Notas iniciais
Ciao! Tudo bom meninas? Sei que esse capítulo foi muitoooo esperado, então deixarei os avisos nas notas finais! Boa Leitura!

— Agora eu entendi porquê achei estranho você receber um bipe de Sara sendo que tempo depois eu vi ela chegando no hospital para entrar em plantão. — eu disse quando saímos do elevador. — Eu nem suspeitei na hora.

Oliver riu e deu de ombros levemente e tirou sua jaqueta. Eu fiz o mesmo com o blazer que havia usado o dia inteiro. Chutei os saltos para o lado e soltei o rabo de cavalo que havia refeito. Caminhei em direção a cozinha, enquanto Oliver mandava mensagem para Sara para avisar que eu havia aceitado e que havíamos chegado bem em casa.

A essa hora amanhã, o hospital inteiro iria saber que Oliver Queen estava noivo. E eu não conseguia deixar de sentir orgulho disso, afinal eu era a noiva de Oliver Queen.

Duh.

Ri com essa linha de pensamento e abri a geladeira a procura de algo para beber ou comer agora. Estávamos no meio da semana, mas eu havia sido pedida em casamento, então dane-se. Eu iria de vinho hoje e quem sabe, as sobras do jantar com os Queen de ontem?

— Hey.

Me virei para Oliver com a geladeira ainda aberta.

Ele estendeu a tela do celular perto suficiente para eu ler uma mensagem.

Era de Robert.

"Pai: Me diga que as fofocas são verdadeiras. Helen já me contou tudo."

Eu ri e observei com um sorriso, Oliver confirmar as suspeitas de seu pai.

— Falei para ele e Sara não contarem para ninguém ainda. Vamos esperar o próximo jantar e aí contamos. — ele disse digitando ao se inclinar contra a ilha de granito da cozinha.

Eu peguei a garrafa de vinho tinto pela metade e duas taças no armário.

Coloquei as sobras de nhoque para esquentar no microondas e dois garfos. Oliver, em algum ponto, largou o celular e serviu as taças de vinho bem cheias e jogou a garrafa fora.

— Eu te amo. — eu disse o abraçando por trás.

Algo me dizia que ele estava sorrindo.

Senti uma de suas mãos me tatearam até acharem os prendedores da calça e me puxar para sua frente com rapidez. Eu sorri e voltei a abraçá-lo em nossa nova posição. Conseguia ouvir o coração dele batendo. Não estava disparado. Era um ritmo constante, mas ao mesmo tempo preguiçoso. Enfiei meu nariz em sua camisa e aspirei o meu cheiro preferido no mundo inteiro.

— Eu te amo mais. — ele disse fazendo a mesma coisa com o meu cabelo.

O microondas apitou e eu me separei dele levemente. Me ergui na ponta dos pés e dei um selinho demorado nele, mas não tão longo que me fizesse esquecer da comida por muito tempo. Peguei a vasilha do microondas e ofereci um dos garfos para ele.

Começamos a comer juntos em silêncio.

Era um momento completamente nosso.

— O que você quer falar para os seus pais? O seu pai não vai atirar em mim quando souber que eu pedi primeiro á você ao invés dele, certo? — perguntou de boca cheia e eu ri e lambi o molho branco da ponta do garfo.

— Não. Ele é um dos pais que sabe que criou a filha excepcionalmente bem e ela não aceitaria nada além do melhor... — eu respondi dando uma piscadela que o fez rir. — Mas você ainda terá que ter a conversa com ele, garantir minha segurança e felicidades... Essas coisas. Para ser sincera, os meus pais são fichinha em comparação ao carnaval que os seus irão querer montar.

Oliver corou levemente e engasgou um pouco com o nhoque.

— Eu não tinha pensado nisso... — admiti ele e foi a minha vez de rir. Abaixei meu garfo e o coloquei do lado da vasilha com o restante do nhoque.

Fui até o meio de seus braços que era o meu lugar favorito no mundo inteiro.

— Oh Deus, Thea...

— Oh sim, temos Thea e Tommy logo após. Caitlin talvez, mas Thea e Tommy são os mais perigosos. — eu disse abraçando sua cintura. Ele deixou o garfo de lado também e eu vi em seu rosto que ele estava montando possíveis cenários em sua cabeça e sua expressão de desagrado apenas aumentava. — Hey... Hey. Sem essa cara.

— Eu pensei muito bem e cheguei a conclusão que não devemos contar para ninguém, só os nossos pais está de ótimo tamanho... — ele disse me segurando pelos ombros e eu ri.

