Dangerous Woman
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Notas iniciais
Oiiiii pessoal!!! Chegou nossa #DangerousMonday yaaaay
Quero pedir desculpas por atualizar tarde, mas é que passei literalmente o dia inteiro estudando e fazendo lição
Enfim, esse capítulo está MUITO...
, vocês vão ver kkkkk
Boa leitura!!!
Parada ali fora, não pude deixar de pensar que aquelas pessoas eram um bando de delinquentes. Eu sempre tivera para mim que fraternidades de faculdades importantes, como a NYU, não tinham esse tipo de gente. Para mim era mais como um grupo de pessoas inteligentes que se juntavam para estudar alguma matéria que eles tinham interesse em comum e de lá poderia sair gênios. Mas acho que aquilo só acontecera no filme "A Rede Social".
—Ei, tudo bem?Olho para o lado e vejo um menino alto olhando para mim com uma garrafa fe cerveja na mão. Acho que ele estava no grupinho da cozinha. Seus cabelos são castanho escuro e lisos, são bagunçados de um jeito bonito, ele tem uma barba rala e seus olhos são escuros também, o que faz contraste com sua pele branca.—Tudo bem. — digo. —Então, já está pensando em dar o fora?Dou uma risadinha e levo a garrafa de cerveja até a boca. Tomo um gole grande da bebida amarga e faço que sim com a cabeça.—Pior que sim.Ele ri do meu lado.—Ah eu sou o Jacob. — ele estende a mão.—Alice. — sorrio e aperto a mão dele.—Então, como você conheceu o Kyle e o Matt exatamente?Suspiro e dou um outro gole na cerveja. Até que não me parece tão ruim naquele momento.—Olha, é uma longa história, mas em suma, eu fiquei bêbada e eu acordei na cama do Kyle.—Ah. — Jacob franze o cenho e passa a mão pela nuca.—Não, não nesse sentido. Digo, ele me encontrou na rua desmaiada e me levou pro apartamento dele, já que a Chloé tinha desaparecido.—Entendo. — ele diz e assente. — A Chloé é bem louca, não é? Nem parece que estuda ballet. Ela não é toda... Meiga, sabe? Como as bailarinas geralmente são.Dou risada.—É, ela não parece nada com uma bailarina. Mas ela é uma boa pessoa, apesar de ter me abandonado na primeira noite que eu coloquei álcool na boca. E pelo o que me parece, ela já me abandonou aqui de novo.Jacob ri. Seus dentes são brancos e alinhados.—É, ela está lá dentro conversando com o pessoal r eu achei que você acabaria sozinha aqui. Pensei que talvez quisesse uma companhia.Sorrio para Jacob.—Obrigada. — digo do fundo do meu coração.Ficamos em silêncio enquanto eu olhava para todas aquelas pessoas naquele estacionamento com bebidas na mão, encostadas nos capôs dos carros rindo e falando alto.Passo bastante tempo ali, em silêncio, apenas olhando para todas aquelas pessoas e quando vou ver, me dou conta de que acabei com uma garrafa de cerveja.—Eu posso pegar outra pra você? Olho para Jacob e sorrio.—Sim, obrigada.Eu entrego a garrafa vazia de cerveja para ele e vejo-o entrar dentro da enorme casa novamente.—Achei que você não viria.Olho para o meu lado esquerdo e vejo Kyle se aproximando de mim com as duas mãos enfiadas nos bolsos da calça jeans.Dou de ombros. Por que ele está falando comigo? Não estava rindo das piadinhas sem graça do seu amiguinho escroto até pouco tempo atrás?—Como está indo o trabalho de garçonete? — ele para ao meu lado.Me recurso a olhar para ele. Não consigo mais ver aquela pessoa legal que cuidara de mim enquanto eu estava quase em coma alcoólico. Agora eu só conseguia associar Kyle com suas palavras me definindo de um jeito que eu não era. Só conseguia visualizar ele rindo "disfarçadamente" com a garrafa de cerveja na boca enquanto seu amigo fazia piadinhas sobre mim.—Cansativo. — respondo por fim, olhando para frente com os braços cruzados em frente ao meu corpo.—É, não é fácil.—Não, não é.Ficamos em silêncio novamente. Posso ver pelo canto do olho que ele está me olhando. Olho para seu rosto. As pupilas dos seus olhos estão dilatadas.