Notas iniciais
Gente, vocês são os melhores leitores do mundo! Duas atualizações na mesma semana! Eu disse que assim que as metas fossem se cumprindo eu iria postando os próximos, não disse? Pois bem aqui está o quarto capítulo! GENTE! Hoje tem estrelinha cadente que se chama Willa Queen! Ela escreveu a primeira recomendação de "Dangerous Love" e eu fiquei super feliz e super grata em lê-la! Muito obrigada minha linda pelo apoio e pela chance que você deu para fic! Esse capítulo é para você! Boa Leitura!

— Obrigada, Oliver. Isso é muito importante para mim. — eu disse quando entramos na ala neonatal do hospital.

Estava indo visitar Lyla que trouxe um pedaço dela e de Dig para o mundo ontem. E depois, Oliver tinha alguma surpresa planejada para mim. Desde que envolva ele, eu estou mais do que pronta. Estou conformada. Não iremos passar disso, mas eu ainda não estava completamente cega.

Quando entramos no quarto, Lyla estava com os olhos fechados e John estava segurando um pacote rosa em seus braços. Seu sorriso nunca pareceu tão grande e tão orgulhoso. Como uma coisinha tão pequenina tinha um homem tão grande em seus dedinhos e nem ter conhecimento disso ainda?

O quarto de Lyla parecia com o meu, tirando é claro o berço ao lado de sua cama e um trocador perto do banheiro. Sentei no sofá de couro branco ao lado de Oliver, e Dig me entregou a pequena Sara.

Sim, Sara.

Aparentemente minha enfermeira pervertida tinha ficado com Lyla a maior parte do parto até John chegar. Então, eles homenagearam Sara dando o nome para aquela bolinha de chocolate que estava nos meus braços agora.

— Hey Sara... Como você vai? Você me assustou... — eu sussurrei vendo seu rostinho gordinho e adormecido dentro de uma toca que era grande demais para ela. Ela bocejou e soltou alguns "oh" e "ah" que me fizeram babar.

— Só em você? Me senti no campo novamente com uma bomba no meu colo pronta para explodir quando Oliver me ligou dizendo que Lyla estava em trabalho de parto. — disse John sentando aos pés de Lyla que apenas sorriu. Ela deveria estar sedada ainda, porque não retrucou a provocação.

— Pelo menos eu já estava no hospital. — retrucou Lyla e eu ri.

Talvez não tão sedada.

Não sei quanto tempo eu fiquei segurando o bebê até que Oliver pediu com um olhar para pegá-la e eu a passei para ele. Com todo cuidado do mundo. Fiquei encantada com a visão na minha frente. Oliver estava conversando com Sara aos sussurros e a embalava com carinho. E Sara realmente caiu no sono nos braços dele. Chegou até roncar um pouco.

— Acho que devemos contratar ele, Johnny. — disse Lyla e todos riram baixinho. — Já pensou em ter o seus?

— Não espere isso de mim, estou feliz em ser a babá de Sara quando vocês precisarem. — Oliver respondeu olhando para Sara com um pequeno sorriso, mas seu tom de voz foi cortante.

Lyla ergueu uma sobrancelha para mim logo depois de sua resposta.

— Na verdade, eu espero outra coisa de você. — disse Lyla se sentando na cama com a ajuda de John. — De vocês dois, na verdade.

— Nós queríamos pedir á vocês uma coisa. — disse John pegando na mão de Lyla e eu fiquei confusa. — Serem os padrinhos de Sara.

Olhei para cada um dos três, completamente confusa. Por que eu? Eu não entendia. O que eu poderia oferecer para aquele pacotinho de 3,408 kg?

— O fato de você saber que ela tem quase três quilos e meio responde a sua pergunta. Eu sei que vocês vão cuidar dela mais do que bem quando eu e John não pudermos mais e são os nossos melhores amigos. — disse Lyla olhando para mim e rindo. Oh, eu fiz de novo. — Mas não contem isso ao Tommy.

— Então...?

Eu estava abobada.

— Sim, Ly. Nós aceitamos. — Oliver sentenciou com sua voz firme.

Oliver colocou Sara no berço e se sentou ao meu lado. Devo ressaltar que ele pegou em minha mão? Porque ele pegou, mas me ajudou a levantar logo depois. Ah não. A visita acabou? Pelo olhar de Oliver, sim.

