Dangerous Love
33 Capítulo 33
Notas iniciais

— Eu gosto deste tom de rosa... — eu disse olhando para a paleta de cores que me foi mandada pela Madame Pince. A dona da Pince Wedding's. A agência de casamentos que mamãe havia recomendado. Elas haviam trabalhados várias vezes juntas e os resultados eram maravilhosos.
— É bem claro, quase um rosa malva. — disse Caitlin vendo qual dos quadradinhos eu estava apontando. — Talvez com esse verde aqui...
Ela mostrou o tom de verde profundo que em contraste com o rosinha ficava muito bonito. Destaquei o meu quadradinho e ela o dela e deixamos juntos na mesa de centro do lado de duas outras combinações que havíamos montado.
— Elementos? O que seria isso? — perguntou Tommy lendo a check-list que veio junto com as paletas no pacote da Madame Pince.
— Adornos que você queira complementar na decoração além de flores e tecidos, como velas, fumaça... — explicou Cait ao seu marido e os dois se viraram para mim.
— A Mansão Queen tem um jardim lindo para a cerimônia e um pátio de tamanho ótimo para o jantar depois. Eu fui lá ontem para jantar com Oliver e dei uma boa olhada. Eu quero encher todas as árvores de piscas-piscas agora... — eu disse sorrindo levemente enquanto arrumava os duos de cores na mesa com foco.
Tommy riu levemente e Caitlin apenas sorriu.
— Afinal, como conseguiu que Thea abrisse mão da Mansão? Ela e Oliver tinham essa apostas faz eras... — disse Tommy me passando a check-list e eu dei de ombros.
— Eu não tenho nem ideia o que passou pela cabeça de Thea, ela simplesmente mandou uma mensagem falando que o jardim era todo meu. Oliver disse que fez outro acordo com ela, mas não elaborou muito. — eu respondi e risquei a quarta caixinha de uma longa lista.
A primeira caixinha era a data da cerimônia, a segunda era o local, terceira eram os horários. De acordo com mamãe esses eram os primordiais porque todo o resto dependia destes tópicos que pareciam tão pequenos em comparação á todo o trabalho que viria pela frente.
— Vocês vão casar perto da Ação de Graças porque não incorporar o feriado em tudo? Não seria mais fácil? — perguntou Tommy e Caitlin apenas ergueu uma sobrancelha para seu marido.
Eu decidi voltar para minha check-list que dizia que os convites seriam a próxima coisa a se fazer. Madame Pince havia mandado vários modelos por e-mail, mas eu não queria escolher sem Oliver. Eu já tinha começado a fazer inúmeras escolhas sem ele e odiava pensar que estava deixando ele de fora.
— Eu vou fingir que não ouvi o que você acabou de dizer. — respondeu Caitlin finalmente. — Porque se eu não fizer isso, você acabou de insinuar que integrar um feriado á uma cerimônia de casamento é a melhor escolha do que os catorze meses que eu passei planejando a nossa. Então, você não disse nada nos últimos dois minutos, marido.
— Como quiser, esposa. — respondeu Tommy e olhou para mim pedindo ajuda com os olhos. — Onde está Ollie, afinal de contas?
— Foi buscar Sara. Nós vamos ficar de babá o final de semana. Lyla e John tem um compromisso com alguns figurões e já aguentamos ficar algumas horas com a bebê, então... — eu disse e dei ombros. Peguei meu celular e vi que Oliver já deveria estar voltando com a nossa bombonzinho de chocolate á essa hora.
— Okay. Alguém me explica? Se vamos esperar ele para comer, eu posso muito bem tentar ajudar... — disse Tommy se aproximando da mesa de centro onde estávamos acampados. — Por que essas cores em especial?
