Notas iniciais
Ciao! Olá meninas! Espero que todas estejam bem e prontas para mais um capítulo dessa novela chamada Lissy's Anatomy kkkkkkkkkkkkkk Minha beta carinhosamente apelidou Dangerous Love com esse nome e eu adorei, mas não se preocupem que ninguém vai morrer.... Ainda. Obrigada por todos os comentários no capítulo passado, vocês são maravilhosas ♥ Boa Leitura!

Eu fiquei em Central City com meus pais por dois meses inteiros, durante o período de observação e o feriado de 4 de Julho. Não podia pegar peso, não podia dirigir, não podia me estressar. Bom, eu não fiz nada, além de me estressar. Mamãe não parou um segundo de me tratar como um bebê, queria até dar banho em mim!

— Com licença, mas você sabe onde é o banheiro?

Uma voz cortou minha linha de pensamentos e eu olhei para o lado. Um cara estava ali. Ele era branquelo, com um topete bagunçado e um sorriso envergonhado. Muito bonitinho.

— Me desculpe, o que?

— Banheiro. Eu estou procurando á mais de vinte minutos. — ele disse e eu ri. Apontei para a portinha escondida no final do corredor e ele sorriu e acenou, agradecendo.

Voltando a reclamação das férias forçadas... Mamãe não me deixou fazer o que me irritou profundamente, mas papai interferiu com uma ideia de fazermos exercícios pela manhã. Eu aceitei na hora. Ele era um fuzileiro aposentado e me ajudou muito a melhorar meu condicionamento físico, até me ensinou alguns golpes de defesa pessoal durantes nossas caminhadas matinais.

Quando minhas férias forçadas terminaram, eu fui até a Wayne Enterprises. Estava devendo uma explicação para Lucius e ela seria entregue pessoalmente e não por e-mail. Disse á ele que continuaria trabalhando em parceria com a Wayne Enterprises de longe. Eu tinha que fazer meu acompanhamento clinico com a Dra. Rochev ainda e não podia me mudar agora. Ele entendeu e disse que a oferta estaria de pé até eu estar melhor. E agora estou voltando para Starling City para começar a uma nova fase da minha vida.

Kendra, uma das minhas amigas de infância que ainda era vizinha de mamãe, ouviu tudo o que eu tinha a dizer sobre o aconteceu nos últimos meses. Foi um dia deprimido e estar presa dentro de casa só piorou tudo. Ela me disse que o acidente abriu meus olhos e eu estava enxergando a vida de uma forma diferente agora. Eu concordava com ela. Até que ela disse que poderia estar nutrindo uma pequena paixão pelo mal humor em pessoa.

Eu não estava apaixonada por Oliver Queen. Ele era lindo, tinha um corpo maravilhoso e um sorriso brilhante, mas eu não estava apaixonada por ele. Não acreditava nesta coisa de amor á primeira á vista. Na verdade, eu era um pouco cética em relação ao amor. Mas o que eu realmente sabia era que Oliver Queen era um enigma e eu iria desvendá-lo, nem que precisasse ir á guerra para fazer isso.

O percurso de Gotham para Starling era de 3 horas de trem e 8 horas de carro. Eu fiz a viagem que deveria ter feito no dia do acidente, e agora estava voltando como uma versão melhor de mim. Felicity Alpha. E essa nova Felicity tinha milhares de assuntos para resolver em Starling City.

Eu tinha que ajudar Caitlin a se mudar, oficialmente, para o apartamento de Tommy. Tinha que fazer as malas dela para a lua-de-mel super-secreta que só eu e Tommy planejamos. Tinha que ser a madrinha e a melhor amiga no dia do casamento dela. E tinha que arrumar um emprego fixo. Por mais que eu gostasse de ser consultora de empresas multibilionárias, eu iria precisar de um carro novo e de equipamentos novos. Então tinha que arrumar um emprego fixo, comprar um carro, e comprar mais roupas e sapatos.

Esfreguei meu rosto. Entediada, eu não ficaria tão cedo.

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— Okay... Eu acho que preciso disso também. — disse enquanto caminhava pelos corredores da Target. Eu tinha comprado caixas de papelão montáveis, muita fita adesiva, plásticos zip lock e agora marcadores pretos.