— Sua irmã e nossos amigos nunca iriam nos perdoar, Oliver. — eu apontei e ele deu de ombros. — John e Lyla são capazes de nos deserdarem como padrinhos de Sara.

— Não podemos arriscar Sara, né? — perguntou e eu neguei e beijei seu queixo em três pontos diferentes. — Vamos decidir o essencial então. Quando?

— Você está com pressa?

— Não. Um pouco depois do final da minha residência? — pediu.

— Janeiro? Ainda vai estar nevando...

— Fevereiro? — perguntou novamente.

— Mês do Dia dos Namorados. Muito clichê. — eu disse e ele riu. — Novembro?

— Vai demorar muito para chegar... — ele disse e depois me encarou. — Deste ano?

Eu dei de ombros.

— Sua residência acaba em outubro. Eu entrego meus projetos até o final de setembro. A cerimônia poderia ser em Novembro e a lua-de-mel em Janeiro. — eu disse fazendo as contas na minha cabeça e vendo resultados positivos.

— Em Janeiro?! — exclamou ele horrorizado.

— Oliver, recém-casados só pensam em sexo nas primeiras semanas. Tommy e Cait gastaram quinze dos trinta dias no sul da Europa trancados em um quarto de hotel. E nós não iremos fazer isso, capitche? — perguntei segurando suas bochechas com as mãos e ele sorriu.

— Capitche. Então nos casamos em Novembro, ficamos em uma suíte bem cara para comemorar, ficamos para os feriados e saímos de férias e lua de mel em Janeiro. — disse ele e eu concordei. — Ótimo. Onde?

— Eu gosto do jardim da casa do seus pais. Ele é grande suficiente. — eu disse.

— Não podemos. Thea já reivindicou a Mansão quando tinha seis anos e ela ainda lembra disso. — ele disse e eu ri. — Mas você sempre pode falar com ela e fazer o seu beicinho. Funciona com ela também.

Eu ri e repousei minhas mãos em seus ombros.

— Quantas pessoas? — perguntei e ele me deu um beijo.

— Poucas. Quero um casamento pequeno em que eu nós não demoremos muito nas despedidas para ir embora. — ele disse sobre os meus lábios e eu descobri que meu amor por ele podia sim, crescer ainda mais.

— Cem pessoas para cada. — eu disse sobre os lábios dele e ele assentiu, concordando. — Padrinhos?

— Tommy. John não gosta de holofotes. — ele respondeu.

— Lyla também não, por isso colocarei Thea de dama de honra, e Sara como minha madrinha. — eu disse e Oliver se afastou levemente.

— E como você acha que Cait irá reagir á isso?

— Oh. Tem razão. — eu disse murchando levemente e Oliver voltou a me abraçar e me beijar levemente. — Não quero pensar nisso agora.

Oliver deu de ombros e emoldurou meu rosto mais uma vez com suas mãos e eu soube que a parte em que conversávamos sobre tudo havia acabado e o outro tipo de conversa começava agora. Ele entrelaçou seus dedos em meu cabelo e invadiu minha boca com sua língua, eu quis gemer e pedir arrego ali mesmo, porque era tão bom assim.

Fechei meus punhos em sua camiseta e eu o puxei para mais perto, mesmo já sentindo seu corpo colado ao meu. Suspirei baixinho ao sentir o órgão já endurecido dele pelo jeans. Só nos separamos quando o ar foi necessário, e nesse meio tempo, Oliver me ergueu pelas coxas até eu estar sentada na ilha da cozinha.

Tirei minha blusa sozinha, enquanto ele tirava a dele.

— Isso é novo. — ele comentou ao sorrir levemente em meu pescoço e brincar com a renda do sutiã que eu estava usando.

Ele era um dos mais simples que uma vez fora branco, mas estava mais para bege agora. Eu tinha deixado em casa na primeira mudança, e na segunda eu havia feito questão de trazê-lo porque ele era muito confortável e aceitável para uso ainda.

— Tire. — ele ordenou e eu tremi levemente.

Alcancei o fecho em minhas costas enquanto sentia suas mãos subindo por minhas coxas até o botão da minha calça. Arranquei as alças, ao mesmo tempo que Oliver me puxou para frente e atacou meu seio direito. Eu gemi e ri ao mesmo tempo, enquanto jogava o sutiã longe. Acho que caiu perto do pote de café.

Me agarrei ao ombros de Oliver e inspirei seu cheiro que ainda tinha um rastro de desodorante, o cheio de desinfetante que usavam no hospital e apenas o cheiro natural dele. Era intoxicante demais, mas eu amava.

