Notas iniciais
Sento-me na cama um pouco sonolenta e olho para minha roupa. Olho para a cama e vejo que Kyle não está ali comigo. O relógio ao lado do criado mudo está marcando meia noite e dez.
Levanto-me da cama e me sinto levemente tonta, mas continuo andando. Acho que o efeito do álcool não passou totalmente, mas está ameno. A porta do quarto está entreaberta e vejo uma luz fraquinha vindo da sala.
Abro a porta e vejo a televisão ligada. Olho para o sofá e meu coração palpita quando vejo Kyle sentado e dormindo. Sua cabeça tombada para trás e sua boca ligeiramente aberta.
Contorno o sofá e paro a sua frente. Analiso seu peito sem camisa. Lá está sua tatuagem linda de pássaro saindo da gaiola e do outro lado do peito, um arabesco. Sua calça jeans azul ainda está um pouco molhada nos joelhos.
Analiso seu rosto angelical dormindo. Sua cabeça tombada para trás me permite ter uma visão melhor de seu pescoço. A barba rala indo até o pomo-de-Adão, subindo por seu queixo, cobrindo seu maxilar e se ligando ao seu cabelo vermelho vivo. Ele é tão lindo!
Sento-me em seu colo, as pernas ao lado das suas coxas. Ele não se movimenta. Curvo-me e lhe dou um beijo no pescoço, perto da orelha.
Kyle acorda e olha para mim.
—Você vai dormir aqui no sofá? — pergunto.
Ficamos em silêncio nos olhando, nossos narizes quase se tocando.
—Vem pra cama comigo. — peço e encosto os lábios suavemente nos seus.
***
K Y L E
A voz mansa dela me acordando daquele jeito, me pedindo para ir para a cama com ela quase me enlouqueceu. Ela me olhava com os seus olhos castanhos quentes e inocentes de um modo que me fazia pensar nas piores coisas indecentes que eu queria fazer com ela. Ela acabara de me acordar de um sonho maravilhoso onde eu a estava fodendo no banheiro.
Estou viajando enquanto olho para ela. Alice me olha ansiosa e diz:
—Vem.
Me curvo para frente para encontrar seus lábios. Minha língua invade sua boca enquanto seguro sua nuca e enlaço seus cabelos na minha mão.
—Eu preciso muito de você agora. — sussurro.
—Vem. — ela responde do mesmo modo.
Pego suas pernas e as entrelaço ao redor da minha cintura. A levo para o quarto sem pressa, a segurando perto de mim. Sua boca na minha e suas mãos segurando meu rosto. Quando chego lá, ela empurra a porta com o pé e eu a deito na cama bagunçada.
Ela olha para mim e se senta. Suas mãos vão para o zíper da minha calça e eu fico surpreso com isso. Geralmente eu que tiro sua roupa. Não a impeço e fico olhando para ela. Sinto o zíper sendo aberto e ela puxa minha calça e a cueca juntos. Elas caem aos meus pés e eu subo na cama de joelhos me deitando em cima de Alice.
Ela está vestida apenas com a blusa de moletom que coloquei mais cedo nela. Eu a tiro por sua cabeça a deixando nua embaixo de mim. Analiso todo o seu corpo antes de começar a beijá-la novamente. Minhas mãos têm um passe livre por todos os cantos do corpo dela e sinto meu coração acelerar cada vez que vejo sua pele se arrepiar com o meu toque. O quarto está escuro, há apenas uma penumbra de nós dois e nossas respirações ofegantes. Nada mais do que isso. As cortinas estão fechadas impedindo a iluminação constante da cidade de entrar.
—O que você quer que eu faça com você? — sussurro e lhe beijo o pescoço.
—O que você quiser. — minha boneca responde de olhos fechados.
—E se eu dissesse que quero transar com você até o dia amanhecer e você implorar pra eu parar? — a penetro lentamente.
Olho para o rosto de Alice, ela está mordendo os lábios e de olhos fechados.
—Então é o que faremos. — ela diz e engole em seco.
Eu entrelaço suas mãos nas minhas enquanto entro e saio de dentro dela com um ritmo lento e torturante para nós dois. Ouvir ela gemendo me dá mais incentivo a continuar. Adoro ouvir ela.
—Isso boneca. — digo. — Gostoso assim, não é? — mordo o lóbulo da sua orelha.
Estou tentando não ir rápido demais, prolongar as melhores sensações para mim e para ela, mas sei que não vamos durar muito. É a minha chance de marcá-la por completo. Dar uma lembrança física dessa noite e fazer com que Matt veja as marcas que vou deixar nela. Ele tem que ver que ela é minha.
Começo a dar chupões fortes em seu pescoço, vários descendo por sua clavícula, chupando, mordendo, entrando nela, me perdendo cada vez mais fundo enquanto ela arranha minhas costas. Ela também vai deixar marcas em mim.
Sinto o orgasmo atingir o corpo dela embaixo de mim e logo o meu. Mas não quero parar por aqui e não irei.
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