Caitlin estava completamente absorta com os detalhes finais do casamento e ela e sua querida mãe, por favor notem o meu sarcasmo, estavam resolvendo os detalhes do cronograma da festa de noivado e o jantar de ensaio que aconteceriam na semana que vem. Então a mudança se tornou uma missão para mim e Lyla, mas como Lyla estava com Sara. Ela só iria para me fazer companhia. Assim como Thea.

Fui para o caixa e paguei tudo que tinha comprado.

O Uber chegou e eu fui para casa.

Lyla estava no fogão fazendo sua famosa macarronada ao melhor molho vermelho que eu já comi na vida, enquanto Sara dormia no carrinho. Thea não tinha chegado ainda. Nós colocamos o papo em dia e ela me contou sobre todas as descobertas que fez durante os três meses de vida de Sara. As inúmeras alergias que um bebê pode ter se você usar a pomada errada, ou como ele pode vomitar em três direções diferentes se não fizer ele arrotar depois de tomar seu leite e assim ia.

— Podemos começar com o mais fácil. As maquiagens. — eu disse quando terminei de montar quatro caixas de papelão.

Nós só empacotamos as maquiagens que Caitlin ainda não havia usado. Deixei as abertas de lado. Não sabia se iria jogar fora, iria ficar para mim ou se iria doar para Rachel, nossa vizinha adolescente do lado. Colocamos todos os blushes, sombras e lápis dentro dos saquinhos zip locks para não quebrar nada. E em poucos minutos a penteadeira de Caitlin ficou vazia. Sua chapinha, babyliss, secador, escovas e bobs tiveram o mesmo destino.

— Já conseguiu comprar suas roupas? — perguntou Lyla e eu neguei.

— Ainda não, comprei algumas para poder andar na rua sem ser presa por atentado ao pudor, mas ainda tenho que comprar mais algumas peças. — eu respondi e fechei a terceira caixa lotada com a parafernália de vaidade de Caitlin.

Lyla desmontou a penteadeira e eu nomeei as caixas. As roupas de Cailtin separamos por seção do jeito que ela gostava. Lyla queria jogar tudo dentro e fechar, mas eu sabia que Caitlin teria um treco se abrisse as caixas e visse seus vestidos de festa junto com suas botas de inverno. Fui fazendo uma lista mental do que teria que comprar para mim mesma em breve, enquanto olhava as roupas de Caitlin.

Quando Thea chegou, fizemos uma pausa e almoçamos juntas. Sara acordou e se juntou a nós. Ela era tão linda. Parecia um bombonzinho de chocolate banguelo. E só tinha um pouco mais do que noventa dias!

Nós comemos e terminamos de embalar as coisas de Caitlin. Eu matei a saudade da minha afilhada e fiquei encantada quando ela descobriu os dedinhos do pé. Ver o quarto de Caitlin vazio foi um pouquinho assustador, mas eu não me deixei abalar. Ela também estava começando uma nova fase. Com Tommy.

Eu tinha terminado a mudança de Caitlin e feito suas malas para sua lua de mel com a ajuda das meninas. Eles iriam para uma excursão por quase todo território da França. Paris. Monte Carlo. Nice. Cannes. Valensole. Caitlin tinha família lá e Tommy era obcecado por comida. Já estava vendo onde tudo isso daria. Thea colocou lingeries provocantes e brinquedos sexuais para a diversão do casal. Eu coloquei os produtos que Caitlin não vivia sem e Lyla que escolheu o restante das roupas.

Tudo feito, embalado e pronto para viagem.

Quando anoiteceu, Tommy e Roy apareceram para levar as coisas de Cailtin para a nova casa dela e Thea foi para abrir o Verdant para o começo da noite. Fiquei brincando com Sara, enquanto Lyla fazia algum exercício, e enquanto estava dançando com a minha afilhada vi pela janela um carro completamente preto. E Oliver Queen abrindo o porta-malas.

Me escondi rapidamente. Eu não queria ver ele agora. Agradeci por ele não ter subido. Eu queria e nem podia ver ele agora. Por que? Porque ainda não tinha bolado minha estratégia de guerra contra ele. John chegou e as meninas foram embora e eu consegui respirar.

Foi quase.

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Oliver não compareceu ao noivado e muito menos ao jantar de ensaio do casamento de Tommy. Robert também não compareceu ao noivado, mas conseguiu chegar no final do jantar de ensaio. Eles ficaram presos no hospital por causa de um acidente que ocorreu na baía de Starling que deixou inúmeros feridos. Tentei não ficar tão chateada e nem tão aliviada por não ver ele.