— Vamos. — ele disse. Não foi um pedido. Foi uma ordem. Seu tom de voz não dava margem para nenhum tipo de retruca ou argumentação. O que eu estava começando a achar irritante.

John nos levou até a porta e agradeceu por sermos os padrinhos de Sara. Seguimos pelo corredor em silêncio até o elevador no final dele. Oliver apertou o botão na parede e eu me equilibrei sozinha, mesmo notando seu olhar receoso em mim.

Eu sei me cuidar, Dr. Ranzinza.

— E a surpresa?

— No seu quarto. — respondeu curto e o elevador chegou.

Nós entramos e ficamos um pouquinho apertados por causa de uma maca que veio do andar cirúrgico. Era uma senhora idosa que parecia ter fumado alguns baseados, porque seu rosto estava engraçado. Mas por causa dela eu estava praticamente colada á Oliver. Sentindo seu calor e lutando contra a minha própria consciência para não pensar coisas... Inapropriadas. Como por exemplo, ele apertando o botão de parada e me beijando sem se importar com a vovó doidona e o enfermeiro que estava bem ali do nosso lado.

Senti meu rosto queimar com essa possibilidade. Eu teria que voltar a ver a Dra. Nyssa novamente. Ela era a minha fonóloga e psicóloga nas horas vagas. Quem sabe ela não tem um horário para mim. Me sentia mais a vontade com ela do que com Helena.

— Está se sentindo bem?

— Sim, por que? — respondi olhando para Oliver que estava me observando.

— Você ficou vermelha. Pensei que sua pressão arterial tivesse subido. — ele disse desviando o olhar.

Se isso acontecesse teria sido culpa sua, Dr. Ranzinza Incrivelmente Sexy.

As portas do elevador se abriram rápido demais e eu não consegui capturar seu cheiro maravilhoso de novo. Voltamos ao andar que tinha sido minha casa durante o mês passado e eu acenei para Sara que estava no posto das enfermeiras conversando com outra garota. Elas estavam bem perto. Sorri com isso, mas o sorriso murchou em meu rosto ao ver que Oliver era alvo de olhares femininos.

— Sente-se. Vou te examinar. — ele disse assim que entramos no quarto.

— Eu imaginava você dizendo isso em outra situação. — eu disse e fechei os olhos com força. — Uma situação completamente platônica.

Ele ignorou minha gafe e repetiu os exames que Robert fazia em mim todos os dias.

— Perfeito.

Ele bipou Sara que apareceu e eles trocaram duas palavras e ela sumiu novamente.

— Bom, tenho algumas coisas que são suas, mas que ficaram comigo enquanto você dormia. — ele disse e tirou do bolso três coisas brilhantes.

Era o meu piercing. O colar que Caitlin me deu de Natal. E o anel... De Cooper.

Ele pegou minha mão direita e colocou o anel no meu dedo anelar. Isso mexeu comigo mais do que deveria ter mexido. Fez a mesma coisa com o colar e deixou o piercing para mim, porque não soube colocar.

— Isso é muito importante para mim. Obrigada. — eu disse olhando para minha mão com um misto de tristeza e saudades.

— Que bom que eu não perdi, não é?

Sara voltou e desta veio acompanhada de mamãe que estava sorrindo como o Coringa e pulando que nem pipoca no chão. Eu tinha simpatizado com Sara, por que ela teve que trazer mamãe para atrapalhar minha seção com o Dr. Ranzinza Incrivelmente Sexy? Afinal, o que ela estava fazendo ali? Ela não tinha ido para casa de Cailtin? O horário de visitas já tinha terminado há horas atrás.

— Você que veio buscá-la?

— Sim, Dr. Queen. Estou tão feliz! — ela exclamou.

— Pode me chamar de Oliver, quantas vezes já te pedi isso?

Okay. Você prefere ficar papeando com a minha mãe ao invés de me dar atenção? Isso soou muito esquisito na minha cabeça. Talvez eu não esteja tão conformada assim, no final das contas. Mamãe e ele se abraçaram. Não. Eu não estou conformada, porque estou com ciúmes da minha própria mãe agora!

Espera. Eles estão falando de mim?