— Bom, Madame Pince disse que eu poderia escolher até um quarteto de cores para integrar na decoração do casamento. Até agora temos três duplas, eu acho que quatro cores seria muita informação e eu e Oliver somos simples. Gosto de pensar assim, pelo menos. — eu disse e dei de ombros. — Esse tom de amarelo é o mesmo tom do buquê de rosas que ele me deu quando começamos a namorar em Londres, e combina bastante com esse tom de azul mais acinzentado porque me lembra também a cidade de Londres.
Eu mostrei os dois quadradinhos para os dois que assentiram.
— Já esse tom de roxo com esse tom de cinza perolado me lembra o vestido que usei no casamento de vocês quando tivemos nossa primeira dança, e é o mesmo tom do diamante no meu anel. — eu expliquei apontando para os quadradinhos seguintes.
Até tirei meu anel para mostrar que eram, sim, o mesmo tom. Talvez por causa da passagem do tempo, mas o aro do anel havia escurecido. Uma herança de família de gerações e gerações, eu acho. O diamante continuava brilhando como novo, no entanto.
— Ai que lindo, eu já quero esse... — disse Caitlin e eu ri levemente.
Sabia que ela iria falar algo assim.
— E agora esses dois... O rosa clarinho me lembra o buquê de rosas que ele me deu quando reatamos e esse tom de verde é um dos favoritos de Oliver. — eu disse e fiz um gesto ao redor. A maior parte do apartamento tinha alguma coisa verde escura, que era a cor preferida do meu noivo. — Eu realmente fico entre esses três, então vou esperar ele chegar para escolhermos juntos. Assim como os convites. Depois a gente passa para as coisas mais elaboradas, mas os convites tem que serem enviados até mês que vem.
— Faz sentido, mas vocês realmente só vão tirar tempo para lua de mel depois dos feriados? — perguntou Tommy se recostando aos pés do sofá e Caitlin seguiu sua deixa, mas não antes de pegar sua taça de vinho.
— Uma das lições que eu aprendi com vocês dois foi que eu não quero passar metade da minha lua de mel trancada em um hotel quando posso estar explorando. — eu disse e eles apenas riram e trocaram um sorriso cúmplice.
— Afinal quem irá planejar a lua de mel?
— Thea. Ela disse que era direito de irmã, então eu nem quis discutir. Confio nela suficiente para não me mandar para a Antártida. — eu respondi e nós três rimos levemente.
Tinha certeza que Thea planejar nossa lua de mel tinha algo a ver com o novo acordo entre ela e Oliver, mas tinha plena confiança em minha futura cunhada. Ela conhecia nós dois melhor que quase ninguém e sabia nossos gostos. Ela até tinha adiantado que a Inglaterra já havia sido vetada do roteiro, porque já havíamos visitado lá.
A campainha do elevador soou no hall de entrada e nos viramos para o arco de pedra a tempo de ver Oliver carregar Sara no colo com um sorriso e a outra Sara aparecer com uma pequena mala com orelhinhas de gato cor-de-rosa. Levantei do chão e ergui os braços para minha afilhada.
— Bebê! — eu disse sorrindo ao pegar ela em meu colo e depositar um beijo estalado em sua bochecha que a fez rir. Me virei para Oliver e sorri. — Bebê!
Ele riu e trocamos um selinho demorado. Depois que nos afastamos e todos se cumprimentaram, Oliver foi tomar banho e Sara desabou no sofá com o telefone na mão para pedir nosso jantar. Pizza. Como nos velhos tempos.
— O que você acha? — perguntei apresentando as combinações que eu fiz. Ela apontou para o rosa malva com verde escuro. — Por que?
— Porque eu vou fico muito gostosa com esse tom de rosa. — ela disse piscando e eu ri dando um tapa de leve em seu braço. — Mas combina com vocês também. Você é leve, engraçada e fofa demais. Oliver já é mais fechado, carregado e levemente misterioso. Fez sentido? Porque na minha cabeça fez.
Nós duas rimos de suas observações, e eu assenti e mostrei o amarelo e o roxo para quais ela torceu o nariz em nojo e apontar mais alguns fatos de porquê o último duo combinava mais comigo e com Oliver.