—Eu fiz alguma coisa para você? — ele pergunta.—Não.—Então porque você está toda esquisita desde o dia que você saiu do meu apartamento?—Olha Kyle, eu não sou quem você pensa que eu sou, tá legal? Eu já estou cansada das pessoas me julgarem pelo o que eu aparento ser. — dou de ombros. — É só isso. —Aqui está. — Jacob chega com mais uma garrafa de cerveja para mim.Olho para ele e pego a cerveja de sua mão. Ele estende a dele para mim e eu encosto minha garrafa na dele, fazendo um brinde rápido a nada. Levo a garrafa até a boca e dou três goles grandes do líquido amarelo gelado.Kyle olha para Jacob e depois para mim.—Espero que aproveite a festa.—E eu espero que você aproveite. — respondo.Quando Kyle sai de perto de mim, consigo respirar novamente. Acho que a única maneira de suportar aquilo tudo, aquela situação toda, todas aquelas pessoas estranhas para mim, é bebendo garrafa após garrafa.***Estou sentada no sofá da sala, onde há um grupo de pessoas sentados nos outros sofás conversando e rindo. Estou um pouco tonta, apesar de estar sentada e devo estar terminando minha quarta ou quinta garrafa de cerveja, não lembro direito quantas já tomei. Apenas aceitei quando Jacob me oferecia mais uma. Teve um certo momento que senti frio e tive vontade de entrar. E ali estava eu, numa sala estranha, rodeada de pessoas desconhecidas que riam entre si. Sempre fora assim, as pessoas interagiam entre elas e eu, sempre estava em minha companhia.
—E aí bonequinha, aceita um brownie?Olho para o lado e vejo Matt com uma bandeja cheia de brownies de chocolate cortados em quadrados grandes.—Essa era a última coisa que eu esperava encontrar numa festa dessas. — digo.A menina ao lado dele, a de cabelos pretos com o braço tatuado ri e sussurra alguma coisa no ouvido de Matt que sorri de lado.Tento não me irritar com isso. Estou com muito sono para falar alguma coisa má para ela. Pego um brownie e levo até a boca. Dou uma mordida grande. O gosto é... Diferente. Está bem diferente de todos os brownies que eu já comi, mas não é ruim. Muito pelo contrário, é bem gostoso.—Obrigada. — digo pegando mais um pedaço quando Matt está saindo e coloco-o no colo.Ele sorri e dá de ombros.—Não há de que, boneca.Reviro os olhos e continuo a comer. Olho ao redor e não vejo Chloé em nenhum lugar. Bem, parece que ela desapareceu novamente. Ela podia ser bem rápida em desaparecer. Mas estávamos ali há mais de uma hora e eu não fazia a mínima ideia de onde a estava.***Os sons das falas das pessoas pareciam cada vez mais abafados e um zumbido irritante perturbava meus tímpanos. A sala parecia estar se movendo, girando lentamente e a luz amarela parecia forte demais. Queria que apagassem aquela luz.—Ei!Olho para cima e vejo o rosto de Jacob me olhando por cima do sofá. Ele sorri.—Vamos dar uma volta de carro?Franzo o cenho.—Uma hora dessas?—Sim, vai ser legal.Dou de ombros e me esforço para levantar do sofá. Quando fico de pé, a sala toda gira e eu me seguro no braço do sofá.—Opa. — dou uma risadinha.Jacob ri e passa o braço por meu ombro. Geralmente eu acharia esquisito, mas apenas ando ao lado dele para fora da casa novamente.Do lado de fora, no estacionamento, vejo um aglomerado maior de pessoas e o som alto do burburinho delas parece ecoar em minha cabeça. Para minha surpresa, há um círculo de fogo grande no meio do estacionamento com um carro dentro dele.Jacob e eu nos aproximamos de um carro preto com as duas portas dianteiras abertas. —Entra aí. — ele diz.Eu faço o que ele manda porque estou louca para sentar novamente e espero que ele me leve para um lugar mais tranquilo.Pareço esperar por longos minutos sentada no carro. Por que tem um carro dentro daquele círculo de fogo? Que coisa mais estranha! Esse povo é mesmo maluco.Jacob entra no carro e sorri para mim. —Você colocou o cinto de segurança? — ele ri.