdade. Ele estava fracassando na sua missão de pai.

Ele havia fracassado com o pedido que havia feito para Aalyah e consigo mesmo.

–O que podemos fazer, doutor? — Jeremy perguntou vendo que o filho não teria condições para isso.

–Pois bem, eu aconselho que vocês a levem para clinica por no máximo seis meses.

–Seis meses? — Justin negou e passou a mão pelo cabelo, o puxando. — Eu não vou ficar seis meses longe da minha filha!

–Mas... Eu também posso deixar algumas enfermeiras cuidando dela em sua casa, mas o tratamento não será o mesmo e ela pode continuar se drogando.

–Aonde fica a clinica? — Jeremy falou e Justin entendeu que aquilo queria dizer que ela a levaria pra lá.

Não poderia fazer nada para mudar a ideia de Jeremy e também não tinha condições para falar algo já que sentia um nó em sua garganta. Ele estava se sentindo um gay por estar sentindo isso, mas Aalyah era tudo para ele.

–Posso ver ela? — Perguntou depois de perceber o silencio na sala.

O doutor assentiu e o levou até o quarto onde ela estava. Assim que Justin abriu a porta, sentiu todo seu mundo desmoronar ao ver Aalyah deitada naquela cama, pálida e com vários fios conectados ao seu corpo e respirando com ajuda de um aparelho. Seus lábios estavam levemente roxos, e pareciam tremer. Jamais imaginou a ver naquele estado, tão indefessa e frágil.

Se aproximou da cama, e agora já nem ligava em deixar as lágrimas rolarem por seu rosto.

–Me desculpa, pequena. — Murmurou segurando em sua mão. — Me desculpa! — Soluçou alto e sentou na poltrona ao lado da cama, colocando o rosto entre as mãos. — O que foi que eu fiz?

Aalyah acabou ficando mais dois dias no hospital, tendo que tomar vários soníferos por conta da agressividade pela falta da droga em seu corpo. Jeremy acabou obrigando Justin a passar todas as noites ao seu lado e deixar todos o compromissos de lado, mas ele não se importava com isso agora, só queria ver sua filha voltar a correr pela casa e ouvir sua voz pedindo por bonecas e brinquedos novos.

Quando saíram do hospital, Aalyah foi andando ao lado de Justin, que usava um óculos escuro para tentar esconder os olhos inchados e vermelhos, e foram de mãos dadas até o carro sendo seguido apenas pelos seguranças.

–Papai, aonde a gente vai? — Perguntou assim que o carro começou a se movimentar.

–Você já ira saber, anjo. — Respondeu com a voz falha e mordeu o lábio inferior tentando evitar as lágrimas.

–Eu quero meu Bubba! — Pediu e seu pai sorriu fraco.

Bubba era seu cachorro de pelúcia. Justin teve que comprar para a filha depois do acidente que teve com o carro, pois ela não parava de pedir um cachorro e por mais que ele fosse verde e azul, ela o tratava como se fosse de verdade.

–Ele tá em casa agora bebê, depois eu pego ele ok?

Aalyah assentiu e começou a cantarolar uma musica baixinho, tentando evitar o silencio no carro. A chuva fraca ajudava com a melodia da musica cantada, e Justin se sentia relaxado ouvindo a doce voz da sua filha.

A medida que se aproximava da clinica, sentia seu coração apertar dentro do seu peito e assim que estacionou o carro, sentiu todo seu mundo parar ao olhar pelo retrovisor e encontrar Aalyah confusa no banco de trás.

–Papai, porque parou aqui? — Olhou pra fora e ficou assustada por ver varias pessoas parecendo gritar. — Não quero ficar aqui... — Sua voz começava sair chorosa e Justin já sentia seus olhos enchendo de lágrimas novamente.

Desceu do carro um pouco rápido devido a chuva fraca que caia, e ajudou Aalyah a fazer o mesmo. Uma mulher os esperava próximo a porta do local com um guarda-chuva em mãos, e tinha um sorriso no rosto no qual deixou Justin com mais raiva ainda e a pequena mais assustada.

–Papai...

–Calma bebê! — A interrompeu e apertou sua pequena mão de leve. Consegui sentir o medo dela ficar cada vez maior conforme se aproximavam daquela mulher, e isso estava o deixando um pouco tenso.

Assim que se aproximaram da mulher, Justin não se importou em a cumprimentar ou dar atenção as palavras ditas por ela, talvez ela estivesse apenas com medo, já que ele era um criminoso, e queria apenas tentar ser amigável. Mas não havia dado certo.

Justin respirou fundo e se abaixou, ficando na altura da filha. Agora seria a pior parte: dizer que ela teria que ficar ali.

–O papai vai ter que sair.

–Eu vou junto! — Respondeu rápido e Justin negou.

–Não pequena, você tem que ficar aqui! Você está doente, eles vão cuidar de você!

–Não! Não quero papai! — Começou a chorar e passou os braços em volta do pescoço de seu pai, o abraçando forte. — Eu num to doente!

