Dangerously Close
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Notas iniciais
I hope you enjoy it...
... Leia as notas finais ....
Acordei devido ao susto ao ouvir a porta do quarto ser fechada com força.
-Desculpa, não queria te acordar. — Aparecida falou seca, abrindo as cortinas.
Respirei fundo sentido minha cabeça rodar, começando a latejar.
-O que.. O que aconteceu? — Perguntei rouca.
-Seu tio te encontrou no escritório, desmaiada. — Aparecida se recusava a olhar pra mim, e continuava a andar pelo quarto a procura de alguma roupa suja.
-Porque não olha pra mim?
-Acreditava que você nunca mais iria voltar a fazer isso. — Negou e pegou o cesto com as roupas do chão. — Porque você voltou a se drogar Aalyah?
Engoli seco e senti uma enorme falta de algo em meu corpo. Não poderia estar me viciando, me lembro totalmente do que aconteceu da ultima vez, não quero que se repita.
Mas meu corpo parecia reagir contrario aos meus pensamentos.
Levantei rapidamente da cama e corri para o banheiro. Precisava esquecer essa vontade de me drogar.
Me despi e praticamente corri para de baixo do chuveiro, tentando evitar pensar no que eu fiz. Demorei para sair dali, enrolei a toalha em meu corpo e me olhei no espelho.
Meu rosto estava completamente pálido e meus lábios levemente roxos. Meus olhos estavam escuros com um vermelhão em volta. Eu estava péssima.
Peguei a caixa de maquiagem que estava ali do lado e tentei deixar meu olho completamente escuro. Costumava usar maquiagem escura antes, mas...
Respirei fundo e me olhei no espelho novamente. Meu corpo parecia reagir completamente ao contrario do que meu pensamento mandava. Coloquei minha roupa rapidamente e sai pra fora do banheiro.
Estava com uma camiseta e um tênis preto e uma calça cinza. Arrumei meu cabelo e fui direto para o escritório de Justin, ignorando o fato dele estar mexendo no cofre ao lado da mesa. Procurei pelas gavetas alguma pacote mas não encontrei nada, a não ser uma seringa e um elástico.
-Não faça isso. — Ouvi Justin dizer.
Fingi não ter escutado e peguei a seringa, que por incrível que pareça, ainda estava cheia de heroína. Sentei no chão e amarrei o elástico em meu braço, procurando por alguma veia.
-Vai em frente, se vicie novamente. — Deu de ombros e começou a andar em direção a porta. — Sabe o que aconteceu da ultima vez, e também... Eu desisti de você não é?
Saiu do escritório e foi nessa hora que coloquei a seringa em meu braço, sentindo uma dor incômoda no começo mas logo meu corpo relaxou e algumas lagrimas começaram a rolar por meu rosto.
Inseri todo o liquido que estava ali dentro e joguei a seringa longe assim que terminei. Fechei os olhos com força e assim que os abri novamente, Justin estava em minha frente dando inicio a uma sequencia de ilusões.
-Você precisa de ajuda? — Perguntou e riu irônico. — Claro que precisa, afinal... Você é uma vadia.
Neguei e senti as lagrimas se multiplicarem. Tentei me levantar mas parecia que alguém segurava meu corpo, me impedindo de fazer qualquer movimento.
Justin deu alguns passos em minha direção e arqueou as sobrancelhas.
-Continue se drogando, vai lá! — Riu debochado. — Se você morrer, eu vou poder viver em paz com as minhas vadias, não vou precisar me importar com a filha idiota que eu tenho.
-PARA, CALA A BOCA! — Gritei e coloquei as mãos sobre o ouvido. — ME DEIXA EM PAZ!
-Você é uma vadia! Não merece meu sobrenome!
-SAI DAQUI! — Gritei e abracei minhas pernas, soluçando alto. — ME DEIXA! Me deixa...
Solucei novamente e fechei meu olhos com força, tentando fazer aquilo parar.
-Claro que te deixo, cansei de você... Preciso de novas vadias nessa casa!
-SOME DAQUI CARAMBA, ME DEIXA EM PAZ! — Ouvi um barulho de porta se fechando mas não me importei em procurar aonde era. — E-EU NÃO QUERO CONTINUAR!
-Aalyah! — Neguei e fechei meus olhos com mais força.
