Dangerous Love - Seddie
8 Quero que seja com você
Notas iniciais
3 meses depois...
P.O.V Do Freddie
O homem à minha frente grita, chora e clama por piedade, seu nome é Marck Jackson e eu irei matá-lo pois sua morte foi encomendada por um dos chefes da Facção a qual eu sirvo como assassino de aluguel.
— Eu posso te pagar o triplo que seu chefe ofereceu para você me matar, mas eu lhe imploro não me mate! — Disse o homem desesperado, ele está ajoelhado diante de mim.
Sangue escorre lentamente do seu nariz e boca até chegar no queixo, eu provoquei esse sangramento com a surra que lhe dei. Marck Jackson irá morrer pois ele escraviza mulheres e crianças para o satisfazerem sexualmente.
— Jamais aceitaria o dinheiro de um lixo como você! — Falei cuspindo as palavras friamente.
— Rapaz, me diga quanto, você quer? Eu pago tudo que você quiser, mas por favor ,não me mate! — Suplicou soluçando.
Que deplorável, como pessoas como ele se sujeitam a fazer certas crueldades com inocentes? Eu sinto repulsa de homens como essa cara que está implorando para continuar vivendo.
— Acha mesmo que vai conseguir me comprar? Acha mesmo que eu terei piedade de um monstro como você? Ah! Vai para o inferno! — Falei irritado e chutei sua barriga e ele se curvou se contorcendo de dor.
Saquei minha arma e a destravei, e sorri maldoso apontando para testa do infeliz.
— Você tem o direito de dizer suas últimas palavras, senhor Jackson! — Sorri mirando bem no meio da testa dele.
— Maldito desgraçado! — Disse me olhando com ódio.
— Nos vemos no inferno! — Falei sorrindo e apertei o gatilho.
1 ,2, 3.
Três tiros certeiros atravessaram sua testa e ele tombou caindo num estrondo quase inaudível.
Mais uma alma podre vai para o seu lugar reservado nas profundezas do inferno. Guardei minha arma, e saí do Ferro Velho deixando o cadáver do senhor Jackson à deriva dos abutres.
[...]
— Acabei de apagar o cara, senhor! — Informei telefonando para o meu chefe.
— Ótimo. Não se preocupe, depositarei seu pagamento na sua conta ainda hoje, meu bom rapaz! — Disse ele satisfeito.
— Tudo bem. Estou saindo de Atlanta, vou ter que desligar! — Falei acelerando.
— Certo, até logo! — Se despediu encerrando a ligação.
No dia seguinte...
Acabei de chegar na frente da minha casa, estou exausto de tanto dirigir. Peguei minha mochila e saí do carro e com passos lentos me encaminhei até a porta.
Assim que adentrei em casa fui recebido por um abraço caloroso e apertado. Droga! Eu odeio quando ela faz isso.
— Freddie, eu senti saudades! — Falou me apertando ainda mais.
— Sam, será que já pode me soltar? — Perguntei olhando sério para a loirinha sorridente.
Ela fechou o sorriso e se afastou, suspirei largando minha mochila no chão e andei até o sofá me jogando no mesmo. Fechei os olhos e com as pontas dos dedos comecei a massagear minhas têmporas para tentar aliviar minha dor de cabeça.
— Eu estava preocupada! — Falou e eu senti o acolchoado do sofá se afundar ao meu lado, ela havia se sentado ali.
— Não precisa ficar se preocupando comigo, é você que sempre fica sozinha em casa! — Falei baixinho e abri os olhos para poder olhá-la.
— Eu não tenho medo de ficar só. Eu só tenho medo de te perder! — Disse me olhando com tamanha intensidade que até fiquei desconfortável com seu olhar.
Mordi o lábio inferior com força, e sustentei seu olhar, encarando aquela imensidão azul-esverdeada.
— Você nunca irá me perder, pequena! — Arfimei seguro e me aproximei pegando uma de suas madeixas douradas e encaracoladas.
— Promete? — Sussurrou com um brilho no olhar, um brilho único que pertence só aela.
— Prometo! — Jurei e ela sorriu e pulou no meu colo me abraçando.
Fechei os olhos e encostei meu queixo no seu ombro direito, abracei seu pequeno e delicado corpo, envolvendo meus braços ao redor de sua cintura.
[...]