–Ally, você tem que ficar aqui! — Falava calmo, mas a pequena já soluçava alto devido ao choro. — Não chora, por favor... — Falou com a voz um pouco falha.

Afastou a filha de seu corpo e secou as lagrimas que rolavam em seu rosto delicado. Como sentiria falta dela...

–O papai volta pra ter ver amanhã, ok? — Aalyah negou rapidamente e a mulher, que estava de pé e mantinha o sorriso no rosto, a segurou junto ao seu colo, a impedindo de sair dali.

Justin mordeu o lábio inferior e murmurou um "me desculpa"antes de se levantar e começar a andar em direção ao carro, ouvindo o choro e os gritos da filha ficarem cada vez mais alto, fazendo seu coração acelerar. Sua vontade era de volta lá, a pegar no colo e dizer que tudo iria ficar bem mas... Não era bem assim.

PAPAI, NUM ME DEIXA AQUI!– Respirou fundo e entrou no carro, olhando pela janela ao seu lado.

Aalyah tentava se soltar dos braços daquela mulher, mas logo vieram dois enfermeiros e a pegaram no colo a deixando mais assustada ainda.

PAPAI, ME AJUDA! EU NUM QUERO FICAR AQUI, ME SOLTA!

Deixou suas lágrimas caírem seguido de um soluço alto ao ver Aalyah assustada daquele jeito, precisava apenas de um abraço para ter a certeza de que sua filha iria ficar bem.

Soluçou alto novamente e deixou a cabeça cair sobre o volante.

–Me desculpa pequena.. — Murmurou entre os soluços, e negou. — M-me desculpa!

Assim que não conseguiu mais ouvir os gritos de Aalyah, ligou o carro e dirigiu a caminho da casa de sua mãe. Precisava de carinho e de palavras que o confortassem, e ela não o negaria isso agora.


[...]

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SAI DAQUI ANTES QUE EU META UM TIRO NA SUA CARA, SEU IMPRESTAVEL! – Justin gritou para um dos seguranças que o seguia.

–Justin..

–Que foi porra? — Falou rude e só então percebeu que era Ryan.

–Acho melhor... Você ir buscar a Aalyah. — Falou coçando a nuca, um pouco nervoso.

–O que fizeram com a minha filha? — Justin agora estava preocupado, quer dizer, fazia apenas dois dias que havia deixado Aalyah na clinica. — Fala Ryan!

–Acho melhor você ir lá cara...

Justin grunhiu com raiva e andou rápido em direção ao carro enquanto verificava se a arma que carregava na cintura estava carregada. Iria descontar sua raiva em qualquer inútil que aparecesse na sua frente e Ryan percebeu isso, já que foi com ele até a clinica.

Justin acelerava o carro, sem se importar com sinais os com os carros em sua frente apenas tentava manter o foco na pista e apertava o volante com força. Assim que chegou perto da clinica, parou o carro de qualquer jeito ao lado de outros dois, e saiu do mesmo enquanto destravava a arma e andava rapidamente em direção a entrada, ao lado de Ryan.

–Cadê minha filha? — Perguntou rápido para um cara que estava atrás de um balcão. — CADÊ MINHA FILHA, PORRA!?

–S-senhor, calma.. — Justin grunhiu e acertou um tiro certeiro na cabeça do cara.

Ryan apenas ficava um pouco afastado, sabia que se tentasse o impedir de algo seria pior, então apenas observava tudo para ver se alguém iria tentar algo contra.

CADÊ A MINHA FILHA? – Gritou para uma enfermeira e segurou em seu cabelo, a sentido tremer. — FALA CARALHO!

–N-no quar-quarto 35! — Gaguejou com medo.

Justin acertou com a arma em sua cabeça, causando um corte na testa da mulher, e a jogou no chão começando a praticamente correr por todos aqueles corredores brancos e silenciosos, a procura do quarto falado pela mulher.

Assim que encontrou o quarto, abriu a porta rapidamente e sentiu a raiva o invadir por completo. Um enfermeiro tentava estuprar Aalyah, enquanto tampava sua boca com uma das mãos.

FILHO DA PUTA, SAI DE PERTO DA MINHA FILHA! – Correu em direção ao cara e o empurrou para longe da pequena, depois cuidaria dela.

Acertou um tiro na perna dele, ouvindo seu grito ecoar pelo local e começou a encher seu rosto de soco. Aquilo não seria suficiente para acabar com toda sua raiva, ver o sangue escorrendo pelo seu rosto não era o suficiente.

–Justin! — Ouviu a voz de Ryan na porta, e se afastou do cara enquanto limpava a boca com uma das mãos.

Olhou novamente para a cama onde estava a Aalyah, e foi como se tudo tivesse parado e só existissem os dois ali. A pequena estava chorando baixo, assustada com tudo aquilo, e fechava os olhos com força.

Justin largou a arma no chão e correu em sua direção, a puxando contra seu corpo e a abraçando forte.