Eu consegui distribuir alguns currículos pela cidade e comprar meu novo guarda-roupa inteiro na Macy's perto de casa. Mais duas coisas fora da minha lista de tarefas. Também tinha comprado um máquina de waffles de presente para Caitlin e Tommy. E boom. A lista de coisas para fazer foi completamente checada.

Entrei no banheiro e tomei meus remédios, não posso mentir que já esquecido dele umas três ou quatro vezes, mas eu estava me esforçando. Eles me faziam lembrar do Dr. Robert no jantar de ensaio, semana passada.

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Flash-Back — On

— Felicity, como está querida?

Me virei e dei de cara com Dr. Robert com uma mulher ao seu lado.

— Gostaria de lhe apresentar a mãe de Oliver e Thea, Moira. — ele disse e a mulher loira ao seu lado sorriu gentilmente para mim. — Ela é a amiga de Thea que estava no hospital.

— Oh! Você está melhor, querida? Thea ficou tão chateada com o seu acidente. — ela perguntou estendendo a mão, eu a apertei e sorri com o carinho que emanava dos dois.

— Estou bem melhor.

— Você está se cuidando, eu espero. Tomando os remédios e não fazendo muito esforço, não é? — perguntou Dr. Robert me lembrando que eu não havia tomado meus remédios hoje e nem ontem, e nem ante-ontem.

— Bem, lembrar de tomá-los pode ser um desafio ás vezes com a loucura que está em casa por causa do casamento. Caitlin está me deixando louca! — eu disse e eles riram.

Eles pareciam ser da família real. Robert estava usando um terno alinhado e Moira estava lindo com um vestido tubinho creme com um broche em forma de orquídea no ombro.

— Por que ainda não chamou a moça para dançar, Robert? — perguntou Moira fazendo uma careta e eu ri.

— Oh! Mil perdões, Felicity! — ele se desculpou e eu ri. Nós fomos para a pista de dança e começamos a dançar ao som de um peça do meu querido Ludwig. — Eu adoraria ver Oliver se apaixonando por alguém como você.

Filtra de novo. Como é?

— O que?

— Oliver é um excelente profissional, mas ele não se socializa muito. E você é uma menina tão linda, doce e engraçada. — ele disse e me girou. — Ele também é engraçado e extrovertido.

— Acho que o senhor está confundindo-o com Thea.

Ele riu.

— Tenho certeza que ela herdou sua personalidade do irmão, mas...

— Chega pra lá coroa que agora vai começar a nossa música. — disse Thea me tirando dos braços de Robert e começando a dançar ao som de Michael Jackson.

Flash-Back — Off

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Eu não soube bem como interpretar o que Robert havia dito para mim. Ele me queria com o filho dele? Ou ele queria outra pessoa com a minha personalidade com o filho dele? Ele foi muito ambíguo e a intromissão de Thea também não ajudou em nadinha a situação.

Suspirei. Ouvi a buzina e peguei minha bolsa e o plástico com o meu vestido de madrinha e saí de casa. Hoje era o grande dia de Cait e Tommy, então eu me recusava a ficar menos do que super feliz pelos dois.

Saí na rua e vi que estava calor, espero que de noite esfrie um pouco. Entrei na Lamborghini amarela de Thea e ela acelerou em direção á Mansão Merlyn onde seria o casamento e onde iriamos nos arrumar para cerimônia. Ela tagarelou bastante dizendo que o clima matrimonial deixou ela estranha, e que talvez quisesse dar este próximo passo com Roy, mas estava em dúvida. Ela estava mais do que ocupada com a abertura da nova Verdant em Central City e Roy estava ocupado também cuidado da oficina de restauração de seu pai. Eles já tinham grandes responsabilidades.

Eu não tinha um conselho para Thea, como sempre tive. A Felicity Beta talvez tivesse, mas iria contra os princípios da Felicity Alpha dizer que tudo pode ser adiado e levado com calma, porque não sabemos o dia de amanhã.

— Se você o ama e quer passar o resto da sua vida com ele... Peça-o em casamento. Vai dar tudo certo. — eu disse apertando seu joelho e ela riu.

— Eu gosto mais desta Felicity! Ela é tão "viva o agora e se preocupe depois". — ela disse colocando sua mão em cima da minha.