2 semanas depois...
P.O.V Da Sam
Fiquei prestando atenção em cada palavra que minha melhor amigava falava sobre seu primeiro beijo. Jessie relatava como foi seu primeiro beijo, ela estava até com um olhar sonhador e soltava suspiros a todo instante.
— Foi tão romântico e doce, eu preciso fazer isso mais vezes! — Disse a morena se encostando no armário do colégio.
— Hum... Deve ter sido bom mesmo! — Comentei e ela sorriu e vi que seus olhos cor de avelã brilhavam.
— E foi... Sam, você precisa sentir essa sensação tão mágica! — Falou ela me puxando e caminhamos pelo corredor calmamente, indo para a nossa sala.
— Quantos anos o Lorcan tem? — Perguntei para a minha amiga.
— 14. Ele só é um ano mais velho que eu! — Falou ela sorrindo.
— E você tem 13... O amigo do Lorcan, o Wallace quer te conhecer e aí Sam? Ele é um gatinho, vai querer sair com ele? — Perguntou me lançando um sorriso estranho.
— Não! — Respondi rapidamente.
— Por quê? — Perguntou.
— O tio Freddie disse que eu ainda não tenho idade para ter encontros! — Expliquei tímida.
— Seu tio é muito careta, isso é bobagem, amiga! — Disse ela indignada.
O Freddie me mandou dizer para todo mundo que sou sobrinha dele e que moro com ele porque meus pais faleceram. Eu não gosto de mentir, mas o Freddie disse que é necessário...
[...]
Cheguei em casa e abri a porta com minha chave. O Freddie estava sentado na sala tomando refrigerante e comendo salgadinhos assistindo um programa qualquer na TV.
— Depois diz que só sou eu que come besteiras! — Comentei sorrindo, fui até ele e sentei ao seu lado. — Mais tarde me ajuda com o dever de matemática? — Pedi enquanto roubava alguns salgadinhos de seu pacote que estava pela metade.
— Uhum! — Concordou ainda comendo e sem tirar os olhos da TV.
— Sabia que é engraçado um Nerd ser bandido? — Perguntei sorrido divertida e ele virou o rosto para me olhar.
— Está tentando insinuar alguma coisa, baixinha? — Perguntou.
— Insinuar? Não! Na verdade, eu estou afirmando! — Respondi.
— Eu não sou Nerd! — Falou fazendo aquela famosa cara de bravo que só ele consegue fazer.
É engraçado.
— É sim, senhor, eu sei tudo sobre matemática e Tecnologia! — Zombei e ele aumentou a carranca.
— Vou fingir que não ouvi isso! — Disse e voltou a olhar para a TV.
— Chato! — Falei séria.
— Irritante! — Murmurou abrindo outro pacote de salgadinhos.
— Cabeçudo! — Falei mordendo o lábio para não rir.
Ele parou o que fazia e me olhou com uma expressão engraçada.
— Me chamou de quê? — Perguntou me encarando.
— Ca. Be. Çu. Do! — Respondi pausadamente.
— Ha, ha, ha, engraçadinha! — Disse sarcástico.
— Idiota! — Murmurei e peguei o controle que estava com ele.
Mudei de canal colocando na Nick onde passa minhas séries favoritas.
— Além de irritante está ficando abusada, heim loirinha? — Comentou.
— Shhh cala a boca, eu quero assistir! — Falei aumentando o volume da TV onde passa um trio de adolescentes apresentando um programa de Web Show...
— Você tem sorte por eu estar de bom-humor! — Falou e eu revirei os olhos.
— Se tivesse de mau-humor o que iria fazer comigo? — O provoquei.
—Nem queira saber! — Respondeu.
— Agora me deixou curiosa, conta aí! — Pedi desligando a TV.
— Eu iria quebrar esse controle na sua cabeça! — Disse me fazendo rir.
[...]
— Aagh! Desisto! — Falei irritada largando o lápis e o meu caderno na cama.
O Freddie estava me ajudando no dever de casa de matemática e eu não estava conseguindo fazer as contas de divisão.
— Me dá, eu resolvo essa porra! — Disse irritado pegando meu caderno e o lápis.
— Freddie, com quantos anos você deu seu primeiro beijo? — Perguntei curiosa.
