Notas iniciais
Oi guys! Tudo bem com vocês? Mais um capítulo para hoje hein ;) Espero que gostem. Mas ele está bem curtinho...

Voltar para Nova York me deixou triste. Aquela semana que havíamos passado naquela ilha no México fora a melhor da minha vida. E, agora, estávamos voltando para a nevasca forte que caia em Nova York.

No aeroporto, já na nossa selva de concreto, Kyle foi comprar um café enquanto eu estava sentada em uma cadeira com uma mesinha redonda marrom no meio. O aeroporto estava todo enfeitado por causa do Natal. Eu observava Kyle, vestido com sua jaqueta de couro e óculos de Sol. Ele estava na fila e digitava no celular. Eu o amava tanto! Era surreal. Era surreal que, agora, eu tinha uma parte dele dentro de mim. Eu estava grávida! Aquilo parecia um sonho distante e estranho.

Faltavam apenas quatro dias para o Natal e três para a véspera. O final de semana, segunda e terça, provavelmente Kyle e eu passaríamos juntos. Não sabia se o pai dele viria para Nova York, se Chloé passaria Natal com ele ou se Sean viria para cá para me ver. Eu sabia que não iria para a casa dos meus pais.

Enquanto olho para o enfeite de uma pequena árvore de Natal com luzinhas brancas em cima da mesa, Kyle chega com dois latte e dois donuts; um de chocolate para ele e um de creme para mim.

—Feliz com a nevasca? — ele pergunta e tira o óculos de sol.

Olho pela porta de vidro e vejo o manto branco cobrindo o chão do lado de fora do aeroporto.

Suspiro.

—Bem, aqui tem seu lado bom também, eu acho.

Kyle sorri.

—É, acho que sim.

Levo o café até a boca e dou um gole pequeno.

—Dá para acreditar que em alguns dias vai ser Natal? É minha época favorita do ano.

—Sempre gostei de natais também. — Kyle concorda com a cabeça. — Minha mãe costumava a fazer cookies de chocolate com hortelã.

Observo seus olhos viajarem para uma lembrança distante e sinto meu coração derreter. Sempre que ele falava de sua mãe eu me sentia daquele jeito.

—É uma mulher que eu gostaria de ter conhecido. — falo.

Isso faz com que Kyle volte sua atenção para mim.

—Acho que vocês se dariam bem.

Sorrio de lado.

—Você sente muita falta dela? Digo... depois de todos esses anos?

Kyle fita a pequena árvore de natalina enfeitando a mesa e dá de ombros.

—Acho que sim. Ela era ótima comigo. Talvez se ela tivesse sido diferente, mais rude ou ter pego mais no meu pé, a feito odiar... — ele olha para meu rosto. — Talvez tivesse sido mais fácil.

Pego sua mão em cima da mesa e entrelaço-a na minha. Não sei o que dizer e posso ver que Kyle não está completamente confortável em falar sobre aquilo.

—Para onde vamos? — pergunto.

—Podíamos ir para o seu apartamento hoje. É mais perto.

Concordo com a cabeça. Continuamos tomando o café. Kyle estava imerso em seus pensamentos e eu nos meus. Uma moça loira de aparência nova estava agachada na altura do filho, que deveria ter uns três anos, ele também era loiro e sorria com dentinhos pontiagudos para a mãe que estava lhe dando uma bronca, mas lutava para não rir. Aquilo me chamou a atenção. Peguei-me sorrindo ao observar aquilo. Não sabia o motivo de ela estar dando uma bronca no menino, o aeroporto estava cheio demais e eles estavam afastados demais para que eu pudesse ouvir algo.

Quase inconsciente do que estou fazendo, levo minha mão que antes segurava a de Kyle e pouso-a em minha barriga. Eu me sentia estranha com aquela situação toda. Era um futuro borrado no horizonte, mas não pude deixar de sorrir para o menininho quando sua mãe passou de mãos dadas com ele do lado da nossa mesa. Sua mãe olhava para frente, talvez procurando alguém e ele, olhava para mim. Eu sorri e ele mostrou seus dentes pequenininhos e pontudos ao lado de sua mãe.

Torno a minha atenção para Kyle e sinto minhas bochechas ficarem vermelhas quando o pego me olhando.

—O que foi? — pergunto tentando disfarçar.

Ele dá de ombros.

—Nada.

Respiro fundo e pergunto:

—Está com medo?

Kyle estreita os olhos.

—Só tenho medo de te perder, Alice.

Pisco algumas vezes sem dizer nada. Kyle lambe os lábios e continua a dizer em um tom de voz que apenas eu possa ouvir:

—Não estou dizendo que vai ser fácil. Mas e daí? Daremos um jeito. Estou prestes a me formar e você poderá continuar seus estudos. Nós ficaremos bem, eu prometo.

Sua mão se entrelaça na minha novamente e eu encaro nossos dedos. Encaro o anel que ele me dera quando oficializamos o namoro no meu apartamento. A pulseira que ele me dera no meu aniversário também estava no meu pulso.

—Você faz eu me sentir segura. Obrigada.

Nos encaramos em silêncio. Estou com medo. Isso é um fato. Com medo de como meus pais vão reagir, com medo de como tudo mudará e com medo por nós. E se as coisas derem errado? Eram tantos "e se's". Mas eu me sentia firme em Kyle. Seus olhos verdes e brilhantes me encaravam de maneira intensa e sua mão segurava a minha com firmeza. Quase podia sentir seus batimentos cardíacos contra seus dedos. Tudo iria mudar e eu precisava de um médico.

Notas finais
Porra... O Kyle é um sonho,viu? KKKKKK. Vocês gostaram desse capítulo? Me contem aí. Espero todos vocês amanhã!! P.S.: Feliz 1 de Dezembro pra gente. O melhor mês do ano chegou graças a Deus (trazendo meu aniversário em 2 dias yay) kkkk Beijos e até amanhã ♥ Lê