Dangerous Mind

4 Um prazer doentio, uma agonizante tortura


Notas iniciais
Desculpem pela enoooorme demora x.x Tive uma súbita falta de critividade e travei por semanas na metade do capítulo. Bom, prometo que o próximo virá mais rápido. Tentei dar o meu melhor ok? Espero que gostem ~SDM

A mulher corria, assustada, por entre as árvores do grande pântano. Ela quase não conseguia enxergar o que tinha em sua frente, pois a luz da lua não era o suficiente para iluminar seu caminho. Olhava para trás em busca daquele que corria em seu encontro, como um predador.

Ao olhar para trás mais uma vez não percebeu que em sua frente havia uma armadilha, na qual a mulher foi pega. Caiu no chão gritando de dor, seus olhos agora deixavam lágrimas escaparem. De sua perna podia-se ver muito sangue escorrendo. Ela tinha caído em uma armadilha chamada boca de urso, nem uma força que ela fizesse iria adiantar, apenas a faria sentir mais e mais dor.

Enquanto chorava desesperada, ouvia os passos do predador se aproximarem cada vez mais e sentia que sua vida já estava acabada. Essa adrenalina fazia com que seu coração batesse rapidamente, suplicando por um minuto ou apenas segundo de pura calma. Seus olhos se arregalaram ao ver o assassino com um sorriso psicopata, a aparência do homem era horrível; seus cabelos eram desgrenhados, na sua boca faltavam muitos dentes e os que ainda tinham estavam todos podres e sua barba estava por fazer. Ele ia chegando cada vez mais perto.

–Por favor, me deixe ir — a mulher falava entre soluços, enquanto tentava chegar para trás se arrastando e consequentemente gritando de dor. O homem apenas sorriu e a agarrou pelos cabelos.

Em meio aos gritos, pode ser ouvido o barulho de um machado cortando o vento, e logo esse mesmo objeto decepou a perna da mulher, fazendo sangue jorrar daquele lugar. O assassino começa a a puxar a mulher por entre as árvores. Logo eles chegam em uma cabana onde as luzes estavam acessas. Com uma ponta de esperança a mulher começa a gritar por socorro.

– Socorrooo! Me ajude — fala enquanto segurava a mão do assassino que a estava em seu cabelo, mas logo percebeu que não iria adiantar de nada, já que o assassino a levava em direção ao local.

A vitima procurava desesperada por alguma coisa que pudesse ajuda-la a se soltar daquele monstro. Tateava o chão as pressas e logo achou um pedaço de madeira pontiagudo que enfiou com toda a força na perna do homem. O assassino gritou de dor e soltou a mulher. Essa por sua vez, começou a se arrastar para longe o mais rápido de pode. O homem arrancou a madeira da perna sem ligar para a dor, andou até a mulher e a acertou um chute no estomago, jogando-a para trás em meio a um grito de dor.

– Sua puta, o que pensa que está fazendo? — se aproxima dela e novamente a agarra pelos cabelos. A mulher agora cuspia sangue e se engasgava.

Sem mais interrupções, o assassino levou a mulher para dentro da cabana, deixando o escuro e assustador pântano para trás.


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Kelly se encontrava com os olhos fechados e com o rosto no tórax de seu namorado, Pedro. Esse ria de sua namorada que se amostrava assustada pela cena do filme suspense que eles viam. Ele pegou o controle e pausou o filme.

–Preciso ir ao banheiro — disse levantando da cama. Kelly o segurou e abriu os olhos.

–Não me deixei aqui, estou com medo — ele sorriu para ela.

– Kelly, isso é só um filme, fique tranquila que eu já volto — convencida pelas palavras do namorado, deixou que ele saísse do quarto.

Pedro passou pelo corredor escuro e entrou no banheiro, mal reparou que alguém lhe observava. Uma sombra passou em direção ao quarto onde Kelly estava. A mesma sentou na cama ao ouvir barulho de passos.

– Pedro? — fitava a porta — Amor, é você? Para de palhaçada vai.. — levantou e andou até a porta. O assassino a observava.

–Amor? — disse — Acho q é a coisa que você menos vai receber por hoje, minha cara.- Dito isso Kelly prende a respiração, olhando para todos os lados e se perguntando da onde tinha saído aquela voz.

– Pedro...não é hora pra brincadeiras...ONDE VOCÊ TÁ?!- Diz a pobre, desesperada, tentando mesclas as palavras com a respiração ofegante.

– BU! — Diz o assassino, que em súbito aparece atrás de Kelly, amordaçando-a em segundos para evitar que ela gritasse.

Pedro abriu a gaveta do banheiro onde pegou duas camisinhas e colocou no bolso, estava com planos para aquela noite e esperava que tudo desse certo. Saiu do banheiro e andou rapidamente até o quarto, porém ao adentrar o local não viu o que esperava ver. Ao invés de Kelly estar deitada na cama esperando-o, ela estava ajoelhada no chão com suas mãos presas nas costas e amordaçada. Seus olhos se arregalaram e ele correu ao seu encontro, mas ela queria lhe dizer alguma coisa, balançava a cabeça dizendo que não era pra ele se aproximar. Pedro ignorou os gestos na namorada e foi até ela, tirou o pano de suba boca. Kelly arregalou os olhos.

