Dangerous Mission - Em Hiatus.
15 O passado não se apaga.
Notas iniciais
OBS: não tenho dia para postagem portanto quando mais reviews.....
bjs boa leitura.
Capítulo 16: O passado não se apaga.
Há sete meses.
Mesmo sofrendo muito com a perda do bebê e por perder ele, era bom saber que eu ainda tinha meus melhores amigos, Félix, Jane e Claire. E mesmo sabendo que eles estavam atrás de Jane ela nunca deixava transparecer nada para que eu não me chateasse. Eu sabia que ela estava passando por maus bocados, sabia também que eles tentavam executa-la a todo o momento.
Claire vivia se lamentando por causa do Quil, mesmo depois de tudo ela ainda amava aquele cafajeste, ele vivia ligando para ela pedindo perdão, havia pedido a nossa localização para mandar flores para Claire, e nós brigamos ela não podia dar o endereço para eles. Era idiotice da minha parte sabendo que Jasper sabia muito bem onde estávamos e a este momento eles já deviam saber. O que me chateava mais e mais, ele sabia onde eu estava e não havia pedido desculpas, não havia ligado. Nada. Absolutamente nada. O que indicava que eu estava certa em abandoná-lo, ele nunca me amou.
Doía saber que o tudo o que tínhamos significou nada, e Claire sabia muito bem que me machucava e ela continuava esfregando sal na ferida. Ela vivia pedindo desculpas, mas toda vez que falava com o Quil no celular ficava falando dele. Eu não queria saber, da mesma forma que ele nunca perguntava de mim, pelo menos nunca ouvi Claire falar de mim para Quil.
Félix sempre que podia praticamente me arrancava de casa, íamos tomar café perto do Denali National Park. Não ficava muito longe de onde a minha casa estava, sempre que podia ele levava Melanie.
Quando eu trabalhava no FBI com Félix há dois anos ele tinha descoberto que a noiva dele estava grávida, com uma gravidez complicada a noiva de Félix acabou falecendo o que o deixou arrasado, e eu não podia abandonar meu melhor amigo daquele jeito. Então quando Melanie era ainda um bebê eu ajudei Félix que não tinha nenhuma experiência em cuidar de bebês, confesso que eu também não tinha, mas tive que aprender, Aos poucos ele percebeu que a pequena precisava dele, é claro que a dor sempre vai estar lá, ele havia perdido o amor da vida dele, como ele mesmo sempre dizia.
Félix sempre foi muito religioso apesar de sua vida errada, e me pediu para batizar a menina. Eu não pude recusar, era meu melhor amigo, e mesmo estando tão pouco tempo com ela eu já a amava como se fosse minha filha. Nós a tratávamos como se fosse feita de porcelana, morei com Félix cerca de um ano e dois meses, logo depois a traição de Nick e tudo mais me afastou deles, e por isso pedi a Jane a quem confiava de olhos fechados, para que cuidasse de Félix e Melanie. Ela aceitou sem pestanejar.
Por causa da minha profissão e a de Félix, tínhamos um sistema de proteção muito forte sobre a menina, ao menos quando eu os deixei, eu contratei os melhores seguranças para protegê-la. Mas com o tempo e os problemas com Nick eu mal conseguia de comunicar com Félix, era perigoso. Se o FBI ou os meus irmão soubessem da existência deles eu estava encrencada. Não suportaria vê-los sendo machucados. Eu havia prometido para a noiva de Nick – Lara – que cuidaria e protegeria Melanie. E eu sempre cumpria a minha palavra.
Eu estava esperando por Felix e Melanie no café que combinamos, era um lugar bem longe da cidade e com pouco movimento se víssemos alguém suspeito saberíamos. Sentada em uma mesa no canto, mandei uma mensagem para Félix perguntando deles. Ele respondeu dizendo que já estava perto.
Não demorou muito para que aparecesse, Félix com seu porte superior, e um sorriso encantador iluminando a face. Melanie era muito parecida com ele, olhos cor de mel, cabelos lisos e castanhos claros. As bochechas rosadas por causa do frio, ela usava as luvinhas rosa que eu havia dado de presente dias atrás.
Félix se sentou ao meu lado me dando um beijo no rosto, e Melanie se jogou no meu colo. Acariciei os cabelos lisos e ainda finos dela, mesmo com três anos ela parecia tão frágil. Entristecia-me saber que eu tinha perdido dois aniversários dela.
- Dinda tava tum saudade. – Disse ela erradamente.
- Oh meu amorzinho, eu também. – Eu disse abraçando-a fortemente.
- Como passou a noite? – perguntou Félix baixinho no meu ouvido causando-me um arrepio, mas não tão intenso quanto o que ele provocava.
- Bem. – Eu respondi brincando com Melanie.
Peguei a boneca de pano que havia comprado para ela, e dei de presente. Ela abriu um sorriso ainda com os dentinhos crescendo, e me abraçou.
- Eu adolei. – Disse ela sorrindo.
- Não precisava Nessie. – Disse Félix apertando minha mão.
Sorri e os abracei fortemente, eu não queria perde-los. Não queria perder de novo.
Depois de lancharmos decidimos que eu ficaria na casa de Félix durante essa semana, avisaria Claire no caminho e pegaria minhas roupas. Combinamos de nos encontrarmos na casa dele para não levantar suspeitas.
Fizemos como o combinado, Claire protestou, mas eu nem liguei, ela continuava de conversinhas com o Quil. E eu não duvidava que já tivessem voltado. Chegando à nova casa de Félix pude perceber que o gosto dele não havia mudado muito. Ele realmente gostava de coisas italianas, era tudo muito clássico, a casa era enorme e luxuosa. Melanie brincava com a boneca que ela deu o nome de guigui sentadinha no sofá de couro preto. Félix terminava de ascender à lareira. Logo em seguida com um sorriso galanteador – não tão lindo quanto o de Jacob- pegou minha pequena mala e levou para o quarto de hóspedes.