— Oliver! — exclamei sorrindo ao sentir uma mordida forte no mamilo que estava em sua boca.

— Hmmm... — ele murmurou algo que eu não entendi e passou para o outro seio e eu senti meus dedinhos nos pés se curvarem e aquele comichão no meio das pernas começar a se fazer presente.

Larguei seus ombros e os empurrei levemente. Desci da ilha em um pequeno pulo e empurrei meus jeans quadril á baixo. Assim que eles chegarem aos joelhos, Oliver me girou e me pressionou contra seu corpo. Sua boca foi diretamente para o meu pescoço e eu usei minhas pernas para tirar o jeans.

— Felicity... — ele gemeu assim que eu pressionei minha bunda contra o seu quadril e me mexi bem levemente. Sorri um pouco e senti suas mãos em mim novamente. Mais especificamente em minha calcinha. — Deus, você está muito molhada.

— Oliver? — chamei ao sentir pressão no lugar certo.

Coloquei minha mão em cima da sua e empurrei ela contra a mim mesma, era uma sensação maravilhosa, mas eu queria mais do que isso. E dessa vez eu tinha uma fantasia em mente.

— Vamos para o quarto. — eu disse sem fôlego algum.

A perda de seu toque foi imensurável, mas a promessa de algo melhor ficou no ar. Eu sabia o que queria fazer e como queria fazer. Minha mente havia adquirido uma facilidade em criar fantasias com Oliver, principalmente no tempo em que ficamos separados, e agora eu tinha tornado minha missão pessoal realizar algumas delas.

— Traga a geleia com você. — eu disse caminhando na frente.

O chão gelado debaixo dos meus pés era a única coisa que estava aliviando um pouco o calor que eu sentia. Oliver me incendiava por completo. Dei uma corridinha para dentro do nosso quarto e entrei dentro do closet.

Pesquei a primeira gravata que vi em uma de suas gavetas e voltei com ela em mãos para a cama. Após a nossa aventura na cozinha, eu comecei a descobrir algumas coisas sobre meus próprios gostos sexuais e descobri que o que eu gostava ia um pouco além de algumas palmadas. Eu tinha feito minha cota de leituras e alguns breves estudos básicos em como usar artigos sexuais na cama com segurança e queria fazer uma das combinações hoje. E que mulher do século vinte e um ainda não tinha lido ou ouvido falar de Christian Grey? No meu caso eu tinha um Oliver Queen, o que era o mesmo, se não, bem melhor.

Oliver havia gostado de me amarrar naquela última vez, e aposto que apenas parou porque eu havia "banido" isso da nossa relação. Hoje eu estava disposta a tentar novamente, desde que ele não me empatasse mais.

— Felicity?

— Se vamos realmente usar isso, eu tenho um pedido. — eu disse aparecendo com as mãos para trás, fiz um gesto para o pote de geleia ainda em suas mãos.

Ele sorriu e ergueu uma sobrancelha.

— Sou todo ouvidos.

Assim que ele disse isso, eu revelei o que tinha em minhas mãos.

— Ahm, eu lembro perfeitamente bem de você me fazer jurar que nunca mais queria ser amarrada. — ele apontou quando viu uma de suas gravatas pretas.

— Sério? Porque eu me lembro de ter ficado brava e ter banido o ato de empatar um ao outro do nosso relacionamento. Lembro de você ter concordado. — disse esticando o tecido de seda preta em minhas mãos. — Eu quero isso, Oliver. Eu sei que você gosta, e eu sei que você não vai me empatar... Vai?

Ele negou.

— Então qual seria o problema? — perguntei e estendi a gravata em sua direção e vi ele suspirar levemente e debater consigo mesmo os prós e contras de aceitar o que eu estava propondo.

Oliver começou a se mover então. Ele se levantou deixando o pote de geleia perto do pé da cama. Ele pegou a ponta da gravata e suspirou levemente mais uma vez. Acho que havia chegado em algum tipo de consenso consigo mesmo e parecia quase que resignado.

Entrelacei minhas mãos uma com a outra e estendi os punhos juntos para cima.

Ele fez um nó elaborado, mas não tão apertado como da primeira vez. Assim que estava satisfeito, olhou em meus olhos e ergueu uma sobrancelha em uma pergunta óbvia que eu ignorei e fui me sentar no meio da cama. Deitei e ergui os braços para cima. Ia doer ficar naquela posição por muito tempo, mas novamente eu não me importava, sabia que meu noivo iria me recompensar.

— Mantenha os braços para cima. — ele disse mostrando o quão esticada eu tinha que estar.