–ATRÁS DE VOCÊ — gritou desesperada. Quando Pedro virou pra trás pode ver um homem todo vestido de preto, com a face tampada e assim não podia ver quem era. Começou a se afastar.

–Quem é você? O que faz aqui? — perguntava gaguejando. O assassino abriu um sorriso, porém esse não podia ser visto pelo menino.

– Acho que você não está em uma boa hora para me fazer perguntas — deixou uma faca cair da manga e a segurou antes que a mesma pudesse cair. Pedro não tinha para onde fugir, o assassino estava em frente a porta. Sem mais opções, pegou um vaso com plantas e o atirou na direção do psicopata que desviou na maior facilidade e começou a rir.

– Tolo, acha que irá me ferir com isso? — falou se referindo ao vaso de flores e avançou na direção do rapaz.

Kelly sem ter como se levantar começou a se arrastar em direção a porta, mas parou assim que sentiu a dor de uma faca sendo enfiada em sua perna e gritou. O assassino havia atirado a faca em sua direção para evitar que ela conseguisse sair, acertou um soco bem forte na barriga de pedro fazendo o mesmo se abaixar e logo desferiu uma joelhada em seu rosto que o derrubou. Então ele andou até Kelly e a segurou pelos cabelos, assim a puxou jogando-a do lado de pedro.

– Estou em dúvida quem irá morrer primeiro — arrancou a faca antes presa na perna de Kelly fazendo-a gritar.

–Por favor, não nos mate — pedro suplicou limpando o sangue que saía de seu nariz

–Tenho uma proposta a lhe fazer, menina — falou enquanto limpava o sangue da faca — deixo você viver se você aceitar a torturar e matar seu namorado ai — apontou a faca em direção a Pedro. O rapaz olhou assustado para a namorada, seu olhos cheios de lágrima já pediam para que ele não o fizesse.

– Kelly, por favor não faz isso — começou a chorar. O assassino soltou as mãos de Kelly e logo ela levantou ficando em frente ao namorado.

– Desculpa, mas eu não quero morrer — suas mãos tremiam e ela começava a chorar também. Sem mais ter pena, Kelly pegou a faca da mão do assassino e foi em direção a Pedro. Ela não pensava em mais nada a não ser o medo de morrer, mostrando o lado traiçoeiro e inconfiável do ser humano.

– Eu não acredito que você vai fazer isso comigo — começou a falar entre soluços — até hoje mais cedo estava falando que me amava.

– Deixe de ser mariquinha, você faria o mesmo se a proposta tivesse sido feita a você — o assassino pronunciou, saindo do silêncio em que se encontrava anteriormente.

Kelly parou por um tempo, ouvindo tudo aquilo que havia sido dito, mas o medo ainda falava mais alto que o resto de suas emoções e no fundo ela sabia que o que o assassino tinha falado era verdade.

O psicopata se matinha em frente a porta, imóvel, apenas observando a cena e pronto para qualquer coisa que pudesse acontecer, Todo aquele momento o fazia sentir-se superior, manipulando a situação a seu favor. O crime iria ser perfeito: namorada em momento de loucura mata o namorado e logo se suicida.

–Desculpa, mas não posso perder minha vida por sua causa — Kelly segurou o namorado pelos cabelos e desferiu um golpe, com a lâmina da faca, em sua barriga fazendo o sangue escorrer. Pedro no mesmo momento gritou com a dor. A menina, sem que pudesse continuar vendo-o sofrer, cortou sua garganta matando-o imediatamente e se jogou no chão ao seu lado chorando.

O assassino começou a bater palmas — Digamos que valeu apenas esse pequeno show — falou enquanto se aproximava da menina e a chutava no estômago, fazendo-a cair para o lado — tenho uma notícia muito ruim para te dar: você irá morrer de qualquer jeito.

Ao ouvir tal frase, Kelly tateou o chão em busca da faca que deixara cair. Quando estava perto do objeto, o assassino pisa com força em sua mão a fazendo gritar e logo desferiu um tapa em sua face.

– Por isso eu digo que não podemos confiar em mulheres e sempre disse para o Pedro não confiar em você — nesse instante Kelly ficou curiosas querendo saber quem ele era — sim, você me conhece — a segurou pelos cabelos levantando-a e a jogando na cadeira do computador. Pegou os lençóis e a amarrou ali. Tirou do bolso dois azóis com fios amarrados no mesmo, segurou um pálpebra dela e enfiou o anzol. Puxou a linha e amarrou em um parafuso que tinha atrás da cadeira, de maneira que deixava o olho dela aberto — se eu fosse você não picaria — logo pegou a outra pálpebra e fez a mesma coisa.

Ao olhar para o rosto de Kelly, podia-se ver sangue escorrendo de suas pálpebras e eles se misturavam com suas lágrimas. Ela se forçava a não piscar, ignorando a enorme vontade que a invadia para que o fizesse.