Caitlin se aventurou e trocou a fralda de Sara sozinha de modo clínico e vi que ela realmente queria um bebê e pelo olhar de Tommy, ele também. Ótimo. Continuem assim e eu terei muitos sobrinhos lindos. Eles iriam fazer quase um de casamento já e Caitlin estava determinada em começar a aumentar a família.
— Lyla disse que ligaria mais tarde para fazermos uma chamada de vídeo com eles antes dela ir para cama. — disse Oliver aparecendo com os cabelos ainda molhados do banho, mas sem seus costumeiros jeans e camiseta. Ele já estava de pijama, e eu fiquei levemente invejosa.
Um banho seria ótimo agora.
— O que estamos fazendo aqui? — perguntou ele sentando ao meu lado.
— Bom, temos uma lista á seguir e esse é o próximo tópico. Qual você gosta mais? — perguntei apontando para os quadradinhos. — Ou se preferir...
Abri o leque de inúmeras cores e seus tons para ele se aventurar e escolher.
Ele franziu o cenho e deixou o leque de lado e examinou os quadradinhos, mudou alguns de posições e depois tentou com outros tons do leque, mas ele me encarou e depois as cores e finalmente escolheu o tom de malva com o verde escuro. Todos ficaram em silêncio, a não ser por minha afilhada que estava balbuciando enquanto brincada com seu ursinho de pelúcia em forma de pinguim.
— Esses aqui. — ele batucou seu indicador e a enfermeira atrás de mim soltou um brado de vitória que me fez gargalhar.
Peguei os quadradinhos e os prendi junto com a check-list com meu mini-grampeador e risquei o quadradinho que dizia "Paleta de Cores" do lado. Abri meu notebook e abri o arquivo que Madame Pince havia me mandado com os modelos de convite para Oliver ver assim como todos os outros.
— Se fosse por mim, eu apenas mandaria um e-mail para todo mundo e estava feito, mas aparentemente não é o mais indicado. — eu disse e Oliver riu ao meu lado. — Ooh, esse é lindo!
Oliver ergueu uma sobrancelha para mim e eu bufei.
— Okay. Eu entendi agora. — eu respondi e todos riram de mim, enquanto eu revirava os olhos. — Ooh! Tem um simulador online!
Cliquei no link e o simulador de convites foi nos apresentado. Escrevi o meu nome e o de Oliver e esperamos alguns segundos para ver como ficariam os nossos nomes ali e não de duas pessoas aleatórias e assim que os modelos foram carregando, eu e Oliver íamos vetamos juntos. No final ficamos entre três, mas com a ajuda de Caitlin e Sara eliminamos um e ficamos entre dois.
— Hey, meu amorzinho, escute a dinda agora. Você é quem tem o voto minerva aqui. — eu disse segurando Sara na altura dos olhos, mas ela era todos sorrisos e estava mais preocupada em tentar arrancar meus óculos do que tudo. — Sara é o primeiro e Cait é o segundo.
— Vamos realmente deixar a decisão nas mãozinhas de um bebê que não tem nem um ano de vida ainda? — perguntou Tommy e eu e Oliver assentimos juntos. — Okay. Legal. Isso está sendo mais fácil do que da primeira vez.
Caitlin revirou os olhos para o seu marido e foi para perto do corredor enquanto Sara ia para perto do arco de pedra que levava até o hall. A pequena Sara já conseguia engatinhar, então era bem simples. Ela iria gatinhar até uma das duas e assim teríamos um modelo de convite escolhido até o fim da noite.
Oliver a pousou bem em frente ao balcão da cozinha que dividia o caminho até as duas perfeitamente. Por mais que Sara tinha estado lá quando a pequena Sara havia nascido, eu duvidava que a bebê lembrasse disso e fosse levar em consideração na sua escolha, mas Caitlin também não era uma figura presente suficiente para ser a favorita da bebê. Eu diria que estava bem balanceado e justo.