–Papai.. — Soluçou alto seguidas vezes e ele apenas negou pedindo para ficar quieta.

–Ryan, leva esse merda pro galpão. — Falou antes de respirar fundo e se afastar de sua filha, observando seu corpo.

Havia algumas marcas em seus braços, e a marca de uma mão em seu pescoço enquanto o resto de seu corpo parecia conter alguns arranhões e chupões. Poderia gostar de torturar as pessoas mas aquilo não era humano!

Negou vendo Aalyah começar a tremer de frio e tirou a camiseta que usava, colocando com cuidado em sua filha. Claro que havia ficado enorme, mas não suportava ver seu corpo frágil todo machucado daquele jeito.

–Vem, vou te levar pra casa ok? — Abriu os braços e Aalyah ficou em pé na cama, enquanto passava os braços em volta de seu pescoço, enterrando sua cabeça ali. — Estou aqui anjo, não vou deixar mais ninguém te machucar!

–E-eu to com me-medo! — Justin mordeu o lábio inferior e a apertou contra seu corpo.

–Não precisa ter medo, não vou deixar mais ninguém machucar você..

Respirou fundo e saiu daquele lugar, colocou Aalyah no banco ao seu lado e entrou no carro. Durante todo o caminho foi segurando sua mão, fazendo um leve carinho na mesma enquanto Aalyah parava de chorar aos poucos.

–A-aonde estamos i-indo? — Aalyah ainda soluçava mas as lágrimas já paravam de cair, deixando Justin um pouco mais aliviado.

–Pra casa bebê, não vou te deixar longe de mim agora! — Sorriu fraco tentando passar confiança para a filha.

–Com o Bubba? — Justin riu abafado e assentiu.

–Sim, com o Bubba. Vamos dormir nos três juntos hoje. — Aalyah sorriu largo e seu pai relaxou no banco ao ver aquele sorriso novamente.

Sua vida poderia ser uma completa bagunça, sem tempo para se divertir com sua filha ou sair, mas estando ao seu lado... Se sentia completo, sentia sua criança interior aparecer novamente. Apenas ela conseguia isso, e ele não reclamava, gostava de passar o tempo com sua filha e o que havia presenciado hoje, só o fez perceber que faria de tudo para a proteger, não importava o que acontecesse.


Justin P.O.V

Acordei apenas quando senti Aalyah se mexendo na cama, inquieta. Olhei para ela, que estava sentada na cama e coçando os braços e pernas seguidas vezes. Esse era um dos efeitos pela falta da droga em seu corpo, e eu não poderia fazer nada para isso parar.

–Ei, calma.. — Cocei meu olho e sentei ao seu lado. — Isso já passa!

Aalyah negou rapidamente e passou as mãos pelo cabelo, irritada. Segurei suas mãos e a fiz olhar em meu olhos, sabia que ela devia estar estranho o modo como eu estava agindo mas eu queria a ajudar e evitar o pior.

–Para de pensar nisso.

–Mas eu.. — Neguei e a interrompi.

–Você não precisa disso, pense em como era sua vida a dois dias atrás. — Aalyah respirou fundo e abaixou a cabeça.

Soltei suas mãos e segurei em seu queixo, levantando sua cabeça e sorri de lado.

–Eu sei que eu só estrago sua vida mas nem sempre foi assim não é? — Aalyah sorriu fraco.

Fui aproximando meu rosto do seu, sem tirar minha mão de seu queixo e sabia se caso ela recuasse, eu teria que lutar um pouco mais pra isso voltar a acontecer. Mas, para minha surpresa, Aalyah fechou os olhos assim que sentiu minha respiração bater em seu rosto e não se afastou quando meus lábios tocaram os seus. Sabia que não poderia avançar e começar um beijo feroz, isso dependeria dela.

Passei minha língua entre seus lábios e Aalyah cedeu a passagem, um pouco receosa, mas logo passou os braços em volta do meu pescoço e eu levei minhas mãos até sua cintura, a puxando para mais perto. Como eu sentia falta dos seus lábios, dos seus toques...

Nos afastamos apenas quando o ar nos fez falta mas deixamos nossas testas coladas e ficamos apenas olhando um no olho do outro, ouvindo nossas respirações normalizarem.

–Fui muito rápido? — Sussurrei e ela negou.

–Só... Não sei se com isso nos voltamos. — Sussurrou também.

–Depende apenas de você. — Continuei com o mesmo tom de voz, torcendo para ela dizer que voltava comigo.



Notas finais
Tantam!! O maior capítulo da fic até agora em... Os fantasminhas deveriam aparecer agora né? Mas ok... Espero bastante reviews agora u.u' Justin tá muito fofo senhor!! Eu tive que escrever um flashback disso cara, não era pra ficar tão grande assim mas fui escrevendo, escrevendo... Dai fico assim né '-' kkkkkkkkk' Até o próximo gatinhas ♥'
Xoxo.