-SAI DE PERTO DE MIM! — Solucei novamente e senti meu corpo ser puxado com força, me levantando do chão mas mantive meus olhos fechados.
-Olha pra mim... — Neguei e solucei novamente. — Olha pra mim caramba!
Abri os olhos lentamente e mordi o lábio inferior assim que encarei meu tio Ryan em minha frente. O abracei rapidamente, por medo daquilo ser só mais uma ilusão e as lagrimas pareciam se multiplicar.
-Me... Me ajuda... — Murmurei entre soluços. — E-eu não quero.. Continuar..
-Calma pequena... Calma! — Neguei. — Seu pai quer falar com você.
-NÃO! Por favor, n-não! — Me afastei meio tonta e quase cai. — Ele.. Ele vai me xingar! Eu não quero mais ver ele, tio! — Solucei alto e coloquei a mão na boca, tentando parar de chorar.
Ryan respirou fundo, olhou para a porta por alguns segundos, mas logo assentiu e me pegou no colo. Escondi meu rosto em sua camisa e fechei os olhos novamente. Mesmo depois disso, meu corpo parecia querer mais. Ele necessitava por mais.
E era isso o que eu iria fazer.
Justin P.O.V
Aquilo só poderia ser um pesadelo. Não queria passar por isso novamente, a primeira e UNICA vez que Aalyah ficou assim, ela acabou parando em um hospital com overdose. Levei a maior bronca do minha mãe, e ainda tive que passar noite e dia naquele hospital obrigado pelo meu pai. E ainda depois disso tudo, ela acabou parando em uma clinica mas não ficou lá nem duas semanas.
Depois de ouvir vários gritos seus, eu juro que tentei não me importar mas parecia que aquilo era tudo por minha culpa. Fui até a porta do escritório, depois de ter tido uma breve discussão com Ryan sobre Aalyah, e fiquei apenas olhando ele cuidar da minha pequena. Aquele deveria ser MEU trabalho.
Assim que ele a levou para o quarto, fui até o escritório e observei aquele local. Estava tudo bagunçado, folhas jogadas no chão, as gavetas reviradas e seringas jogadas no chão. Certo que metade daquela bagunça era minha, mas a outra parte... Eu poderia ter evitado que Aalyah fizesse.
-Satisfeito? — Ryan praticamente gritou indo em minha direção. — Feliz por ver sua filha se viciando novamente?
-Ryan...
-Você deveria cuidar dela!
-Eu sei caramba! — Passei as mãos pelo cabelo. — Eu não sei o que fazer!
-Aposto que ela deve estar se drogando agora, você que incentivou ela a isso!
-E O QUE VOCÊ QUER QUE EU FAÇA? QUE TIRE TUDO AS DROGAS DAQUI? — Gritei e derrubei todos os objetos que estavam na mesa. - EU NÃO POSSO FAZER NADA!
-A UNICA COISA QUE VOCÊ PODE FAZER AGORA, É ATRAS DELA E IMPEDIR QUE ELA ACABE TENDO UMA OVERDOSE! — Respirou fundo. — E desta vez ela pode acabar morrendo.
Neguei e fui até o quarto de Aalyah rápido. Só queria impedir que a minha menina acabe se viciando novamente.
Tentei abrir a porta mas ela estava trancada, e não conseguia ouvir qualquer som emitido lá dentro.
-Aalyah! — Chamei e bati na porta mas não obteve resposta. — Abre aqui!
Esperei alguns segundos ali mas parecia que não tinha ninguém ali e isso já estava me deixando mais angustiado. Bati novamente na porta mas a única coisa que recebi em troca foi o silencio. Me afastei um pouco e a arrombei, entrando no quarto logo que ela caiu.
-Merda, Aalyah! — Corri em sua direção e a puxei contra meu corpo.
Aalyah estava se drogando com heroína e parecia ter fumado também, seu corpo estava mole ela estava praticamente desmaiada já. Havia algumas garrafas vazias jogadas no chão, algumas quebradas e outras ainda com a metade. Isso não era uma boa combinação.
-O que você fez sua doida? — Peguei seu corpo mole em meus braços e sai do quarto. Pediria para alguém arrumar aquela bagunça depois.