— Eu também gosto dela.

Voltamos a conversar e traçamos um plano para não deixar Caitlin pirar mais do que ela já deveria estar pirando. Iriamos fazer piadas, beber champagne, nos arrumar, deixar claro que teria um carro em prontidão se ela quisesse fugir e também deixar claro que se fugíssemos, Tommy iria atrás de nós.

Em menos de quinze minutos, já estávamos na Mansão Merlyn que estava decorada exteriormente e interiormente com todos os tipos de flores brancas que o catálogo da Petit Fleur tinha. O cheiro era incrível. Eu me sentia dentro de um bosque encantado.

Fomos para o quarto de Caitlin e sua mãe estava subindo o zíper de seu vestido de noiva quando entramos. Era lindo. De alças finas, corpete que abraçava seu corpo e várias camadas de tule compunham a saia. Tudo isso em um branco tão puro que a fazia parecer brilhar. Ela não gostava de brilho, muito menos de renda... Nesse quesito Caitlin era simples, e o simples sempre caía muito bem nela.

— Oh! Finalmente! Pensei que iriam me abandonar! Já basta Lyla! — reclamou e Lyla que estava amamentando em um divã revirou os olhos.

Eu, Thea e Lyla éramos as madrinhas de Caitlin, mas Sara veio mais cedo do que planejado e Lyla pulou do navio dizendo que estava inchada demais e que Sara ficaria chorando durante a cerimônia.

Sentamos nas cadeiras e duas maquiadoras começaram a fazer seu trabalho junto com dois cabeleireiros. Eu apenas recostei, fechei meus olhos e bebi champagne, enquanto Caitlin ignorava sua mãe. A Dra. Samantha Snow nunca aprovou o relacionamento de Caitlin e Tommy, mas estava conformada com o casamento. O que me irritava era ela perguntar sobre pequenos e bobos detalhes, deixando minha amiga ainda mais nervosa.

Meu cabelo foi peso em um coque apertado, deixando meu rosto em evidência. A maquiagem bem leve. Eu estava bem básica, mas me sentia linda. Depois entrei dentro do vestido que eu escolhi juntamente com Thea e Lyla. Era de ombro a ombro, com um decote em V comportado. Longo e tinha uma cor que mistura rosa e roxo, vamos dizer que era um tom ameixa. Eu tinha amado o vestido. Thea foi a primeira a terminar de se arrumar e começou a fazer as piadas, cortando a Sra. Snow. Eu fiquei pronta logo depois e servi mais champagne para Cait.

O pai de Cait bate na porta em nossa segunda taça. Pergunto para Cait se ela quer fugir e ela apenas ri, enquanto entrego seu buquê de rosas cor de malva. Ela estava pronta. Descemos todas juntas. Fui a primeira entrar seguida por Thea, e fiquei mais do que satisfeita ao ver os olhos de Oliver em mim.

Isso. Pontinho para mim. Subo e fico no meu lugar sorrindo tranquilizadora para Tommy que estava uma pilha de nervos. Thea veio logo depois. E a Cait fez sua grande entrada. O casamento ocorre como qualquer outro casamento. Eles fazem os votos, soltam algumas piadas, trocam as alianças e estão se amando.

Será que eu vou ter isso algum dia?

Espio Oliver e ele estava sorrindo minimamente para os noivos que foram declarados marido e mulher e estavam dando um show de anatomia bocal. Bato palmas e rio junto com Thea no altar.

Fomos para dentro da mansão e a música começou. A comida foi servida. E os noivos tiveram sua primeira dança como Sr. e Sra. Merlyn. Eu, realmente, me sentia dentro de um conto de fadas.

— Você está linda, Felicity.

Me assustei, porque não vi ele se aproximando. Oliver está atrás de mim usando um smoking alinhado, mas sua gravata estava frouxa. E seu cheiro me inunda por causa da proximidade. Os pais dos noivos vão para pista também. Seguidos de Thea e Roy, e Robert e Moira.

— Quer dançar?

Pasma. Eu estava pasma. Sem nenhuma reação. Oliver não esperou minha resposta.

Pegou minha mão e me levou para a pista de dança junto com os outros ao som de Nina Simone. Eu não sabia qual música era, mas eu tinha certeza que era a voz de Nina soando pelo grande salão.