Estiquei ainda mais e agarrei a cabeceira pequena entre os travesseiros, de onde eu estava conseguia ver o céu escuro borrado pela janela e pequenos pontinhos brilhantes que eram a estrelas. A luz do corredor e a do closet estavam acesas, mas essa era toda a luz que tínhamos.

Senti suas mãos separem minhas pernas o suficiente para ele ficar confortável entre elas. Notei que ele já não usava sua calça jeans ou sua boxer, apenas sentia sua pele quente contra a minha. Fechei os olhos e agucei os outros sentidos.

Conseguia sentir seu calor e seu cheiro perto do meu.

Conseguia ouvir sua respiração levemente alterada junto com a minha.

Senti a mudança no ar que nos envolvia quando ele se inclinou levemente e beijou meus lábios demoradamente, mas sem se aprofundar em um beijo mais íntimo. Uma de suas mãos subiram pelas minhas coxas e encontraram um de meus seios.

Ele se afastou levemente e eu senti algo gelado contra minha pele. Abri os olhos a tempo de ver Oliver me atacar como um homem esfomeado. Sua língua estava quente e seus dentes que me arrepiaram completamente. Da cabeça aos pés. Gemi e apertei minhas pernas contra o seu quadril. Me agarrei a cabeceira para não sair da posição inicial, mas a sensação era esmagante.

Senti aquela sensação gelada de novo e olhei para o seio oposto. Ele havia trazido consigo uma colher de sobremesa pequena para espalhar a geleia e estava fazendo isso simultaneamente, enquanto eu me resumia apenas a respiração ofegante e a excitação.

— Oliver...

Ele mudou de seio e me mordeu. Bem forte. Soltei a cabeceira aí e agarrei á dois travesseiros que estava perto de minha cabeça.

— Eu estava certo, Felicity. — ele disse contra minha pele e eu sentia arrepios explodirem em minha pele em diferentes pontos do meu corpo agora.

A sensação era indescritível, e estávamos apenas começando.

— Você fica deliciosa com pêssego.

Eu soltei mais um gemido e senti a colher voltar a me tocar. Bem na região do umbigo, a geleia escorreu em minha pele nas quatro direções possíveis. Iria melar os lençóis, mas eu não me importava e duvidada que Oliver iria se importar também.

— Eu preciso que isso saia do meu caminho... — ele disse brincando com as laterais da minha calcinha. — Por mais provocante que ela seja... Temos que nos livrar dela, Felicity.

Ergui meus quadris levemente e ouvi sua risada abafada, mas ele fez o que eu queria. Abaixou as laterais da calcinha até ela sair completamente do meu corpo.

— Oliver? — chamei e ele olhou para mim com os olhos excitados demais.

— Sim?

Ele se inclinou sobre mim mais uma vez até que nossos olhos ficassem na mesma altura. Senti seu corpo sobre o meu finalmente junto com a sua excitação. Ele estava tão pronto para mim quanto eu estava para ele. Ergui meu rosto até encontrar o seu e o beijei com tudo que tinha dentro do meu peito, mas ainda sim sem tocá-lo de verdade.

— Felicity...

O beijo foi praticamente obsceno demais devida tanta intimidade e confiança que compartilhávamos um com o outro. Senti suas mãos descerem pelo corpo até acharem minhas pernas mais uma vez. Ele me ergueu e eu o abracei pelo quadril com as minhas pernas. A fricção causada foi bem-vinda, mas meu corpo sabia exatamente o que queria. Mais Oliver. Mais. Mais. E mais.

— Quando você me beija assim, eu só consigo pensar em uma coisa. — ele disse quando desceu até o meu pescoço.

Eu estava completamente sem fôlego.

— Me mostre... Por favor. — eu pedi.

Ele desceu até onde a geleia estava derretendo em minha pele e me limpou com movimentos quentes e precisos de sua língua. Suas mãos voltaram a apertas minhas coxas, forçando-as a abrirem um pouco mais, mesmo quando tudo que eu queria era esfregar uma na outra.

— Oliver! — gritei assim que senti dois dedos me invadirem sem aviso prévio. Ele fez movimentos completamente aleatórios dentro de mim que estavam fazendo a excitação começar a construir um orgasmo rápido. — Deus...

— Você está tão molhada, Smoak. — voltou a sussurrar contra minha pele e eu só sabia gemer o seu nome.

Oliver se afastou completamente de mim. Abri os olhos e o vi se esticar até o seu criado mudo e abrir uma das gavetas. Camisinha. Excelente ideia. Eu não teria lembrado. Ele se vestiu rapidamente e eu vi o quanto estava realmente excitado por mim.

