Dangerous Love - Seddie
10 Novas sensações
Notas iniciais
1 ano depois...
Seattle...
P.O.V Do Freddie
Olhei pelo espelho do banheiro pela quinta vez, o reflexo revela minha imagem abatida e cansada. Ligo a torneira e jogo água no rosto diversas vezes até achar que já é o suficiente. Desligo a torneira e olho para o meu reflexo novamente, as olheiras são visíveis.
Enxugo meu rosto com a toalhinha de lavabo e passo as mãos pelo meu cabelo molhado, alinhando os fios com os dedos para trás. Saio do banheiro e agora estou andando de um lado para o outro no meu quarto,bo relógio em cima do criado-mudo está fazendo aquele som irritante de "Tic-Tac" sem parar.
Minhas mãos estão coçando e meus dedos estão tremendo, é aguniante e eu não sei o que fazer para essa merda parar.
O silêncio e o vazio da casa é quase perturbador, a voz e as risadas dela são o que me tiram do tédio e me distraem. Quando a Sam está no colégio e eu fico aqui sozinho em casa, sem nada para fazer é quase enlouquecedor.
A solidão e o silêncio nunca me agradaram, antes eu tinha a Chloe e agora eu tenho a Sam para me fazer companhia e me salvar de algo tão deprimente, o vazio. Eu odeio sentir isto, é tão ruim sentir um buraco profundo e negro dentro de si, ele suga todas suas energias positivas e a vontade de viver.
Viver sozinho, carregar pesos e sobrepesos nas costas, mortes acumuladas, tristezas e desgostos não é algo suportável para uma pessoa só. Você tem que ter sangue frio, tem que aprender a conviver com as injustiças e as tragédias que a vida te entrega de bandeja e mãos beijadas.
Tic-Tac, Tic-Tac, Tic-Tac...
Maldito relógio.
Soco o pequeno aparelho com todas as forças, ele se abre e quebra, as peças saem e caem no chão. Nada de barulho irritante, melhor assim.
Respiro fundo, fecho os olhos e massageio as têmporas. Abro os olhos e ando até a cômoda ao lado da cama. Abro as gavetas, revirando uma por uma, procurando um maço de cigarro.
Fumar relaxa e é um bom passatempo.
[...]
Horas depois...
P.O.V Da Sam
"Graças à Deus!"
Finalmente as aulas acabaram, estou de férias. Que coisa mais maravilhosa. Me despeço das minhas duas únicas amigas e agora vou para casa.
Abri a porta rapidamente, usando minha chave e entrei toda animada. E foi tão rápido, alguém me agarrou por trás imobilizando meus braços e tampando minha boca.
E por instinto, usei minha perna direita acertando um forte chute na perna da pessoa que estava me imobilizando e consegui morder sua mão com força. A pessoa me soltou e eu me virei rapidamente com os punhos erguidos e pronta para me defender.
— Porra! Quase arrancou minha mão, hein baixinha? — Exclamou Freddie balançando a mão que eu havia mordido, ele estava fazendo careta.
— FICOU LOUCO? QUASE ME MATOU DE SUSTO! — Gritei indignada abaixando os punhos.
— Eu estava te testando, para saber como você reagiria se alguém invadisse a casa e tentasse te agarrar! — Explicou massageando a mão.
— E aí? Passei no teste? — Perguntei.
— Mais ou menos. Nota 4 para o chute e nota 6 para mordida! — Falou dando um leve sorriso.
— Não sei se acho graça ou comemoro! — Sorri sarcástica.
— Estou falando sério, Sam. Sexta-feira eu vou te ensinar alguns golpes básicos para defesa e ataque! — Disse caminhando para o sofá e eu fiz o mesmo, sentando ao lado dele e largando a mochila no chão.
— Mais treinamento? — Perguntei sorrindo e ele assentiu.
— Eu já estou de férias, já tenho 15 anos e quero aprender a dirigir! — Avisei o encarando.
— Negativo. Só com 16 anos! — Falou sério.
— Ah! Não. Por favor, me ensina a dirigir logo? — Pedi suplicante.
— Não! — Negou balançando a cabeça.
— Por quê não? — Indaguei emburrada.
— Porque eu não quero! — Respondeu.
Cruzei os braços e virei o rosto para o outro lado, encarando a parede bege.
— Não adianta fazer birra, manha ou qualquer coisa do tipo! — Advertiu.
Revirei os olhos e fiz careta antes de voltar a olhá-lo.
— Estou com fome, vou ver o que tem na geladeira de bom para comer! — Murmurei me levantando do sofá.
— Novidade! — Retrucou ele.
[...]