Oliver se afastou e as duas começaram a chamar o bebê. O interfone tocou e Tommy foi atender para não interromper a hora decisiva e buscar as pizzas. Sara começou a engatinhar até a outra Sara para depois engatinhar em direção a Caitlin e mudar de ideia e ir até o sofá em busca de apoio. Ah sim, ela já conseguia ficar em pé com apoio de alguma coisa.
— Acho que isso vai demorar mais do que previmos. — eu disse levemente me sentando no sofá de joelhos e observando minha afilhada balançar seus joelhinhos com um sorriso banguela. Seus dentinhos já haviam começado a nascer e eu sabia que assim que o primeiro nascesse eu iria sentir falta de seu sorriso banguela.
— Talvez a gente deveria dar alguma coisa para cada uma para chamar a atenção dela? — sugeriu Oliver se ajoelhando ao meu lado e sorrindo sem resistir ao charme da bebê embaixo de nós.
— Eu sinto cheiro de atum, quem em nome de Deus, pediu uma fodida pizza de atum?— perguntou Tommy aparecendo com três caixas de pizza do hall de entrada.
Sara soltou um de seus gritinhos e engatinhou até ele na velocidade da luz. Passou pela grande Sara batida até chegar nas pernas de Tommy e com o apoio das pernas do tio, ela se levantou e ergueu um dos braços para ele.
— Ela me quer ou quer a pizza? Estou confuso. — ele admitiu encarando a bebê risonha.
De acordo com o plano, graças á pequena Sara, eu consegui escolher um convite de casamento e Caitlin deu um passo á frente a maternidade que tanto planejava.
—-
— Como tem ido a escola nessa última semana? Vocês já estão quase de férias. — comentei levemente com William e Zoe enquanto comíamos cachorros quentes todos juntos.
Hoje seria o último dia deles no laboratório, já que estávamos na última semana de aula antes das férias de verão. Relembrando levemente desde o começo do ano até agora, o ano passou como um verdadeiro vulto para mim.
— Meu pai e eu vamos acampar e pescar nas férias. Will e Dinah vão com a gente. — disse Zoe e sem querer apenas confirmou minhas suspeitas sobre o pequeno e inocente envolvimento entre Dinah e René.
— Vocês dois? Longe de tecnologia e qualquer tipo de sinal? — perguntou Curtis com a boca cheia de cachorro quente, enquanto eu e Barry ríamos da cara de desacreditado dele.
— Não vai ser no meio do completamente nada. A gente até o Starling Lake. Tem torres de sinal, por perto. Eu conferi via satélite. — Zoe explicou e eu ri.
Starling Lake era no interior da cidade, não mais do que meia hora de carro de distância do centro da cidade. Realmente não era muito longe ou muito menos no meio do nada, e sim tinha algumas torres de sinal por perto para um conexão Wi-Fi decente.
— Entrega especial... — cantarolou a minha voz preferida no mundo inteiro.
Girei em minha cadeira a tempo de ver Oliver entrar com Sara em seu canguru na Disney Geek com sua bolsa de essenciais. A paisagem assim era levemente cômica porque Oliver estava usando seus costumeiros jeans pretos com uma suéter também preto e o canguru de Sara era rosa e combinava com sua bolsa.
— Hey, bebêzinha! Eu senti tanta saudade de você! — disse me levantando e indo até eles.
Quando me viu, Sara sorriu exibindo a pontinha branca de seu primeiro dentinho e balançou suas perninhas contra a barriga de Oliver. Ele a libertou do canguru e a me entregou. Eu a ergui no ar e depois ataquei suas bochechas com beijinho estalados que a fizeram preencher o laboratório inteiro com suas gargalhadas deliciosas de bebê.
— Ahm, de quem é esse bebê? — perguntou Curtis e eu me virei para os outros que nos encaravam curiosos.