A levei até a garagem e a coloquei no primeiro carro que encontrei. Antes de conseguir dar a partida, Ryan me puxou e disse que iria dirigir enquanto eu ia no banco traseiro cuidando de Aalyah. Fomos durante todo o caminho em silencio, o único som que se escutava era das buzinas do carro que Ryan ultrapassava.
Coloquei a cabeça de Aalyah em meu colo e comecei a fazer um leve carinho em seus cabelos. Seus lábios começaram a tremer e seus braços começaram a ficar inquietos enquanto murmurava palavras sem sentido. Seu corpo já parecia sentir a falta da droga, mesmo sendo por poucos minutos sem injetar nada. Esse era um dos pesadelos que eu não queria reviver.
-Ei, calma.. — Sussurrei e senti seu corpo ficar tenso. — Eu estou aqui, olha pra mim Aalyah.
Aalyah olhou em meus olhos e respirou fundo. Sorri fraco e ela tentou retribuir ainda com os lábios trêmulos. Aquele não parecia ser eu. Jamais agi dessa forma, sem gritar com ninguém ou ameaçar. Não, depois do que aconteceu e eu acabei sendo o corno iludido de toda a historia.
-E-eu.. P-preciso... — Começou a falar com dificuldade mas a interrompi.
-Shiu! Você não precisa disso! — Beijei sua testa e olhei para a janela assim que o carro parou. — Eu vou te ajudar, ok?
A ajeitei em meu colo e sai do carro, andando rapidamente pra dentro do hospital. Ryan foi na frente a procura de algum medico, e logo vieram um bando de enfermeiros com uma maca. A coloquei deitada ali e fiquei ao seu lado segurando sua mão.
-Desculpa, mas o senhor não pode entrar!
-ELA É MINHA FILHA, EU TENHO QUE A AJUDAR!
-Senhor, desculpe mas não é permitido. — Antes que eu tivesse a chance de tirar minha arma da cintura, Ryan me tirou dali e me empurrou até a sala de espera.
Odiava ficar parado esperando por alguma noticia, mas Ryan não me deixava sair dali e ameaçar alguém. Só queria alguma noticia da minha pequena.
Isso foi gay.
-Cara relaxa, ela está bem!
-Relaxa? Minha filha tá dentro daquela merda e ninguém me deixa entra e você me pede pra ter calma? — Puxei meu cabelo com uma das mãos e aquele filho da puta riu.
-Como você consegue chamar ela de filha bro? — O encarei com tédio. — Serio, ela é boa na cama? — Sorriu malicioso.
-VAI SE FODER, FILHO DA PUTA! — Gritei e uma enfermeira me pediu para ficar quieto mas apenas lhe mostrei o dedo do meio.
-Você precisa foder alguém. — Deu de ombros e cruzou os braços. — Tá a quanto tempo sem pegar uma vadia ou a.. Aalyah? — Sorriu malicioso.
Antes que eu pudesse falar algo, um médio apareceu e chamou pelos responsaveis da Aalyah, fazendo Ryan ficar em pé ao meu lado.
-Como ela está? — Perguntei rapidamente.
-Ela está bem, conseguimos reduzir a quantidade de drogas que ela injeriu e seu corpo parece reagir bem. — Respirei fundo e assenti. — Mas ela ainda ira sentir falta dessa substancia, então acho melhor o senhor a colocar em uma...
-Não! — O interrompi e neguei. — Não vou a colocar naquele fim de mundo de novo!
-Conseguimos cuidar dela! — Ryan falou ao medico que nos olhou desconfiado.
-Tem certeza que conseguem? — Assenti. — Ok, podem ir até o quarto dela.
Essa era a hora que eu voltava pra casa e fingia que nada havia acontecido. Mas não dessa vez.
Fui até a porta do quarto em que Aalyah estava e antes de entrar, dei dois toques ouvindo um "entra" baixo e um pouco tremulo. Ela estava mais pálida parecia estar morrendo aos poucos, mas eu sabia que aquilo só iria piorar.
-Oi... — Cocei a nuca um pouco nervoso e a ouvi rir abafado.
-Desculpa por... Isso. — Murmurou baixo e encarou o chão.
A situação só iria piorar daqui pra frente...
Notas finais
Obrigada pelas dicas gatinhas, vocês realmente me ajudam MUITO!!! Boa noite/ Bom dia!! (não sei que horas vocês iram ler isso)
Xoxo.
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