Voltei a abrir minhas pernas em um convite claro, enquanto agarrava os travesseiros. O orgasmo ainda estava á espreita e Oliver sabia disso tanto quanto eu.

— Você me quer?

— Sim! Por favor! — eu choraminguei. Ele me ergueu pelas coxas e me penetrou em um movimento rápido e profundo. O grito que irrompeu minha garganta saiu sem permissão alguma, mas fora apenas mais um incentivo para Oliver.

Eu fechei meus olhos e fui transportada para o Natal do ano passado quanto tivemos nossa primeira noite juntas. O Oliver daquela noite era o mesmo Oliver de agora.

Tentei me contorcer um pouco mais para gerar algum movimento, mas as mãos fortes de Oliver não permitiram. Eu teria marcas nos quadris amanhã, mas não me importava. Eu não estava me importando com um monte de coisas agora, apenas Oliver. Ele me deu uma palmada estalada quando tentei novamente e eu gemi alto.

— Felicity... Coloque os seus braços no meu pescoço. — ele ordenou e eu apenas obedeci.

Soltei os travesseiros ao mesmo tempo que ele se inclinou contra mim. Tranquei meus braços em sua nuca e me agarrei ao seu corpo por inteiro. Depois disso, o ritmo de nossos corpos foi ditado por ele.

Rápido. Duro. Fundo. E eu não iria reclamar.

— Sim... Sim! — eu gemia quando sentia seu quadril se chocar contra o meu com força.

Aquele velho comichão na base da minha barriga se fez presente e eu sabia que estava perto. Sentia minhas paredes se apertarem ao redor de Oliver cada vez mais ao mesmo tempo que o sentia inchar dentro de mim.

Estávamos muito perto.

— Felicity...

— Deus... Oliver! — eu gemi me agarrando á ele sentindo ele explodir dentro de mim e eu explodir dois segundos depois.

Meus braços o rodearam e o sustentaram. Não sentia mais dor nos braços ou nas pernas porque eles viraram gelatina assim como meu cérebro. Eu estava dopada de prazer e era a melhor coisa do mundo misturada com o cheiro de Oliver tão perto. Os espasmos de prazer relaxaram o meu corpo inteiro e eu afundei no colchão. Abracei o corpo de Oliver com o meu próprio, enquanto meu cérebro reinderizava novamente.

— Wow. — ofeguei apoiando minha testa na dele.

— Wow. — repetiu ele e nós rimos juntos.

— Sexo com meu noivo é muito melhor do que com meu namorado. — disse sorrindo. — Imagine como vai ser com o meu marido.

Oliver riu livremente com a minha provocação e esfregou seu nariz ao meu e me abraçou ainda mais. Sentia ele ainda dentro de mim, não estava endurecido como antes, mas ainda não havia, bem... Relaxado. O que era ótimo, porque a noite estava apenas começando para nós dois. O puxei pela nuca mais uma vez para um beijo. Oliver sorriu, porém correspondeu o beijo na mesma intensidade.

— Eu amo você. — ele sussurrou contra os meus lábios ainda de olhos fechados.

Eu sorri e esfreguei meu nariz no seu mais uma vez.

— Eu amo você mais. — eu disse e ele sorriu agora. — Agora me desamarre para eu te abraçar direito, por favor.

Ele sorriu ainda mais largo e assentiu ao sair de dentro de mim. Desfez o nó da gravata facilmente e eu me vi livre das amarras. Literalmente. Me senti levemente vazia e com a bexiga gritando por um banheiro, mas mesmo assim o abracei e o beijei mais uma vez.

Nunca era o suficiente.

— O jantar amanhã na casa da sua mãe... — eu comecei e Oliver contorceu o rosto.

— Amor... Não faça isso comigo. — ele disse rolando para o lado e eu ri.

— Okay. Não falar que eu quero transar com meu noivo no famoso terraço das festas de 4 de Julho com ele na casa em que ele cresceu? Entendido. — eu disse levantando da cama.

— O que? — perguntou ele com a voz abafada pelo travesseiro.

— Amanhã vai estar muito frio para entrarmos na piscina, Oliver, mas já que você não está interessado... — disse e fechei a porta do banheiro atrás de mim.

Fiz xixi e me limpei o máximo que pude. Lavei o rosto para tentar me refrescar de alguma forma, porque mesmo depois de um orgasmo forte e esmagador, eu ainda me sentia bem quente e ainda estava com aquele leve comichão na barriga, resquícios do último orgasmo. Os espasmos e os arrepios haviam cessado, mas a fadiga ainda estava longe.