Comecei a vasculhar a geladeira, pegando alguns ingredientes como queijo, lresunto, peito de peru e bacon para preparar alguns sanduíches.
Senti que estava sendo observada e quando me virei, o Freddie estava parado encostado na mesa. Ele sorriu de uma maneira estranha e depois mordeu o lábio.
— Um dia ainda vai acabar me matando de susto, sabia? Como você entra nos lugares sem fazer barulhos? — Perguntei fechando a geladeira e levando as bandejinhas com os ingredientes até a mesa.
— É você que precisa apurar a sua audição, baby! — Sorriu me ajudando a desembalar as bandejinhas de isopor com queijo e presunto.
— Minha audição já é apurada. É você que anda como uma cobra silenciosa e rastejante prestes à dar o bote! — Me defendi.
— Errada. Uma cobra não ,e sim um leão faminto, ágil, voraz e cauteloso quando está prestes a capturar a sua presa! — Sorriu explicando.
— E eu sou a presa? — Perguntei entrando na brincadeira, cortando e abrindo os pães para recheá-los.
— Talvez! — Respondeu separando as fatias de bacon e peito de peru para colocá-las nos sanduíches.
— Oh! Você quer me comer leão faminto e voraz? — Brinquei.
Ele parou o que fazia e me olhou com os olhos arregalados.
— Do jeito que você está pensando não! — Respondeu me encarando.
— Não entendi... O que quis dizer com isso? — Perguntei confusa.
Ele se aproximou e ficou com o corpo bem próximo ao meu, me encurralando na mesa. Suas mãos foram para a borda da mesa e seus braços ficaram cada um de cada lado do meu corpo, meu coração começou a acelerar.
— Por quê é tão ingênua? — Sussurrou me olhando firme.
— Eu não sei. Só tenho 15 anos! — Respondi baixinho começando a ficar nervosa.
— Já aprendeu a beijar de língua? — Perguntou encostando o corpo no meu e suas mãos foram para minha cintura.
— Não! — Sussurrei envergonhada.
— Quer que eu te ensine? — Perguntou me prensando contra a mesa.
— Sim! — Respondi quase sem ar.
— Tem certeza? — Sussurrou.
— Tenho! — Respondi encarando-o.
— Certo! — Ele sorriu e puxou meu rosto com uma das mãos, aproximando nossos rostos e encostando nossas bocas.
Seus lábios pressionaram os meus, fechei os olhos e tentei relaxar e senti algo molhado tocar meu lábio inferior, era macio e devia ser sua língua. Arfei e logo senti algo quente invadindo minha boca e acariciando minha língua.
Era a língua dele, dentro da minha boca e mesmo tímida permiti que ele explorasse minha boca e tentei imitar tudo que ele fazia.
[...]
Ele encerrou o beijo e se afastou rapidamente, os olhos um pouco arregalados e com os lábios vermelhos, estava ofegante assim como eu. Minha boca estava formigando e minha língua parecia estar dormente, ficamos nos encarando.
Meu coração palpitando fortemente...
— Isso foi... — Tentei falar, mas nada saia.
— Ótimo... — Ele passou a língua pelo lábio inferior e depois sorriu.
— Amigos podem fazer isso? Quer dizer, nós podemos fazer isso de novo? — Perguntei curiosa.
— Sim. Isso será só entre você e eu! — Respondeu.
— Nosso pequeno segredinho? — Sorri animada.
— Mais ou menos isso! — Respondeu se aproximando e me puxou pela cintura.
— Vou esquecer que você tem apenas 15 anos quando estiver te beijando. Mas nunca permita que eu passe dos limites, entendeu? — Falou me olhando com seriedade.
— Que limites? — Perguntei o abraçando pelo tronco.
— Eu sou homem, Sam. Seu corpo é lindo e tenho vontade de tocar em partes dele que ainda não devem ser tocadas... — Explicou.
— Ah, entendi. — Sussurrei envergonhada.
— Espero que tenha entendido mesmo! — Comentou.
— É por isso que às vezes me olha diferente? — Perguntei.
— Sim. — Afirmou acariciando meu rosto.
— Você está com vontade de me tocar? — Perguntei baixinho sentindo ele acariciar minha cintura.
— Estou! — Respondeu prensando o corpo contra o meu, me encostando na mesa.
Fechei os olhos, respirei fundo, e voltei a olhá-lo.
— É normal sentir a calcinha ficar molhada? — Perguntei baixinho quase morrendo de vergonha.
Meu corpo estava quente, e lá embaixo, na minha parte íntima, estava formigando e eu estava sentindo-a pulsar e ficar molhada com apenas a voz grave e grossa dele junto com suas carícias na minha cintura.
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