— Não posso acreditar! Estava tão ansiosa por esse dia! — disse mãe saindo do abraço.

Alô, estou bem aqui! Por que todo mundo gosta de me ignorar? Hm. Eu tinha feito um ótimo trabalho querendo ficar invisível a todos, e agora terei que fazer um ótimo trabalho querendo ficar visível novamente.

— Ela pode ir para casa agora mesmo, se seguir as recomendações e tomar os remédios prescrevidos.

— Pode ter certeza que ela vai seguir tudo á risca! — prometeu mamãe.

Isso era engraçado, mamãe já conseguiu perder seus óculos de Sol quando eles estavam bem em cima de sua cabeça e já deixou sua aliança cair dentro de uma panela e cozinhou com ele lá dentro. As duas alianças de noivado e casamento. O jantar naquele dia estava com um gosto metálico.

Eu estou saindo do hospital? Quer dizer... Sem mais seções com o Dr. Ranzinza?

Não.

— Eu...

— Sim, coelhinha. Eu sei que está louca para sair daqui. Eu também estou.

— Na verdade...

— Donna, a papelada já está em ordem?

Será que eu tinha voltado para o balcão e ninguém conseguia me ver ou ouvir?

— Mas eu não...

— Sim, já está tudo em ordem.

— Oliv...

— Muito bem, então eu vou ir assinar a alta dela.

— Hey! — gritei e dessa vez os dois me ouviram.

— O que foi Felicity? Você não pode se exaltar. Sei que quer se livrar de Sara e eu, mas tente disfarçar um pouco para não ferir nossos sentimentos, sim? — ele disse olhando para mim.

Desgraçado. Os dois saíram do quarto e Sara voltou com uma muda de roupas que eu reconheci ser de Caitlin. Awn. Ela também sabia e não me disse nada. Que lindo.

— Eu não sei se estou pronta para ir embora. — fui sincera quando Sara me tirou do vestido hospitalar.

— Como assim?

— Não sei se estou pronta para encarar o mundo da lá fora. — disse subindo as alças do sutiã. Como senti falta de usar sutiã, meu Deus. Obrigada. — Parece que tudo mudou.

— Felicity, você está clinicamente mais do que pronta para o mundo lá fora. Todos os seus médicos te deram alta. Se você ficar, pode ser alvo de infecções. — argumentou Sara me ajudando com a calcinha e depois com a calça jeans. Eu tinha ficado confortável o suficiente com ela para andar pelada por aí com ela em questão de dias. Fácil assim. — Você sempre pareceu disposta á ter alta logo.

— Como vou entrar em um carro novamente?

— Está com medo?

— Eu vim parar aqui por causa de um, certo? — perguntei enfiando minha cabeça dentro da blusa de mangas de Caitlin. Era confortável e quentinha.

— Você está aqui porque foi burra o bastante para pegar uma moeda. — ela disse sincera e eu revirei os olhos. Estava ficando sem ideias. Ela me ajudou a colocar as meias e depois os all stars vermelhos. Estes eram meus. — E você não pode dirigir até receber a autorização de Robert ou de Oliver.

Não havia como ficar aqui. A não ser se eu tivesse algum ataque ou treco no coração. Vesti minha jaqueta jeans e Sara sorriu apreciando seu trabalho como sempre fazia. Oliver voltou com uma prancheta e me entregou ela.

— Sua carta de alforria. Eu sei que é o melhor para você. — ele disse me entregando uma caneta pesada. Vi seu nome gravado ali.

Eu sei o que é melhor para mim. E eu sei o que eu quero. — eu retruquei querendo soar ignorando enquanto assinava as páginas marcadas.

— Isso é um sinal de que eu não posso mais prender você aqui. — ele disse colocando as mãos nos bolsos de seu jaleco.

— Você pode muitas coisas, Oliver.

Continuei assinando mesmo depois de soltar essa pequena gafe.

— Então você vai obedecer, não vai?

Olhei para cima e encontrei seu olhar penetrante. E também percebi que ele só me olhava desse jeito, só falava desse jeito quando estávamos sozinhos. E tudo parecia ser triplo sentido. Acenei levemente e voltei a assinar os milhares de papéis. Ter um seguro de saúde caro era igual á ter montanhas de papelada.

— Boa menina.

Não precisei olhar para cima para saber que ele estava sorrindo.