Senti suas mãos envolverem minha cintura, aproximando meu corpo ao seu. Seu dedos tocando minha espinha por cima do tecido do vestido. Seu toque é quente. Ele enlaça minha outra mão e boom. Estamos dançando. Me sinto entregue ao embalo das palavras de Nina. Ela canta sobre um amor trágico.

A dança acaba rápido demais, e Oliver me solta e vai falar com Tommy.

Eu fico parada por um momento, mas então Britney Spears começa a tocar. E é uma das minhas músicas favoritas. Começo a dançar e Cait se junta a mim com um sorriso. A pista começa a ferver. Eu começo a dançar com pessoas estranhas, mas não ligo. Não consigo ver Oliver. Talvez seja para o melhor.

Meu cabelo se solta, mas eu não me importo. Estou me divertindo. De repente, um rapaz muito bonito se junta a mim e me abraça de lado enquanto dançamos "Womanizer" da Brit. E ele parece ser bem engraçado pelo jeito que dança.

Descubro que seu nome é Ethan.

— Ela está acompanhada. — Oliver está atrás de mim novamente. Parece deliciosamente irritado. Uma das mãos fechadas em punho e a postura rígida. Hmm. Interessante. Ele não me toca, apenas encara meu parceiro de dança com um olhar ameaçador.

— Ela não parecia acompanhada á três minutos atrás. — rebate Ethan, e eu ainda estou tentando entender o quê incomodou Oliver tanto assim.

Eles se encaram. Oh. Isso é um concurso de quem mija mais alto e mais longe? É só para saber quem é o macho alfa aqui? Espere. Eu consegui chamar a atenção de Oliver, enquanto dançava com Ethan. Ele não gostou.

Quase fiz uma dancinha da vitória, mas fiquei revoltada porque nenhum dos dois parecia me notar ali. Dei meia volta e deixei os dois na pista de dança. Precisava de algo para beber. E com um simples gesto, o barmen me trás uma taça de champagne geladinha.

Até que ela é tomada de mim, e Oliver bebe tudo em apenas um gole.

— O que você está fazendo? Isso era meu. — eu disse e peço outra.

— Ela não quer outra. — diz com aquele tom de voz autoritário e eu bufo. — Estou zelando pelo bem da minha paciente. Você está tomando medicamentos. Não pode beber.

— Eu era sua paciente no hospital. Você me deu alta. Posso fazer o que eu quiser, inclusive beber. — eu disse e roubei uma taça por mim mesma do balcão. Bebi tudo e Oliver se irritou ainda mais. Saio dali e algo me diz que ele está me seguindo. — Qual é o seu problema, Queen? Mal acabou a primeira dança e você me deixou lá, quando acho outro parceiro, você ressurge das cinzas e atrapalha. Eu não te entendo.

Ele fecha os olhos, quando os abre novamente, me sinto nua sob o seu olhar. Estava começando a odiar essa influência que um mera olhar dele tinha sobre mim. Eu sentia coisas estranhas acontecendo na minha barriga. E senti a excitação junto com a expectativa formarem uma bolha ao nosso redor.

— Eu gosto de cuidar de você. E você não consegue ver os estragos que anda fazendo.

— Parece que eu estou fazendo estragos com as pessoas erradas, não é? — pergunto e Oliver parece intrigado.

Ponto para mim.

— Depende de quem você considera a pessoa certa.

Ponto para ele. O desgraçado sabia que eu estava jogando e decide jogar também. Ele é bom, mas eu também sou. Seus olhos nunca saem de mim. Ele consegue me ler. Infelizmente, eu não consigo fazer o mesmo. Ainda.

— Dance comigo ou se arrisque com qualquer outro. A escolha é sua. — ele diz.

O que isso deveria significar? Dou um passo para trás e me viro de costas, orgulhosa. Hoje não, Queen. Começo a dançar sozinha uma música desconhecida. É contagiante. Sinto seus olhos em mim a música inteira.

Estou cansada. Vou ao banheiro e tiro os saltos. Me sinto tonta e minha visão escurece por alguns segundos. Meu senso de profundidade não estão acostumados a champagne e um salto de treze centímetros na mesma noite. O que eu não faço por você, Caitlin... Decido voltar para minha mesa e ele está sentado lá, bebendo uísque. Será que ninguém nunca disse á ele que misturar bebidas é perigoso?

— Com licença.