— Pessoal essa é Sara Diggle, nossa afilhada. Sara, o pessoal. — eu fiz as apresentações e dei um tchauzinho para todos eles com a mãozinha gordinha de Sara.
Nós almoçamos todos juntos os cachorros quentes caseiros de Barry, e depois que Oliver fora visitar sua mãe no escritório lá em cima, eu fiquei com Sara. Ele teria um de seus plantões noturnos hoje e eu tinha uma noite das garotas com Caitlin, Thea e a grande Sara.
— Nunca pensei que Oliver fosse se dar tão bem com um bebê assim... — assinalou Curtis e depois riu de algo que era só para ele. Eu ergui uma sobrancelha e ele deu de ombros. — Ele parece sério o tempo inteiro, ver ele entrar aqui vestindo um canguru rosa faz a gente reavaliar algumas opiniões!
Eu apenas ri e voltei a sentar com Sara no meu colo. Eu a balancei em meus joelhos e comecei a fazer caretas que a faziam gargalhar. Só de pensar que amanhã o pequeno ser humaninho que havia dividido a cama comigo e com Oliver, nos empatando por dois completos em todas as nossas tentativas de ter sexo, iria voltar para casa com os pais trazia sentimentos contraditórios para dentro do meu peito.
Eu iria sentir falta dela colada á mim terrivelmente.
Mas eu já sentia falta de sexo terrivelmente.
— Você pensa em ser mãe, Felicity?
Parei com as caretas e de balançar Sara nos joelhos ao ouvir a pergunta de William, me virei em sua direção e pensei muito bem em minha resposta antes de falar qualquer coisa. O garoto era esperto e a esse ponto do meu relacionamento acho que ele já sabia diferenciar quando eu estava protelando um assunto ou não.
— Sendo bem sincera, não, mas depois do meu acidente eu reavilei vários aspectos da minha vida. Eu tinha medo de relacionamentos e hoje estou noiva de Oliver. Eu não era muito fã de crianças e agora tenho vocês e Sara. Não sei se me vejo como mãe ainda, mas nunca enfiei na minha cabeça que queria ter alguém relativamente grande saindo de um buraco relativamente pequeno dentro do meu corpo. — eu disse tentando ser o mais sincera possível e William apenas riu de minha resposta assim como Zoe e os rapazes.
— Você tem jeito com crianças. — disse Barry começando a recolher o lixo. Ele fez um gesto para Sara que agora lutava contra seu soninho da tarde em meu peito com uma leve preguicinha. — Eu acho que você seria uma ótima mãe, Felicity.
William e Zoe assentiram como se concordassem.
— É o que continuam a me falar, mas acho que é apenas sorte que Sara goste tanto assim de mim. — eu disse e comecei a ninar ela em meu peito levemente tentando ignorar o pequeno aperto que senti ali dentro.
—-
— Felicity?
Dedos foram estalados na minha frente e eu sai do meu estupor.
Encarei Caitlin sentada na minha frente e Thea que me encaravam preocupadas.
— Você está bem, Lis? — perguntou a última e eu assenti e cocei o pescoço.
— Esse planejamento todo me deixa louca. — eu disse e senti meu estômago protestar de fome, mas a pilha de convites na minha frente havia apenas crescido.
Era uma tradição da família de Oliver assinar cada convite á mão e Moira tinha estado tão animada com essa parte do planejamento que foi impossível dizer não para ela, mas isso fez eu e Oliver diminuirmos nossa lista de convidados quase que por um terço. Ele havia levado um bloco de convites que eu já havia assinado para assinar também e já destruir pelo hospital e eu fiquei assinando o outro bloco que restava.
Minha mão já estava latejando, e eu ainda tinha muitos convites pela frente. Para 166 pessoas, tinha muito papel ali ainda. Eu ia assinando, Thea envelopando e Cait selando e colocando na pilha dos que já estavam prontos.