Olhei para meu corpo no espelho. Estava levemente vermelho em alguns pontos em que a atenção de Oliver foi dada, mas nada que um pouco de gelo e corretivo não resolvessem. Iria conseguir usar o vestido novo que havia comprado para dar as boas novas para os Queen.

Dei uma voltinha na frente do espelho e sorri com isso.

— O que você está fazendo?

Me virei na direção da voz dele e vi que ele estava encostado no batente da porta e eu nem havia percebido ele abrir a porta, muito menos entrar ali. Percebi que seus olhos estavam brilhantes e risonhos, sinal que seu humor ainda não havia azedado de forma alguma. Nunca subestime o poder de um noivado.

— Você mais do que ninguém sabia que eu tinha uma timidez que chegava até uma leve aversão do meu próprio corpo. — eu disse saindo do banheiro e ele assentiu. — Eu percebi que depois que conheci você, eu perdi isso. Você tirou todo o pudor de mim, Dr. Queen.

— E ainda sim, você se nega ao sexo na piscina dos meus pais. — ele apontou revirando os olhos levemente e eu ri, e desta vez, eu corei. — Mas eu sou um homem paciente, Srta. Smoak.

— Eu propus o terraço em contra partida. — argumentei e ele cruzou os braços e me encarou descaradamente. — Como eu dizia, você tirou esse pudor de mim. Antes eu nem conseguia dormir sem um pijama, que dirá de lingerie ou simplesmente nua. Agora, olhe bem para mim, estou desfilando nua por uma casa cheia de janelas.

— Eu não vejo problema nenhum nisso. — ele respondeu ainda encarando meu corpo exposto. — E eu te garanto que ninguém consegue te ver nua pelas janelas da casa, apenas eu.

— Você é incorrigível. E um tarado. — eu disse jogando o cabelo para trás e me virando para o espelho novamente.

— Tarado por você. — corrigiu ele vindo para trás de mim e me abraçando. — E apenas por você.

— Acho que eu consigo viver com isso. — eu repliquei com um sorriso e senti seus lábios em meu ombro. — Você já recuperou o fôlego?

— Para o que?

— Eu quero me divertir mais um pouco. Você ainda me deve dois orgasmos ainda hoje, Dr. — eu disse me virando para estarmos frente á frente.

— Você quer ir até a varanda?

— Quem é o tarado agora? — perguntou sorrindo e eu ri corando.

— Eu só quero sentir você dentro de mim novamente. — disse sincera ao me aproximar ainda mais dele.

— Eu criei um monstro. — ele disse mais para si mesmo do que para mim.

— E você vai casar com ele. — eu adicionei e isso o fez rir novamente.

Me separei dele e fui até a nossa cama de volta. Olhei ao redor do quarto e mordi o lábio inferior. Estava levemente desarrumado com alguns papeis espalhados. Cópias do meu trabalho e do de Oliver misturados, alguns saltos meus nos cantos, algumas peças de roupas jogadas. A cama não estava desarrumada, mas os lençóis amassados não enganavam ninguém.

— Você não vem, Dr.?

Ele sorriu e ergueu uma sobrancelha.

— Eu tenho uma condição. — ele disse e eu assenti ficando de joelhos na cama, enquanto ele se aproximava.

— Qualquer coisa. — disse o puxando para cama.

— Eu quero que você vá por cima desta vez. — ele disse afastando algumas mechas que entraram no meu campo de visão que já era delimitado.

— Então eu tenho uma condição também. — eu disse e peguei a gravata entre os travesseiros e a ergui na altura de seus olhos. — Você não vai ver nada, apenas sentir.

Ele hesitou por um momento, depois sorriu e assentiu. Oliver gostava quando eu tinha lapsos de confiança e nós aproveitávamos muito a nossa cama quando eles aconteciam. Ás vezes, o sofá e a cozinha também.

— Deite e fique confortável. — eu disse o vendando com um simples nó e o puxei pelas mãos. — Você tem alguma fantasia, Oliver?

— Sim.

— Alguma em especial? Você realizou uma minha hoje, e eu quero fazer o mesmo pelo meu querido noivo. — eu disse empurrando o peito dele para trás levemente.

Ele se deitou no meio dos travesseiros ainda vendado.

— Ela já está se realizando agora. — ele disse tateando meu corpo que inclinado sobre o seu bem levemente.

— Bom saber disso. — eu disse e dei um selinho rápido em seus lábios. — Não se mexa.

— Onde você vai? — perguntou, mas eu apenas ri.