—Claro que sim. Nunca ouviu falar em dirigir com segurança?_Ele liga o carro; os números laranjas no painel brilham. Jsfib olha para mim.—Já sim. Mas não é isso que vamos fazer hoje.Antes que eu pudesse dizer alguma coisa, Jacob pisa com força no acelerador, fazendo os pneus queimarem no asfalto PPR um instante. Ouço novamente esse barulho, mas está vindo de outro carro.Franzo o cenho e seguro na porta enquanto Jacob faz uma curva no estacionamento sem tirar o pé do acelerador e um grito escapa da minha boca.O que diabos ele está fazendo? Olho para trás e vejo um carro preto atrás da gente enquanto damos a volta por todo o estacionamento em alta velocidade, queimando os pneus a todo momento. —Para com isso! Para! — grito para Jacob, mas ele apenas sorri olhando para frente.Fazemos mais uma curva novamente e então estamos no meio do estacionamento, mas Jacob não para o carro. O carro está girando 360° constantemente, vejo os rostos das pessoas aparecerem e resperecerem repetidas vezes com sorrisos estampados nos rostos e ouço os gritos e risadas deles. —Para, por favor, deixa eu sair! — grito. Estou tonta, meu estômago se revira e acho que vou vomitar e desmaiar a qualquer momento. O cheiro de borracha queimada está forte e há fumaça ao redor do carro enquanto ele continua girando. Não tenho mais forças para pedir para que Jacob pare e não consigo olhar para mais ninguém enquanto o carro gira. Olho para meus pés e rezo para que isso acabe logo.O carro para bruscamente e eu Bato meu braço na porta.—Que porra é essa? — eu ouço uma voz masculina gritar e a porta do motorista se abrir. Estou com as mãos nos ouvidos e todo o meu corpo treme. Me sobressalto quando ouço um estrondo no carro e olho para frente. Vejo um rapaz deitado no capô do carro enquanto um de cabelo vermelho bate repetidamente de punho fechado na cara do outro.A porta do carona se abre, mas não é eu que a abro.— Ah meu Deus, Alice! Você está bem? Estreito os olhos e olho para a figura do meu lado que está tirando o meu cinto. Ela é loira e tem cabelos ondulados que vão até o ombro. É a Chloé.—Venha aqui.Ela me tira do carro, sustentando o meu peso todo. Não estou conseguindo focar em nada, minha visão está triplicada e estou confusa. Meu coração está acelerado.—... filho da puta!—... você está matando ele! — ouço uma voz feminina aguda gritar.—Kyle! — a voz ao meu lado grita.E tudo fica escuro.***Quando abro meus olhos novamente, pisco algumas vezes com lentidão. Estou olhando para um teto bege com um lustre prateado pendurado. As luzes estão apagadas, mas há uma claridade suave e amarelada vindo do canto do quarto. Não consigo olhar para os lados, estou cansada demais para me mexer, nas, consigo ouvir alguns gemidos altos que parecem estar ali dentro do quarto, apesar de serem a abafados. As palavras "ai" e "Kyle" são repetidas várias vezes. Me dou conta do que está acontecendo no quarto ao lado e sinto meu estômago revirar. Me inclino para o lado e vejo um balde prateado ao lado da cama, pego ele e levo até o rosto. Vomito alto e gemo. Torno a colocar o balde ao lado da cama e adormeço novamente.
Notas finais
Aaaaaaah e aí o que vocês acharam? Ai ai... Eu sinceramente amei escrever esse capítulo.
Um fato engraçado sobre ele é que a parte do carro eu tive a ideia vendo o clipe BeFour do Zayn gente. Eu sou uma louca mesmo. Tiro ideia de cada coisa
Ah, isso não tem nada a ver com a história, mas gostaria de indicar uma música pra vocês ouvirem. É Daddy Issues do The Neighbouhood. Não sei se já indiquei ela... MAS ELA É MUITO BOAAA. Mas se eu já falei dela, ignorem kkkk
Muito obrigada por estarem acompanhando e comentando. Não deixem de comentar porque eu amo muito falar com vocês ❤
Beijo grande e até nossa #DangerousWednesday
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