– Por favor, não faça isso comigo, eu fiz o que pediu; matei o Pedro — disse engolindo o choro para evitar piscar. O assassino deu uma risadinha e pegou um ralador que tinha deixado no canto sem que eles percebessem.

– Isso não importa — chegou perto dela — será que carne humana ralada fica gostosa? — pegou o ralador e começou a passar no ombro dela, o sangue começou a escorrer e logo ela começou a gritar. O assassino pegou um pano e enfiou na boca da mesma abafando seus gritos — não se esqueça que não pode piscar — dizia rindo enquanto continuava ralando a pele da menina. O sangue já formava uma poça no chão e a menina tentava gritar. Sem mais aguentar ela piscou, suas pálpebras rasgaram e mais sangue começou a escorrer pelo seu rosto. — Deprimente — o assassino fala e logo começa a ralar o resto do braço da menina.

Após alguns minutos, todo o braço de Kelly estava ralado, completamente sem pele. O assassino sorri a olhando — acho que já está na hora de você saber quem eu sou.. — tira o capuz e o pano preto que cobria sua boca, deixando seu rosto a mostra. Kelly arregala os olhos, um pouco perplexa e incrédula ao ver a pessoa.

Entre muitos soluços e gemidos, sua voz quase não podia ser reconhecida. -C-como você pode fazer isso?- Fez uma pausa, enquanto deixava que mais uma enxurrada de lágrimas e sangue escorressem pelo seu rosto. -Você era um dos melhores amigos dele!

O assassino sorria maldosamente, naquele momento ele não sentia culpa ou pena, apenas prazer e desprezo. Retirou de seu bolso um instrumento muito usado na era medieval como punição aqueles que desobedeciam as ordens: a pêra. Tem esse nome pois o formato lembra a fruta, ele podia ser usado na boca, no ânus ou na vagina. Dilacerava todo o órgão, porém não chegava a matar a pessoa. O sombrio homicida olhava sorridente para a ferramenta, imaginava o estrago que iria fazer na mulher. Olhou novamente para a menina e com brutalidade fez com que a mesma abrisse a boca, colocando a pêra la dentro em seguida — quero ouvir seus gritos agora — começa a rodar um parafuso fazendo com que as quatros folhas de metal se abrissem, alargando a boca da mulher.

Dava para sentir nos olhos da mulher a dor que ela sentia, e aquilo lhe trazia ainda mais vontade de vê-la sofrer. Sentia a mandíbula dela sobre suas mãos, rangendo e estalando. Ela se contorcia, tentando fazer com que ele parasse com aquilo, mas nada adiantaria e ela conseguia ver que nada ficaria bem. Um barulho um tanto maior fez com que ela soltasse o maior grito que suas cordas vocais permitiam, e ele, após retirar o instrumento de sua boca, pode brincar com a mandíbula mole. Ela permaneceria com a boca aberta pelo resto dos minutos cruéis que ainda lhe restavam.

O homem retirou o instrumento da boca de Kelly e voltou a coloca-lo no bolso. A visão do rosto da jovem não era nenhum pouco agradável, sua boca agora ficava aberta sem ter como ser fechada, sua pálpebras rasgadas deixando uma grande parte do globo ocular a mostra. Aquilo estava realmente bizarro, refletindo a mente doentia daquele psicopata.

Queria falar, queria que ele se explicasse. Queria entender. Não entenderia, nem hoje nem nunca mais. Não haveria mais para que se houvesse um nunca. Ele continuava com o sorriso cruel na cara, de alguém que se satisfazia. -Acha que só assim você não vai falar? Vejamos então...- Enfiou a mão dentro de sua boca e segurou com força a língua, que tentava escapar, sem grandes resultados. A luva de pano em sua mão impedia que a língua escorregasse, e aproveitando de tal fato ele começou a puxa-la. Kelly gritava mais e mais devido a enorme dor. Sem querer perder mais tempo, o homem puxou brutalmente a língua fazendo-a sair em sua mão. O homicida guardou aquele músculo em um saquinho com gelo e deixou em cima da mesinha que tinha ali perto.

Grande quantidade de sangue começou a sair da boca da mulher, e antes que ela morresse de hemorragia o assassino pegou um frasco com álcool e o despejou na perna da menina, pegou um caixa de fósforos e acendeu um — boa viagem ao inferno — e largou o objeto na perna dela que no mesmo instante começou a pegar fogo.

Enquanto o fogo se alastrava pelo corpo de Kelly e o odor de carne queimada tomava conta do local, o homem pegou o saquinho com a língua dentro e deixou a casa sem que ninguém o impedisse. Em alguns instantes toda aquela estrutura estaria em chamas, deixando os dois corpos carbonizados. Andou pela rua que estava deserta até chegar ao seu carro, que estava no outro quarteirão. Estava ansioso para chegar em sua casa e colocar aquele pedaço do corpo junto aos outros.

Notas finais
E ai o que acharam? Deixem seu comentários por favor!!! Até o próximo, beijos
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.