Voltei até o banheiro e peguei um dos meus novos acessórios. Uma coisa que eu aprendi com Oliver é que ele não mexia em meus cosméticos e só por isso ele não havia descoberto o pequeno arsenal que eu tinha depois de uma visita rápida á um sex shop, indicação de Sara.

Peguei o óleo de massagem que era comestível e tinha sabor de melancia. Voltei para o quarto e encontrei Oliver massageando a si mesmo e minha boca ficou terrivelmente seca.

— Oh, é assim que você se sente, então? Quando começo sem você?

Ele riu e assentiu.

— Você vai sentir uma coisa bem quentinha, mas não se assuste. — eu avisei abrindo o óleo e deixando pingar em seu peito até o abdômen. Seu pênis já estava ereto. Eu sorri. O poder da expectativa. Engatinhei até sentar sobre suas coxas e começar a esfregar o óleo em sua pele.

Me inclinei e beijei sua clavícula e desci até seu peito, lambi e mordisquei seus mamilos e senti suas mãos em minhas coxas me trazendo mais para cima e eu sorri.

— Uh-uh. Sem tocar. Pelo menos, por agora. — eu disse tirando suas mãos de mim.

— Sim, senhora.

Ele não colocou os braços para cima, apenas fechou seus punhos com força ao lado do corpo. Algo me dizia que ele não iria me tocar. Era mais do que suficiente para mim.

Por hora.

Continuei descendo até o grande prêmio. Distribuía beijos molhados e mordidas leves por todo trecho que encontrava. A pele arrepiada e a ereção evidente de Oliver era sinais que eu estava indo bem por mais que a minha experiência fosse bem pouca. O toquei levemente e ele se contorceu sobre a minha mão.

— Posso?

Ele assentiu e voltei a pegar o óleo. Esfreguei minhas mãos juntas e o envolvi com as duas. Oliver gemeu. Comecei um leve vai-e-vem em sua extensão inteira para testar algum terreno. Eu havia recebido sinais positivos até agora, mas não queria testar a sorte.

— Felicity...

— Sim? — perguntei antes de deixar um beijo em seu umbigo e fui descendo. Vi os punhos de Oliver cerrarem ainda mais. — O que você quer, Oliver?

— A sua boca.

Beijei a ponta com carinho e senti o corpo de Oliver vibrar embaixo de mim. E com isso o tomo em minha boca o máximo que consigo. Oliver volta a gemer rouco e eu começo um ritmo calmo para me acostumar com a sensação.

Ele era muito grande e eu tinha pouco espaço disponível. Massageei o que não havia cabido e continuei a ouvir seus gemidos. Eu conseguia ver e até mesmo sentir a vontade de Oliver em me tocar agora, mas se ele se continha com tudo em seu ser. O seu auto-controle era impressionante.

— Felicity... Vem aqui. — ele chamou e eu ri do seu tom de voz autoritário.

Suguei todo o óleo que havia espalhado e senti ele inchar dentro da minha boca.

Estava pronto para mim.

Deixei meus dentes rasparem levemente contra sua pele ao libertar ele de meus lábios e engatinhei para frente. Observei seu rosto. Ele estava levemente suado e ofegante. Por mim. Isso me fez tremer por dentro e percebi que eu também estava pronta para ele.

O direcionei para minha entrada e afundei minha pélvis até encontrar com a dele.

Este foi o estopim para Oliver. Ele precisava me tocar. Suas mãos agarraram meus quadris. Eu o beijei e arranquei a gravata de seus olhos, enquanto sentia sua ereção tomar todo o espaço dentro de mim mais uma vez. Oliver começou a ditar o ritmo em que meu quadril subia e descia, enquanto eu mordia seu pescoço.

— Felicity

— Oliver... — ofeguei contra sua pele.

Sentia minha boca ficar seca, voltei a me recostar contra o seu quadril e juntos nós explodimos em um orgasmo. Oliver me abraçou assim que eu desmoronei ao seu lado na cama. Estávamos os dois ofegantes e muito bem satisfeitos.

— Okay... Esse valeu por dois. — eu disse e ele gargalhou e me puxou para si.

—-

— Muito bem. Alguém pode me contar o que está acontecendo? — perguntou Moira assim que nos levantamos na mesa de almoço.

Eu e Oliver havíamos chegado tarde para o almoço, tão tarde que Thea e Roy tiveram a oportunidade de caçoar Oliver pelo atraso pela primeira vez. Nós comemos juntos carne assada com batatas e uma variedades de saladas que eu nem sabia o nome, mas em momento algum alguém comentou sobre o anel que eu estava usando em meu dedo. Nem mesmo Moira e era o anel era dela.

