Dangerous Love - Seddie

3 Minha única opção.


Notas iniciais
Obrigada por todos os favoritos e comentários! Boa leitura e enjoy!

No dia seguinte...

P.O.V Do Freddie

Acordei ainda sentindo o calor do pequeno e delicado corpo junto ao meu, uma de suas mãozinhas estava em cima da minha barriga. Olhei para a pequena dormindo ao meu lado, seu rosto expressava serenidade e isso lhe dava ainda mais um ar angelical.

Ela é tão pura, e por isso e por vários outros motivos não poderei deixar que ela fique em minha casa, definitivamente ela não pode morar comigo.

Sou uma péssima influência para ela, não tenho uma vida honesta, não confio nem em mim mesmo, eu exalo perigo.

Sou um assassino de aluguel, vivo em meio à perdição, além de roubar e matar, eu também gosto de torturar as vítimas, tenho prazer em fazer isso, sou ciente de que também sou sádico.

Como eu poderia permitir que essa criança more comigo, seu eu mesmo posso ser o pior perigo para ela? Nunca sei o que meu lado doentio será capaz de fazer, a maldade, o egoísmo e a frieza sempre farão parte de mim.

E eu não posso corromper a inocência dessa garotinha mostrando todo o meu lado ruim, não mesmo. Um criminoso como eu jamais teria a capacidade de cuidar dela, de lhe dar tudo o que ela precisa de mais importante.

O amor, carinho e segurança, sei que nunca serei capaz de lhe proporcionar tais coisas...

Tiro sua mão de mim e me afasto, levantando-me da cama. Fui fazer minha higiene matinal.

[...]

Quando estava preparando o café da manhã ouvi passos se aproximando, e quando olhei para trás me deparei com a loirinha parada na entrada da porta, coçando os olhos e bocejando. Seus cabelos dourados estão bagunçados e ela ainda parece estar sonolenta.

O que eu devo fazer com ela? Não posso simplesmente mandá-la embora. Já sei, vou deixá-la na porta de algum Orfanato ou eu poderia levá-la de volta para a sua casa, só preciso saber o que aconteceu com ela, para então tomar uma providência.

— Bom dia! — Me cumprimenta com educação.

— Bom dia! — Falo voltando a virar o omelete que eu estava fritando.

Fiz 5 omeletes, 3 para mim e 2 para ela, desliguei o fogão e comecei a servir a mesa.

— Por quê não vai se higienizar enquanto eu termino de preparar o café? Tem escovas de dente novas no armário do banheiro! — Digo abrindo a geladeira e retirando uma jarra de suco e potes de geléia para as panquecas.

— Eu não consigo alcançar o armário e eu não tenho roupa para me trocar! — Avisou.

— Hum... Espere um momento, eu vou pegar para você! — Falo terminando de pôr a comida na mesa.

[...]

Entreguei uma camisa azul de mangas e lhei dei uma das minhas escovas de dentes novas. Ela foi fazer sua higiene matinal e eu voltei para a cozinha para acabar de pôr a mesa para podermos tomar café da manhã...

— Eu estou te incomodando? — Perguntou de repente enquanto fazíamos nossa primeira refeição do dia.

Mordi o lábio inferior e balancei a cabeça negando, pois mentir usando palavras fica mais difícil, mas era necessário.

Quase não consegui dormir, passei a noite toda inquieto e muito incomodado com ela dormindo ao meu lado, se eu consegui dormir por 3 horas foi muito.

— Você passou a noite toda se mexendo. Você também estava com medo de trovões? — Perguntou inocentemente.

Contive a vondade de rir. Que absurdo, eu não tenho medo de nada. Agora eu sei o motivo dessa carinha de sono, ela também não conseguiu dormir. Será que passou o tempo todo fingindo? Eu não fingi, apenas mantive meus olhos fechados tentando dormir.

— Acredite se quiser, eu não tenho medo de nada! — Falei me levantando, retirando-me da mesa e saindo dali deixando-a sozinha.

[...]

Estava na sala sentado no sofá com o controle remoto na mão, mudando de canal, procurando algum que prestasse. Cansei e joguei o controle em cima da mesinha de centro. A TV ficou ligada num Canal qualquer do qual eu não dei importancia em prestar atenção no que passava.

— Eu lavei as louças! — Avisou entrando na sala e sentando ao meu lado. Ignorei a presença dela ou pelo menos tentei.

— Você não gosta de conversar muito, não é? — Perguntou.

— Você quer conversar? — Perguntei pegando o controle e desliguei a TV. — Então, vamos conversar... Que tal me falar sobre você? Só o que eu sei é o seu nome e idade, e sobre o seu medo de trovões. Agora me diz, o que houve ontem à noite? O que estava fazendo sozinha chorando na chuva quando eu te encontrei? — Questionei interessado.

— Homens malvados entraram na minha casa, eles queriam nos machucar e estavam armados. Meu pai me mandou fugir e eu obedeci! — Contou começando a chorar.

— Eu só lamento! — Foi tudo que eu me limitei a dizer.

Não costumo demonstrar qualquer tipo de emoção, muito menos pena ou afeto.

Isso explica quase tudo, o fato de eu tê-la encontrado sozinha na beira daquela estrada. Cheguei a conclusão de que a família dela fora vítima de um ataque de acerto de contas e por algum milagre ela conseguiu se salvar.

— Onde moram seus outros parentes? — Perguntei.

— A família da mamãe mora em Chicago e a família do papai mora em Dallas! — Respondeu ainda chorando.

Porra! A garota ficou órfã de pais e só tem parentes que moram longe. Isso complica tudo, o que devo fazer com ela? Acho que deixá-la em um Orfanato é minha única opção. Não posso simplesmente ficar com ela, seria um fardo que não é problema meu e eu preciso me livrar disso logo.

Notas finais
Gostaram??? Comentem!!! Será que o Benson vai mesmo abandonar a pequena Sammy num Orfanato? Xoxo Julie