— Será que vamos no ver por aí? Fora do hospital? — perguntei assinando o último formulário com preguiça.

— Não seria ético, mas sempre teremos a Sara. Nossa afilhada, lembra? — ele disse pegando a prancheta de minhas mãos junto com sua caneta.

Isso foi apenas um "Não" ou foi um fora também? Respirei profundamente e levantei da cama. Olhei ao redor e me senti deprimida. Iria sentir falta desse quarto, de Sara e principalmente de Oliver. Ele me atraía muito fisicamente, não negava. Mas algo em sua personalidade que me intrigava. Era um enigma. E eu já disse que odeio enigmas, não é? Eles precisam ser resolvidos.

— Tchau, Dr. Ranzinza. — eu disse e saí do quarto sem olhar para trás.

Encontrei papai na recepção com uma única rosa cor de malva, me esperando e sorri. Este era um homem que eu poderia dizer que sou completamente apaixonada e que nunca iria me dizer um "Não". Ele me entregou a flor e nos abraçamos. Era um pouco raro termos momentos de pai e filha com o furação Smoak sempre por perto.

— É tão bom te abraçar de novo, pequena. — ele disse e eu ri. — Vamos para casa.

— Sim.

Me despedi de Sara que estava com as cópias dos prontuários para o meu seguro de saúde e com um pequeno pote de gelatina. Eu ri e nos abraçamos.

— Você tem o meu número. Pode me ligar quando quiser! — eu disse quando nos afastamos e ela riu assentindo. — E você está proibida de assistir Sense8 com alguém que não seja eu.

— Sim, senhora. — disse batendo continência e nós rimos juntas mais uma vez.

Achei um boa amiga em Sara, e queria que nossa amizade durasse.

Quando estava indo em direção ao estacionamento, encontrei o enfermeiro que me ajudou quando a pequena Sara decidiu vir ao mundo. Ray Palmer. Ele estava horrivelmente cansado, mas ainda parecia um príncipe da Disney.

— Está indo embora? Não acredito! — ele disse roubando minha gelatina.

— Pois é... Mas você sabe onde conseguir meu número. — eu disse e exagerei uma piscadela para ele que riu.

— Deixe eu te levar até seu carro então. Troca? — ele perguntou e eu assenti.

Peguei minha gelatina e ele pegou os blocos de formulários dos meus braços. Fomos até o Range Rover de papai conversando sobre o parto de Lyla, ele estava lá também e quase teve a mão triturada por minha amiga. Ri disso. Era a cara dela.

— Você está bem? — perguntou ele quando eu parei diante da porta aberta na minha frente.

Não, Ray. Estou morrendo de medo de não ver um certo doutor mal-humorado mais, estou com medo de voltar a ser a Felicity Beta, e ainda estou com medo de entrar nesse carro e não voltar mais. Olhei para ele e ele sorriu.

— Hey, você consegue. — ele disse colocando a mão no meu ombro. Eu assenti e entrei. — Viu? Conseguiu!

Ele me entregou os formulários e acenou quando papai começou a dirigir para fora do estacionamento. Quando passamos pela saída, eu consegui ver Oliver Queen com seu rosto nublado olhando para a saída do hospital onde Ray tinha acabado de entrar, enquanto ligava sua moto e ia embora também. Ele passou por nós como um jato.

Fomos em direções separadas.

Notas finais
Felicity recebeu alta, e agora? Como que vai ser? Eles vão se encontrar novamente? Oliver parece querer certa distância dela. Felicity está mais curiosa do que nunca! Pessoal eu não quis prolongar mais a estadia da nossa loirinha no hospital, porque quis dar uma certa atençãozinha para o casamento de Cait e Tommy que vai acontecer em seguida e teremos mais Olicity! Por isso... Comentem! Indiquem! Favoritem! Acompanhem! Recomendem! Outras fics_ https://fanfiction.com.br/historia/784341/The_Perfect_Nanny/ https://fanfiction.com.br/historia/712239/Extreme_Love/ https://fanfiction.com.br/historia/715451/Broken/ (Atualizada!) L.W PS: Vamos bater #85 comentários? Ou mais uma recomendação? Vocês que mandam! Lembrem-se que eu tenho mais 16 capítulos prontos para postagem á qualquer minuto!