Me sento e tomo todos os copos de água que estão na mesa sem cerimônia. Estava cansada, com calor e com sede. Oliver sorri. Aquele sorriso de menino. A primeira coisa que eu vi quando acordei do coma. Era o meu sorriso preferido.

— Me desculpe. Não foi minha intenção estragar sua noite. — ele diz e volta a sua postura normal. — Como está, Felicity? Está se cuidando?

— Estou fazendo o meu melhor para ficar inteira, doc. — digo e bebo mais água.

É impossível controlar meu sarcasmo depois de três taças de champagne.

— Você conhecia o homem com quem estava dançando? Eu atrapalhei algo? — ele está curioso ou apenas me provocando? Seus olhos pareciam curiosos, mas o sorriso em seu lábios era provocante. — Pareceu irritada ao sair da pista.

— Eu saí, porque estava senti que estava atrapalhando vocês dois. Alguém tirou alguém para dançar afinal? — perguntei sorrindo, Oliver não achou graça alguma.

— Você não respondeu a primeira pergunta.

Eu começo a rir, e não consigo me controlar.

— O que há de tão engraçado? — Oliver pergunta e se aproxima, enquanto eu me recupero do ataque de risos. Ele coloca uma mecha de cabelo atrás de minha orelha como tinha feito no hospital. — Você quer ele na sua cama?

— Não é ele que eu quero.

Língua traidora. Estávamos indo tão bem. Eu me arrepiei. Corpo traidor. Me recuso a dizer que é eu que eu quero em minha cama agora. Eu não tinha perdido o juízo completamente a ponto de inflar o ego de Oliver Queen.

— Boa menina. Agora me diga quem você quer lá. — ele sussurra, mas eu consigo ouvir muito bem por causa da sua proximidade.

— Oliver! Temos que preparar o carro do Tommy! — diz John chegando de surpresa e virando para nós com um sorriso largo. — Lissy, você precisa ir ajudar á Cait a tirar o vestido.

Salva pelo melhor amigo. John repara a situação.

— Oh! Me desculpe a intromissão. Não quis atrapalhar...

— Você não atrapalhou nada, John. — eu disse me levantando. Oliver faz o mesmo. — Oliver estava me indicando algumas vitaminas. E o que haveria para atrapalhar?

Esse era um jogo á dois, e Oliver estava acostumado a jogar sozinho. Até agora. O placar estava 2x1 para mim. John não pareceu convencido, mas se afastou de nós dois.

— Oliver... Peço desculpas por atrapalhar sua noite. — fui sincera.

— Atrapalhar? O que haveria para atrapalhar, Felicity? — ele perguntou erguendo uma sobrancelha, cético. 2x2. Eu mereci essa. — Cuide-se. Se sentir alguma coisa me procure no hospital. Tome um Advil quando chegar em casa para sua dor de cabeça não ser forte demais pela manhã.

Ele foi embora. Que ódio. A noite não foi completamente um fiasco. Eu consegui sua atenção e deixei claro com quem ele estava jogando. Ele aceitou de muita má vontade, mas iria jogar pesado. Fui para o andar de cima ajudar Caitlin a sair de seu vestido e ignorei qualquer pensamento que poderia remotamente me dizer que eu estava ficando mais do que atraída por Oliver Queen.

Notas finais
TA-DAM! Esse foi o casamento bafônico de SnowXMerlyn, com muitas farpas sendo trocadas. Os Queen parecem ter gostado de Felicity, mas um em particular está arisco. Felicity está atraindo Oliver para fora de sua conchinha. O jogo começou entre eles, façam suas apostas! Meninas, todas as minhas fanfics entraram na reta final, com exceção é claro de Dangerous Love. Estamos começando uma era nova! Ou seja, mais projetos novos estão por vim! Eu tenho várias fanfics em processo, mas gostaria de saber se vocês tem algum gênero que não vem muito por aí e querem ler mais! Me digam e eu farei o meu melhor! Comentem! Indiquem! Favoritem! Acompanhem! Recomendem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ (Atualizada!) https://fanfiction.com.br/historia/715451/Broken/ L.W PS: Vamos bater #115 comentários? Ou mais uma recomendação? Lembre-se que assim que a meta é cumprida, eu volto á postar super rápido! PS²: Um incentivo para vocês comentarem, seria o fato que o próximo capítulo tem mais um reencontro Olicity e muitas farpas serão trocadas, ou devo dizer, flertes? Não sei, vocês podem me dizer depois!