Notas iniciais
Olá querida(o) leitor(a)!!! Seja bem-vindo(a) a esta história!!!
Eu espero que você goste e que eu consiga a te prender a cada novo capítulo. Se você é fã da Ariana ou de 5 Seconds Of Summer, há grandes chances de você gostar dessa história porque os personagens principais são feitos pela Ariana e pelo Michael Clifford!!!
Eu espero muito que vocês gostem e que vocês comentem sempre :) Gosto de saber o que os leitores estão achando!
Começo de histórias são sempre difíceis... Eu espero que vocês gostem!!
Boa leitura ;)

Antes de sair de casa parecia improvável que uma chuva tão forte cairia na cidade de Nova York. Mas era final do verão, então eu já deveria saber que ia chover na parte da tarde.

Eu parecia estar vivendo um sonho. De fato eu estava, mas era um sonho real. Enquanto eu andava na calçada larga da 7th Avenue, passando em frente à lojas de nomes conhecidos, a chuva torrencial lavava meu corpo enquanto as pessoas que andavam na mesma direção que eu, ou na direção oposta, seguravam seus guardas-chuva grandes e pretos.

Eu estava feliz de ter vestido uma calça jeans e blusa, e não ter saído de vestido como tinha planejado, mas tinha insistido em colocar meu scarpin vinho-da mesma cor da blusa que eu estava usando naquela tarde- e por causa da chuva, eles insistiam em fazer meu pé escorregar a cada cinco passadas. Se eu estivesse morando com os meus pais, certamente minha mãe falaria após eu entrar ensopada em casa "Eu disse que ia chover. Por que foi com esses sapatos?" Eu diria "É, você estava certa, mãe" e logo depois subiria para o meu quarto e reviraria os olhos.

Eu sempre fui o tipo que falava "sim,mamãe" para tudo e sempre odiei não ser uma filha rebelde. Mas tudo bem, talvez eu não tivesse estruturas para ser uma viciada em cocaína na adolescência.

A claridade do dia já estava indo embora e se passava das cinco e meia da tarde, muitas pessoas estavam saindo do trabalho e havia muitos turistas. Nunca imaginei que Nova York era tão cheia assim. Los Angeles também era um formigueiro, mas não tanto quanto Nova York.

Parei na calçada esperando o homenzinho do farol amarelo ficar verde enquanto carros passavam um atrás do outro com faróis amarelos reluzindo nos pingos de chuva finos que caiam sem parar. Pensei em como eu tinha muito o que agradecer aos meus pais também. Se eles não fossem tão rígidos, eu não teria juntado todo o meu dinheiro desde que eu tinha onze anos de idade e comprado meu apartamento aqui em Manhattan. Estava feliz de não morar do outro lado, seria tudo mais difícil.

O homenzinho ficou verde e logo fui empurrada e tirada do meu devaneio. Recomecei a andar, atravessando a rua. O prédio onde eu morava há exatos sete dias ficava em uma rua de prédios residenciais muito perto das lojas caras, o que era uma grande tentação para mim que era uma consumista assumida. Quando cheguei do outro lado da calçada, entrei no prédio alto de portões pretos. Após passar pela escadinha e pelo portão preto, fiz um leve aceno com a cabeça para o porteiro moreno que estava vestindo um terno. Decidi não ir pela escada já que eu estava toda ensopada e sinceramente não sei se aguentaria subir tanta escada com aqueles sapatos.

Apertei o botão prateado e redondo com o contorno verde ao lado do elevador. A porta de aço se abriu revelando meu corpo magro e encharcado no espelho. Entrei no elevador espelhado e logo a porta se fechou. Eu morava no 30° andar. Haviam mais 30 acima de mim.

Apertei o botão que indicava o número 30 e logo o elevador começou a subir.

Olhei meu reflexo no espelho. Minha blusa de manga 3x4 vinho com botões pretos estava colada em meu corpo, minha calça jeans preta não permitia que eu abrisse muito as pernas. Meu calcanhar latejava, por isso tirei os sapatos e suspirei de alívio. Eu era tão pequena que nem mesmo sapatos de salto me deixavam muito alta. Meus cabelos grandes com ombré-hair loiro estavam grudados no meu rosto e pareciam duros por causa da água.

A porta do elevador se abriu revelando o corredor vazio com dois apartamentos. A luz amarelada embutida em uma luminária na parede cor de creme texturada iluminava o corredorzinho. Tirei as chaves do bolso da calça molhada e enfiei a maior na maçaneta dourada da porta amarela com o número 30 prateado pendurado na porta.

Quando entrei no apartamento, um cheiro de couro invadiu meu nariz. Era o cheiro do sofá preto.

Fechei a porta e coloquei a chave na mesinha de vidro redonda ao lado dela.

A minha direita ficava a parede de vidro que me permitia ver os prédios das ruas adiante. A chuva ainda caia forte e o céu azul escuro estava com nuvens escuras e carregadas. Os prédios já estavam iluminados com as luzes dos apartamentos ligadas. Era o que eu mais gostava de ver. Sempre fui obcecada por morar em Nova York e ter uma vista dessas. E lá estava eu, realmente vivendo um sonho. No outro dia começaria a outra parte dele, eu iria ter meu primeiro dia em uma das melhores escolas de ballet de Nova York!

Notas finais
Espero muito que vocês tenham gostado!!
Em breve capítulo novo (e bem maior)!
Não deixe de comentar o que achou, por favorzinho!!
Beijo da Lê.