Brincando e conversando com a Mel, eu nem percebi que já era noite e que ela estava caindo de sono, coloquei-a para dormir, e me juntei á Félix que bebericava o meu vinho preferido. Era incrível como ele me conhecia.
— Já superou o Black? – Perguntou ele sentado na poltrona.
Sentei-me no sofá com a taça cheia que ele havia deixado para mim. Ele estava muito elegante com a calça jeans e camisa preta de linho, o cabelo bem alinhado e com um sorriso simples, porém sério.
- Pra ser sincera eu ainda estou trabalhando nisso. – Eu disse com a cabeça baixa.
- O que ele fez pra você? Quero dizer você nos deixou e não voltou como prometido por causa dele, então imagino que você devia amar ele. – Disse Félix desdenhoso e visivelmente magoado.
- Quanto a isso eu peço desculpas, eu devia ter dado satisfação, mas as coisas ficaram realmente complicadas. Não fiquei só por causa de Jacob, minha família também foi um dos motivos, e queria acabar com o Nick. – Eu comecei falando, mas ele me interrompeu rudemente.
— Não me venha com mentiras Renesmee, te conheço bem demais para tentar me enganar dessa maneira. Sua família nunca foi empecilho para porra nenhuma, você sempre fez o que quis e quando quis. Eu fiquei te esperando no Canadá, quando você deixou aquele maldito apartamento sem nem ao menos se despedir, deixou uma carta idiota. Sabe o quanto ela sentiu sua falta? O quanto eu senti? – Ele perguntou transtornado.
Completamente magoado era assim que ele transparecia, eu sabia que não tinha sido justo, e sabia que eu não podia contar a verdade sobre Nick, sobre o que realmente aconteceu. Sobre ele ter me manipulado e ter provocado a morte de milhares de pessoas, e o quanto o nosso supervisor me culpou por isso, e não podia contar que Nick usou todas as provas do FBI para me culpar e me expulsar da corporação. Félix trabalhou anos lá, e a família dele e os amigos eram parte da máfia italiana, ele iria a todo o custo se vingar. Quanto a Jacob eu não poderia me defender eu tinha errado, ele havia conseguido mexer com as minhas estruturas, eu havia tentado voltar, dar um sinal para Nick, mas Jacob desconfiaria, não podia simplesmente dizer para minha família que voltaria para o meu apartamento, e usei o FBI como desculpa, dizia que voltaria para lá, Claire sabia o quão difícil era.
— Félix, não me peça para voltar a tudo como era antes, eu já não tenho mais amor suficiente, eu o amei entende? E tudo acabou amo você, mas, não é do mesmo jeito de antes. Morreria por você. Mas por favor, não me peça nada que eu não possa te dar. – Eu pedi.
Félix se levantou pegando a taça das minhas mãos, e colocando na mesa. Em seguida eu já não tinha noção de mais nada, ele me beijou, deixando-me sem ação. Mais por costume do que por vontade retribui, e ele viu isso como incentivo. Eu já sabia onde isso iria acabar. Na cama.
Ele tinha total e plena consciência que o que tínhamos não envolvia amor, era só uma desculpa, era só para esquecer o Jacob eu havia deixado isso claro para ele. Mas por incrível que parece ele não se importou. Félix tinha esperanças de que tudo voltasse a ser como era antes.
Mas nada mais importava, eu tinha que cuidar daquilo que eu ainda tinha Melanie, Claire, Félix e Jane.
Uma semana depois do meu reencontro com Félix, ele foi passar um tempo na minha casa, Claire adorou ter Melanie por perto, iríamos variar, uma semana na minha casa e quinze dias na dele, assim não levantaria suspeitas. Era de madrugada e para variar Claire eu e Félix ainda estávamos acordados ajudando Félix com os alguns documentos falsos. Eu não podia trabalhar por um tempo, e mesmo Félix não podendo também e tendo dinheiro o suficiente, ele tinha vários amigos que pediam diversos favores. Dinheiro nunca foi o problema para nós três. Meu celular tocou não o celular novo que eu havia comprado, mas o celular com chip protegido, o celular que eu usava somente para falar com a Jane. Era estranho ela estar me ligando essa hora da noite, na ultima vez que conversamos ela disse que estava indo para um esconderijo protegido porque estava sendo caçada e que não me ligaria mais para não levantar suspeitas, que seria somente pelo computador agora.
Receosa atendi o celular.
— Alo?
- Renesmee? Aqui é o primeiro comandante do batalhão de armamento civil Alec. – Disse o homem do outro lado da linha.
— Sim. – Foi tudo o que consegui responder.
— Eu estava aqui com Jane, mas, perdemos ela em batalha e ela me pediu para informa-la, tudo o que pediu para dizer era continue até que as pedras rolem, tem algum significado para você? – Perguntou o tenente.
— Não tenho ideia. – Eu menti.
— Ok. Vou desligar, preciso informar os familiares. – Disse ele.
E desligou.
Eu não podia acreditar que eu havia perdido minha amiga, irmã, a pessoa que esteve do meu lado durante toda a minha jornada do FBI. Jane era muito importante para todos nós. Dei a noticia para os outros que ficaram chocados, e mesmo sendo treinada para não me abalar com emoções não pude conter as lágrimas transbordando dos meus olhos. Eu não conseguia acreditar que ela estava morta, o código que o tenente passou “continue até que as pedras rolem” era uma coisa nossa, vivíamos dizendo isso quando as coisas ficavam realmente feias, somente eu e ela sabíamos disso. Félix me abraçou me consolando.
Agora só restava encontrar o culpado.
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