Aquela pilha estava pequena demais ainda.
— Eu só quero ir para a parte da comida logo. — eu disse e elas riram levemente.
— Eu percebi que você não colocou as opções de menu no convite. — disse Caitlin analisando o convite que eu havia acabado de assinar.
— Oh sim. Você sabe que minha mãe me deu o vestido de noivo e das madrinhas e da dama de honra de presente, não sabe? — perguntei e ela assentiu. — Bom, os pais de Oliver decidiram nos dar o jantar pós-cerimônia de presente. Isso incluí os pratos com carne, frango e veganos. Moira conhece uma chefe excelente que vai me encontrar na semana que vem que é especialista em menu variados e depois uma confeiteira para vermos o bolo. Eu quero tanto chegar nessa parte.
— E a sua futura e maravilhosa cunhada está lhe dando tudo que envolva álcool e música vale lembrar também. — disse Thea fechando mais um envelope e eu sorri para ela.
— Então o único custo que vocês estão tendo é a Madame Pince e a lua de mel? — perguntou Cait quando lhe passei outro convite.
— Na verdade apenas a lua de mel, os convites e a consultoria dela. E as alianças, Oliver quer customizar elas. — disse estralando os dedos da mão e trocando de caneta. — Meu pai me deu toda a decoração junto com as flores, aparentemente ele e mamãe tinham mantido uma poupança para quando eu me casasse por mais sinistro que isso pareça.
Elas riram levemente e eu dei de ombros.
Thea e Cait ainda estavam levemente balançada uma com a outra ainda, mas estavam tentando. Thea não revirava os olhos todas as vezes que Cait entrava ou saía de algum lugar e nem Cait arrebitava o nariz quando Thea fazia a mesma coisa. Era a última coisa que eu precisava agora.
— E as flores? Já escolheu? — perguntou Cait e eu assenti continuando a assinar os convites.
— Sim, eu, Oliver e Sara fomos até a feira do mercado orgânico do interior da cidade e brincamos de floristas por algumas horas. Eu consegui fazer a reserva e entrega das flores. — eu contei e sorri ao lembrar de ver Sara espirrar toda vez que chegava perto de lírios que foram fortemente vetados naquele dia.
— E o buquê?
— Oliver que fez meu buquê. — eu contei e as duas pareceram surpresas. — O que?
— O noivo escolheu o buquê da noiva? — perguntou Caitlin pensativa.
— Ele entende de rosas melhor do que eu... — eu disse assinando o último convite com um suspiro. — Acabou, certo? Não tem mais nenhum escondido ou caído por aí?
— Não. Acabou mesmo. Agora só falta, Ollie assinar e podem ser despachados. — disse Thea envelopando o último e eu deixei a caneta cair de lado e me recostei no sofá.
— Estou com sede. — disse Cait e eu levantei do chão com um suspiro.
— Eu vou pegar um vinho e algo para gente comer enquanto os meninos não chegam. — eu disse e elas apenas soltaram "uhum"s como resposta porque já estavam mexendo em seus celulares ao invés de tentarem conversar entre si.
Revirei os olhos e me arrastei para fora da sala.
Assim que cheguei na cozinha tive que me apoiar levemente na ilha de granito porque minha visão ficou turva e cheio de pontinhos pretos, tirei o óculos e cocei meus olhos respirando profundamente. Sem melhora alguma. Voltei a calçar os óculos e agarrei a garrafa de vinho no meio da ilha que havia aberto ontem com Oliver durante o jantar.
Hm. Jantar.
Minha barriga protestou e olhei para a geladeira ainda com a visão turva. Assim que dei o primeiro passo, meu corpo pesou e foi para frente. Eu derrubei a garrafa de vinho do chão e senti a dor do baque assim que meu corpo foi contra o chão. A última coisa que eu lembrava era que eu havia desperdiçado um bom vinho.
Fale com o autor