Ele parou de escrever e me olhou, não falou nada, largou o caderno junto com o lápis em cima da minha cama e ficou me olhando sem falar nada.
— Hum... O quê? — Perguntou confuso.
Me aproximei e sentei ficando bem de frente para ele.
— Com quantos anos você deu seu primeiro beijo? — Repeti a pergunta.
— Por quê quer saber? — Retrucou.
— Você sabe o quanto sou curiosa, então me responda! — Pedi.
— Okay! Foi com 13! — Respondeu desviando o olhar.
— Hum... Eu também quero dar meu primeiro beijo com 13 anos! — Comentei.
— Você que sabe! — Falou.
— Minha amiga disse que precisa ser com alguém especial... E eu quero que seja com você! — Falei tomando coragem.
Ele voltou a me olhar, e dessa vez seus olhos estavam arregalados.
— Comigo? — Perguntou e parecia estar chocado.
Assenti ficando envergonhada.
— Sam, eu tenho 23 anos e você ainda é criança, eu não posso te beijar! — Avisou sério.
— Eu tenho 13 anos e eu já sou uma mocinha. Eu quero que meu primeiro beijo seja com você! — Insisti aumentando me tom de voz.
— Não pode! — Disse me olhando e seu tom de voz era calmo.
— Por quê? — Perguntei.
— Amigos não se beijam! — Respondeu.
Fiquei calada, poxa. Eu queria tanto que fosse com ele.
Ele suspirou e depois deu um leve sorriso.
— Se é o que você quer... E pelo visto quer tanto... Eu posso te conceder seu primeiro beijo! — Falou pausadamente.
— Sério? — Perguntei me animando.
— Sim. — Respondeu.
Ele se aproximou devagar e eu senti algo estranho, meu coração acelerou e minhas mãos começaram a tremer. Isso nunca havia acontecido antes.
— Relaxa, pequena! — Sussurrou olhando em meus olhos.
Ele acariciou o lado direito do meu rosto, tocando na minha bochecha e fechou os olhos chegando com o rosto cada vez mais perto do meu.
Fechei os olhos e senti meus lábios serem tocados pelos seus. Paralisei quando ele segurou minha cintura e continuou pressionando sua boca na minha.
E senti algo gelar dentro de mim, aquele certo friozinho que minha amiga havia relatado.
Então, ele se afastou e eu continuei petrificada o encarando.
Um beijo é isso? Um simples encostar de lábios que pode te fazer sentir um friozinho gostoso na barriga?
— Satisfeita? — Perguntou me dando aquele sorriso de lado.
— Sim! — Respondi com vergonha.
— Que bom! Isso foi só um selinho! — Falou e em seguida mordeu o lábio inferior.
Isso é uma mania dele.
— Como assim é só um selinho? — Perguntei confusa.
— Quando você crescer mais um pouquinho, saberá como é um beijo de verdade! — Disse se levantando da cama e foi embora, me deixando ainda mais confusa e boba.
Toquei meus lábios que estavam com uma sensação semelhante a um formigamento e sorri.
[...]
P.O.V Do Freddie
Parabéns Benson você acabou de beijar uma garotinha de 13 anos.
Minha consciência esbravejou jogando na minha cara, o quão estúpido e sem noção eu fui.
Me tranquei no meu quarto e soquei a porta.
Se eu estava me repreendendo?
Sim, eu estava.
Andei até a minha cama e me deitei na mesma.
"Admite que foi errado e mesmo assim você gostou!"
Meu eu interior estava zombando de mim.
— Foi só um selinho, nada de malícia! — Sussurrei comigo mesmo.
"Ela vai crescer, ganhar mais corpo e você pode transformá-la em sua ninfetinha!"
Sussurrou meu eu interior com extrema maldade.
Fechei os olhos balançando a cabeça.
"Imagine ela com 15 aninhos, nua na sua cama e você a fodendo loucamente."
Meu eu interior sussurrou.
— Não! — Sussurrei tentando lutar contra meus próprios pensamentos atormentadores.
"Imagine sua boca, suas mãos percorrendo por aquele corpinho delicado e lisinho".
Mordi o lábio com força, foi tão forte que até senti o gosto de ferrujem do meu sangue, reprimi um gemido.
— Não, eu não vou fodê-la! — Falei baixinho.
"... Ainda..."
Complentou aquela voz maligna do meu eu interior.
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