— Ahm, eu não tenho nada de novo para contar. — disse Thea ao sentar ao lado de Roy no sofá da sala de visitas. — Amor?

Roy negou com a cabeça.

— Pai?

— Bom, eu vou substituir o Donald em suas férias, mas isso eu já contei para você... — disse Robert olhando para Moira e todos eles se viraram para Oliver que estava servindo uma taça de vinho para mim e um copo de uísque para si mesmo e para seu pai.

— Minha residência está acabando, graças á Deus. Meu relacionamento está indo bem. As minhas ações da Queen Consolidated só aumentam na bolsa. Acho que é isso. O próximo relatório sai em trinta dias. — Oliver respondeu brindando na direção deles.

Moira e Robert riram levemente já Thea e Roy reviraram os olhos.

— Felicity?

— Ahm... — eu disse olhando para Oliver que assentiu levemente antes de me entregar a taça de vinho. — Meu trabalho está ótimo. William e Zoey estão ótimos. Minha saúde está ótima também. Meu relacionamento nunca esteve melhor. Acho que é isso.

Moira colocou as mãos na cintura e parecia procurar algo.

— Ah sim, tem uma coisa. — eu disse depois de beber um gole do vinho caro dos pais de Oliver.

— Você está grávida?!

Me virei para Thea com uma sobrancelha erguida.

— Essa é a única boa notícia que uma mulher pode ter? — perguntei e Oliver deu de ombros não querendo tomar partido nisso. Abanei minha mão direita para Thea e Moira que arregalaram os olhos ao verem o anel da família no meu dedo anelar. — Estou noiva.

— Do meu irmão?! — exclamou Thea.

— De quem mais seria?! — exclamou Oliver rindo.

— Você vai ser minha irmã?! — perguntou ela novamente ao levantar do sofá.

— Sim, eu vou. — eu disse.

— Amiga! Ai meu Deus! Ai meu Deus! Eu não acredito! — exclamou ela vindo me abraçar primeiro já que Moira e Robert haviam capturado Oliver em um casulo de amor fraterno. — Eu nem sei quem está mais feliz, eu, ou você, ou Oliver, ou meus pais...

Todos riram novamente e Roy se juntou a nós no abraço.

— Não tem mais escapatória, Smoak. — ele disse e eu ri dando de ombros.

Fui para os braços de Moira e Robert depois e por fim, os de Oliver.

— Eu vou pegar o Meliã! — exclamou Moira correndo em cima de seus saltos.

— O Meliã? Ela não quis abrir aquela garrafa nem quando eu me formei na faculdade! — exclamou Thea para seu pai que apenas deu de ombros.

— Em defesa dela, você bateu o seu Porshe novinho em folha que ganhou após a cerimônia. O custo do reparo da lataria foi o preço da garrafa, querida. — disse Robert e Thea ponderou e concordou por fim.

— Temos um encontro no terraço em quinze minutos, Smoak. — disse Oliver ao pé do meu ouvido.

— Combinado. — eu respondi e Moira voltou com a champagne caríssima.

Brindamos todos juntos e Oliver não saiu do meu lado até estarmos no terraço de 4 de Julho de sua família com ele levantando a barra do meu vestido novo para mais uma aventura nossa.

Notas finais
Promessa é dívida, né? Pois eu paguei a minha com esse capítulo. Vocês queriam hot, e o nosso casal merecia uma comemoração, estamos aí lindas... O que acharam? Preciso de opiniões, comentários e algum feed back de vocês. Estou dando falta de algumas leitoras por aqui. Sei que estou falhando com a agenda de atualizações, mas acidentes acontecem. Hoje mesmo, minha irmã quebrou o display da tela do meu notebook, mas cá estou eu atualizando! Me digam o que acharam! Comentem! Indiquem! Favoritem! Recomendem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ https://fanfiction.com.br/historia/779525/Coaching_Daddy/ (NOVA!) Grupo do Facebook_ https://www.facebook.com/groups/1015217841832543/?ref=bookmarks (Respondam as perguntas e avisos quando solicitarem autorização para entrar no grupo!) L.W PS: Vamos bater #840 comentários? Ou mais uma recomendação? PS²: Venham conversar comigo no Twitter meninas, achei várias de vocês por lá! Meu nome por lá é @juju100_! Vamos conversar sobre Arrow, fanfics... Qualquer coisa! Estou começando a postar pequenos trechos e spoilers sobre minhas fics lá também, viu? ♥